segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ajudando o seu filho a dormir

Factos sobre crianças e sono
As pesquisas sobre padrões de sono dos bebés e de crianças pequenas estabeleceram que:

• Os bebés acordam muito mais que os adultos porque seu ciclo médio de sono dura somente 50 minutos, comparados com os nossos que duram 90 minutos.

• Problemas de sono persistentes ou recorrentes são comuns nos anos pré-escolares.

• Aproximadamente 25% das crianças menores de 5 anos apresentam problemas de sono.

• Cerca de 20% dos pais reclamam que os bebés choram muito durante os 3 primeiros meses de vida antes de adormecerem.

1 - Acalmando o cérebro na hora de ir para a cama

O seu objectivo número 1 na hora de colocar o seu filho para dormir é trazê-lo de um estado de alerta máximo através da activação da substância calmante chamada ocitocina e da hormona do sono melatonina. A forma mais provável de atingir isso é através de uma rotina relaxante. Quando isso é repetido torna-se possível activar as mesmas substâncias químicas calmantes no cérebro.

2 - O que quer que você faça, mantenha-se calmo

Se as substâncias químicas do stress estão a ser activadas no seu próprio cérebro, não pode esperar que vá acalmar o seu filho e trazê-lo de um estado de alerta. O seu tom de voz é tudo e se você está tenso, exigente, irritado ou nervoso, as suas tentativas de ser calmo serão falsas.
Por outras palavras, o seu estado emocional pode activar os sistemas de alarme no cérebro do seu filho, fazendo-o sentir-se inseguro para dormir. Em contrapartida, se seu cérebro está a activar os opióides e sua voz é gentil, baixa e calma, isso traz confiança ao seu filho, tranquilizando-o.

3 -Aconchegue-se e leia um livro

Enquanto você lê, o seu contacto corporal com o seu filho irá activar a ocitocina no cérebro dele, deixando-o sonolento. Escutar uma história estimula os lobos frontais do cérebro da criança (cérebro superior), a parte que naturalmente inibe impulsos motores – como o desejo de pular na cama. Tente criar uma atmosfera mágica. Diminua as luzes (a escuridão activa a melatonina), coloque a tocar uma música suave, para diminuir a excitação da criança.

4 - Não dê comidas que vão deixá-lo acordado

Evite dar ao seu filho comidas ricas em proteínas, como carne ou peixe, nas duas horas anteriores à rotina do sono, uma vez que activam a dopamina (um estimulante cerebral). Chocolate também não é boa ideia, porque contém cafeína, que é estimulante. Se o seu filho está com fome, ofereça carboidratos, como uma banana, que activa serotonina no cérebro e ajuda-o a sentir-se sonolento, ou então opte por oferecer um copo de leite morno.

5 - Evite activar o sistema de medo na parte inferior do cérebro da criança

Se o seu filho está com medo do escuro, mantenha uma luz fraquinha no quarto. Você pode chamá-la de “fadinha da segurança”, que irá tomar conta dele enquanto ele dorme. Encare com seriedade os medos e ansiedades dele e conforte-o. Se não fizer isso, o cérebro dele continuará a activar altos níveis de glutamato, norepinefrina e CRF (factor de liberação de corticotropina), levando o corpo dele a um estado de super estimulação.

6 - Você pode deitar-se ao lado dele enquanto ele adormece

Por vezes é mesmo necessário deitar-se ao lado do seu filho; no entanto não deve haver conversa. Finja estar a dormir; concentre-se na sua própria respiração profunda. O contacto pele a pele irá regular o sistema de excitação do seu filho e fortalecer a ligação entre vocês. Quanto mais calmo você estiver, mais calmo ele estará. Considere as substâncias químicas cerebrais envolvidas. O contacto corporal activa a liberação de opióides e ocitocina – e a ocitocina promove a sonolência. Quando ele adormecer, saia do quarto e aproveite a sua noite.

7 - Se a criança está muito ansiosa pergunte o porquê

Uma criança ansiosa de 3 anos que está a sentir medo da separação provavelmente pedirá por mais um copo de água,pela chupeta ou para ir ao wc, quando o que ele realmente quer dizer é que está com medo. Pergunte de que ele tem medo... Quando os sentimentos dele estiverem expostos e discutidos, você pode encontrar maneiras de acalmá-lo, como entregar-lhe uma peça de roupa sua para ele segurar enquanto adormece, ou abraçá-lo na cama de uma forma especial, reconfortando-o com abraços e palavras. Use a sua presença emocionalmente aconchegante para activar os opióides no cérebro dele, uma vez que tais substâncias inibem a ansiedade da separação.

8 - Tenho que acalmar o meu filho repetidamente, toda noite – o que estou a fazer de errado?

Se você está a encontrar dificuldades em colocar o seu filho para dormir noite após noite, você precisa fazer algumas perguntas a si mesmo. Primeiro, você está a ser calmo o suficiente toda noite? O cérebro humano é muito sensível a atmosferas emocionais e à percepção de emoções que você pode estará sentir.

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Há uma atmosfera de paz e segurança no quarto dele, com luzes fracas para activar a hormona do sono, a melatonina? O seu filho está cansado o suficiente? Ele faz actividade física durante o dia? Propicie oportunidades para ele brincar ao ar livre da parte de tarde sempre que possível.

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Há alguma coisa perturbando-o em casa ou na escola, de forma que ele não se sinta seguro para dormir? Você o critica com frequência? Ele grita muito com você? Se ele acha que o relacionamento entre vocês dois não é sólido, ele pode sentir medo de deixá-lo sair de perto de noite.”

Fonte: The Science of Parenting, de Margot Sunderland, 2006. Tradução de Flávia Mandic in http://solucoes.multiply.com/journal/item/55


Nota: Acima de tudo, experimentar uma rotina com horários certos para dormir acaba por resultar a maior parte das vezes. Escolha uma rotina para adormecer.

- Sugestão: banho-jantar-momentos de partilha em família- história-leite-cama!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Brincadeira - Como entreter os nossos filhos

"Para entreter uma criança com idade entre um e três anos não é preciso contratar um palhaço, nem comprar-lhe a loja de brinquedos em peso. O que faz falta é ensinar-lhe a brincar.

NINGUÉM NASCE SABENDO BRINCAR

É algo que tu lhe tens de ensinar. Precisa que tu lhe fales, lhe expliques o que pode fazer com o comboio de trem, com as argolas...

Não podes limitar-te a tratar fisicamente da criança e depois deixá-la entregue a si mesma: que ela se desembarace e se divirta. Entretanto, continuas com os trabalhos domésticos ou sais de casa deixando a criancinha na companhia de uma pessoa enfadonha, que não faz a mais pequena idéia de como entreter os miúdos.

Por muito que te esforces por lhe comprares a boneca da moda, se não lhe ensinares a brincar com ela acabará por se aborrecer e por a deixar abandonada nalgum canto da casa.

Mas fazer isto não é assim tão difícil. Só é preciso um pouco de vontade e de tempo da tua parte.

No dia do aniversário oferece-lhe um balde de legos para montar. Se passares algum tempo, em dias alternados ou aos fins de semana, a manejar as peças com o pequenito, ao fim de algum tempo será capaz de passar horas com o brinquedo, muito divertido.

Se, pelo contrário, lho dás tal e qual como veio da loja e nunca mais lhe ligas, acabarás por ter as peças todas espalhadas num cesto de brinquedos a abarrotar, e a criatura aborrecidíssima, agarrada às tuas saias e a pedir-te que lhe ligues a televisão, enquanto tu, desesperada, te lamentas com o teu marido por teres gasto o dinheiro naquele brinquedo, que acabou por ser posto de lado ao fim de dois minutos.

"O meu filho de dois anos tem toda a espécie de brinquedos e não se entretém com nada."

Este é um grande erro: que a criança tenha à sua disposição e ao seu alcance todos os brinquedos

Rapidamente se fartará deles e não brincará com nenhum.

É mais aconselhável deixar uns quantos à vista, como elemento decorativo, para alegrar o quarto, e o resto guardá-los à custódia da mãe. De quando em quando tiras da gaveta um brinquedo, que o teu filho não via há três meses, e julgará que é novo. Ensinas-lhe a brincar com ele e de certeza que passa uns quantos dias divertidíssimo com a novidade, que depois voltas a guardar para outra oportunidade.

Quais as vantagens desta forma de actuar?
- A criança está continuamente a receber novidades, somente porque há rotação dos mesmos brinquedos.
- Poupas um dinheirão em bonecas e carrinhos novos. Ao guardá-los durante uns tempos e depois fazê-los aparecer, parecem novos à criança e a tua bolsa agradece
.

Um programa educativo
A atividade lúdica é, nos primeiros anos, praticamente o único meio de chegar à criança, de te meteres na sua vida.
Podes educar a criança através da brincadeira
Podes mostrar-lhe comportamentos, atitudes e virtudes que deve seguir. Não veja
s nas brincadeiras apenas um meio de entretenimento, mas também a melhor arma para educar uma criança nos primeiros anos.

A atividade lúdica serve tanto para entreter como para educar

Deves conjugar numa só atividade o entretenimento e a educação. O vosso filho assimilará, da forma mais natural, simples e divertida, o princípio de que há umas normas que têm de reger a sua vida. Se fazes da educação um jogo durante os primeiros anos, não será difícil à criança ser arrumada, obediente, carinhosa, etc., porque assimilou tudo isso sem traumas, como num jogo.

As brincadeiras devem estar sempre integradas num programa educativo

Devem estar minuciosamente elaboradas pelos pais. Deste modo, o jogo que ensinas ao teu filho não é um jogo qualquer, mas sim um jogo cujo objetivo é desenvolver a sua imaginação, a sua memória, obediência, etc., passando uns momentos divertidos:

-· Se queres que seja arrumado, inventa o jogo "A ver quem apanha tudo primeiro: a mãe ou o menino ?". Quem ganhar terá um prêmio.

- Se queres desenvolver a sua imaginação, brinque com máscaras, ou dê-lhe massa de modelar para que molde um boneco ou uma bola.

- Para que aprenda a preocupar-se com os outros, põe-no a cuidar dos bonecos: que lhes dê banho, que os vista, que lhes dê de comer...

- Quando fizeres doce, convida-a a ajudar-te. Aos poucos aprenderá a gostar de cozinhar.

- Se der um pano de pó à pequenita de três anos, ficará radiante por ir atrás de ti limpar o pó. Assim se habitua a ter a casa limpa.

- Enquanto costuras, podes animá-la a fazer o mesmo com um trapinho, e assim começará a gostar de costura.

- A partir dos dois anos e meio uma criança pode ficar encantada por ter encargos. Sente-se muito importante e é uma maneira de começar a dar-lhe responsabilidades.

- Habitua-a a escutar e a compreender os contos, para captar a sua atenção. Uma criança a quem tenhas lido muitas histórias desde pequena, não terá qualquer dificuldade, a partir dos dois anos e meio, em escutá-los atentamente numa fita de gravador ou disco, enquanto tu estiveres ocupada.
Se a criança já fala, podes pedir-lhe que vos conte. É um bom método para que aprenda a memorizar e, mais tarde, para compreender o que lê.

- Música: põe um disco e faz com que dance ao ritmo da melodia. Pouco a pouco a criança irá educando o seu sentido musical.

- Ginástica: arranja um colchão velho e põe-no no chão para que possa dar cambalhotas. Põe um sofá no quarto do pequeno, onde possa saltar sem perigo e sem estragar nada. É um modo de a habituar ao exercício físico, tão saudável para o corpo.

- Casinhas: construa uma com os mais variados materiais, como almofadas, caixas... Hás-de ver como se diverte voltando a fazê-la e dando largas à sua imaginação.

- Trazer amiguinhos - melhor dito, os filhos das amigas da mãe - para brincar em casa, ajuda-a a sociabilizar-se e a abrir o seu ego; aprende a compartilhar.

- Jogos educativos, como puzzles (quebra-cabeças), são de grande utilidade. Ajudam a criança a saber discorrer corretamente.

- Água: pode passar horas metendo e tirando bonecos de dentro de água. É um modo de fazer com que goste de tomar banho em casa, e depois, na piscina.

No início, o pai e a mãe devem fazer estas coisas com o filho. Com o tempo, a criança brincará sozinha.
As saídas diárias ao parque, enquanto não freqüenta uma escola, são indispensáveis na vida da criança. Toma contato com a natureza, faz exercício e relaciona-se com outros meninos.
Aos fins-de-semana procura levar o teu filho para fora da cidade, para o campo. Aos poucos ir-se-á habituando a amar a natureza. Mostra-lhe as flores, as árvores, as plantas, o céu...
CONTINUA :
Regras de ouro para usar os brinquedos

Dá-lhe os brinquedos adequados à sua idade" (IIparte)

Do livro "Os teus filhos de 1 a 3 anos", de Blanca Jordán de Urríes, Coleção Fazer Família, Editora Rei dos Livros

Para ler o artigo completo já, clique:

sábado, 15 de agosto de 2009

Antes de ser mãe

Antes de ser mãe, eu fazia e comia
os alimentos ainda quentes.
Eu não tinha roupas manchadas,
tinha calmas conversas ao telefone.

Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria,
Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes

Antes de ser mãe,
eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos e
nem pensava em canções de ninar.

Antes de ser mãe, eu não me preocupava:
Se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas então,
eram coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe,
ninguém vomitou e nem fez xixi em mim,
Nem me beliscou sem nenhum cuidado,
com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe,
eu tinha controle sobre a minha mente,
Meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos,
e dormia a noite toda.

Antes de ser mãe, eu nunca tive que
segurar uma criança chorando,
para que médicos pudessem fazer testes
ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos
olhos que choravam.
Nunca fiquei gloriosamente feliz
com uma simples risadinha.
Nem fiquei sentada horas e horas
olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança,
só por não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar,
quando não pude estancar uma dor.
Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina,
pudesse mudar tanto a minha vida e
que pudesse amar alguém tanto assim.
E não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação,
de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Não conhecia a felicidade de
alimentar um bebê faminto.
Não conhecia esse laço que existe
entre a mãe e a sua criança.
E não imaginava que algo tão pequenino,
pudesse fazer-me sentir tão importante.

Antes de ser mãe, eu nunca me levantei
à noite toda, cada 10 minutos, para me
certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor,
a dor e a satisfação de ser uma mãe.
Eu não sabia que era capaz de ter
sentimentos tão fortes.

Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus,
Por eu ser agora um alguém tão frágil
e tão forte ao mesmo tempo.

Obrigada meu Deus, por permitir-me ser Mãe!

Silvia Schmidt

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

SÍNDROME DE MORTE SÚBITA NO BEBÉ

O síndrome de morte súbita é definido como a morte súbita e “ inesperada de um lactente ou criança pequena” ( CLAYDEN e LISSAUER, 2002 p. 66), durante o sono. Ocorre usualmente durante o primeiro ano de vida sem aviso prévio num bebé saudável (Sociedade Portuguesa de Pediatria, 2009).

Estudos realizados nestes últimos anos, são consensuais a afirmar que há maior risco de morte súbita do lactente quando é colocado para dormir na posição ventral (de barriga para baixo). Esta posição tem grande influência porque poderá diminuir o despertar do sono dos bebés saudáveis e de termo (GEIB e NUNES, 2006).

Embora se aborde como um importante factor de risco a posição ventral (barriga para baixo) de dormir do bebé existem outros factores de risco, que tanto os pais como os cuidadores dos bebés devem estar despertos e reduzi-los ao máximo.

Entre esse factores destacam-se:
- o tabagismo
- má vigilância pré-natal (da gravidez)
- partilhar a cama dos pais durante o sono, especialmente quando estão muito cansados
- o uso de edredons
- dormir com a cabeça coberta,
- sobreaquecimento (excesso de calor)

RECOMENDAÇÕES DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE PEDIATRIA (2009) REFORÇAM:


Os lactentes devem dormir sempre em decúbito dorsal (de barriga para cima), salvo excepções indicadas pela equipa de saúde.
A adopção desta posição para o bebé dormir, é vista com alguma desconfiança tanto pelos pais como pelos profissionais, principalmente pelo risco de aspiração do vómito. Os estudos também demonstram que não houve aumento do número de aspirações de vómitos com a sua utilização. Todavia também a posição lateral (de lado) também pode ser utilizada, no entanto, verifica-se que não é tão segura. Quando o bebé está acordado e sob vigilância, poderá e deverá estar em posição ventral, para fortalecer os músculos do pescoço e das costas.

A cama deve ser apropriada ao bebé
O colchão deve ser certo à estrutura do berço e firme, utiliza-se lençóis e cobertores, as grades devem permanecer na cama até aos dois anos. Os lençóis e cobertores devem ser presos sob o colchão até à altura do tórax (um pouco abaixo dos ombros), os pés têm de estar encostados à parte inferior do berço, diminuindo assim o deslizamento do bebé e provável asfixia (sufocamento). A cabeça do bebé não deve estar coberta e ter atenção que os cobertores não devem ser pesados nem se devem usar edredons.

Evitar o sobreaquecimento do bebé
A temperatura do quarto deverá rondar os 18 a 21ºC. A roupa do bebé deve estar adequada à época do ano e às condições habitacionais, evitando o sobreaquecimento mas também a hipotermia (frio). Se o bebé tiver febre deve-se diminuir a quantidade da roupa proporcionando o arrefecimento periférico (arrefecimento físico).

Não colocar o bebé na cama dos pais para dormir
Existe maior risco de asfixia se o bebé dormir na cama com os pais, especialmente se estão muito cansados, se são fumadores, se ingeriram medicamentos que induzem o sono.

Evitar fumar durante e após a gravidez
Deve-se evitar que o ambiente em que o bebé esteja seja poluído pelo tabaco. Actualmente sabe-se também que o risco de morte súbita aumenta se a mãe fumou durante e após a gravidez e que esse risco tende a agravar-se se o pai também fuma.



A amamentação do bebé é um factor de prevenção apontado, contribuindo para que haja menor incidência de infecções tanto respiratórias como gastrointestinais (BARROS, 2001).


Os pais/cuidadores devem estar despertos para estes factores de risco. O seu conhecimento é fundamental para minimizar o síndrome de morte súbita no lactente.
A educação para a saúde realizada no sentido de não colocar o bebé na posição ventral, tem reduzido a incidência deste síndrome.

Marisa Leite, Enfermeira do Centro de Saúde de Santa Maria da Feira
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BIBLIOGRAFIA
GEIB, Lorena Teresinha Consalter; NUNES, Madga Lahorggue – Hábitos de sono relacionados à síndrome da morte súbita do lactente: estudo populacional em linha. Caderno de Saúde Pública, nº22 (Fev. 2006), p. 415-423 Consult. 9 de Junho de 2009. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/csp/v22n2/19.pdf LISSAUER, Tom ; CLAYDEN, Graham - Manual Ilustrado de Pediatria. 2ª ed.. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2003. 410 p. ISBN 85-277-0793-4. NUNES, Madga Lahorggue – Distúrbios do Sono em linha. Jornal de Pediatria. Vol. 78, Supl.1 (Julho/ Agosto 2002) , p. 63-72 Consult. 9 de Junho de 2009. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000700010&lng=en&nrm=iso&tlng=pt OPPERMAN, Cathleen S. ; CASSANDRA, Kathleen - Enfermagem Pediátrica Contemporânea . trad. Isabel Albernaz. Loures, 2001. 587 p. ISBN 972-8383-19-3. http://www.spp.pt/noticias/default.asp?IDN=116&op=2&ID=132 http://www.spp.org.br/sindrome.htm

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Divirta-se!

Achei este vídeo divertido e com uma linda mensagem. Recomendo que o mostre aos seus filhotes, vão divertir-se concerteza e, saber, que todos têm direito a nascer e a uma família!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A CHUPETA... SERÁ PARA OS FILHOS, OU PARA OS PAIS?

O reflexo de sucção é inato, pelo que muitos bebés já chucham no dedo dentro da barriga da mãe.
Quando nascem, basta tocar-lhes na boca ou bochecha que começam a abrir e a fechar a boca em movimentos contínuos. Por isso, a maioria dos bebés aceitam facilmente quando os pais lhe oferecem a chupeta. Consequentemente, os pais sentem-se aliviados, porque finalmente vêm o seu filho quieto e calado.
Outros bebés, mais determinados, recusam a chupeta, mas os pais também obstinados experimentam todas as formas possíveis por convencer os seus filhos de que precisam mesmo da chupeta.


A Organização Mundial de Saúde preconiza que nos Hospitais / Centros de Saúde Amigos dos Bebés não entram chupetas, sendo esta uma medida de protecção ao aleitamento materno. Isto, porque segundo vários estudos, os bebés que começam a usar chupeta logo à nascença têm tendência para mamar menos, porque a chupeta e a mama exigem modos de sucção diferentes. Assim, se um bebé se habitua a chuchar na chupeta, pode ter mais dificuldade em mamar na mama convenientemente. Além disso, um bebé que está sempre com a chupeta na boca está tão entretido que pede menos vezes para mamar.
A chupeta também favorece o desenvolvimento de otites, pode atrasar o desenvolvimento da linguagem, provoca dependência e pode provocar deformação dentária se o hábito se prolongar para além dos 2 anos.

A chupeta tranquiliza o bebé, e por isso serve de tranquilizante para os pais, no entanto esta medida deve estar sempre no topo da pirâmide, ou seja como último recurso.
Primeiramente é importante que os pais aprendam o conhecer o seu bebé e a interpretar os seus tipos de choro (fome, colo, frio, fralda suja, calor…) e ajam de acordo com a situação.
Se um bebé chora porque lhe falta algo é errado tentar adiar ou colmatar a resolução do problema através da chupeta.

Seguidamente sugerem-se alguns truques para as situações em que o vício da chupeta já está instalado:

  • Tente que a criança comece a usar a chupeta apenas para adormecer, reduzindo aos poucos a dependência;
  • Comece a preparar psicologicamente a criança para o adeus à chupeta. Diga-lhe que já está a ficar crescida e que por isso, não precisa de chupeta;
    Use a chupeta como moeda de troca para aquele brinquedo que o seu filho lhe anda a pedir;
  • Aproveite as épocas festivas, dado que são boas alturas para a criança se separar da chupeta;
  • Se nascer algum bebé na família sugira-lhe que dê a chupeta;
  • Além dos pais, ninguém mais deverá interferir no processo.


Este processo não deverá ser forçado, dado que o adeus à chupeta é um processo natural e portanto, vai acontecer mais tarde ou mais cedo.

Marisa Leite, Enfermeira do Centro de Saúde de Santa Maria da Feira, a realizar estágio da especialização em Saúde Materna e Obstetrícia

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BIBLIOGRAFIA
· Curso de conselheiras em aleitamento materno, DFEP, Hospital Infante D. Pedro, Setembro de 2008.
· OMS/UNICEF (1993) – Aconselhamento em amamentação: Um curso de treinamento. Manual do participante. 180 p.;
· OMS/UNICEF (1 DE Agosto de 1990) – “Declaração de Inocenti, protecção, promoção e apoio do aleitamento materno”, Nossos Arquivos, Grupo ORIGEM;
· http://www.leitematerno.org/hiperlig. htm.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Chegaram as férias... Actividades para realizar em família!

Chegaram as férias e com elas maior disponibilidade para realizar actividades diferentes com os nossos filhos.

As férias servem efectivamente para quebrar a rotina que vivemos durante 11 meses. Portanto, nada de tarefas escolares… Vamos aproveitar para realizar actividades que nos dão prazer e que fomentem a relação pais-filhos, tornando umas férias inesquecíveis.

Ficam algumas sugestões. Vale a pena seguir algumas delas:

- Preparem uma refeição juntos. A criança pode aprender muito mais do que se imagina numa cozinha e ficará orgulhosa por saber que é capaz de contribuir para as tarefas domésticas. Escolha um prato fácil de confeccionar e explique a importância de cada ingrediente (se é fonte de vitaminas, de gorduras, de hidratos de carbono, etc)
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- Faça caminhadas por locais aprazíveis, preferencialmente por espaços verdes.
Pode também aproveitar para caminhar na praia, junto ao mar. Durante a caminhada observem, em conjunto, cada detalhe (as ondas, as conchas, as folhas a mexer com o vento, as gaivotas a voar, os passarinhos a cantar, as formigas a trabalhar…)

- Leia com o seu filho. Deixe-o escolher um livro e aproveite para teatralizar a história, construindo um cenário… Verá que isso estimulará a imaginação e criatividade do seu filho!

- Escolha um jogo que possa envolver todos os membros da família (tipo monopólio). Verá que além de estimular a inteligência, servirá para passar um bom serão em família

- Cante e dance com os seus filhos. Seleccione as músicas preferidas e dance com eles. Mexa o corpo e a mente. É uma óptima opção para relaxar e se divertir!


- Faça uma guerra de almofadas e travesseiros. Já viu gargalhada mais gostosa?

- Ande de bicicleta ou pratique outro desporto com o seu filho, que seja da preferência dos dois.

- Conversem, conversem, conversem!! Sobre qualquer assunto, tagarelar é uma delí­cia!

- Desenhe e pinte! Colocar a imaginação num papel, com cores e texturas é uma maravilha em qualquer idade!


- Convide alguns casais amigos para ir a sua casa, de forma a proporcionar momentos de partilha e convívio entre as crianças.

- Brinque muito ao ar livre (no jardim de sua casa, no parque, na praia, no campo…)

- Decore caixas de papelão de diversos tamanhos com o seu filho e construa castelos, torres e fortalezas!

- Plante uma planta no jardim ou num vaso e ensine o seu filho a cuidar dela (a regar, a tirar as folhas secas…)
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Ficam aqui algumas sugestões. O que importa é aproveitar as férias para passar verdadeiros momentos de lazer e prazer em família.

Conversem muito, riam, divirtam-se, ousem quebrar a rotina e sobretudo seja feliz e faça os seus familiares felizes!
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_________________________ Vânia Coimbra

quinta-feira, 9 de julho de 2009

GESTÃO COMPORTAMENTAL:Estratégias para os pais - III parte

Lidar com o “mau comportamento”

As crianças nascem e têm que aprender a viver numa sociedade que tem determinadas regras. Estas regras existem para que a convivência entre as pessoas seja boa.

Os pais têm um papel chave na preparação da criança para a aprendizagem de capacidades sociais, como, por exemplo, tomar a perspectiva do outro, negociar e resolver problemas. Aos poucos a criança vai acumulando informação e passa a compreender aspectos como o respeito pela autoridade, a amizade, os costumes e as regras.

A disciplina é uma forma de ajudar as crianças (que não conhecem as regras da sociedade) e inserirem-se de forma adequada.
Assim, falar de disciplina é falar de regras.

Por exemplo, num jogo de futebol existe um conjunto de regras que permitem que o jogo aconteça. Quando um jogador (que não seja o guarda-redes) toca na bola com a mão, é falta, ou seja, vai sofrer um castigo. Quanto mais claras e simples forem as regras do jogo, mais fácil é a sua aprendizagem.

Na sociedade em que vivemos, é a mesma coisa. Para aprender a viver em sociedade, a criança precisa de um modelo, um adulto que lhe ensine essas regras.

Num momento ou noutro, todas as crianças mentem, tiram coisas que pertencem aos outros, agridem, gritam ou desobedecem.
A diferença entre estes comportamentos e aquilo que os psicólogos consideram como um problema de comportamento está na gravidade dos comportamentos, na duração, na frequência, no aparecimento dos mesmos em mais do que um contexto (em casa e na escola, por exemplo) e na sua persistência através do tempo, com início numa idade muito jovem.

Há crianças que, apesar de já estarem numa etapa mais avançada do seu desenvolvimento, continuam a apresentar comportamentos como birras e desobediência.
Isso pode significar que esses comportamentos estão a ser inadequadamente reforçados, que não têm consequências e a criança está a obter o que deseja, mesmo com o mau comportamento, e por isso os comportamentos persistem.

Educar uma criança exige energia e paciência.
Energia porque algumas crianças são mais difíceis de controlar do que outras e paciência para definir a melhor forma de lidar com o comportamento no momento em que este surge, sem ser impulsivo.

A criança levou meses ou mesmo anos a desenvolver os seus comportamentos e, portanto, não é de um momento para o outro que os vai alterar.
É preciso paciência...
A aplicação de estratégias adequadas deve ser sistemática, persistente e continuada,
reforçando sempre as pequenas vitória


Há uma regra muito importante:

Separar a criança do seu comportamento!

Se o objectivo da disciplina é aumentar o bom comportamento e acabar com o mau comportamento, é para o mau comportamento que se devem dirigir os comentários, não para a criança!

Queremos acabar com o mau comportamento! ELE é o INIMIGO a abater
Não diga:
“Assim não gosto mais de ti,
diga “Não gosto que faças isso...!”.


ESTRATÉGIAS DE CONTROLO DO COMPORTAMENTO INADEQUADO

1. Reforço positivo dos comportamentos adequados

Consiste na apresentação de uma consequência positiva após um comportamento adequado. Essa consequência fortalece o comportamento e aumenta o número de vezes que ele poderá aparecer. Significa elogiar situações em que o”mau comportamento” não aparece.
O reforço positivo pode ser dado sob a forma de:

- elogios (ex.: “Muito bem, estou muito contente contigo!”)
- afecto físico (ex.: beijos, carícias, etc.)
- recompensas (ex.: ler uma história, comer pizza, chocolates, jogos, livros, brincadeiras, gelados, brinquedos, sobremesa favorita, etc.)

- Deve ser fornecido imediatamente após o comportamento adequado acontecer;
- Não deve ser combinado com uma crítica (ex.: “a cama está feita, mas já a podias ter feito logo que te levantaste e não agora!...”);
- Deve ser importante para a criança e variar ao longo do tempo;
- Devem centrar-se no comportamento adequado, de forma a aumentar a probabilidade de ele voltar a acontecer. Por exemplo: “gosto muito quando arrumas o teu quarto!”.

Assim, o comportamento que agrada aos pais foi especificado, deixando claro para a criança que terá sempre a sua aprovação ao faze-lo;

- Os elogios devem ser feitos de forma sincera;

- Os reforços não devem ser só guardados para os comportamentos excelentes, qualquer pequeno esforço que signifique uma mudança ou aproximação ao comportamento desejado

2. Usar punição moderada

Consiste num método de alteração do comportamento em que é apresentado à criança um acontecimento desagradável ou retirado um estímulo positivo (por exemplo, o brinquedo ou o programa de televisão preferido) como consequência de um comportamento inadequado. A intenção é que este comportamento diminua de frequência, duração e intensidade.

Não esquecer…

- A criança não deve ser punida por tudo o que faça de errado (o que não significa que não seja repreendida), mas pelos comportamentos considerados mais desadequados;

- Tanto a punição como as recompensas devem ser seguidas ao comportamento; períodos de tempo alargados não resultam;

- Antes de iniciar o uso da punição moderada os pais devem usar o reforço positivo dos comportamentos que querem ver repetidos pela criança. Isto irá ensinar à criança aquilo que esperam que ela faça;

- Deve ser retirado um privilégio (por exemplo, comer sobremesa) ou uma actividade preferida da criança (por exemplo, ver o programa de televisão preferido) em função do comportamento inadequado;

- A punição deve ser uma consequência do comportamento inadequado, de forma a que a criança compreenda a relação causa-efeito: “atiraste brinquedos à tua irmã, então vais ficar até amanha sem brincares com eles”.

Para as crianças os actos significam muito mais do que as palavras.

- O uso da punição deve ser consistente ao longo do tempo, ou seja, quando a criança for punida por um comportamento deve ser sempre punida quando apresenta esse mesmo comportamento;

- A punição não deve ser usada por períodos indeterminados mas sim por um período estabelecido (por exemplo, não arrumaste o teu quarto, não vês hoje o teu programa de televisão favorito). No dia seguinte a criança deve ter oportunidade de apresentar um comportamento adequado e ter uma recompensa;

- A punição deve ser suficientemente desagradável para que a criança se sinta motivada para alterar o seu comportamento;

- Não deve ser aplicado sempre o mesmo tipo de punição, pois estas perdem o seu efeito com o passar do tempo.

- Um tipo de punição muito eficaz é a “pausa”.


Consiste em retirar a criança do local onde está a apresentar os comportamentos inadequados e colocá-la num local vazio de entretenimentos, de forma a interromper esses comportamentos e não ser indevidamente reforçada com a atenção das pessoas.

…Como usar a pausa?

A pausa pode ser usada quando a criança apresenta os seguintes comportamentos: agressividade, birras, provocações, comportamentos inadequados à mesa e desobediência.

Pausa: Alguns cuidados a ter em conta:

a)Seleccionar um ou dois comportamentos alvo para iniciar o uso da pausa (por exemplo, os mais graves), pois caso os pais comecem a utiliza-la para muitos comportamentos, a criança correrá o risco de passar muito tempo na pausa, o que não é adequado;

b)Escolher um local que não tenha distractores, mas que não seja assustador;

c)Num primeiro momento os pais devem pedir à criança para interromper o “mau comportamento” (pré-aviso): “Joana, pára de gritar com o bebé ou vais para a pausa”. Caso a criança não obedeça no próximo minuto, vai imediatamente para a pausa.

d)Sempre que os comportamentos seleccionados aconteçam, a criança deve ser mandada para a pausa;

e)Quando mandam a criança para a pausa, os pais devem olhar para a criança e usar um tom de voz e postura firmes: “Estou a avisar-te que se não obedeceres à mãe/ pai vais 5 minutos para a pausa”;

f)Usar imediatamente após o comportamento inadequado, sem sermões a acompanhar;

g)Não discutir com a criança enquanto estiver na pausa, ou seja, nada de discussões;

h)Os comportamentos que não são observados pelos pais não devem ser punidos com a pausa;

i)Caso tenha sido pedida uma tarefa à criança e ela não cumpra com este pedido depois de sair da pausa, deve ser usada a punição moderada (por exemplo, não brincar com os amigos naquele dia);

j)Nada que a criança faça, peça ou prometa poderá evitar que a pausa seja implementada.

k)A criança deve ficar na pausa um minuto por cada ano de idade. Exemplo: 8 anos, 8 minutos.

- Se a criança se recusar a ir para a pausa, deve ser retirado um privilégio (por exemplo, brincar com as bonecas) e este só é reobtido quando cumprir o tempo determinado em pausa.
- Se a criança sair da pausa sem permissão deve ser dado o aviso de que se não voltar terá que cumprir o triplo do tempo e que será aplicada uma punição.

Este aviso deve ser dado apenas uma vez e com um tom de voz firme. Caso ela não volte, é imediatamente punida, sem discussões.

- Se a criança desarrumar as coisas durante a pausa, insistir para que arrume tudo antes de sair da pausa.

- Depois de terminada a pausa, não repreenda, ralhe ou censure a criança. Ela já cumpriu o castigo
!

3. Ignorar o mau comportamento (não prestar atenção)

Alguns comportamentos devem ser ignorados, por exemplo, birras, gritos, mau humor, choro, “queixinhas”, pendurar-se na mãe quando fala com outra pessoa, etc.
Esta estratégia só deve ser usada com comportamentos de pouca gravidade.

Os pais devem envolver-se noutras actividades, fingir que não estão a ouvir, virar as costas ou sair de perto da criança. É importante que ao ignorar não mostrem raiva ou impaciência, isso seria dar atenção ao mau comportamento.

4. Fazer pedidos de forma eficaz

Não esquecer...
- Os pais devem decidir o que realmente querem que a criança faça;

- Os pedidos devem ser apresentados de forma directa e não sob a forma de questão ou como se estivessem a pedir um favor;

- Os pedidos devem ser feitos de uma forma clara, para que a criança compreenda e obedeça.
Por exemplo, “Maria, arruma agora estes brinquedos no caixote do teu quarto” é diferente de “Tira estes brinquedos daqui.”

- Devem ser dados comandos simples e não confundir a criança;

- Os pais devem olhar directamente para a criança (não deve ser dada uma ordem na cozinha, estando a criança no quarto);

- Os elementos que distraem a criança devem ser reduzidos antes de ser feito o pedido. Por exemplo, se a criança está a jogar um jogo de computador, o pai deve dizer-lhe para desligar e depois pedir para lavar as mãos e ir para a mesa.

- Quando necessário, a criança deve repetir o pedido para os pais se certificarem que ela compreendeu o que foi pedido. A repetição correcta deve ser elogiada;

- A criança deve ser reforçada pelo comportamento de obediência e deve ser usada a punição moderada caso não obedeça.

5. Dizer não quando é preciso

Quando acharem adequado, os pais devem usar essa palavra sem medo e mantê-la até ao fim. Não é não.
Quando os pais permitem tudo à criança, impedem-na de reconhecer os seus limites e favorecem uma posição poderosa em que não tem em conta o sentimento dos outros. Saber que existem limites ajuda a criança a saber o que esperam dela e com o que pode contar.
Se a situação justificar, os pais podem explicar rapidamente porquê estão a dizer “não”, mas não devem voltar a repetir, nem entrar em discussão ou fazer discursos moralistas. Caso ela insista em pedir o que seja, devem ignorar.

6. Escolhas e consequências

Dar uma escolha à criança, ensinando-a a ter um papel activo nas suas próprias decisões e ser responsável pelo seu próprio comportamento. Por isso, é importante para a criança saber que a sua escolha terá uma consequência. Esta consequência não deve ser referida como um castigo mas como resultado da escolha que a criança fez. Além disso, a criança deve saber antecipadamente que determinado comportamento terá

determinada consequência, ou seja, não estamos a preparar armadilhas para ninguém.
Exemplo: “Se não arrumares o teu quarto não vais brincar com os primos.”

7. Primeiro..., depois...

Primeiro as tarefas que quer que a criança faça, depois as actividades que a criança gosta/ quer fazer.
É útil para implementar tarefas menos motivadoras para a criança.
Exemplo: Rui, os teus amigos estão lá fora. Podes sair logo depois de arrumar o quarto.

8. Consequências lógicas e naturais

Aquilo que aconteceria sem a intervenção de um adulto.
Exemplos:
- A criança parte o lápis a um colega, tem como consequência dar-lhe um lápis novo ou dar-lhe o dinheiro para comprar outro;
- A criança suja a mesa, limpa-a;
- A criança parte um brinquedo, fica sem ele, não lhe dão outro.

9. Trabalho extra

É importante sobretudo para comportamentos mais sérios, como mentir, roubar ou destruir propriedade.
Exemplo: se a criança mentiu, tem como consequência varrer a entrada da sala durante 10 minutos.

Esteja preparado para o “mau comportamento” aumentar.
Frequentemente, as coisas pioram uns dias
antes de começarem a melhorar.

Dê o seu melhor, seja paciente e persistente.
E continue a não esquecer que...

 - É muito importante para um desenvolvimento saudável das crianças que os pais partilhem alguns momentos de “brincadeira” com elas, isto é, disponibilizar alguns minutos diários para estar com a criança a fazer algo que ela gosta e a comunicar sem fazer críticas ou impor exigências;
 - É muito importante valorizar as competências das crianças, isto é, elogiá-las e salientar que há coisas que fazem bem (ex: desenhar, cantar, jogar à bola…).



 - Para que uma criança se sinta motivada e interessada na escola, deve perceber que aos pais acham importantes as suas aprendizagens e dão atenção aos seus sucessos. Assim, a melhor forma de ajudar uma criança a interessar-se pelas aprendizagens escolares é acompanhando-a e dando apoio nas tarefas diárias como os T.P.C..

João Figueiredo (Psicologo Clinico)

Fotos net

quarta-feira, 10 de junho de 2009

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Dicas para identificar e aumentar a auto-estima das crianças:

- O que é auto-estima?
R - É a idéia, a opinião e o sentimento que cada pessoa tem por si mesma. É o valor que se dá a si mesmo.

2- O que é baixa auto-estima?
R - É a idéia que a pessoa tem de ser uma pessoa de pouco valor.

3- Quais as opiniões que a pessoa com baixa auto-estima tem sobre si mesma?
- Sou insegura, tenho medo de fazer as coisas.
- Sou inadequada, não faço nada direito.
- Estou sempre com dúvidas.
- Estou sempre incerto do que sou, nunca sei o que fazer.
- Nunca posso errar, devo fazer tudo com perfeição ou é melhor não fazer.
- Tenho uma vaga idéia de não ser capaz de realizar nada (depressão)
- Tenho necessidade de agradar e ser reconhecida pelas pessoas. Acho que não gostam de mim.

4- O que diminui a auto-estima?
- Autocríticas infundadas; Críticas infundadas;
- Culpa por responsabilidade excessiva; Isolamento;
- Rejeição; Carência falta de receber demonstrações de afetos;
- Frustração; Vergonha; Inveja; Timidez; Medo;
- Humilhação; Raiva.
- E, principalmente: perdas e dependência (financeira e emocional)

5- Quando começa a se formar a auto-estima?
R - Na infância.

6- Como se desenvolve a Auto Estima nas crianças:
R - A partir de como a criança percebe que é tratada pelas outras pessoas ela forma uma idéia de como ela é.
Quando se percebe bem tratada pode construir uma idéia de que é uma pessoa boa, estimada e age como se esperasse que mais coisa boa lhe acontecesse.
Em geral é o que ocorre com crianças que cantam, dançam, riem e brincam bastante.
Quando se percebe mal tratada pode construir uma idéia de que é uma pessoa má, não estimada e age como se esperasse que mais coisas más lhe acontecessem.
Em geral é o que ocorre com crianças que ficam tímidas, irritadas, isoladas e brincam poucos.

7- Isto significa que uma situação de bons ou maus tratos é que vai determinar se uma criança terá uma auto-estima positiva ou negativa?
R – Depende da idade e do amadurecimento mental da criança.
Quanto mais nova é a criança menor é a sua capacidade entre saber o que é real ou fantasia. Ou seja, quanto mais nova mais facilmente acreditará que tudo é real.
Muitas crianças pequenas, na nossa opinião, são maltratadas pelos adultos. O que não significa que elas se sintam maltratadas.
Nós, adultos, sabemos que as nossas cognições (idéias) sobre as situações determinam nossos sentimentos e por sabermos que nossa avaliação nem sempre está certa passamos a questionar, refletir antes de acreditar nas nossas idéias ou nas idéias das outras pessoas. As crianças mais novas ainda não sabem disto, tornando-se mais vulneráveis e influênciáveis pelas outras pessoas.

8- Quando a criança é pequena ela tem consciência de que está julgando e formando idéias sobre uma situação ?
Não.
Uma criança, em seus primeiros anos de vida:
- Não nasce sabendo que forma idéias;
- Não sabe que essas idéias geram emoções;
- Não sabe que essas idéias geram sensações e reações;
- Não sabe que essas idéias geram comportamentos;
- Não sabe que essas idéias podem não ser totalmente verdadeiras.
Nos primeiros anos de vida a criança não desenvolveu, o hábito de perceber suas próprias idéias.
E este deve ser o primeiro passo para que crie também o hábito de desafiar e questionar essas idéias.

9- E como ela vai chegar a esta consciência?
R – As crianças começam imitando as outras pessoas, ou seja, elas imitam os comportamentos que enxerga nas outras pessoas. Vamos lembrar que esses comportamentos são resultados da idéias que essas pessoas tiveram.
Com o tempo a criança perceberá que tem comportamentos e idéias diferentes das outras pessoas.
Ou seja, à medida que eu entendo o outro eu posso ter uma idéia de como eu sou.

10- Então os adultos têm uma grande responsabilidade sobre a formação da auto-estima nas crianças?
R – Sim. As crianças imitam os adultos porque acreditam neles. E não só nos adultos, mas também nas outras pessoas com quem convivem no dia-a-dia. Essas pessoas podem ser crianças ou adolescentes.

11- Mas principalmente, os adultos?
R – Sim, pois se os adultos estão sempre opinando a partir de uma perspectiva negativa para as crianças, e se estão sempre taxando-os de inúteis e incapazes, ou usando de zombarias e ironias, irá se formando neles uma imagem "pequena" de seu valor. E se com os amigos, na rua e na escola, repetem-se as mesmas relações, teremos uma pessoa com auto - estima baixa e baixo sentimento de auto - avaliação.
Os adultos, têm uma grande responsabilidade em colaborar para que as crianças formem boas idéias e se transforme numa pessoa com uma boa auto-estima.

12- Essa colaboração deve se dar a partir de quando?
R – Desde que passou a se dirigir a criança, seja antes ou depois que nasceu, os adultos, principalmente, já podem contribuir para que a criança desenvolva boas idéias e forme uma auto-estima positiva.

13- Como ?
R – Prestando atenção nos comportamentos da criança e no que ela fala.
As crianças falam de suas observações sobre ela mesma, às pessoas, as situações e o futuro.
Essas verbalizações poderão ser gentilmente modeladas, pelos adultos.

14- Como o adulto modela a criança?
R – Em primeiro lugar quando ele já aprendeu que:
- Ele forma idéias sobre as situações;
- Sabe que essas idéias geram emoções;
- Sabe que essas idéias geram sensações e reações;
- Sabe que essas idéias geram comportamentos;
- Sabe que essas idéias podem não ser totalmente verdadeiras.

Em segundo lugar:
- Ao observar o que a criança faz ou fala os adultos podem identificar qual foi o critério que ela utilizou para avaliar as situações que passou.
Examinando se esses critérios estão de acordo com a lógica do contexto de uma determinada situação.

15- Como é essa lógica do contexto de uma determinada situação?
R – Existe uma forma lógica de avaliar as situações que ocorrem no dia-a-dia:

- A lógica mostra que os fatos podem ocorrer em uma situação ou todas. (Uma criança pode ser diferente num traço , mas igual as outras crianças em outros traços).

- A lógica mostra que os fatos podem passar ou ficar para sempre como está.(Uma criança gripada está mal por alguns dias, outra com diabetes pode ter que cuidar-se sempre)
- A lógica mostra que os fatos podem ser da minha responsabilidade ou dos outros.(a criança pode cair por não prestar atenção, mas o chão pode estar escorregadio porque não foi limpo).

16 - Resumindo então pela lógica devemos considerar três aspectos?
R – Sim. Analisar o aspecto que mostra se o evento é:

1 - específico ou geral ( ex. não acertar uma questão entre dez, não é a mesma coisa errar todas numa prova; ir mal em uma matéria escolar não é a mesma coisa que repetir de ano; ter uma taquicardia não é a mesma coisa que desmaiar; posso ter um sintoma de uma doença, mas não ter a doença);

2 - passageiro ou permanente (ex. ficar sem ir à aula um dia não é a mesma coisa que nunca mais ir a escola; estar doente um dia não é a mesma coisa ficar doente sempre);

3 - responsabilidade pessoal ou impessoal (ex. ir mal numa prova não significa que só dependeu da criança e que ela seja burra; esquecer de lembrar de um compromisso não depende só da criança, não significa que seja desinteressada).

17- Em qual idade a criança pode começar a ser preparada para ter consciência desses modos de avaliação?
R - A medida que a criança atinge uma idade pré-escolar (05 aos 7 anos) os adultos poderão começar a mostrar as diferenças no modo da criança avaliar as situações, usando os exemplos delas no dia-a-dia.
Assim, contribuirá para que a criança desenvolva o hábito de analisar as situações do dia-a-dia de uma forma lógica; discriminando entre o que é uma fantasia e o que é um fato real.
Ou seja, ela estará formando idéias mais realistas sobre si mesma e as pessoas podendo ter uma idéia de futuro com mais esperança.
O que servirá contra conclusões supernegativas que geram a baixa auto-estima, a depressão, a ansiedade e outros problemas psicológicos.

18- Além dos aspectos de ensinar a criança a avaliar as situações o que mais pode contribuir para desenvolver a auto - estima delas?
R - É importante ensinar à criança que ela pode fazer algumas coisas bem, e que pode ter problemas com outras coisas.
- E que esperamos que faça o melhor que puder.
- Também é uma boa ajuda admitirmos nossos próprios erros ou fracassos.
- Ela precisa saber que também nós não somos perfeitos : "Sinto muito. Não devia ter gritado. Fiquei o dia todo chateado."
- Para ajudá-la a criar bons sentimentos é importante elogiá-la e incentivá-la quando procura fazer alguma coisa, fazendo-a perceber que tem direito de sentir que é "IMPORTANTE",
- que "pode aprender", que "consegue" e
- que sua família lhe quer bem e a respeita.
- O cuidado reside em adequar as tarefas que cabem a cada idade e permitir que ela tente, como colocar o suco no copo (ainda que derrame), a roupa (mesmo do avesso), a jogar objetos no lixo, guardar os brinquedos, as peças do jogo, ajudar na arrumação dos seus livros, fitas de vídeo, enfim,
- solicitar a ajuda da criança, partilhando com ela pequenos afazeres, vale até aplausos às suas conquistas.
- Portanto, estabeleça metas realistas e adequadas a idade da criança. Dê-lhe oportunidade de desenvolver-se sem super protegê-lo ou sem pressioná-lo, nem compará-lo com outras crianças.
- Assim, ele formará uma idéia, um conceito positivo de si mesmo.
- E para desenvolver esse sentimento, estimule-o quando ele sentir que não tem condições de realizar algo.
- Talvez tenha de dizer-lhe : "Claro que você pode. Vamos, vou te ajudar."

19- Quais os resultados da auto-estima elevada?
- mais à vontade em oferecer e receber elogios, expressões de afeto
- sentimentos de ansiedade e insegurança diminuem
- harmonia entre o que sente e o que diz
- necessidade de aprovação diminui
- maior flexibilidade aos fatos
- autoconfiança elevada
- amor-próprio aumenta
- satisfação pessoal
- maior desempenho profissional, sonhos mais altos.- relações saudáveis; paz interior.

Vale a pena colaborar para que crianças tenham pensamentos felizes!!

Arnaldo Vicente, Psicólogo, Terapeuta Cognitivo, Vice- Presidente da ABPC
Fonte: clique aqui

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Gincana 6 a 4 para os pais

Quando li este artigo reflecti bastante e achei importante partilha-lo convosco. Aproveite este dia da criança para também reflectir e questionar. O papel de pai e mãe não é fácil...
FELIZ DIA DA CRIANÇA!


GINCANA:
"Se a vida em família fosse um campeonato entre pais e filhos, um bom resultado seria este: 6 a 4 para os pais.
Nem pais eternos vencedores, nem filhos eternos perdedores.
Se no fim do campeonato filhos crescidos, feitas às contas, se constatar que os pais venceram por pouco, mas venceram. E os filhos perderam por pouco, mas perderam para seus pais.

Seria uma honra para os pais terem vencidos como quem respeita e para os filhos terem perdido para pessoas tão competentes.

Filhos ou pais derrotados são filhos ou pais infelizes Por isso escreva, anote e prenda na parede de sua casa para que nenhum dos lados esqueça o que é jogar o jogo da vida em família

Este placar;
Pais 10 x 0; Durões, cruéis e prepotentes donos absolutos dos filhos... maus pais.

Pais 9 x 1; Raramente dão liberdade. Marcação cerrada... amam, mas amam errado.

Pais 8 x 2; Começam a confiar, mas ainda com medo... amam, mas ainda não amam certo.

Pais 7 x 3; Admitem pedir desculpas e voltar atrás. Estão amando certo, mas ainda falta um pouco

Pais 6 x 4; Vitoriosos com classe. Sabem quando pedir e quando mandar, exigir, sabem disciplinar, amorosos

Pais 5 x 5; Liberais demais. Os filhos se acham no mesmo nível dos pais. E os pais acham que é assim mesmo.Todo empate é perigoso na vida em família. Filho nunca é igual a pai e mãe. Não existe este empate. Se existir é mal

Filhos 6 x 4; A família começa a ir mal.Os filhos estão sempre conseguindo sempre o que querem; errado.

Filhos 7 x 3; Os filhos estão mentindo, enganando os pais e estes se calam sabendo que é errado

Filhos 8 x 2; Os filhos já estão prepotentes. Apontam, erguem a voz, desrespeitam, impõe sua vontade e sabem que vão acabar vencendo por que os pais são fracos. Estão encurralados.

Filhos 9 x 1; Existe droga, violência e ingratidão naquela casa. Acabo o respeito. A mãe não tem mais força nenhuma sobre os filhos. O pai é um “Zé ninguém”. Os filhos mandam e desmandam. Baderna geral

Filhos 10 x 0; A família acabou. Os filhos derrotaram seus pais. Tem gente maldita naquela casa. Se em sua casa os filhos estão perdendo por mais de 6 a 4 ou empatando de 5 a 5, ou vencendo, comece a procurar ajuda!


Sem carinho e autoridade pais e filhos acabam perdendo o rumo e o "futuro" não pode mais suportar isso. O "Futuro que é agora amanhã" precisa de mais de escolas e mais de colo inteligente e amoroso porque a escola mais importante e o colo mais gostoso ainda está lá... Na sua casa!”

Fonte: Pe. Zezinho

domingo, 31 de maio de 2009

Mamã cuidado como calor!

A hidratação e todos os cuidados de protecção com as crianças merecem principalmente atenção nesses dias de calor, em que elas perdem muito líquido pela transpiração e pela urina.

Mas não espere que ela lhe peça água. “A atenção deve ser maior ainda naquelas que estão com uma virose intestinal, com vômito e diarréia, para que não desidratem”, diz Fabiana Hashimoto, pediatra do Hospital Santa Catarina (SP).

Quando desidratada, a criança fica com os olhos fundos, sem brilho, com a boca seca e a saliva espessa, além de perder elasticidade da pele e diminuir a quantidade de urina. Ela pode ainda alternar momentos de agitação e apatia. Se a desidratação for leve, os pais conseguem contornar a situação oferecendo líquidos em casa, mas, em casos mais graves, pode precisar de hospitalização.

Lembre-se de que a criança precisa de pelo menos 4 copos de água por dia para manter a hidratação e o bom funcionamento do intestino. Algumas medidas simples fazem a diferença. Veja:

- Ofereça água ao seu filho, mesmo que ele não peça. Sirva em pequenas quantidades e, de preferência, mais para o fresco do que em temperatura ambiente, que torna a absorção mais rápida;

- Os alimentos também ajudam a hidratar e devem ser sempre frescos e de fácil digestão. Incentive o consumo de frutas, legumes e verduras. E não se assuste: é normal o apetite da criança diminuir em dias quentes;

- O ambiente onde a criança está deve ser sempre arejado. Se for preciso, use um ventilador, desde que o vento não fique directo nela;

- Deixe seu filho com roupas frescas. Dê preferência aos tecidos de fibra natural, como o algodão, que absorvem o suor do corpo e mantém a temperatura do organismo;

- Cuidado com o sol. Em excesso, ele pode desidratar a criança, além de provocar graves queimaduras. Deixe seu filho sempre protegido, com protetor solar, boné, roupa confortável e leve. Evite ainda que fique exposto ao sol entre 10h e 16h;

- As crianças que se alimentam exclusivamente com o leite materno não precisam de complemento na hidratação, a não ser em casos específicos.



Fontes: Carla Gonzales Rossini, nutricionista, Fabiana Hashimoto, pediatra do Hospital Santa Catarina (SP) e RGNutri

quarta-feira, 27 de maio de 2009


RESPONSABILIZAR

A educação e a disciplina estão muito ligadas à responsabilização das crianças. Responsabilizar é demonstrar interesse e respeito à criança.


Tendo em conta este aspecto, aqui ficam algumas sugestões de tarefas que as crianças podem realizar, dependendo das suas idades.


Dos 3 aos 6 anos
  • Apanhar os brinquedos depois de os usar;
  • Ajudar a arrumar as suas coisas;
  • Ajudar a fazer a sua cama;
  • Ajudar a arrumar o quarto;
  • Ajudar a arrumar a casa de banho depois de tomar banho;
  • Ajudar a pôr a mesa (pôr os guardanapos, o pão).



Dos 7 aos 11anos

  • Fazer a cama;
  • Arrumar o seu quarto;
  • Arrumar a casa de banho depois de tomar banho;
  • Colocar a roupa suja no cesto;
  • Dobrar a roupa que não necessita de ser engomada;
  • Guardar e arrumar a roupa limpa;
  • Limpar o pó;
  • Varrer;
  • Pôr e levantar a mesa;
  • Lavar os pratos do pequeno-almoço e do lache;
  • Fazer recados;
  • Preparar o pequeno-almoço e o lanche;
  • Fazer de "ajudante" na cozinha (bater ovos, panar alimentos, misturar ingredientes...)
  • Coser botões.

Dos 12 aos 17 anos
  • Mudar os lençóis da cama;
  • Encarregar-se do seu quarto (roupa, armário, estantes, etc...);
  • Aspirar;
  • Lavar os pratos;
  • Passar a esfregona;
  • Fazer recados regularmente;
  • Ir às compras;
  • Despejar o lixo;
  • Pôr e tirar a loiça da máquina;
  • Pôr a máquina da roupa/ máquina de secar a trabalhar;
  • Cozinhar pratos simples;
  • Engomar roupa simples;
  • Coser roupa simples;
  • Ser o "encarregado" de tarefas familiares (preparar o pequeno-almoço, arrumar arrecadação...).

segunda-feira, 25 de maio de 2009



EDUCAÇÃO E DISCIPLINA

Desde cedo as crianças testam os seus limites e, consequentemente os limites dos seus pais e educadores.


Quantas vezes já não assistimos às famosas "birras de supermercado" ou, mais intimamente a uma "disputa" à hora do jantar:
Mãe- "Come a sopa!";
Filho- "Não";
Mãe- "Come a sopa, é só mais uma colher";
Filho- "Não"; e assim sucessivamente até que alguém perde o controlo...



Estas "crises" fazem parte do desenvolvimento psicológico e social das crianças, contudo há que controlar e disciplinar. Não queremos que elas se tornem nos "pequenos ditadores" lá de casa, apenas que aprendam as regras da vida em sociedade em geral e que cresçam felizes.



Aqui ficam algumas dicas de como usar a disciplina:
  • Disciplinar é ensinar, não é castigar;
  • O objectivo é que a criança aprenda a autocontrolar-se;
  • As crianças precisam de uma abordagem que não as envergonhe;
  • Cada "não" precisa de um "sim";
  • Tente compreender o significado de determinado comportamento menos adequado;
  • Uma resposta firme e consistente a um mau comportamento revela interesse;
  • Partilhe responsabilidades com a criança por forma a encontrar soluções;
  • Uma abordagem carinhosa e compreensiva é poderosa.

Bibliografia:
- BRAZELTON, T.Berry; SPARROW, Joshua D. - A Criança dos 3 aos 6 anos. Editorial Presença, Lisboa 2008.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Manhãs de domingo culturais divertidas e em família!

Continuando a falar da família, lembramos o projecto “Em família… nos museus e no património” que desenvolve actividades de fim-de-semana dirigidas às crianças e jovens, com a participação de toda a familia na actividade cultural.

Tem com objectivo principal: valorizar as actividades dos serviços educativos dos museus e monumentos dependentes do Ministério da Cultura, através do Instituto dos Museus e da Conservação, I.P. (IMC) e do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico; bem como a difusão e alargamento da cultura entre crianças, jovens e pais.

O Projecto decorre rotativamente pelos Museus, Palácios e Monumentos, ao longo do ano de 2009, com início a 22 de Março e termo a 13 de Dezembro. As actividades estão concebidas para crianças e jovens até aos 16 anos, acompanhados das respectivas famílias. Realizam-se todos os Domingos, entre as 10h00 e as 13h00, período particularmente indicado para as Famílias.

PS. É Necessário inscrição prévia
Mais informações imc na fonte

terça-feira, 12 de maio de 2009

A propósito do Dia Internacional da Família...

FAMÍLIA : A PRINCIPAL ESCOLA!
Vivemos numa era dominada pela ciência e pela técnica, em que ocorrem diariamente transformações a um ritmo frenético.
O homem é cada vez mais um ser consumista, caracterizado por um apego exacerbado a bens e produtos, nem que para isso tenha que competir desenfreadamente com os outros.

A vida é comparada a uma longa viagem; se perdermos o comboio ainda podemos apanhar o autocarro mas corremos o sério risco de chegarmos atrasados. Nesse percurso sinuoso, repleto de stress, ansiedade, frustração e desamor, por vezes envolto por um fino lençol de alegria e felicidade quase instantânea, o homem não tem lugar para reflectir acerca do verdadeiro valor da vida, não tem tempo para se dedicar aos seus amigos e familiares, não tem vontade para pensar se tem ou não a certeza que quer assumir um compromisso tão importante como é o casamento, não tem espaço para reflectir se vai ou não ter disponibilidade para dar amor e carinho aos seus filhos depois de os conceber…

Não constitui nenhum conhecimento novo o importante contributo dado pela família para o desenvolvimento físico, cognitivo e afectivo da criança.
A família é a primeira e a principal escola da criança. Se os “ professores “ se “baldam” faltando às aulas ou não motivam os “alunos” a aprenderem os conhecimentos leccionados, estes sofrerão consequências irreversíveis que se irão reflectir no seu desenvolvimento. Assim sendo, por melhor que seja a escola ou o infantário, os pais não devem delegar neles a sua função educativa.

Todavia, verificamos que a complexidade e exigência da sociedade actual cria novas necessidades para a maioria das famílias, o que conduz inevitavelmente a uma modificação da relação pais – filhos. E, de facto, é difícil alcançar um equilíbrio entre a função educativa dos filhos e o cumprimento das responsabilidades familiares.

Uma família não consegue sobreviver sem trabalhar, sem lutar pelo seu sustento. Neste âmbito, as circunstâncias sócio - económicas, o ritmo trepidante da vida, a televisão, o cansaço de um dia de trabalho, as diferenças de horários a que estão sujeitos os membros da família constituem sérios obstáculos ao encontro entre pais e filhos
.

Depois de dias e dias de ausência de diálogo, de aborrecimentos e frustrações, os filhos iniciam sozinhos a sua caminhada, preferindo partilhar as suas descobertas, sentimentos e problemas com os amigos porque o lar deixou de ser um porto de abrigo seguro e agradável.
Por sua vez, os pais, para tentarem compensar a indisponibilidade para com os filhos e colmatar a distância física e/ou psíquica, criam um espaço fabricado artificialmente, repleto de novas aquisições e invenções onde superabundam os brinquedos, televisões, vídeo cassetes, mini computadores... E, infelizmente nada disto está verdadeiramente relacionado com o bem-estar da criança e com o seu crescimento e desenvolvimento harmonioso que o tornará um adulto feliz e saudável.

É na infância que as relações afectivas assumem maior ênfase: as manifestações de amor como os carinhos e os afagos são extremamente importantes para o desenvolvimento equilibrado da criança.

Ainda no útero materno, o bebé já escuta a voz da mãe, do pai, dos irmãos, dos avós... Depois de nascer e à medida que vai crescendo, vai-se apercebendo do relacionamento dos seus familiares… Distribuem gratuitamente sorrisos ou choram? Conversam calmamente ou discutem? Estabelecem um contacto físico harmonioso ou agridem-se mutuamente?

Apercebe-se igualmente da ( in ) existência de hábitos de leitura, do ( des ) respeito pela natureza e pelos animais, da ( in ) coerência do procedimento dos pais, da (in ) tolerância para com os outros, da ( des ) promoção da saúde, da forma como gerem o dinheiro, do ( in ) cumprimento das responsabilidades que assumem, do ( des ) interesse em participar em projectos para o bem da sociedade.

É através dos comportamentos, atitudes e conhecimentos que a família transmite no lar e da complexa teia de relações estabelecida com os seus membros e com a sociedade em geral, que a criança aprende o significado das regras e das leis da sociedade.

Deste modo, é impensável que os pais negligenciem o seu papel de educadores, sendo aconselhável a criação de um clima de segurança e serenidade, onde haja lugar para a expressão de afectos, sentimentos e ideias, transmissão de valores fundamentais, promoção da saúde, aprendizagem de normas e padrões da sociedade, exercício dos deveres e direitos, entre outros.

Para tal, é necessário que a família se auto discipline no sentido de encontrar tempo para viver em comunhão. E, neste âmbito, vale mais a qualidade desses espaços de convivência e diálogo do que propriamente a quantidade.
Qualidade de tempo é tirar meia hora por dia para ESTAR com a criança, brincar com ela, contar-lhe uma história, sem se preocupar com o jantar para preparar, a roupa para passar e a casa para arrumar. É ESTAR DE CORPO E ALMA com a criança, ENTREGAR-SE a ela durante esse tempo de qualidade.
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E por que no dia 15 de Maio se comemora o Dia Internacional da Família, vamos parar um pouco para pensar nisto!
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____________________________________ Vânia Coimbra