sábado, 31 de julho de 2010

Semana Mundial do Aleitamento Materno 2010

“Amamentação: apenas dez passos. O caminho amigo do bebé!”

A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) comemora o 20 º aniversário da Declaração de Innocenti que apelou para a implementação dos Dez Passos em todas as instalações da maternidade.
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Durante estes 20 anos, mais de 20.000 maternidades (cerca de 28 % de todas as maternidades do mundo), implementaram integralmente os Dez Passos, tendo sido certificadas pela Iniciativa Hospital Amigo do Bebé.
Durante este período, as taxas de aleitamento materno exclusivo aumentaram de forma significativa. No entanto, a redução das candidaturas das Instituições de Saúde à Iniciativa Hospitais Amigos do Bebé em todo o mundo, bem como a formação inadequada dos profissionais aliada a um certo incumprimento dos Dez Passos em maternidades credenciadas estão a contribuir para a estagnação ou declínio das taxas de aleitamento materno exclusivo em muitos países.
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É hora de nos comprometermos com essa abordagem, reflectindo sobre aquilo que queremos para os nossos bebés e para as nossas famílias, uma vez que os serviços de saúde desempenham um papel vital no estabelecimento e sucesso da amamentação.

SMAM: Objectivos para 2010

- Chamar a atenção para os dez passos, de forma a melhorar os índices de amamentação;

- Renovar a acção das instituições de saúde, de forma a promover informação e apoio às mulheres;

- Informar as pessoas sobre os riscos da alimentação artificial e da introdução precoce de outros alimentos;

- Identificar as vantagens do aleitamento materno, incidindo no desenvolvimento e saúde da criança ao longo da vida e na saúde da mãe;
- Habilitar as mães para desfrutar em pleno do acto de amamentar, solicitando apoio e/ou aceitando o apoio dos profissionais de saúde.


Os Dez Passos para o sucesso da amamentação,
segundo recomendações da OMS/UNICEF:

1. Ter uma norma escrita sobre aleitamento materno, a qual deve ser rotineiramente transmitida a toda a equipa de cuidados de saúde.

2. Treinar toda a equipa de cuidados de saúde, capacitando-a para implementar esta norma.

3. Informar todas as grávidas atendidas sobre as vantagens e a prática da amamentação.

4. Ajudar as mães a iniciar a amamentação na primeira meia hora após o parto.

5. Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo que tenham de ser separadas de seus filhos.

6. Não dar ao recém-nascido nenhum outro alimento ou bebida além do leite materno, a não ser que seja por indicação médica.

7. Praticar o alojamento conjunto - permitir que mães e os bebés permaneçam juntos 24 horas por dia.

8. Encorajar a amamentação sob livre demanda (sempre que o bebé quiser).

9. Não dar bicos artificiais (tetinas) ou chupetas a crianças amamentadas.

10. Encorajar a criação de grupos de apoio à amamentação, para onde as mães devem ser encaminhadas por ocasião da alta hospitalar.
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.No nosso país existem 5 Instituições Amigas do Bebé:
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 Hospital Garcia de Orta (Almada), desde 2005
 Maternidade Bissaya Barreto (Coimbra), desde Julho de 2007
 Hospital do Barlavento Algarvio (Portimão), desde Outubro de 2008
 Maternidade de Júlio Dinis (Porto), desde Outubro de 2009
 Maternidade Alfredo da Costa (Lisboa), desde Janeiro de 2010


Ainda temos um longo caminho a percorrer!
Passo a passo vamos conseguindo os nossos objectivos…
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A Associação Milagre de Vida (AMVPP), em articulação com o ACES Entre o Douro e Vouga I (do qual faz parte o Centro de Saúde de Santa Maria da Feira), o CHEDV e a Câmara Municipal, vai propor e planear uma série de actividades durante a Semana Mundial do Aleitamento Materno que nos países europeus se comemora entre 4-10 Outubro.
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A AMVPP encontra-se já a organizar as 1ª Jornadas de aleitamento Materno: “Amamentar dá mais vida!”
Futuramente postaremos as actividades que vão ser realizadas nos diversos locais do concelho da Feira.
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... Vamos ajudar as nossas mamãs a dar mais saúde e mais vida

às nossas crianças!

Unidos podemos fazer mais e melhor!

__________________________ Vânia Coimbra (EESMO)

Bibliografia
http://tensteps.org/ten-steps-successful-breastfeeding.shtml
http://worldbreastfeedingweek.org/

terça-feira, 1 de junho de 2010

"Uma história, por favor!"

"Um destes dias, ia sentada no autocarro atrás de uma menina e sua mãe, que tinha ido buscá-la à escola. Como a menina não fazia questão de falar baixo e o autocarro ia silencioso, não pude deixar de ouvir a conversa…

- Mãe, logo contas-me uma história antes de eu dormir?

A mãe não respondeu, mantendo-se virada para a paisagem que via pela janela. Assim, a filha voltou a pedir, desta feita com mais delicadeza:

- Mãe, logo à noite contas-me uma história, por favor?

A jovem mãe da criança deu-lhe, então atenção:

- Ó Ana, tu sabes que eu não tenho cabeça para te contar histórias! Ando estafada, não vês?

- Mas era só uma história pequenina… - tornou a Ana, fazendo uma voz irresistível.

- Tu agora até já sabes ler! – atalhou a mãe.

- Pois, mas não é a mesma coisa – refilou a menina.

- Ora! Quando fores passar um fim de semana a casa do teu pai, pede-lhe a ele que te conte uma história, que ele deve andar mais folgado do que eu – replicou a mãe, já a impacientar-se.

A criança ficou algum tempo calada. Por fim, voltou à carga:

- É que o pai não tem tempo. Ele chega a casa quando eu já estou a dormir…

- Pedes-lhe que te conte a história de manhã – sugeriu a mãe, agora mais sensibilizada.

- Oh… De manhã o pai vai logo para o computador e, além disso tem de ser à noite!

A mãe não entendeu aquela lógica e, desviando novamente o olhar da janela, interessou-se:

- Mas, afinal, tem de ser à noite porquê?

- É que a minha professora disse que, quando ela era pequenina, o pai ou a mãe dela contavam-lhe uma história à noite e que isso a fazia sonhar!

- Ah, já estou a perceber… - disse, então, a mãe da Ana. – Tu queres é sonhar… E queres sonhar com quê, posso saber?

A menina voltou a ficar em silêncio. Depois, respondeu, como se falasse para si
mesma:

- Eu queria sonhar que o pai e tu tinham um bebé… E eu tinha um mano pequenino…

A mãe exasperou-se:
- Mas que coisa! Então tu não sabes que o teu pai escolheu a família dele, Ana?! Não falámos já tantas vezes sobre isso?!

- Sim… - respondeu a menina, em voz mais baixa, encolhendo-se no banco. – Mas o que eu queria saber é porque é que ele não me escolheu a mim…

A conversa terminou ali. Mãe e filha saíram do autocarro poucos minutos depois. Eu fiquei a olhá-las, pela janela, solidária com a perplexidade triste da menina, cuja pergunta (cheia de sentido e legitimidade) não obteve qualquer resposta.

E pensei: hoje, como ontem, ser criança deveria ser sinónimo de… ser feliz! Como seria bom se a Ana e todos os meninos e meninas do mundo não tivessem de pedir «por favor» uma história que lhes desse o direito a serem felizes, ainda que apenas no país dos sonhos!"

"O Dia Mundial da Criança assinalado com um texto de Maria Teresa Maia Gonzalez escrito para este dia e para os leitores da Agência ECCLESIA."


IN: ECCLESIA

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Deixar a fralda (2ª parte)



Nota Introdutória
Ajudar a criança a deixar a fralda constitui uma façanha que, por norma, demora algum tempo e requer dos pais uma boa dose de paciência e bom senso.

Normalmente só a partir dos 18 meses é que a criança atinge uma fase de amadurecimento que lhe permite reconhecer que tem vontade de urinar ou defecar, controlando os esfíncteres. Até esta data, a maior parte das crianças defeca e urina de forma automática (reflexo fisiológico).

No entanto, tudo isto varia de criança para criança. Se algumas são capazes de deixar a fralda entre os 18-24 meses, outras só o conseguem mais tarde. O mais comum é que as crianças deixem a fralda entre os 18 e os 36 meses.

Deixar a fralda não se faz de um dia para o outro. A criança necessita inevitavelmente de muita ajuda e compreensão.
Ela precisa de estar atenta a uma sensação física, de forma a reter as fezes e urina até chegar ao bacio. Terá que ter consciência de que a falta de atenção lhe trará desconforto.

A melhor altura para tirar as fraldas à criança é na Primavera ou no Verão para que a criança ande com menos roupa, sendo mais fácil pô-las no bacio quando a vontade aperta. Por outro lado a criança suja menos roupa no verão que no Inverno e esta seca mais rapidamente.

Sinais que a criança dá que indicam que está na hora de iniciar o processo de deixar a fralda:

- Urina com intervalos regulares, durante os quais as fraldas se mantêm secas;

- Manifesta vontade de urinar ou defecar pelas expressões faciais ou pela posição em que se coloca (há crianças que se posicionam de cócoras a um canto, outras apresentam uma expressão facial reveladora de um esforço para puxar). Isto significa que ela está atenta a uma sensação física que lhe trará desconforto (estar suja ou molhada);

- Compreende o que são as fezes e a urina e para que serve o bacio
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Dicas para ajudar o seu filho a deixar a fralda

1 – Converse com a criança

Antes de tirar a fralda converse com o seu filho e explique-lhe o que se vai passar. Certifique-se que ele sabe bem o que é o “cocó” e o “chichi”. Na hora da muda da fralda vá-lhe falando destes conceitos (“Tens chichi na fralda”; “Fizeste muito cocó”; “A mamã vai à casa de banho fazer chichi”) para que a criança os interiorize.

Explique-lhe que ao começar a usar o bacio irá deixar a fralda e passar a usar cuecas. Mostre-lhe que os adultos também usam cuecas (eles adoram imitar os mais crescidos) e ofereça-lhe cuecas com o seu boneco preferido ou com outros motivos engraçados, podendo mesmo deixar a criança escolher as cuecas que quer usar.

Conte-lhe uma história na qual a criança deixa a fralda e começa a ir ao bacio (por ex. da colecção Matilde – Vasco, este é o bacio!!!)


2 – O tempo que passa no bacio

Quando se começa a treinar as idas ao bacio é fundamental estabelecer uma rotina de forma a oferecer estabilidade e segurança à criança.
Se a criança está no infantário ela irá a determinadas horas ao bacio, o que ajuda os pais neste processo de transição. Em casa os pais deverão cumprir dentro do possível esses horários.

Numa fase inicial é difícil manter a criança sentada durante muito tempo no bacio, mas com o decorrer do tempo ela acabará por entender a razão por que é necessário passar algum tempo no bacio.

Deixe-a brincar com o seu brinquedo preferido, ler um livro, cantar uma música, pa
ra que ela se entretenha mais tempo.

Se a criança não fizer nada, não a deixe estar mais do que 15 minutos no bacio para que ela não fique cansada e desmotivada.

3 – Faça uma festa!

Quando finalmente um dia aparecer um “presente” no fundo do bacio não se acanhe e faça uma festa porque a criança merece. Bata palmas, dê-lhe beijinhos e diga-lhe que se sente contente por ter feito cocó ou chichi no bacio. Isto faz com que a criança seja valorizada e queira repetir a façanha.

Mostre à criança o que ela fez no bacio e mais tarde ensine-a a ir consigo ao wc despejar o bacio na sanita.

4 – Seja coerente

Deixar as fraldas é um processo trabalhoso também para os pais.
Se a criança anda no infantário muitas vezes os sucessos conseguidos durante a semana são colocados em causa no fim-de-semana, por que até é mais prático e seguro para todos durante as saídas para o exterior ou passeios de carro socorrerem-se da milagrosa fralda e colocá-la novamente à criança.
No entanto não se esqueça do seguinte: Quando iniciar este processo SEJA CONGRUENTE. As crianças ficam confusas com o facto de ora estarem sem fralda e serem incentivados a ir ao bacio, ora noutro momento já estão com fralda por que é mais cómodo e seguro!

Arrisque a sair sem lhe colocar a fralda quando o seu filho mostrar que já consegue controlar mais ou menos as micções e dejecções.

Muna-se de várias mudas de roupas, toalhetes e não tenha medo de sair à rua. Mesmo que lhe tenha colocado uma fralda porque a criança vai dormir ou por outra razão não caia no erro de dizer para fazer na fralda se ela lhe pedir para ir ao bacio, só porque é mais cómodo para si. A nossa coerência faz com que eles aprendam.

5 – Como reagir aos acidentes

Durante este processo de deixar a fralda ocorrem muitos avanços e retrocessos que ocasionam alguns “acidentes” no chão, na carpete, na cama…

Mentalize-se que a criança está a aprender e que tal tarefa não é fácil. Muitas vezes uma brincadeira mais prolongada ocasiona distracção. Nestas situações não humilhe a criança ralhando com ela e punindo-a, uma vez que este comportamento vai fazer com que a criança se sinta incapaz.

Explique-lhe que os acidentes acontecem e que ela da próxima vez terá que ter um pouquinho mais de atenção.

6 – Em harmonia com a escola

Se a criança inicia o treino do bacio na escola, o ideal é que esse processo seja iniciado em ambos os lados (escola e casa), para que a criança sinta uma certa harmonia e compreenda as razões do treino dos esfíncteres.

Envie várias mudas de roupa para o infantário pois os “acidentes” não acontecem só em casa.

O treino do bacio, quando iniciado na escola, facilita a aprendizagem, uma vez que a criança se sente acompanhada neste processo.

7 – Deixar as fraldas à noite

Depois da criança conseguir deixar a fralda durante o dia está na hora de tentar deixar à noite. Normalmente é um pouco mais complicado uma vez que a criança se encontra a dormir e poderá não ter consciência que está com vontade de ir ao bacio.

No início comece por acordar várias vezes a criança durante a noite e leve-a ao wc para que urine. Gradualmente a criança irá acordar por si e chamá-la para ir ao wc.
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Previna-se:
- Compre um resguardo para a cama para proteger o colchão;
- Tenha uns panos ou toalhas sempre à mão para emergências nocturnas;
- Tenha mais mudas de roupas de cama. Se houver acidentes e ficar tudo molhado
terá que trocar a roupa da cama para que a criança fique confortável;
- Reduza o volume de líquidos ao deitar.

Boa sorte para mais uma aventura no processo de crescimento e desenvolvimento do seu filho!
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_________ Vânia Coimbra (Enfª SMO) ________
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Bibliografia:
SILVA, Mary Katherine Martins. Guia de pais “MATILDE Vasco, este é o bacio!!!” Campo das Letras

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O VERÃO ESTA A CHEGAR...

O calor chegou e Verão vem aí!
Estes dias quentinhos já são convidativos de passeios e actividades ao ar livre!

O Verão é estação do ano que mais convida a actividades ao ar livre!
É também nesta altura que a maioria da população aproveita para gozar as suas férias. É, no entanto, uma altura do ano que tem algumas situações de risco específicas que importa conhecer para melhor poderem ser prevenidas. O calor expõe os bebés e as crianças ao risco de desidratação rápida, uma vez que estes são mais sensíveis.

Proteja-o seu filho do Sol e do calor
• Evite a exposição directa ao Sol, em especial, entre as 11 e as 16 horas;
• Na praia, mesmo debaixo do chapéu-de-sol não está protegido. A água do mar também reflecte os raios solares podendo provocar queimaduras solares;
• Sempre que o seu filho estiver exposto ao Sol ou andar ao ar livre, aplique protector solar , (renove de 2h/2h), óculos de sol e chapéu com abas;
• Vista a criança com roupa solta, de algodão de preferência de cores claras, expondo a pele o menos possível;

Ofereça água e uma alimentação equilibrada
• As crianças podem não sentir sede: ofereça água frequentemente e em alternativa sumos de fruta naturais, sem adição de açúcar, mesmo sem terem sede;
• Confeccione refeições leves, pouco condimentadas e mais frequentes;

Em casa
- Durante o dia mantenha as janelas e estores fechados, para manter a casa fresca;
- Ao anoitecer abra as janelas, para permitir a entrada de ar e baixar a temperatura da casa;
- Se estiver calor dentro de casa, deixe os bebés e as crianças com roupa leve;
- À noite, se a casa estiver quente, utilize pouca roupa na cama;

Em viagem
• Devem evitar-se grandes viagens de carro com crianças e bebés;
• Se o carro não tiver ar condicionado não feche completamente as janelas;
• Leve água ou sumos de fruta naturais sem adição de açúcar;
• Sempre que possível viaje de noite;
• Evite a permanência em viaturas expostas ao Sol;


Sinais de Alerta e Acções a Desenvolver
Deve ter em atenção certos sintomas associados a um esgotamento por calor:
• Sonolência
• prostração
• cansaço
• fraqueza
• desmaio
• náuseas e vómitos
• respiração rápida e superficial
• transpiração
• palidez
• pele fria e húmida
• cãibras musculares
• febre.

O que fazer:
• Pôr a criança numa divisão fresca;
• Dar-lhe imediata e regularmente líquidos, se estiver consciente;
• Fazer baixar a febre através de um banho com água 1 ou 2ºC abaixo da temperatura corporal;
• Contactar um médico;

Contactar o serviço Saúde 24 – 808 24 24 24 ou o “Número Nacional de Socorro” (SOS) – 112.

Fotos: net
Fonte: http://www.dgs.pt/

Carina Alves (Enfermeira)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Deixar a fralda (1ª parte)

«Cada criança tem o seu ritmo» é um chavão que os pais já ouviram vezes sem conta, mas que nem sempre interiorizaram. E por isso ficam preocupados se os filhos dos amigos conseguem atingir esta, como outras etapas, antes do seu. Mas, nesta como noutras questões, é preciso dar tempo ao tempo. E se não podemos nem devemos forçar uma criança a comer ou a dormir, também não podemos nem devemos forçá-la a fazer chichi e cocó quando queremos e onde queremos.

Berry Brazelton, o mais conceituado pediatra da actualidade, alerta os pais para a importância de esperar que a criança esteja pronta. O seu método centra-se na criança, ou seja, é ela que tem de ser a protagonista e não os pais. Na sua opinião, tal nunca deve acontecer antes dos dois anos de idade.

Existem certamente crianças que conseguem deixar as fraldas com sucesso mais cedo, mas ao tentar-se mais cedo, com a generalidade das crianças, estamos a sujeitar muitas delas a um mal-estar psicológico não negligenciável: «Quando as crianças são pressionadas antes de estarem preparadas para serem bem-sucedidas, os insucessos resultam em problemas sérios como a retenção das fezes, a incontinência fecal ou a enurese nocturna» (A Criança e a Higiene, de T. Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow, Presença).

O importante será então, na opinião de Brazelton, ter a certeza que a criança está preparada e permitir que esta seja uma conquista sua e não uma imposição dos pais. Para tal, é preciso esperar que surjam os primeiros sinais que revelam a maturidade necessária por parte da criança. Para ele, os mais importantes são: já não querer estar sempre de pé e a andar de um lado para o outro; a linguagem estar bastante desenvolvida; saber dizer Não; saber pôr as coisas no sítio certo; começar a imitar os pais e irmãos mais velhos; começar a manter-se seca durante uma ou duas horas; fazer cocó a horas certas; estar a conquistar a consciência do seu corpo.

Estes sete sinais eleitos por Brazelton como essenciais revelam que o controlo dos esfíncteres, ou seja, aprender a reter durante algum tempo o chichi e o cocó, é uma capacidade complexa e que está relacionada com uma série de outras aquisições. Deixar as fraldas depende de aspectos fisiológicos, mas também cognitivos, psicológicos e emocionais. (…)

ASPECTOS FISIOLÓGICOS E DE MOTRICIDADE
Os músculos dos esfíncteres (genital e anal) têm de ter atingido maturidade suficiente de modo a permitirem que a criança «aguente» algum tempo entre sentir que tem vontade de ir à casa de banho e estar a postos para fazer chichi ou cocó. Essa maturidade muscular acontece, em média, algures entre os 12 e os 24 meses, segundo a Sociedade Americana de Pediatria. (…)

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E LINGUAGEM
A descoberta do corpo é fundamental para conseguir dispensar as fraldas. A criança começa a mostrar curiosidade sobre os seus órgãos genitais e outras partes do corpo, percebe as suas funções, nomeia-os, gosta de jogos que envolvam o seu corpo. (…)
O seu filho tem também de perceber tudo o que lhe diz e saber comunicar quando tem vontade. Só assim poderá entender todos os passos do processo. Aprender o vocabulário envolvido é um passo prévio que não deverá descurar.
Tal como andar ou falar, ir à casa de banho parece muito fácil para quem o fez toda a vida, mas não podemos esquecer que a experiência de toda a vida de uma criança de dois anos é fazer chichi e cocó na fralda. É não ter de se preocupar com isso nem ter de interromper nenhuma actividade para tratar desse assunto. (…)

ASPECTOS EMOCIONAIS E SOCIAIS
Auto-domínio e desejo de agradar aos pais são ingredientes não menos importantes em todo este processo. O desejo de fazer sozinho, de dominar certas actividades são bons indicadores de maturidade. Dizer «eu faço», «eu consigo», «eu sozinho» revelam que a criança está no bom caminho na conquista da independência e que se vai sentir orgulhosa por conseguir ultrapassar com sucesso mais esta importante etapa do seu desenvolvimento.

É claro que esta é também a «idade do Não», ou seja, a criança está a afirmar-se enquanto dona e senhora da sua vontade, por oposição à vontade dos pais. Isso pode dificultar o processo de deixar as fraldas, pois se a criança percebe que os pais fazem muita questão pode marcar a sua posição recusando-se a colaborar. Fazer fora do sítio só pelo prazer de contrariar é sempre uma opção «divertida». Se o seu filho está no auge desta fase, o melhor é esperar que passe. Largar as fraldas não pode ser mais um ponto de discórdia, mas sim uma conquista positiva. (…)

O temperamento da criança também interfere nesta questão. Uma criança demasiado sensível ao toque pode demorar mais algum tempo até estar disposta a sentar-se, sem fralda, numa superfície fria. Uma criança demasiado activa pode ter dificuldade em estar sentada quieta no bacio. Neste caso, pode ser útil a brincadeira de pôr primeiro o boneco preferido a fazer, baixar e levantar as cuecas dele.

NA CRECHE
Quando as crianças passam o dia na creche, é óbvio que a educadora se torna fundamental na altura de deixar as fraldas. A escola e os pais têm de estar em sintonia, no mesmo momento. Ainda no livro “A Criança e a Higiene”, Brazelton alerta para a importância desta sintonia: «Qualquer inconsistência provoca confusão na criança. (…) É essencial que conversem sobre os passos a dar para alcançar o sucesso da criança nesta fase». (…)“

Texto: Ana Esteves
Revista PAIS & Filhos
25 Fevereiro 2009
in http://www.rituaismaternos.com/pronto-para-deixar-a-fralda/

quinta-feira, 25 de março de 2010

A lógica de...

Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado.
Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu amiguinho preso, e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples: - respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz."

IN: http://www.pensador

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Cyber-bullying

"Existe cada vez mais casos de utilização de novas tecnologias para assédio a menores. Como se pode saber se um menor está a ser vítima destes actos?
Como impedi-lo de acontecer?

O cyber-bullying está a difundir-se rapidamente e actua através de uma grande variedade de canais: e-mails, fóruns, blogs, instant messaging, SMS, jogos online, telemóveis, etc.

O anonimato garantido pela Internet é frequentemente utilizado como escudo para actuar impunemente. Até há pouco tempo, o assédio na escola acabava normalmente com o toque de entrada, mas actualmente, com os telemóveis e a Internet, os limites não são tão claros…

O cyber-bullying pode consistir em algo tão simples como enviar mensagens de e-mail indesejadas a alguém que já mostrou não ter interesse em recebê-las. Mas pode ser algo muito mais ameaçador, como o envio directo de malware, humilhação pública na Web, o envio massivo de spam, a distribuição de montagens de imagens maliciosas, comentários difamatórios em websites, roubo de identidade…

As vítimas deste tipo de assédio sofrem frequentemente de depressão e insegurança.
Como se pode saber se um menor está a ser vítima destes actos?

Muitas das vítimas de bullying não o reportam voluntariamente. A humilhação a que são submetidos mantém-nos em silêncio, dificultando a detecção destes casos de modo a enfrentá-los.

Tipicamente, este tipo de assédio envolve crianças dos 11 aos 15 anos de idade, normalmente tímidos e retraídos, afastados por serem considerados “diferentes”. Todos os que não pertencem a um grupo estável de amigos são tendencialmente mais propensos a sofrer este tipo de actos.

A melhor forma de impedir o cyber-bullying é encorajar a comunicação entre as crianças e os seus pais ou tutores e professores, fornecendo-lhes a confiança necessária para conversar abertamente sobre os seus problemas.

Uma ajuda adicional passa por instruir os menores sobre como utilizar as novas tecnologias de modo a minimizar este tipo de ameaças (não revelar dados pessoais na Internet, não conversar com estranhos, etc.)."

In: Crianças na web

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Internet: 10 conselhos para uma relação saudável

Hoje em dia a maior parte das crianças começam muito cedo a utilizar a internet. A internet acaba por se tornar um amigo, uma forma de ocupar o tempo livre, de poder viajar pelo mundo, de poder sonhar...

No entanto, todos nós sabemos dos perigos que a internet pode representar para uma criança. Assim sendo, os pais deverão estar atentos e acompanhar desde sempre os seus filhos na descoberta da internet, de modo a que eles a possam utilizar de uma forma saudável.

1. Descobrir e explorar a Internet em conjunto
Tanto para a criança como para os pais é uma vantagem a descoberta em conjunto da Internet. Pesquisem sites animados e divertidos. Tentem, em conjunto, desenvolver uma atitude positiva e consciente face à exploração da Internet, que facilite a partilha, no futuro, de experiências positivas e negativas.

2. Concertar uma abordagem e definir regras para a utilização da Internet em casa
Em conjunto com as crianças, tentem chegar a um acordo sobre as regras a aplicar na navegação on-line.
Aqui ficam algumas dicas para começar:
- Como tratar a informação pessoal (nome, morada, telefone, e-mail).
- Como se comportar face aos outros utilizadores on-line (chat, e-mail, messenger).
- Quais os sites e actividades que podem ser acedidos e explorados.

3. Encorajar a cautela quando são solicitados dados pessoais
É importante que os adultos tenham consciência que muitas páginas da world wide web para as crianças requerem o fornecimento de dados pessoais para o acesso a conteúdos. Estar consciente de quando e de que forma é apropriados revelar informação pessoal é vital. Uma norma simples que poderá ser instituída: não fornecer o nome, morada, número de telefone ou imagem sem prévio consentimento dos pais.

4. Falar sobre os riscos que se correm ao conhecer pessoalmente os “e-amigos”.
Os adultos devem compreender que a Internet pode ser um espaço positivo para as crianças fazerem contactos e novos amigos. No entanto, para evitar experiências desagradáveis é importante que as crianças não se encontrem com estranhos que conheceram on-line sem o devido acompanhamento de um adulto, amigos ou outras pessoas de confiança. Em qualquer caso a criança deve sempre ter a aprovação dos pais.

5. Promover uma atitude crítica face aos conteúdos
A maior parte das crianças utiliza a Internet para ampliar os seus conhecimentos sobre os conteúdos programáticos abordados na escola e ainda para pesquisar informações relacionadas com os seus interesses pessoais. Os utilizadores da Internet devem ter a consciência que nem toda a informação disponibilizada está correcta. Eduque as crianças para saberem como verificar a informação, comparando-a com fontes alternativas sobre o mesmo tema.

6. Não seja demasiado repressivo no que toca à exploração da Internet pelas crianças.
As crianças podem deparar-se, por acaso, com conteúdos destinados a adultos. Mas se uma criança intencionalmente procurar sites com conteúdos desse âmbito lembre-se que é natural a pesquisa de temas proibidos. Aproveite ambas as ocasiões para abertamente discutir esses conteúdos com os mais pequenos e estabelecer regras para esses casos. Seja realista e justo na sua avaliação de como as crianças utilizam a Internet.

7. Reporte às autoridades material que encontre e que considere ilegal ou inapropriado.
É vital que todos tenhamos responsabilidade pela world wide web e, com essa consciência, reportar matérias que consideremos ilegais. Ao fazer isto podemos prevenir actividades ilícitas on-line, como a pornografia infantil ou o aliciamento para fins de abuso sexual via chat, mail ou messager.

8. Encorajar a netetiqueta.
A netetiqueta é o código informal de conduta para a Internet. Tal como no dia-a-dia, existem regras éticas informais sobre o comportamento e comunicação entre as pessoas na Internet. Estas regras incluem a boa educação, o uso de linguagem correcta, não gritar (escrever com maiúsculas) ou perseguir os outros. Também as crianças (assim como os adultos) não devem ler as mensagens de correio electrónico de outros ou copiar material protegido.

9. Saber como a criança utiliza a Internet.
Saber guiar a criança no que respeita à utilização da Internet, salientando a importância de compreender como a utilizam e saber o que fazem on-line. Deixe que os mais pequenos lhe mostrem que sites gostam de visitar e o que neles exploram. Adquirir conhecimentos técnicos poderá também facilitar a tomada de decisões sobre o correcto funcionamento da Internet.

10. Relembrar que os aspectos positivos da Internet se sobrepõem aos negativos.
A Internet é um excelente recurso educacional e recreativo para as crianças. Encoraje as crianças a serem conscienciosas e a explorarem todo o potencial da Internet.
Fonte:

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A pele das crianças: cuidados a ter

É o nosso maior órgão que necessita de muitas atenções e carinho. Mas a pele dos mais pequenos não é igual à dos adultos, pelo que requer cuidados especiais


A pele é um órgão nobre com funções vitais para a nossa saúde. A epiderme protege-nos do meio ambiente, particularmente do sol, impedindo uma perda excessiva de água sendo ainda fundamental na protecção contra potenciais infecções.

A derme por seu lado, assegura uma protecção mecânica contra traumatismos, garante o fornecimento de oxigénio e nutrientes e a remoção de resíduos tóxicos e dá forma e estrutura ao nosso corpo. Os órgãos da derme têm funções especiais próprias, como a da regulação da temperatura corporal (através da produção do suor) e órgão dos sentidos, com as sensações de tacto, dor, calor e frio.
O conceito frequentemente reforçado por muitos pediatras que as crianças não são adultos em miniatura, é claramente exemplificado nas particularidades da pele das crianças. A pele das crianças distingue-se da dos adultos quer em termos de características quer em termos de patologias.

A pele das crianças é mais fina e tem menos pêlos. As glândulas do suor existem em menor número e há também uma menor actividade das células produtoras de pigmento que dão cor à pele (melanocitos). Sendo assim, a criança tem uma maior dificuldade em lidar com o frio e o calor, sendo que a menor espessura da pele facilita uma maior penetração de substâncias tóxicas. As crianças facilmente desenvolvem feridas ou bolhas quando a sua pele é exposta a calor excessivo, agentes químicos, situações traumáticas ou inflamatórias.
(continua...)
IN : A Familia guia dos pais

domingo, 27 de dezembro de 2009


A equipa de enfermagem de saúde materno-infantil deseja a todos os leitores um próspero Ano Novo, repleto de paz, amor e saúde.

Que reine a harmonia no seio das famílias!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vou ter um irmão... e agora?

O nascimento de um segundo filho é um acontecimento marcante na vida familiar, sobretudo para o primogénito que começa a sentir que deixou de ser o centro das atenções, que o mundo mudou o seu centro para outro ponto que já não é ele.

Ainda durante a gravidez poderão sentir-se já mudanças de comportamentos da criança que considera a vinda de um irmão como uma ameaça ao relacionamento com os seus pais.

Esses comportamentos incluem condutas regressivas, tais como, fala infantilizada, pedid
o de colo, uso de chupeta, retrocesso na aprendizagem de hábitos de higiene, chupar no dedo, não querer comer sozinho, bem como, aumento das exigências relativamente à mãe, agressividade para com os pais, problemas de sono, entre outros. Tudo isto constitui estratégias para reaver as interacções e as atenções dos pais.

No entanto, apesar do grande impacto causado aquando do nascimento do irmão, a maioria dos primogénitos tende a apresentar, com o decorrer do tempo, um gradual retorno aos padrões anteriores de funcionamento. Kreppner et tal, 1982, considera que são necessários dois anos para que a família se possa reestruturar após o nascimento de um segundo filho.

Deste modo, é fundamental ainda durante a gravidez falar com a criança sobre a vinda de um bebé. O início deste processo complexo de tornar-se irmão, que pode minar temporariamente a segurança e a confiança do primogénito, requer uma grande atenção por parte dos pais. Todas as mudanças importantes na vida da criança, tais como, entrada no infantário, mudança de quarto, deverão ser efectuadas algum tempo antes do nascimento do irmão.

Um dos aspectos essenciais para que a criança não sinta a chegada de um irmão como uma perda, consiste em envolver o pai no processo de cuidados, nas brincadeiras, nas rotinas do dia-a-dia. O pai desempenha um papel fundamental na busca pelo equilíbrio familiar, podendo suprimir a ausência da mãe e o menor envolvimento desta com o filho mais velho no período pós-parto.

Todos nós sabemos as exigências que um bebé traz à família, em especial à mãe que a tem de amamentar, cuidar da sua higiene, tranquilizá-la, amá-la. Os bebés “não esperam” para ver as suas necessidades satisfeitas e a criança mais velha acaba por esperar, esperar, esperar…

Espera para brincar, espera para adormecer, espera para comer, espera para ir ao parque… A sua auto-estima vai diminuindo, a sua confiança na mãe sai abalada… Parece que o mundo se transformou por completo! Até as pessoas estranhas dão mais atenção ao bebé!

Tendo em conta estas considerações não é difícil de antever que a criança vai escolher formas para rivalizar com o irmão, fazendo inúmeras chamadas de atenção que envolvem birras e mau comportamento. Os pais acabam por o castigar mas sem sucesso. Não vêem alteração no seu comportamento… forma-se uma bola de neve!

Como dar a volta à situação?

Mãe:
aproveitar o tempo livre para sair com o filho mais velho, brincar com ele, fazer actividades que ele gosta, como ir ao parque ou jogar futebol… Poderá deixar o bebé com uma avó ou com o pai durante esse período. Privilegiar o tempo de qualidade, em vez da quantidade.
Não cair na tentação de ficar a cuidar sozinha das duas crianças. A mais velha deverá continuar com as suas rotinas, frequentando a escola.

Pai: aliviar as tarefas da mãe relativamente ao filho mais velho. Cuidar dele, dar-lhe banho, levá-lo à escola, brincar, ler histórias, ajudá-lo a adormecer… Todas estas tarefas devem ser iniciadas antes do bebé nascer para dar tempo à criança se envolver mais com a figura paterna. Desta forma, a criança vai buscar atenção a fontes alternativas às da mãe. O pai torna-se capaz de distrair a criança e esta acaba por ficar menos aborrecida com o envolvimento da mãe com o bebé.

Nota: A criança mais velha deverá participar na vida familiar… Por vezes cai-se na tentação de a deixar ao encargo dos avós durante o internamento na maternidade e durante os primeiros dias após o nascimento do bebé. Contudo, ela apercebe-se que o bebé veio roubar o espaço que era dela, que passou para segundo plano.

Pode ser difícil gerir o dia-a-dia com duas crianças. Há que arranjar estratégias para as envolver na rotina familiar para que nenhuma delas se sinta à margem. Cabe aos pais envolver a criança mais velha nos cuidados ao bebé, fazendo-a ver que tem um papel fundamental no seio da família e dando-lhe a conhecer a importância do estatuto de filho mais velho que elas tanto apreciam. Ao proporcionar


a participação nos cuidados ao bebé está-se a integrar a criança neste novo projecto de vida familiar, ao mesmo tempo que se estimula o relacionamento entre os irmãos e o desenvolvimento de responsabilidade, compreensão e afectividade.

Espero que este artigo suscite o interesse dos leitores e levante uma série de questões e reflexões oportunas. Quem já viveu esta realidade poderá dar o seu valioso contributo. Todos nós aprendemos com as experiências dos outros.
Em breve será postado um outro artigo com dicas importantes para minimizar os ciúmes entre irmãos.


________________ Vânia Coimbra ________________

Bibliografia:
PEREIRA, Caroline; PICCININI, César. O impacto da gestação do segundo filho na dinâmica familiar. Estudo psicológico Campinas; vol.24, nº 3, 2007