quinta-feira, 21 de outubro de 2010

É HORA DO LANCHE!

ACom o início das aulas, sabemos que para si, a alimentação do seu filho é um aspecto importante e nem sempre fácil de acompanhar quando não está com ele. Nestas alturas, as escolhas alimentares do seu filho são influenciadas, pelo grupo de amigos, pela oferta disponível e pelos conhecimentos alimentares que adquire.

A alimentação, particularmente na infância e adolescência, tem uma influência determinante no desenvolvimento emocional, intelectual e social.

Para evitar que as escolhas do seu filho sejam erradas deverá:
•Incutir hábitos alimentares saudáveis em casa e servir de exemplo;
•Ensinar conceitos de alimentação saudável de forma descontraída e, se possível, durante a refeição;
•Decidir em conjunto com o seu filho o que ele almoçará no refeitório da escola;
•Preparar com ele o lanche para levar para a escola;
•Aproveitar as reuniões de pais para despertar o interesse da escola para as questões da alimentação saudável.

A importância dos lanches

Os lanches são determinantes para o equilíbrio do dia alimentar:
•Ajudam a fornecer a energia e os nutrientes de que o organismo necessita para se manter activo entre as refeições principais;
•Ajudam à concentração e ao melhor rendimento escolar;
•Permitem controlar os apetites vorazes responsáveis pelo aumento da ingestão de produtos muito açucarados ou com muita gordura.

Nos bares escolares e/ou nas máquinas de venda cada criança faz a sua escolha, baseada na oferta. É aqui que ela deve ser ensinada a escolher e não proibida de consumir. Interessa disponibilizar uma variedade de alimentos, suficiente para ir ao encontro das suas expectativas, como exemplo:
•Leite e iogurtes meio-gordos, simples ou aromatizados (sempre que possível sem adição de açúcar), queijo fresco, curado fundido ou requeijão;
•Sumos naturais de fruta e/ou vegetais sem adição de açúcar e/ou comerciais "100%" sumo e água (não gaseificada e sem aromas);
•Variedade de pão, pouco refinado e com pouco sal (ex: pão integral, de mistura, centeio…), simples ou com adição de queijo/fiambre, manteiga, compotas com pouco açúcar;
•Cereais em flocos e/ou barras, ricos em fibras alimentares e com pouco sal e açúcar;
•Apenas bolos sem cremes, com pouca gordura de preferência confeccionados em casa;
Evitar: alimentos fritos e folhados como as batatas fritas ou os salgados; produtos de charcutaria; gelados compostos maioritariamente por natas, aromas e corantes; rebuçados, chocolates, caramelos e outras guloseimas; bolachas com recheio; produtos de pastelaria e confeitaria e refrigerantes.

Um bom lanche deve sempre incluir:
oPão ou barra de cereais ou cereais de pequeno-almoço
oIogurte ou leite;
oUma peça de fruta ou sumo natural

As nossas sugestões:

Nota: Sempre que possível, as sandes deverão ser enriquecidas com vegetais ou fruta. A garrafa de água deverá sempre fazer parte da lancheira.


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Bibliografia:  http://www.nestle.pt;  MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, Educação Alimentar em Meio Escolar, Referencial para uma alimentação saudável, Outubro 2006, Lisboa;
 http://www.plataformacontraaobesidade.dgs

Paula Leite – Enf. Especialista Enfermagem Comunitária Equipa de Saúde Escolar
Unidade Saúde Pública ACES Feira/Arouca

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Exposição de Fotografias: "Amamentar: Fonte de Amor"

Como é do vosso conhecimento Sta Maria da Feira prepara-se para divulgar o Programa para a Celebração da Semana Europeia do Aleitamento Materno.

Nesse âmbito estamos a organizar uma exposição de fotografias subordinada ao temaAmamentar: Fonte de Amor”

- Quer participar nesta exposição?

Então envie até ao dia 15 de Setembro as suas fotos para o e-mail: associamilagredevida@gmail.com

Ás 3 fotos mais votadas pela Comissão Científica das 1 Jornadas "Amamentar Dá Mais Vida"que se realizam nos dias 8 e 9 de Outubro de 2010, na Biblioteca Municipal de Sta Maria da Feira, será atribuído um prémio de que daremos noticias aqui.

Participe envie a sua fotografia.

IN: http://asspmilagredevida.blogspot.com/

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A importância da leitura no desenvolvimento da criança

"Os livros ajudam as crianças a lançarem-se no mundo. E ajudam pais e filhos a estreitarem os laços afectivos."
Capage, Kate (PHD) e Manzak D. W. (MPH)


Está mais que provado que as crianças desenvolvem-se melhor e têm melhores resultados na escola quando contactam diariamente com livros.

Infelizmente ainda há quem pense que as crianças só começam a aprender a ler quando vão para a escola. Na verdade a capacidade de ler desenvolve-se desde o primeiro ano de vida e deve ser treinada regularmente com a ajuda da família.

Desta forma, pais, avós, tios, amigos da família poderão ajudar a criança a adquirir o gosto pela leitura se lhes oferecerem livros e os lerem em voz alta a partir dos 6 meses de idade.

O que referem os estudos:
- As crianças que contactam precocemente com livros e ouvem ler com assiduidade adquirem uma linguagem mais rica, tanto no que respeita à expressão como à compreensão.
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- Uma criança exposta precocemente aos livros adapta-se melhor à escola e tem maior probabilidade de sucesso escolar.
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- Uma população menos escolarizada e com nível de literacia fraco apresenta maior resistência à mudança de estilos de vida, menor entendimento e adesão aos conselhos de saúde, menor cumprimento da terapêutica, menor capacidade de gestão das suas doenças crónicas, maior taxa de hospitalização e uso inadequado dos serviços de saúde.
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- O número de anos de escolaridade relaciona-se directamente com a sobrevivência da população em geral.

O Projecto Ler+ dá Saúde está associado ao projecto Reach out and Read (ROR), criado há 12 anos por um grupo de médicos e educadores de Boston.
Este programa consiste em oferecer livros e inserir aconselhamento da leitura em voz alta aos pais, nas consultas de rotina e na observação das crianças, feitas por médicos e enfermeiros.

Actualmente abrange 3 milhões de crianças, distribui 5 milhões de livros por ano e envolve 47 mil médicos e enfermeiros e profissionais de saúde em muitos Estados. Os resultados têm sido extremamente positivos.

Perri Klass, coordenadora do programa “Reach Out and Read refere o seguinte: “Quando penso em crianças que crescem em casas sem livros, sinto a mesma reacção visceral que sinto quando penso em crianças que vivem sem leite ou sem comida ou sem calor: não pode acontecer, é inadmissível. Empobrece-as e priva-as sem lhes dar sequer a oportunidade que merecem.”

De facto, (…) “quando os pais lêem alto aos filhos, as competências das crianças aumentam, assegurando-lhes benefícios para toda a vida. (…)
Para evitar problemas na aprendizagem da leitura é aconselhável a intervenção precoce da família, logo a partir dos 6 meses de idade.(…)
Sempre que os médicos de família, os pediatras e os enfermeiros se dispõem a promover a leitura em família obtêm resultados muito positivos, pois os pais confiam no seu aconselhamento e em tudo o que diz respeito ao bem-estar e ao desenvolvimento da criança.(…)"
In Young K.T., Davis K., Schoen ., et al: Listening to parents. A National Survey of parents with young children. Arh Paediatric. Adolesc. Med. 1998; 152:255
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Por isso, aproveite o período de férias para ler em família. Verá que se vai divertir ao deparar-se com a imaginação e criatividade das suas crianças!
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__________________ Vânia Coimbra __________________
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Bibliografia:
http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/lermaisdasaude/content.php?id=2

sábado, 31 de julho de 2010

Semana Mundial do Aleitamento Materno 2010

“Amamentação: apenas dez passos. O caminho amigo do bebé!”

A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) comemora o 20 º aniversário da Declaração de Innocenti que apelou para a implementação dos Dez Passos em todas as instalações da maternidade.
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Durante estes 20 anos, mais de 20.000 maternidades (cerca de 28 % de todas as maternidades do mundo), implementaram integralmente os Dez Passos, tendo sido certificadas pela Iniciativa Hospital Amigo do Bebé.
Durante este período, as taxas de aleitamento materno exclusivo aumentaram de forma significativa. No entanto, a redução das candidaturas das Instituições de Saúde à Iniciativa Hospitais Amigos do Bebé em todo o mundo, bem como a formação inadequada dos profissionais aliada a um certo incumprimento dos Dez Passos em maternidades credenciadas estão a contribuir para a estagnação ou declínio das taxas de aleitamento materno exclusivo em muitos países.
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É hora de nos comprometermos com essa abordagem, reflectindo sobre aquilo que queremos para os nossos bebés e para as nossas famílias, uma vez que os serviços de saúde desempenham um papel vital no estabelecimento e sucesso da amamentação.

SMAM: Objectivos para 2010

- Chamar a atenção para os dez passos, de forma a melhorar os índices de amamentação;

- Renovar a acção das instituições de saúde, de forma a promover informação e apoio às mulheres;

- Informar as pessoas sobre os riscos da alimentação artificial e da introdução precoce de outros alimentos;

- Identificar as vantagens do aleitamento materno, incidindo no desenvolvimento e saúde da criança ao longo da vida e na saúde da mãe;
- Habilitar as mães para desfrutar em pleno do acto de amamentar, solicitando apoio e/ou aceitando o apoio dos profissionais de saúde.


Os Dez Passos para o sucesso da amamentação,
segundo recomendações da OMS/UNICEF:

1. Ter uma norma escrita sobre aleitamento materno, a qual deve ser rotineiramente transmitida a toda a equipa de cuidados de saúde.

2. Treinar toda a equipa de cuidados de saúde, capacitando-a para implementar esta norma.

3. Informar todas as grávidas atendidas sobre as vantagens e a prática da amamentação.

4. Ajudar as mães a iniciar a amamentação na primeira meia hora após o parto.

5. Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo que tenham de ser separadas de seus filhos.

6. Não dar ao recém-nascido nenhum outro alimento ou bebida além do leite materno, a não ser que seja por indicação médica.

7. Praticar o alojamento conjunto - permitir que mães e os bebés permaneçam juntos 24 horas por dia.

8. Encorajar a amamentação sob livre demanda (sempre que o bebé quiser).

9. Não dar bicos artificiais (tetinas) ou chupetas a crianças amamentadas.

10. Encorajar a criação de grupos de apoio à amamentação, para onde as mães devem ser encaminhadas por ocasião da alta hospitalar.
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.No nosso país existem 5 Instituições Amigas do Bebé:
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 Hospital Garcia de Orta (Almada), desde 2005
 Maternidade Bissaya Barreto (Coimbra), desde Julho de 2007
 Hospital do Barlavento Algarvio (Portimão), desde Outubro de 2008
 Maternidade de Júlio Dinis (Porto), desde Outubro de 2009
 Maternidade Alfredo da Costa (Lisboa), desde Janeiro de 2010


Ainda temos um longo caminho a percorrer!
Passo a passo vamos conseguindo os nossos objectivos…
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A Associação Milagre de Vida (AMVPP), em articulação com o ACES Entre o Douro e Vouga I (do qual faz parte o Centro de Saúde de Santa Maria da Feira), o CHEDV e a Câmara Municipal, vai propor e planear uma série de actividades durante a Semana Mundial do Aleitamento Materno que nos países europeus se comemora entre 4-10 Outubro.
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A AMVPP encontra-se já a organizar as 1ª Jornadas de aleitamento Materno: “Amamentar dá mais vida!”
Futuramente postaremos as actividades que vão ser realizadas nos diversos locais do concelho da Feira.
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... Vamos ajudar as nossas mamãs a dar mais saúde e mais vida

às nossas crianças!

Unidos podemos fazer mais e melhor!

__________________________ Vânia Coimbra (EESMO)

Bibliografia
http://tensteps.org/ten-steps-successful-breastfeeding.shtml
http://worldbreastfeedingweek.org/

terça-feira, 1 de junho de 2010

"Uma história, por favor!"

"Um destes dias, ia sentada no autocarro atrás de uma menina e sua mãe, que tinha ido buscá-la à escola. Como a menina não fazia questão de falar baixo e o autocarro ia silencioso, não pude deixar de ouvir a conversa…

- Mãe, logo contas-me uma história antes de eu dormir?

A mãe não respondeu, mantendo-se virada para a paisagem que via pela janela. Assim, a filha voltou a pedir, desta feita com mais delicadeza:

- Mãe, logo à noite contas-me uma história, por favor?

A jovem mãe da criança deu-lhe, então atenção:

- Ó Ana, tu sabes que eu não tenho cabeça para te contar histórias! Ando estafada, não vês?

- Mas era só uma história pequenina… - tornou a Ana, fazendo uma voz irresistível.

- Tu agora até já sabes ler! – atalhou a mãe.

- Pois, mas não é a mesma coisa – refilou a menina.

- Ora! Quando fores passar um fim de semana a casa do teu pai, pede-lhe a ele que te conte uma história, que ele deve andar mais folgado do que eu – replicou a mãe, já a impacientar-se.

A criança ficou algum tempo calada. Por fim, voltou à carga:

- É que o pai não tem tempo. Ele chega a casa quando eu já estou a dormir…

- Pedes-lhe que te conte a história de manhã – sugeriu a mãe, agora mais sensibilizada.

- Oh… De manhã o pai vai logo para o computador e, além disso tem de ser à noite!

A mãe não entendeu aquela lógica e, desviando novamente o olhar da janela, interessou-se:

- Mas, afinal, tem de ser à noite porquê?

- É que a minha professora disse que, quando ela era pequenina, o pai ou a mãe dela contavam-lhe uma história à noite e que isso a fazia sonhar!

- Ah, já estou a perceber… - disse, então, a mãe da Ana. – Tu queres é sonhar… E queres sonhar com quê, posso saber?

A menina voltou a ficar em silêncio. Depois, respondeu, como se falasse para si
mesma:

- Eu queria sonhar que o pai e tu tinham um bebé… E eu tinha um mano pequenino…

A mãe exasperou-se:
- Mas que coisa! Então tu não sabes que o teu pai escolheu a família dele, Ana?! Não falámos já tantas vezes sobre isso?!

- Sim… - respondeu a menina, em voz mais baixa, encolhendo-se no banco. – Mas o que eu queria saber é porque é que ele não me escolheu a mim…

A conversa terminou ali. Mãe e filha saíram do autocarro poucos minutos depois. Eu fiquei a olhá-las, pela janela, solidária com a perplexidade triste da menina, cuja pergunta (cheia de sentido e legitimidade) não obteve qualquer resposta.

E pensei: hoje, como ontem, ser criança deveria ser sinónimo de… ser feliz! Como seria bom se a Ana e todos os meninos e meninas do mundo não tivessem de pedir «por favor» uma história que lhes desse o direito a serem felizes, ainda que apenas no país dos sonhos!"

"O Dia Mundial da Criança assinalado com um texto de Maria Teresa Maia Gonzalez escrito para este dia e para os leitores da Agência ECCLESIA."


IN: ECCLESIA

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Deixar a fralda (2ª parte)



Nota Introdutória
Ajudar a criança a deixar a fralda constitui uma façanha que, por norma, demora algum tempo e requer dos pais uma boa dose de paciência e bom senso.

Normalmente só a partir dos 18 meses é que a criança atinge uma fase de amadurecimento que lhe permite reconhecer que tem vontade de urinar ou defecar, controlando os esfíncteres. Até esta data, a maior parte das crianças defeca e urina de forma automática (reflexo fisiológico).

No entanto, tudo isto varia de criança para criança. Se algumas são capazes de deixar a fralda entre os 18-24 meses, outras só o conseguem mais tarde. O mais comum é que as crianças deixem a fralda entre os 18 e os 36 meses.

Deixar a fralda não se faz de um dia para o outro. A criança necessita inevitavelmente de muita ajuda e compreensão.
Ela precisa de estar atenta a uma sensação física, de forma a reter as fezes e urina até chegar ao bacio. Terá que ter consciência de que a falta de atenção lhe trará desconforto.

A melhor altura para tirar as fraldas à criança é na Primavera ou no Verão para que a criança ande com menos roupa, sendo mais fácil pô-las no bacio quando a vontade aperta. Por outro lado a criança suja menos roupa no verão que no Inverno e esta seca mais rapidamente.

Sinais que a criança dá que indicam que está na hora de iniciar o processo de deixar a fralda:

- Urina com intervalos regulares, durante os quais as fraldas se mantêm secas;

- Manifesta vontade de urinar ou defecar pelas expressões faciais ou pela posição em que se coloca (há crianças que se posicionam de cócoras a um canto, outras apresentam uma expressão facial reveladora de um esforço para puxar). Isto significa que ela está atenta a uma sensação física que lhe trará desconforto (estar suja ou molhada);

- Compreende o que são as fezes e a urina e para que serve o bacio
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Dicas para ajudar o seu filho a deixar a fralda

1 – Converse com a criança

Antes de tirar a fralda converse com o seu filho e explique-lhe o que se vai passar. Certifique-se que ele sabe bem o que é o “cocó” e o “chichi”. Na hora da muda da fralda vá-lhe falando destes conceitos (“Tens chichi na fralda”; “Fizeste muito cocó”; “A mamã vai à casa de banho fazer chichi”) para que a criança os interiorize.

Explique-lhe que ao começar a usar o bacio irá deixar a fralda e passar a usar cuecas. Mostre-lhe que os adultos também usam cuecas (eles adoram imitar os mais crescidos) e ofereça-lhe cuecas com o seu boneco preferido ou com outros motivos engraçados, podendo mesmo deixar a criança escolher as cuecas que quer usar.

Conte-lhe uma história na qual a criança deixa a fralda e começa a ir ao bacio (por ex. da colecção Matilde – Vasco, este é o bacio!!!)


2 – O tempo que passa no bacio

Quando se começa a treinar as idas ao bacio é fundamental estabelecer uma rotina de forma a oferecer estabilidade e segurança à criança.
Se a criança está no infantário ela irá a determinadas horas ao bacio, o que ajuda os pais neste processo de transição. Em casa os pais deverão cumprir dentro do possível esses horários.

Numa fase inicial é difícil manter a criança sentada durante muito tempo no bacio, mas com o decorrer do tempo ela acabará por entender a razão por que é necessário passar algum tempo no bacio.

Deixe-a brincar com o seu brinquedo preferido, ler um livro, cantar uma música, pa
ra que ela se entretenha mais tempo.

Se a criança não fizer nada, não a deixe estar mais do que 15 minutos no bacio para que ela não fique cansada e desmotivada.

3 – Faça uma festa!

Quando finalmente um dia aparecer um “presente” no fundo do bacio não se acanhe e faça uma festa porque a criança merece. Bata palmas, dê-lhe beijinhos e diga-lhe que se sente contente por ter feito cocó ou chichi no bacio. Isto faz com que a criança seja valorizada e queira repetir a façanha.

Mostre à criança o que ela fez no bacio e mais tarde ensine-a a ir consigo ao wc despejar o bacio na sanita.

4 – Seja coerente

Deixar as fraldas é um processo trabalhoso também para os pais.
Se a criança anda no infantário muitas vezes os sucessos conseguidos durante a semana são colocados em causa no fim-de-semana, por que até é mais prático e seguro para todos durante as saídas para o exterior ou passeios de carro socorrerem-se da milagrosa fralda e colocá-la novamente à criança.
No entanto não se esqueça do seguinte: Quando iniciar este processo SEJA CONGRUENTE. As crianças ficam confusas com o facto de ora estarem sem fralda e serem incentivados a ir ao bacio, ora noutro momento já estão com fralda por que é mais cómodo e seguro!

Arrisque a sair sem lhe colocar a fralda quando o seu filho mostrar que já consegue controlar mais ou menos as micções e dejecções.

Muna-se de várias mudas de roupas, toalhetes e não tenha medo de sair à rua. Mesmo que lhe tenha colocado uma fralda porque a criança vai dormir ou por outra razão não caia no erro de dizer para fazer na fralda se ela lhe pedir para ir ao bacio, só porque é mais cómodo para si. A nossa coerência faz com que eles aprendam.

5 – Como reagir aos acidentes

Durante este processo de deixar a fralda ocorrem muitos avanços e retrocessos que ocasionam alguns “acidentes” no chão, na carpete, na cama…

Mentalize-se que a criança está a aprender e que tal tarefa não é fácil. Muitas vezes uma brincadeira mais prolongada ocasiona distracção. Nestas situações não humilhe a criança ralhando com ela e punindo-a, uma vez que este comportamento vai fazer com que a criança se sinta incapaz.

Explique-lhe que os acidentes acontecem e que ela da próxima vez terá que ter um pouquinho mais de atenção.

6 – Em harmonia com a escola

Se a criança inicia o treino do bacio na escola, o ideal é que esse processo seja iniciado em ambos os lados (escola e casa), para que a criança sinta uma certa harmonia e compreenda as razões do treino dos esfíncteres.

Envie várias mudas de roupa para o infantário pois os “acidentes” não acontecem só em casa.

O treino do bacio, quando iniciado na escola, facilita a aprendizagem, uma vez que a criança se sente acompanhada neste processo.

7 – Deixar as fraldas à noite

Depois da criança conseguir deixar a fralda durante o dia está na hora de tentar deixar à noite. Normalmente é um pouco mais complicado uma vez que a criança se encontra a dormir e poderá não ter consciência que está com vontade de ir ao bacio.

No início comece por acordar várias vezes a criança durante a noite e leve-a ao wc para que urine. Gradualmente a criança irá acordar por si e chamá-la para ir ao wc.
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Previna-se:
- Compre um resguardo para a cama para proteger o colchão;
- Tenha uns panos ou toalhas sempre à mão para emergências nocturnas;
- Tenha mais mudas de roupas de cama. Se houver acidentes e ficar tudo molhado
terá que trocar a roupa da cama para que a criança fique confortável;
- Reduza o volume de líquidos ao deitar.

Boa sorte para mais uma aventura no processo de crescimento e desenvolvimento do seu filho!
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_________ Vânia Coimbra (Enfª SMO) ________
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Bibliografia:
SILVA, Mary Katherine Martins. Guia de pais “MATILDE Vasco, este é o bacio!!!” Campo das Letras

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O VERÃO ESTA A CHEGAR...

O calor chegou e Verão vem aí!
Estes dias quentinhos já são convidativos de passeios e actividades ao ar livre!

O Verão é estação do ano que mais convida a actividades ao ar livre!
É também nesta altura que a maioria da população aproveita para gozar as suas férias. É, no entanto, uma altura do ano que tem algumas situações de risco específicas que importa conhecer para melhor poderem ser prevenidas. O calor expõe os bebés e as crianças ao risco de desidratação rápida, uma vez que estes são mais sensíveis.

Proteja-o seu filho do Sol e do calor
• Evite a exposição directa ao Sol, em especial, entre as 11 e as 16 horas;
• Na praia, mesmo debaixo do chapéu-de-sol não está protegido. A água do mar também reflecte os raios solares podendo provocar queimaduras solares;
• Sempre que o seu filho estiver exposto ao Sol ou andar ao ar livre, aplique protector solar , (renove de 2h/2h), óculos de sol e chapéu com abas;
• Vista a criança com roupa solta, de algodão de preferência de cores claras, expondo a pele o menos possível;

Ofereça água e uma alimentação equilibrada
• As crianças podem não sentir sede: ofereça água frequentemente e em alternativa sumos de fruta naturais, sem adição de açúcar, mesmo sem terem sede;
• Confeccione refeições leves, pouco condimentadas e mais frequentes;

Em casa
- Durante o dia mantenha as janelas e estores fechados, para manter a casa fresca;
- Ao anoitecer abra as janelas, para permitir a entrada de ar e baixar a temperatura da casa;
- Se estiver calor dentro de casa, deixe os bebés e as crianças com roupa leve;
- À noite, se a casa estiver quente, utilize pouca roupa na cama;

Em viagem
• Devem evitar-se grandes viagens de carro com crianças e bebés;
• Se o carro não tiver ar condicionado não feche completamente as janelas;
• Leve água ou sumos de fruta naturais sem adição de açúcar;
• Sempre que possível viaje de noite;
• Evite a permanência em viaturas expostas ao Sol;


Sinais de Alerta e Acções a Desenvolver
Deve ter em atenção certos sintomas associados a um esgotamento por calor:
• Sonolência
• prostração
• cansaço
• fraqueza
• desmaio
• náuseas e vómitos
• respiração rápida e superficial
• transpiração
• palidez
• pele fria e húmida
• cãibras musculares
• febre.

O que fazer:
• Pôr a criança numa divisão fresca;
• Dar-lhe imediata e regularmente líquidos, se estiver consciente;
• Fazer baixar a febre através de um banho com água 1 ou 2ºC abaixo da temperatura corporal;
• Contactar um médico;

Contactar o serviço Saúde 24 – 808 24 24 24 ou o “Número Nacional de Socorro” (SOS) – 112.

Fotos: net
Fonte: http://www.dgs.pt/

Carina Alves (Enfermeira)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Deixar a fralda (1ª parte)

«Cada criança tem o seu ritmo» é um chavão que os pais já ouviram vezes sem conta, mas que nem sempre interiorizaram. E por isso ficam preocupados se os filhos dos amigos conseguem atingir esta, como outras etapas, antes do seu. Mas, nesta como noutras questões, é preciso dar tempo ao tempo. E se não podemos nem devemos forçar uma criança a comer ou a dormir, também não podemos nem devemos forçá-la a fazer chichi e cocó quando queremos e onde queremos.

Berry Brazelton, o mais conceituado pediatra da actualidade, alerta os pais para a importância de esperar que a criança esteja pronta. O seu método centra-se na criança, ou seja, é ela que tem de ser a protagonista e não os pais. Na sua opinião, tal nunca deve acontecer antes dos dois anos de idade.

Existem certamente crianças que conseguem deixar as fraldas com sucesso mais cedo, mas ao tentar-se mais cedo, com a generalidade das crianças, estamos a sujeitar muitas delas a um mal-estar psicológico não negligenciável: «Quando as crianças são pressionadas antes de estarem preparadas para serem bem-sucedidas, os insucessos resultam em problemas sérios como a retenção das fezes, a incontinência fecal ou a enurese nocturna» (A Criança e a Higiene, de T. Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow, Presença).

O importante será então, na opinião de Brazelton, ter a certeza que a criança está preparada e permitir que esta seja uma conquista sua e não uma imposição dos pais. Para tal, é preciso esperar que surjam os primeiros sinais que revelam a maturidade necessária por parte da criança. Para ele, os mais importantes são: já não querer estar sempre de pé e a andar de um lado para o outro; a linguagem estar bastante desenvolvida; saber dizer Não; saber pôr as coisas no sítio certo; começar a imitar os pais e irmãos mais velhos; começar a manter-se seca durante uma ou duas horas; fazer cocó a horas certas; estar a conquistar a consciência do seu corpo.

Estes sete sinais eleitos por Brazelton como essenciais revelam que o controlo dos esfíncteres, ou seja, aprender a reter durante algum tempo o chichi e o cocó, é uma capacidade complexa e que está relacionada com uma série de outras aquisições. Deixar as fraldas depende de aspectos fisiológicos, mas também cognitivos, psicológicos e emocionais. (…)

ASPECTOS FISIOLÓGICOS E DE MOTRICIDADE
Os músculos dos esfíncteres (genital e anal) têm de ter atingido maturidade suficiente de modo a permitirem que a criança «aguente» algum tempo entre sentir que tem vontade de ir à casa de banho e estar a postos para fazer chichi ou cocó. Essa maturidade muscular acontece, em média, algures entre os 12 e os 24 meses, segundo a Sociedade Americana de Pediatria. (…)

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E LINGUAGEM
A descoberta do corpo é fundamental para conseguir dispensar as fraldas. A criança começa a mostrar curiosidade sobre os seus órgãos genitais e outras partes do corpo, percebe as suas funções, nomeia-os, gosta de jogos que envolvam o seu corpo. (…)
O seu filho tem também de perceber tudo o que lhe diz e saber comunicar quando tem vontade. Só assim poderá entender todos os passos do processo. Aprender o vocabulário envolvido é um passo prévio que não deverá descurar.
Tal como andar ou falar, ir à casa de banho parece muito fácil para quem o fez toda a vida, mas não podemos esquecer que a experiência de toda a vida de uma criança de dois anos é fazer chichi e cocó na fralda. É não ter de se preocupar com isso nem ter de interromper nenhuma actividade para tratar desse assunto. (…)

ASPECTOS EMOCIONAIS E SOCIAIS
Auto-domínio e desejo de agradar aos pais são ingredientes não menos importantes em todo este processo. O desejo de fazer sozinho, de dominar certas actividades são bons indicadores de maturidade. Dizer «eu faço», «eu consigo», «eu sozinho» revelam que a criança está no bom caminho na conquista da independência e que se vai sentir orgulhosa por conseguir ultrapassar com sucesso mais esta importante etapa do seu desenvolvimento.

É claro que esta é também a «idade do Não», ou seja, a criança está a afirmar-se enquanto dona e senhora da sua vontade, por oposição à vontade dos pais. Isso pode dificultar o processo de deixar as fraldas, pois se a criança percebe que os pais fazem muita questão pode marcar a sua posição recusando-se a colaborar. Fazer fora do sítio só pelo prazer de contrariar é sempre uma opção «divertida». Se o seu filho está no auge desta fase, o melhor é esperar que passe. Largar as fraldas não pode ser mais um ponto de discórdia, mas sim uma conquista positiva. (…)

O temperamento da criança também interfere nesta questão. Uma criança demasiado sensível ao toque pode demorar mais algum tempo até estar disposta a sentar-se, sem fralda, numa superfície fria. Uma criança demasiado activa pode ter dificuldade em estar sentada quieta no bacio. Neste caso, pode ser útil a brincadeira de pôr primeiro o boneco preferido a fazer, baixar e levantar as cuecas dele.

NA CRECHE
Quando as crianças passam o dia na creche, é óbvio que a educadora se torna fundamental na altura de deixar as fraldas. A escola e os pais têm de estar em sintonia, no mesmo momento. Ainda no livro “A Criança e a Higiene”, Brazelton alerta para a importância desta sintonia: «Qualquer inconsistência provoca confusão na criança. (…) É essencial que conversem sobre os passos a dar para alcançar o sucesso da criança nesta fase». (…)“

Texto: Ana Esteves
Revista PAIS & Filhos
25 Fevereiro 2009
in http://www.rituaismaternos.com/pronto-para-deixar-a-fralda/

quinta-feira, 25 de março de 2010

A lógica de...

Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado.
Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu amiguinho preso, e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples: - respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz."

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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Cyber-bullying

"Existe cada vez mais casos de utilização de novas tecnologias para assédio a menores. Como se pode saber se um menor está a ser vítima destes actos?
Como impedi-lo de acontecer?

O cyber-bullying está a difundir-se rapidamente e actua através de uma grande variedade de canais: e-mails, fóruns, blogs, instant messaging, SMS, jogos online, telemóveis, etc.

O anonimato garantido pela Internet é frequentemente utilizado como escudo para actuar impunemente. Até há pouco tempo, o assédio na escola acabava normalmente com o toque de entrada, mas actualmente, com os telemóveis e a Internet, os limites não são tão claros…

O cyber-bullying pode consistir em algo tão simples como enviar mensagens de e-mail indesejadas a alguém que já mostrou não ter interesse em recebê-las. Mas pode ser algo muito mais ameaçador, como o envio directo de malware, humilhação pública na Web, o envio massivo de spam, a distribuição de montagens de imagens maliciosas, comentários difamatórios em websites, roubo de identidade…

As vítimas deste tipo de assédio sofrem frequentemente de depressão e insegurança.
Como se pode saber se um menor está a ser vítima destes actos?

Muitas das vítimas de bullying não o reportam voluntariamente. A humilhação a que são submetidos mantém-nos em silêncio, dificultando a detecção destes casos de modo a enfrentá-los.

Tipicamente, este tipo de assédio envolve crianças dos 11 aos 15 anos de idade, normalmente tímidos e retraídos, afastados por serem considerados “diferentes”. Todos os que não pertencem a um grupo estável de amigos são tendencialmente mais propensos a sofrer este tipo de actos.

A melhor forma de impedir o cyber-bullying é encorajar a comunicação entre as crianças e os seus pais ou tutores e professores, fornecendo-lhes a confiança necessária para conversar abertamente sobre os seus problemas.

Uma ajuda adicional passa por instruir os menores sobre como utilizar as novas tecnologias de modo a minimizar este tipo de ameaças (não revelar dados pessoais na Internet, não conversar com estranhos, etc.)."

In: Crianças na web