quarta-feira, 14 de abril de 2010

Deixar a fralda (1ª parte)

«Cada criança tem o seu ritmo» é um chavão que os pais já ouviram vezes sem conta, mas que nem sempre interiorizaram. E por isso ficam preocupados se os filhos dos amigos conseguem atingir esta, como outras etapas, antes do seu. Mas, nesta como noutras questões, é preciso dar tempo ao tempo. E se não podemos nem devemos forçar uma criança a comer ou a dormir, também não podemos nem devemos forçá-la a fazer chichi e cocó quando queremos e onde queremos.

Berry Brazelton, o mais conceituado pediatra da actualidade, alerta os pais para a importância de esperar que a criança esteja pronta. O seu método centra-se na criança, ou seja, é ela que tem de ser a protagonista e não os pais. Na sua opinião, tal nunca deve acontecer antes dos dois anos de idade.

Existem certamente crianças que conseguem deixar as fraldas com sucesso mais cedo, mas ao tentar-se mais cedo, com a generalidade das crianças, estamos a sujeitar muitas delas a um mal-estar psicológico não negligenciável: «Quando as crianças são pressionadas antes de estarem preparadas para serem bem-sucedidas, os insucessos resultam em problemas sérios como a retenção das fezes, a incontinência fecal ou a enurese nocturna» (A Criança e a Higiene, de T. Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow, Presença).

O importante será então, na opinião de Brazelton, ter a certeza que a criança está preparada e permitir que esta seja uma conquista sua e não uma imposição dos pais. Para tal, é preciso esperar que surjam os primeiros sinais que revelam a maturidade necessária por parte da criança. Para ele, os mais importantes são: já não querer estar sempre de pé e a andar de um lado para o outro; a linguagem estar bastante desenvolvida; saber dizer Não; saber pôr as coisas no sítio certo; começar a imitar os pais e irmãos mais velhos; começar a manter-se seca durante uma ou duas horas; fazer cocó a horas certas; estar a conquistar a consciência do seu corpo.

Estes sete sinais eleitos por Brazelton como essenciais revelam que o controlo dos esfíncteres, ou seja, aprender a reter durante algum tempo o chichi e o cocó, é uma capacidade complexa e que está relacionada com uma série de outras aquisições. Deixar as fraldas depende de aspectos fisiológicos, mas também cognitivos, psicológicos e emocionais. (…)

ASPECTOS FISIOLÓGICOS E DE MOTRICIDADE
Os músculos dos esfíncteres (genital e anal) têm de ter atingido maturidade suficiente de modo a permitirem que a criança «aguente» algum tempo entre sentir que tem vontade de ir à casa de banho e estar a postos para fazer chichi ou cocó. Essa maturidade muscular acontece, em média, algures entre os 12 e os 24 meses, segundo a Sociedade Americana de Pediatria. (…)

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E LINGUAGEM
A descoberta do corpo é fundamental para conseguir dispensar as fraldas. A criança começa a mostrar curiosidade sobre os seus órgãos genitais e outras partes do corpo, percebe as suas funções, nomeia-os, gosta de jogos que envolvam o seu corpo. (…)
O seu filho tem também de perceber tudo o que lhe diz e saber comunicar quando tem vontade. Só assim poderá entender todos os passos do processo. Aprender o vocabulário envolvido é um passo prévio que não deverá descurar.
Tal como andar ou falar, ir à casa de banho parece muito fácil para quem o fez toda a vida, mas não podemos esquecer que a experiência de toda a vida de uma criança de dois anos é fazer chichi e cocó na fralda. É não ter de se preocupar com isso nem ter de interromper nenhuma actividade para tratar desse assunto. (…)

ASPECTOS EMOCIONAIS E SOCIAIS
Auto-domínio e desejo de agradar aos pais são ingredientes não menos importantes em todo este processo. O desejo de fazer sozinho, de dominar certas actividades são bons indicadores de maturidade. Dizer «eu faço», «eu consigo», «eu sozinho» revelam que a criança está no bom caminho na conquista da independência e que se vai sentir orgulhosa por conseguir ultrapassar com sucesso mais esta importante etapa do seu desenvolvimento.

É claro que esta é também a «idade do Não», ou seja, a criança está a afirmar-se enquanto dona e senhora da sua vontade, por oposição à vontade dos pais. Isso pode dificultar o processo de deixar as fraldas, pois se a criança percebe que os pais fazem muita questão pode marcar a sua posição recusando-se a colaborar. Fazer fora do sítio só pelo prazer de contrariar é sempre uma opção «divertida». Se o seu filho está no auge desta fase, o melhor é esperar que passe. Largar as fraldas não pode ser mais um ponto de discórdia, mas sim uma conquista positiva. (…)

O temperamento da criança também interfere nesta questão. Uma criança demasiado sensível ao toque pode demorar mais algum tempo até estar disposta a sentar-se, sem fralda, numa superfície fria. Uma criança demasiado activa pode ter dificuldade em estar sentada quieta no bacio. Neste caso, pode ser útil a brincadeira de pôr primeiro o boneco preferido a fazer, baixar e levantar as cuecas dele.

NA CRECHE
Quando as crianças passam o dia na creche, é óbvio que a educadora se torna fundamental na altura de deixar as fraldas. A escola e os pais têm de estar em sintonia, no mesmo momento. Ainda no livro “A Criança e a Higiene”, Brazelton alerta para a importância desta sintonia: «Qualquer inconsistência provoca confusão na criança. (…) É essencial que conversem sobre os passos a dar para alcançar o sucesso da criança nesta fase». (…)“

Texto: Ana Esteves
Revista PAIS & Filhos
25 Fevereiro 2009
in http://www.rituaismaternos.com/pronto-para-deixar-a-fralda/

quinta-feira, 25 de março de 2010

A lógica de...

Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado.
Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu amiguinho preso, e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples: - respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz."

IN: http://www.pensador

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Cyber-bullying

"Existe cada vez mais casos de utilização de novas tecnologias para assédio a menores. Como se pode saber se um menor está a ser vítima destes actos?
Como impedi-lo de acontecer?

O cyber-bullying está a difundir-se rapidamente e actua através de uma grande variedade de canais: e-mails, fóruns, blogs, instant messaging, SMS, jogos online, telemóveis, etc.

O anonimato garantido pela Internet é frequentemente utilizado como escudo para actuar impunemente. Até há pouco tempo, o assédio na escola acabava normalmente com o toque de entrada, mas actualmente, com os telemóveis e a Internet, os limites não são tão claros…

O cyber-bullying pode consistir em algo tão simples como enviar mensagens de e-mail indesejadas a alguém que já mostrou não ter interesse em recebê-las. Mas pode ser algo muito mais ameaçador, como o envio directo de malware, humilhação pública na Web, o envio massivo de spam, a distribuição de montagens de imagens maliciosas, comentários difamatórios em websites, roubo de identidade…

As vítimas deste tipo de assédio sofrem frequentemente de depressão e insegurança.
Como se pode saber se um menor está a ser vítima destes actos?

Muitas das vítimas de bullying não o reportam voluntariamente. A humilhação a que são submetidos mantém-nos em silêncio, dificultando a detecção destes casos de modo a enfrentá-los.

Tipicamente, este tipo de assédio envolve crianças dos 11 aos 15 anos de idade, normalmente tímidos e retraídos, afastados por serem considerados “diferentes”. Todos os que não pertencem a um grupo estável de amigos são tendencialmente mais propensos a sofrer este tipo de actos.

A melhor forma de impedir o cyber-bullying é encorajar a comunicação entre as crianças e os seus pais ou tutores e professores, fornecendo-lhes a confiança necessária para conversar abertamente sobre os seus problemas.

Uma ajuda adicional passa por instruir os menores sobre como utilizar as novas tecnologias de modo a minimizar este tipo de ameaças (não revelar dados pessoais na Internet, não conversar com estranhos, etc.)."

In: Crianças na web

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Internet: 10 conselhos para uma relação saudável

Hoje em dia a maior parte das crianças começam muito cedo a utilizar a internet. A internet acaba por se tornar um amigo, uma forma de ocupar o tempo livre, de poder viajar pelo mundo, de poder sonhar...

No entanto, todos nós sabemos dos perigos que a internet pode representar para uma criança. Assim sendo, os pais deverão estar atentos e acompanhar desde sempre os seus filhos na descoberta da internet, de modo a que eles a possam utilizar de uma forma saudável.

1. Descobrir e explorar a Internet em conjunto
Tanto para a criança como para os pais é uma vantagem a descoberta em conjunto da Internet. Pesquisem sites animados e divertidos. Tentem, em conjunto, desenvolver uma atitude positiva e consciente face à exploração da Internet, que facilite a partilha, no futuro, de experiências positivas e negativas.

2. Concertar uma abordagem e definir regras para a utilização da Internet em casa
Em conjunto com as crianças, tentem chegar a um acordo sobre as regras a aplicar na navegação on-line.
Aqui ficam algumas dicas para começar:
- Como tratar a informação pessoal (nome, morada, telefone, e-mail).
- Como se comportar face aos outros utilizadores on-line (chat, e-mail, messenger).
- Quais os sites e actividades que podem ser acedidos e explorados.

3. Encorajar a cautela quando são solicitados dados pessoais
É importante que os adultos tenham consciência que muitas páginas da world wide web para as crianças requerem o fornecimento de dados pessoais para o acesso a conteúdos. Estar consciente de quando e de que forma é apropriados revelar informação pessoal é vital. Uma norma simples que poderá ser instituída: não fornecer o nome, morada, número de telefone ou imagem sem prévio consentimento dos pais.

4. Falar sobre os riscos que se correm ao conhecer pessoalmente os “e-amigos”.
Os adultos devem compreender que a Internet pode ser um espaço positivo para as crianças fazerem contactos e novos amigos. No entanto, para evitar experiências desagradáveis é importante que as crianças não se encontrem com estranhos que conheceram on-line sem o devido acompanhamento de um adulto, amigos ou outras pessoas de confiança. Em qualquer caso a criança deve sempre ter a aprovação dos pais.

5. Promover uma atitude crítica face aos conteúdos
A maior parte das crianças utiliza a Internet para ampliar os seus conhecimentos sobre os conteúdos programáticos abordados na escola e ainda para pesquisar informações relacionadas com os seus interesses pessoais. Os utilizadores da Internet devem ter a consciência que nem toda a informação disponibilizada está correcta. Eduque as crianças para saberem como verificar a informação, comparando-a com fontes alternativas sobre o mesmo tema.

6. Não seja demasiado repressivo no que toca à exploração da Internet pelas crianças.
As crianças podem deparar-se, por acaso, com conteúdos destinados a adultos. Mas se uma criança intencionalmente procurar sites com conteúdos desse âmbito lembre-se que é natural a pesquisa de temas proibidos. Aproveite ambas as ocasiões para abertamente discutir esses conteúdos com os mais pequenos e estabelecer regras para esses casos. Seja realista e justo na sua avaliação de como as crianças utilizam a Internet.

7. Reporte às autoridades material que encontre e que considere ilegal ou inapropriado.
É vital que todos tenhamos responsabilidade pela world wide web e, com essa consciência, reportar matérias que consideremos ilegais. Ao fazer isto podemos prevenir actividades ilícitas on-line, como a pornografia infantil ou o aliciamento para fins de abuso sexual via chat, mail ou messager.

8. Encorajar a netetiqueta.
A netetiqueta é o código informal de conduta para a Internet. Tal como no dia-a-dia, existem regras éticas informais sobre o comportamento e comunicação entre as pessoas na Internet. Estas regras incluem a boa educação, o uso de linguagem correcta, não gritar (escrever com maiúsculas) ou perseguir os outros. Também as crianças (assim como os adultos) não devem ler as mensagens de correio electrónico de outros ou copiar material protegido.

9. Saber como a criança utiliza a Internet.
Saber guiar a criança no que respeita à utilização da Internet, salientando a importância de compreender como a utilizam e saber o que fazem on-line. Deixe que os mais pequenos lhe mostrem que sites gostam de visitar e o que neles exploram. Adquirir conhecimentos técnicos poderá também facilitar a tomada de decisões sobre o correcto funcionamento da Internet.

10. Relembrar que os aspectos positivos da Internet se sobrepõem aos negativos.
A Internet é um excelente recurso educacional e recreativo para as crianças. Encoraje as crianças a serem conscienciosas e a explorarem todo o potencial da Internet.
Fonte:

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A pele das crianças: cuidados a ter

É o nosso maior órgão que necessita de muitas atenções e carinho. Mas a pele dos mais pequenos não é igual à dos adultos, pelo que requer cuidados especiais


A pele é um órgão nobre com funções vitais para a nossa saúde. A epiderme protege-nos do meio ambiente, particularmente do sol, impedindo uma perda excessiva de água sendo ainda fundamental na protecção contra potenciais infecções.

A derme por seu lado, assegura uma protecção mecânica contra traumatismos, garante o fornecimento de oxigénio e nutrientes e a remoção de resíduos tóxicos e dá forma e estrutura ao nosso corpo. Os órgãos da derme têm funções especiais próprias, como a da regulação da temperatura corporal (através da produção do suor) e órgão dos sentidos, com as sensações de tacto, dor, calor e frio.
O conceito frequentemente reforçado por muitos pediatras que as crianças não são adultos em miniatura, é claramente exemplificado nas particularidades da pele das crianças. A pele das crianças distingue-se da dos adultos quer em termos de características quer em termos de patologias.

A pele das crianças é mais fina e tem menos pêlos. As glândulas do suor existem em menor número e há também uma menor actividade das células produtoras de pigmento que dão cor à pele (melanocitos). Sendo assim, a criança tem uma maior dificuldade em lidar com o frio e o calor, sendo que a menor espessura da pele facilita uma maior penetração de substâncias tóxicas. As crianças facilmente desenvolvem feridas ou bolhas quando a sua pele é exposta a calor excessivo, agentes químicos, situações traumáticas ou inflamatórias.
(continua...)
IN : A Familia guia dos pais

domingo, 27 de dezembro de 2009


A equipa de enfermagem de saúde materno-infantil deseja a todos os leitores um próspero Ano Novo, repleto de paz, amor e saúde.

Que reine a harmonia no seio das famílias!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vou ter um irmão... e agora?

O nascimento de um segundo filho é um acontecimento marcante na vida familiar, sobretudo para o primogénito que começa a sentir que deixou de ser o centro das atenções, que o mundo mudou o seu centro para outro ponto que já não é ele.

Ainda durante a gravidez poderão sentir-se já mudanças de comportamentos da criança que considera a vinda de um irmão como uma ameaça ao relacionamento com os seus pais.

Esses comportamentos incluem condutas regressivas, tais como, fala infantilizada, pedid
o de colo, uso de chupeta, retrocesso na aprendizagem de hábitos de higiene, chupar no dedo, não querer comer sozinho, bem como, aumento das exigências relativamente à mãe, agressividade para com os pais, problemas de sono, entre outros. Tudo isto constitui estratégias para reaver as interacções e as atenções dos pais.

No entanto, apesar do grande impacto causado aquando do nascimento do irmão, a maioria dos primogénitos tende a apresentar, com o decorrer do tempo, um gradual retorno aos padrões anteriores de funcionamento. Kreppner et tal, 1982, considera que são necessários dois anos para que a família se possa reestruturar após o nascimento de um segundo filho.

Deste modo, é fundamental ainda durante a gravidez falar com a criança sobre a vinda de um bebé. O início deste processo complexo de tornar-se irmão, que pode minar temporariamente a segurança e a confiança do primogénito, requer uma grande atenção por parte dos pais. Todas as mudanças importantes na vida da criança, tais como, entrada no infantário, mudança de quarto, deverão ser efectuadas algum tempo antes do nascimento do irmão.

Um dos aspectos essenciais para que a criança não sinta a chegada de um irmão como uma perda, consiste em envolver o pai no processo de cuidados, nas brincadeiras, nas rotinas do dia-a-dia. O pai desempenha um papel fundamental na busca pelo equilíbrio familiar, podendo suprimir a ausência da mãe e o menor envolvimento desta com o filho mais velho no período pós-parto.

Todos nós sabemos as exigências que um bebé traz à família, em especial à mãe que a tem de amamentar, cuidar da sua higiene, tranquilizá-la, amá-la. Os bebés “não esperam” para ver as suas necessidades satisfeitas e a criança mais velha acaba por esperar, esperar, esperar…

Espera para brincar, espera para adormecer, espera para comer, espera para ir ao parque… A sua auto-estima vai diminuindo, a sua confiança na mãe sai abalada… Parece que o mundo se transformou por completo! Até as pessoas estranhas dão mais atenção ao bebé!

Tendo em conta estas considerações não é difícil de antever que a criança vai escolher formas para rivalizar com o irmão, fazendo inúmeras chamadas de atenção que envolvem birras e mau comportamento. Os pais acabam por o castigar mas sem sucesso. Não vêem alteração no seu comportamento… forma-se uma bola de neve!

Como dar a volta à situação?

Mãe:
aproveitar o tempo livre para sair com o filho mais velho, brincar com ele, fazer actividades que ele gosta, como ir ao parque ou jogar futebol… Poderá deixar o bebé com uma avó ou com o pai durante esse período. Privilegiar o tempo de qualidade, em vez da quantidade.
Não cair na tentação de ficar a cuidar sozinha das duas crianças. A mais velha deverá continuar com as suas rotinas, frequentando a escola.

Pai: aliviar as tarefas da mãe relativamente ao filho mais velho. Cuidar dele, dar-lhe banho, levá-lo à escola, brincar, ler histórias, ajudá-lo a adormecer… Todas estas tarefas devem ser iniciadas antes do bebé nascer para dar tempo à criança se envolver mais com a figura paterna. Desta forma, a criança vai buscar atenção a fontes alternativas às da mãe. O pai torna-se capaz de distrair a criança e esta acaba por ficar menos aborrecida com o envolvimento da mãe com o bebé.

Nota: A criança mais velha deverá participar na vida familiar… Por vezes cai-se na tentação de a deixar ao encargo dos avós durante o internamento na maternidade e durante os primeiros dias após o nascimento do bebé. Contudo, ela apercebe-se que o bebé veio roubar o espaço que era dela, que passou para segundo plano.

Pode ser difícil gerir o dia-a-dia com duas crianças. Há que arranjar estratégias para as envolver na rotina familiar para que nenhuma delas se sinta à margem. Cabe aos pais envolver a criança mais velha nos cuidados ao bebé, fazendo-a ver que tem um papel fundamental no seio da família e dando-lhe a conhecer a importância do estatuto de filho mais velho que elas tanto apreciam. Ao proporcionar


a participação nos cuidados ao bebé está-se a integrar a criança neste novo projecto de vida familiar, ao mesmo tempo que se estimula o relacionamento entre os irmãos e o desenvolvimento de responsabilidade, compreensão e afectividade.

Espero que este artigo suscite o interesse dos leitores e levante uma série de questões e reflexões oportunas. Quem já viveu esta realidade poderá dar o seu valioso contributo. Todos nós aprendemos com as experiências dos outros.
Em breve será postado um outro artigo com dicas importantes para minimizar os ciúmes entre irmãos.


________________ Vânia Coimbra ________________

Bibliografia:
PEREIRA, Caroline; PICCININI, César. O impacto da gestação do segundo filho na dinâmica familiar. Estudo psicológico Campinas; vol.24, nº 3, 2007

domingo, 1 de novembro de 2009

E EU?

(Recebemos por e-mail esta história decidimos publica-la porque tem algumas questões importantes para reflexão.
Numa próxima postagem procuraremos reflectir convosco, que ides ser pais pela 2ª vez, ou mais.)
"Enquanto esperava ser chamada para uma consulta, observei um gorotinho de cerca de 5 anos que brincava sozinho com um pequenino carro. Quando ele se apercebeu que eu olhava convidou-me a brincar.

Separados por uma pequena mesa, lançavamos o carro um ao outro...
E, quando já sabiamos, os nomes um do outro, perguntei-lhe com quem estava. Respondeu que a mãe estava lá dentro, no médico, pois ia ter um bebé.
Então vais ter um irmão!
Para quê? responde ele.
Para gostar muito dele, brincar com ele, ajudar a tua mãe.a tratar dele...
E eu? Pergunta ele com os olhitos cheios de lágrimas.

A mãe chegou e ele rápidamente se levantou e correu para ela, depois voltou-se para trás e levou o dedo indicador à boca e fez o sinal de SILÊNCIO!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A IMPORTÂNCIA DO PEQUENO ALMOÇO

Um pequeno-almoço saudável e equilibrado é essencial a qualquer criança para que esta comece bem o dia.
O pequeno-almoço deve fornecer nutrientes em quantidades adequadas, de modo a oferecer à criança a energia necessária para o desempenho das suas funções, optimizando as capacidades cognitivas e facilitando os processos de aprendizagem.


Estudos referem:
Um pequeno-almoço com alimentos provenientes dos 7 grupos da roda dos alimentos fornece às crianças aproximadamente um quarto das suas necessidades diárias em nutrientes;
Indivíduos que “saltam” a refeição do pequeno-almoço têm menos hipóteses de atingir a quantidade diária, necessária, de nutrientes;
Quando as crianças tomam o pequeno-almoço, estão facilitadas funções como a concentração, aprendizagem, pensamento e comportamento.


Quatro estratégias para tornar o pequeno-almoço um hábito na sua casa:

1. Seja um modelo. Se quer que a sua criança coma o pequeno-almoço, toma-o também!!!
2. Mantenha os alimentos do pequeno-almoço sempre à mão. Tenha pelo menos duas porções de cada item que vai servir ao pequeno-almoço (ex: no caso do pão, servir dois tipos de pão diferentes), para tornar o pequeno-almoço mais variado e assim evitar a monotonia.
3. Torne-o fácil. Adopte formas de servir o pequeno-almoço que sejam simples e viáveis, de preferência, de modo a que as crianças consigam servir-se sozinhas. Mantenha os alimentos sempre visíveis.

4. Tente o pequeno-almoço na escola. Encoraje as crianças que não conseguem tomar o pequeno-almoço em casa a tomarem-no na escola. O importante aqui é a intervenção dos pais na elaboração do pequeno-almoço para se certificarem que as crianças tomem um pequeno-almoço saudável.

Fonte
Direcção-Geral da Saúde. Microsite da plataforma contra a obesidade. A importância do pequeno almoço. Acedido a 21/10/2009. Disponível em:
http://goprod.dgs.pt/PresentationLayer/textos01.aspx?cttextoid=225&menuid=198&exmenuid=233

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

POEMA

Relembremos este poema de Florbela Espanca sobre o tema da criança…



Pequenina


És pequenina e ris ... A boca breve
É um pequeno idílio cor-de-rosa ...
Haste de lírio frágil e mimosa!
Cofre de beijos feito sonho e neve!

Doce quimera que a nossa alma deve
Ao Céu que assim te faz tão graciosa!
Que nesta vida amarga e tormentosa
Te fez nascer como um perfume leve!

O ver o teu olhar faz bem à gente ...
E cheira e sabe, a nossa boca, a flores
Quando o teu nome diz, suavemente ...

Pequenina que a Mãe de Deus sonhou,
Que ela afaste de ti aquelas dores
Que fizeram de mim isto que sou!


Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ajudando o seu filho a dormir

Factos sobre crianças e sono
As pesquisas sobre padrões de sono dos bebés e de crianças pequenas estabeleceram que:

• Os bebés acordam muito mais que os adultos porque seu ciclo médio de sono dura somente 50 minutos, comparados com os nossos que duram 90 minutos.

• Problemas de sono persistentes ou recorrentes são comuns nos anos pré-escolares.

• Aproximadamente 25% das crianças menores de 5 anos apresentam problemas de sono.

• Cerca de 20% dos pais reclamam que os bebés choram muito durante os 3 primeiros meses de vida antes de adormecerem.

1 - Acalmando o cérebro na hora de ir para a cama

O seu objectivo número 1 na hora de colocar o seu filho para dormir é trazê-lo de um estado de alerta máximo através da activação da substância calmante chamada ocitocina e da hormona do sono melatonina. A forma mais provável de atingir isso é através de uma rotina relaxante. Quando isso é repetido torna-se possível activar as mesmas substâncias químicas calmantes no cérebro.

2 - O que quer que você faça, mantenha-se calmo

Se as substâncias químicas do stress estão a ser activadas no seu próprio cérebro, não pode esperar que vá acalmar o seu filho e trazê-lo de um estado de alerta. O seu tom de voz é tudo e se você está tenso, exigente, irritado ou nervoso, as suas tentativas de ser calmo serão falsas.
Por outras palavras, o seu estado emocional pode activar os sistemas de alarme no cérebro do seu filho, fazendo-o sentir-se inseguro para dormir. Em contrapartida, se seu cérebro está a activar os opióides e sua voz é gentil, baixa e calma, isso traz confiança ao seu filho, tranquilizando-o.

3 -Aconchegue-se e leia um livro

Enquanto você lê, o seu contacto corporal com o seu filho irá activar a ocitocina no cérebro dele, deixando-o sonolento. Escutar uma história estimula os lobos frontais do cérebro da criança (cérebro superior), a parte que naturalmente inibe impulsos motores – como o desejo de pular na cama. Tente criar uma atmosfera mágica. Diminua as luzes (a escuridão activa a melatonina), coloque a tocar uma música suave, para diminuir a excitação da criança.

4 - Não dê comidas que vão deixá-lo acordado

Evite dar ao seu filho comidas ricas em proteínas, como carne ou peixe, nas duas horas anteriores à rotina do sono, uma vez que activam a dopamina (um estimulante cerebral). Chocolate também não é boa ideia, porque contém cafeína, que é estimulante. Se o seu filho está com fome, ofereça carboidratos, como uma banana, que activa serotonina no cérebro e ajuda-o a sentir-se sonolento, ou então opte por oferecer um copo de leite morno.

5 - Evite activar o sistema de medo na parte inferior do cérebro da criança

Se o seu filho está com medo do escuro, mantenha uma luz fraquinha no quarto. Você pode chamá-la de “fadinha da segurança”, que irá tomar conta dele enquanto ele dorme. Encare com seriedade os medos e ansiedades dele e conforte-o. Se não fizer isso, o cérebro dele continuará a activar altos níveis de glutamato, norepinefrina e CRF (factor de liberação de corticotropina), levando o corpo dele a um estado de super estimulação.

6 - Você pode deitar-se ao lado dele enquanto ele adormece

Por vezes é mesmo necessário deitar-se ao lado do seu filho; no entanto não deve haver conversa. Finja estar a dormir; concentre-se na sua própria respiração profunda. O contacto pele a pele irá regular o sistema de excitação do seu filho e fortalecer a ligação entre vocês. Quanto mais calmo você estiver, mais calmo ele estará. Considere as substâncias químicas cerebrais envolvidas. O contacto corporal activa a liberação de opióides e ocitocina – e a ocitocina promove a sonolência. Quando ele adormecer, saia do quarto e aproveite a sua noite.

7 - Se a criança está muito ansiosa pergunte o porquê

Uma criança ansiosa de 3 anos que está a sentir medo da separação provavelmente pedirá por mais um copo de água,pela chupeta ou para ir ao wc, quando o que ele realmente quer dizer é que está com medo. Pergunte de que ele tem medo... Quando os sentimentos dele estiverem expostos e discutidos, você pode encontrar maneiras de acalmá-lo, como entregar-lhe uma peça de roupa sua para ele segurar enquanto adormece, ou abraçá-lo na cama de uma forma especial, reconfortando-o com abraços e palavras. Use a sua presença emocionalmente aconchegante para activar os opióides no cérebro dele, uma vez que tais substâncias inibem a ansiedade da separação.

8 - Tenho que acalmar o meu filho repetidamente, toda noite – o que estou a fazer de errado?

Se você está a encontrar dificuldades em colocar o seu filho para dormir noite após noite, você precisa fazer algumas perguntas a si mesmo. Primeiro, você está a ser calmo o suficiente toda noite? O cérebro humano é muito sensível a atmosferas emocionais e à percepção de emoções que você pode estará sentir.

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Há uma atmosfera de paz e segurança no quarto dele, com luzes fracas para activar a hormona do sono, a melatonina? O seu filho está cansado o suficiente? Ele faz actividade física durante o dia? Propicie oportunidades para ele brincar ao ar livre da parte de tarde sempre que possível.

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Há alguma coisa perturbando-o em casa ou na escola, de forma que ele não se sinta seguro para dormir? Você o critica com frequência? Ele grita muito com você? Se ele acha que o relacionamento entre vocês dois não é sólido, ele pode sentir medo de deixá-lo sair de perto de noite.”

Fonte: The Science of Parenting, de Margot Sunderland, 2006. Tradução de Flávia Mandic in http://solucoes.multiply.com/journal/item/55


Nota: Acima de tudo, experimentar uma rotina com horários certos para dormir acaba por resultar a maior parte das vezes. Escolha uma rotina para adormecer.

- Sugestão: banho-jantar-momentos de partilha em família- história-leite-cama!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Brincadeira - Como entreter os nossos filhos

"Para entreter uma criança com idade entre um e três anos não é preciso contratar um palhaço, nem comprar-lhe a loja de brinquedos em peso. O que faz falta é ensinar-lhe a brincar.

NINGUÉM NASCE SABENDO BRINCAR

É algo que tu lhe tens de ensinar. Precisa que tu lhe fales, lhe expliques o que pode fazer com o comboio de trem, com as argolas...

Não podes limitar-te a tratar fisicamente da criança e depois deixá-la entregue a si mesma: que ela se desembarace e se divirta. Entretanto, continuas com os trabalhos domésticos ou sais de casa deixando a criancinha na companhia de uma pessoa enfadonha, que não faz a mais pequena idéia de como entreter os miúdos.

Por muito que te esforces por lhe comprares a boneca da moda, se não lhe ensinares a brincar com ela acabará por se aborrecer e por a deixar abandonada nalgum canto da casa.

Mas fazer isto não é assim tão difícil. Só é preciso um pouco de vontade e de tempo da tua parte.

No dia do aniversário oferece-lhe um balde de legos para montar. Se passares algum tempo, em dias alternados ou aos fins de semana, a manejar as peças com o pequenito, ao fim de algum tempo será capaz de passar horas com o brinquedo, muito divertido.

Se, pelo contrário, lho dás tal e qual como veio da loja e nunca mais lhe ligas, acabarás por ter as peças todas espalhadas num cesto de brinquedos a abarrotar, e a criatura aborrecidíssima, agarrada às tuas saias e a pedir-te que lhe ligues a televisão, enquanto tu, desesperada, te lamentas com o teu marido por teres gasto o dinheiro naquele brinquedo, que acabou por ser posto de lado ao fim de dois minutos.

"O meu filho de dois anos tem toda a espécie de brinquedos e não se entretém com nada."

Este é um grande erro: que a criança tenha à sua disposição e ao seu alcance todos os brinquedos

Rapidamente se fartará deles e não brincará com nenhum.

É mais aconselhável deixar uns quantos à vista, como elemento decorativo, para alegrar o quarto, e o resto guardá-los à custódia da mãe. De quando em quando tiras da gaveta um brinquedo, que o teu filho não via há três meses, e julgará que é novo. Ensinas-lhe a brincar com ele e de certeza que passa uns quantos dias divertidíssimo com a novidade, que depois voltas a guardar para outra oportunidade.

Quais as vantagens desta forma de actuar?
- A criança está continuamente a receber novidades, somente porque há rotação dos mesmos brinquedos.
- Poupas um dinheirão em bonecas e carrinhos novos. Ao guardá-los durante uns tempos e depois fazê-los aparecer, parecem novos à criança e a tua bolsa agradece
.

Um programa educativo
A atividade lúdica é, nos primeiros anos, praticamente o único meio de chegar à criança, de te meteres na sua vida.
Podes educar a criança através da brincadeira
Podes mostrar-lhe comportamentos, atitudes e virtudes que deve seguir. Não veja
s nas brincadeiras apenas um meio de entretenimento, mas também a melhor arma para educar uma criança nos primeiros anos.

A atividade lúdica serve tanto para entreter como para educar

Deves conjugar numa só atividade o entretenimento e a educação. O vosso filho assimilará, da forma mais natural, simples e divertida, o princípio de que há umas normas que têm de reger a sua vida. Se fazes da educação um jogo durante os primeiros anos, não será difícil à criança ser arrumada, obediente, carinhosa, etc., porque assimilou tudo isso sem traumas, como num jogo.

As brincadeiras devem estar sempre integradas num programa educativo

Devem estar minuciosamente elaboradas pelos pais. Deste modo, o jogo que ensinas ao teu filho não é um jogo qualquer, mas sim um jogo cujo objetivo é desenvolver a sua imaginação, a sua memória, obediência, etc., passando uns momentos divertidos:

-· Se queres que seja arrumado, inventa o jogo "A ver quem apanha tudo primeiro: a mãe ou o menino ?". Quem ganhar terá um prêmio.

- Se queres desenvolver a sua imaginação, brinque com máscaras, ou dê-lhe massa de modelar para que molde um boneco ou uma bola.

- Para que aprenda a preocupar-se com os outros, põe-no a cuidar dos bonecos: que lhes dê banho, que os vista, que lhes dê de comer...

- Quando fizeres doce, convida-a a ajudar-te. Aos poucos aprenderá a gostar de cozinhar.

- Se der um pano de pó à pequenita de três anos, ficará radiante por ir atrás de ti limpar o pó. Assim se habitua a ter a casa limpa.

- Enquanto costuras, podes animá-la a fazer o mesmo com um trapinho, e assim começará a gostar de costura.

- A partir dos dois anos e meio uma criança pode ficar encantada por ter encargos. Sente-se muito importante e é uma maneira de começar a dar-lhe responsabilidades.

- Habitua-a a escutar e a compreender os contos, para captar a sua atenção. Uma criança a quem tenhas lido muitas histórias desde pequena, não terá qualquer dificuldade, a partir dos dois anos e meio, em escutá-los atentamente numa fita de gravador ou disco, enquanto tu estiveres ocupada.
Se a criança já fala, podes pedir-lhe que vos conte. É um bom método para que aprenda a memorizar e, mais tarde, para compreender o que lê.

- Música: põe um disco e faz com que dance ao ritmo da melodia. Pouco a pouco a criança irá educando o seu sentido musical.

- Ginástica: arranja um colchão velho e põe-no no chão para que possa dar cambalhotas. Põe um sofá no quarto do pequeno, onde possa saltar sem perigo e sem estragar nada. É um modo de a habituar ao exercício físico, tão saudável para o corpo.

- Casinhas: construa uma com os mais variados materiais, como almofadas, caixas... Hás-de ver como se diverte voltando a fazê-la e dando largas à sua imaginação.

- Trazer amiguinhos - melhor dito, os filhos das amigas da mãe - para brincar em casa, ajuda-a a sociabilizar-se e a abrir o seu ego; aprende a compartilhar.

- Jogos educativos, como puzzles (quebra-cabeças), são de grande utilidade. Ajudam a criança a saber discorrer corretamente.

- Água: pode passar horas metendo e tirando bonecos de dentro de água. É um modo de fazer com que goste de tomar banho em casa, e depois, na piscina.

No início, o pai e a mãe devem fazer estas coisas com o filho. Com o tempo, a criança brincará sozinha.
As saídas diárias ao parque, enquanto não freqüenta uma escola, são indispensáveis na vida da criança. Toma contato com a natureza, faz exercício e relaciona-se com outros meninos.
Aos fins-de-semana procura levar o teu filho para fora da cidade, para o campo. Aos poucos ir-se-á habituando a amar a natureza. Mostra-lhe as flores, as árvores, as plantas, o céu...
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Regras de ouro para usar os brinquedos

Dá-lhe os brinquedos adequados à sua idade" (IIparte)

Do livro "Os teus filhos de 1 a 3 anos", de Blanca Jordán de Urríes, Coleção Fazer Família, Editora Rei dos Livros

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