quinta-feira, 6 de agosto de 2009

SÍNDROME DE MORTE SÚBITA NO BEBÉ

O síndrome de morte súbita é definido como a morte súbita e “ inesperada de um lactente ou criança pequena” ( CLAYDEN e LISSAUER, 2002 p. 66), durante o sono. Ocorre usualmente durante o primeiro ano de vida sem aviso prévio num bebé saudável (Sociedade Portuguesa de Pediatria, 2009).

Estudos realizados nestes últimos anos, são consensuais a afirmar que há maior risco de morte súbita do lactente quando é colocado para dormir na posição ventral (de barriga para baixo). Esta posição tem grande influência porque poderá diminuir o despertar do sono dos bebés saudáveis e de termo (GEIB e NUNES, 2006).

Embora se aborde como um importante factor de risco a posição ventral (barriga para baixo) de dormir do bebé existem outros factores de risco, que tanto os pais como os cuidadores dos bebés devem estar despertos e reduzi-los ao máximo.

Entre esse factores destacam-se:
- o tabagismo
- má vigilância pré-natal (da gravidez)
- partilhar a cama dos pais durante o sono, especialmente quando estão muito cansados
- o uso de edredons
- dormir com a cabeça coberta,
- sobreaquecimento (excesso de calor)

RECOMENDAÇÕES DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE PEDIATRIA (2009) REFORÇAM:


Os lactentes devem dormir sempre em decúbito dorsal (de barriga para cima), salvo excepções indicadas pela equipa de saúde.
A adopção desta posição para o bebé dormir, é vista com alguma desconfiança tanto pelos pais como pelos profissionais, principalmente pelo risco de aspiração do vómito. Os estudos também demonstram que não houve aumento do número de aspirações de vómitos com a sua utilização. Todavia também a posição lateral (de lado) também pode ser utilizada, no entanto, verifica-se que não é tão segura. Quando o bebé está acordado e sob vigilância, poderá e deverá estar em posição ventral, para fortalecer os músculos do pescoço e das costas.

A cama deve ser apropriada ao bebé
O colchão deve ser certo à estrutura do berço e firme, utiliza-se lençóis e cobertores, as grades devem permanecer na cama até aos dois anos. Os lençóis e cobertores devem ser presos sob o colchão até à altura do tórax (um pouco abaixo dos ombros), os pés têm de estar encostados à parte inferior do berço, diminuindo assim o deslizamento do bebé e provável asfixia (sufocamento). A cabeça do bebé não deve estar coberta e ter atenção que os cobertores não devem ser pesados nem se devem usar edredons.

Evitar o sobreaquecimento do bebé
A temperatura do quarto deverá rondar os 18 a 21ºC. A roupa do bebé deve estar adequada à época do ano e às condições habitacionais, evitando o sobreaquecimento mas também a hipotermia (frio). Se o bebé tiver febre deve-se diminuir a quantidade da roupa proporcionando o arrefecimento periférico (arrefecimento físico).

Não colocar o bebé na cama dos pais para dormir
Existe maior risco de asfixia se o bebé dormir na cama com os pais, especialmente se estão muito cansados, se são fumadores, se ingeriram medicamentos que induzem o sono.

Evitar fumar durante e após a gravidez
Deve-se evitar que o ambiente em que o bebé esteja seja poluído pelo tabaco. Actualmente sabe-se também que o risco de morte súbita aumenta se a mãe fumou durante e após a gravidez e que esse risco tende a agravar-se se o pai também fuma.



A amamentação do bebé é um factor de prevenção apontado, contribuindo para que haja menor incidência de infecções tanto respiratórias como gastrointestinais (BARROS, 2001).


Os pais/cuidadores devem estar despertos para estes factores de risco. O seu conhecimento é fundamental para minimizar o síndrome de morte súbita no lactente.
A educação para a saúde realizada no sentido de não colocar o bebé na posição ventral, tem reduzido a incidência deste síndrome.

Marisa Leite, Enfermeira do Centro de Saúde de Santa Maria da Feira
________________________________________________

BIBLIOGRAFIA
GEIB, Lorena Teresinha Consalter; NUNES, Madga Lahorggue – Hábitos de sono relacionados à síndrome da morte súbita do lactente: estudo populacional em linha. Caderno de Saúde Pública, nº22 (Fev. 2006), p. 415-423 Consult. 9 de Junho de 2009. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/csp/v22n2/19.pdf LISSAUER, Tom ; CLAYDEN, Graham - Manual Ilustrado de Pediatria. 2ª ed.. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2003. 410 p. ISBN 85-277-0793-4. NUNES, Madga Lahorggue – Distúrbios do Sono em linha. Jornal de Pediatria. Vol. 78, Supl.1 (Julho/ Agosto 2002) , p. 63-72 Consult. 9 de Junho de 2009. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572002000700010&lng=en&nrm=iso&tlng=pt OPPERMAN, Cathleen S. ; CASSANDRA, Kathleen - Enfermagem Pediátrica Contemporânea . trad. Isabel Albernaz. Loures, 2001. 587 p. ISBN 972-8383-19-3. http://www.spp.pt/noticias/default.asp?IDN=116&op=2&ID=132 http://www.spp.org.br/sindrome.htm

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Divirta-se!

Achei este vídeo divertido e com uma linda mensagem. Recomendo que o mostre aos seus filhotes, vão divertir-se concerteza e, saber, que todos têm direito a nascer e a uma família!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A CHUPETA... SERÁ PARA OS FILHOS, OU PARA OS PAIS?

O reflexo de sucção é inato, pelo que muitos bebés já chucham no dedo dentro da barriga da mãe.
Quando nascem, basta tocar-lhes na boca ou bochecha que começam a abrir e a fechar a boca em movimentos contínuos. Por isso, a maioria dos bebés aceitam facilmente quando os pais lhe oferecem a chupeta. Consequentemente, os pais sentem-se aliviados, porque finalmente vêm o seu filho quieto e calado.
Outros bebés, mais determinados, recusam a chupeta, mas os pais também obstinados experimentam todas as formas possíveis por convencer os seus filhos de que precisam mesmo da chupeta.


A Organização Mundial de Saúde preconiza que nos Hospitais / Centros de Saúde Amigos dos Bebés não entram chupetas, sendo esta uma medida de protecção ao aleitamento materno. Isto, porque segundo vários estudos, os bebés que começam a usar chupeta logo à nascença têm tendência para mamar menos, porque a chupeta e a mama exigem modos de sucção diferentes. Assim, se um bebé se habitua a chuchar na chupeta, pode ter mais dificuldade em mamar na mama convenientemente. Além disso, um bebé que está sempre com a chupeta na boca está tão entretido que pede menos vezes para mamar.
A chupeta também favorece o desenvolvimento de otites, pode atrasar o desenvolvimento da linguagem, provoca dependência e pode provocar deformação dentária se o hábito se prolongar para além dos 2 anos.

A chupeta tranquiliza o bebé, e por isso serve de tranquilizante para os pais, no entanto esta medida deve estar sempre no topo da pirâmide, ou seja como último recurso.
Primeiramente é importante que os pais aprendam o conhecer o seu bebé e a interpretar os seus tipos de choro (fome, colo, frio, fralda suja, calor…) e ajam de acordo com a situação.
Se um bebé chora porque lhe falta algo é errado tentar adiar ou colmatar a resolução do problema através da chupeta.

Seguidamente sugerem-se alguns truques para as situações em que o vício da chupeta já está instalado:

  • Tente que a criança comece a usar a chupeta apenas para adormecer, reduzindo aos poucos a dependência;
  • Comece a preparar psicologicamente a criança para o adeus à chupeta. Diga-lhe que já está a ficar crescida e que por isso, não precisa de chupeta;
    Use a chupeta como moeda de troca para aquele brinquedo que o seu filho lhe anda a pedir;
  • Aproveite as épocas festivas, dado que são boas alturas para a criança se separar da chupeta;
  • Se nascer algum bebé na família sugira-lhe que dê a chupeta;
  • Além dos pais, ninguém mais deverá interferir no processo.


Este processo não deverá ser forçado, dado que o adeus à chupeta é um processo natural e portanto, vai acontecer mais tarde ou mais cedo.

Marisa Leite, Enfermeira do Centro de Saúde de Santa Maria da Feira, a realizar estágio da especialização em Saúde Materna e Obstetrícia

__________________________________________________________
BIBLIOGRAFIA
· Curso de conselheiras em aleitamento materno, DFEP, Hospital Infante D. Pedro, Setembro de 2008.
· OMS/UNICEF (1993) – Aconselhamento em amamentação: Um curso de treinamento. Manual do participante. 180 p.;
· OMS/UNICEF (1 DE Agosto de 1990) – “Declaração de Inocenti, protecção, promoção e apoio do aleitamento materno”, Nossos Arquivos, Grupo ORIGEM;
· http://www.leitematerno.org/hiperlig. htm.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Chegaram as férias... Actividades para realizar em família!

Chegaram as férias e com elas maior disponibilidade para realizar actividades diferentes com os nossos filhos.

As férias servem efectivamente para quebrar a rotina que vivemos durante 11 meses. Portanto, nada de tarefas escolares… Vamos aproveitar para realizar actividades que nos dão prazer e que fomentem a relação pais-filhos, tornando umas férias inesquecíveis.

Ficam algumas sugestões. Vale a pena seguir algumas delas:

- Preparem uma refeição juntos. A criança pode aprender muito mais do que se imagina numa cozinha e ficará orgulhosa por saber que é capaz de contribuir para as tarefas domésticas. Escolha um prato fácil de confeccionar e explique a importância de cada ingrediente (se é fonte de vitaminas, de gorduras, de hidratos de carbono, etc)
-
- Faça caminhadas por locais aprazíveis, preferencialmente por espaços verdes.
Pode também aproveitar para caminhar na praia, junto ao mar. Durante a caminhada observem, em conjunto, cada detalhe (as ondas, as conchas, as folhas a mexer com o vento, as gaivotas a voar, os passarinhos a cantar, as formigas a trabalhar…)

- Leia com o seu filho. Deixe-o escolher um livro e aproveite para teatralizar a história, construindo um cenário… Verá que isso estimulará a imaginação e criatividade do seu filho!

- Escolha um jogo que possa envolver todos os membros da família (tipo monopólio). Verá que além de estimular a inteligência, servirá para passar um bom serão em família

- Cante e dance com os seus filhos. Seleccione as músicas preferidas e dance com eles. Mexa o corpo e a mente. É uma óptima opção para relaxar e se divertir!


- Faça uma guerra de almofadas e travesseiros. Já viu gargalhada mais gostosa?

- Ande de bicicleta ou pratique outro desporto com o seu filho, que seja da preferência dos dois.

- Conversem, conversem, conversem!! Sobre qualquer assunto, tagarelar é uma delí­cia!

- Desenhe e pinte! Colocar a imaginação num papel, com cores e texturas é uma maravilha em qualquer idade!


- Convide alguns casais amigos para ir a sua casa, de forma a proporcionar momentos de partilha e convívio entre as crianças.

- Brinque muito ao ar livre (no jardim de sua casa, no parque, na praia, no campo…)

- Decore caixas de papelão de diversos tamanhos com o seu filho e construa castelos, torres e fortalezas!

- Plante uma planta no jardim ou num vaso e ensine o seu filho a cuidar dela (a regar, a tirar as folhas secas…)
-
Ficam aqui algumas sugestões. O que importa é aproveitar as férias para passar verdadeiros momentos de lazer e prazer em família.

Conversem muito, riam, divirtam-se, ousem quebrar a rotina e sobretudo seja feliz e faça os seus familiares felizes!
-
-
-
_________________________ Vânia Coimbra

quinta-feira, 9 de julho de 2009

GESTÃO COMPORTAMENTAL:Estratégias para os pais - III parte

Lidar com o “mau comportamento”

As crianças nascem e têm que aprender a viver numa sociedade que tem determinadas regras. Estas regras existem para que a convivência entre as pessoas seja boa.

Os pais têm um papel chave na preparação da criança para a aprendizagem de capacidades sociais, como, por exemplo, tomar a perspectiva do outro, negociar e resolver problemas. Aos poucos a criança vai acumulando informação e passa a compreender aspectos como o respeito pela autoridade, a amizade, os costumes e as regras.

A disciplina é uma forma de ajudar as crianças (que não conhecem as regras da sociedade) e inserirem-se de forma adequada.
Assim, falar de disciplina é falar de regras.

Por exemplo, num jogo de futebol existe um conjunto de regras que permitem que o jogo aconteça. Quando um jogador (que não seja o guarda-redes) toca na bola com a mão, é falta, ou seja, vai sofrer um castigo. Quanto mais claras e simples forem as regras do jogo, mais fácil é a sua aprendizagem.

Na sociedade em que vivemos, é a mesma coisa. Para aprender a viver em sociedade, a criança precisa de um modelo, um adulto que lhe ensine essas regras.

Num momento ou noutro, todas as crianças mentem, tiram coisas que pertencem aos outros, agridem, gritam ou desobedecem.
A diferença entre estes comportamentos e aquilo que os psicólogos consideram como um problema de comportamento está na gravidade dos comportamentos, na duração, na frequência, no aparecimento dos mesmos em mais do que um contexto (em casa e na escola, por exemplo) e na sua persistência através do tempo, com início numa idade muito jovem.

Há crianças que, apesar de já estarem numa etapa mais avançada do seu desenvolvimento, continuam a apresentar comportamentos como birras e desobediência.
Isso pode significar que esses comportamentos estão a ser inadequadamente reforçados, que não têm consequências e a criança está a obter o que deseja, mesmo com o mau comportamento, e por isso os comportamentos persistem.

Educar uma criança exige energia e paciência.
Energia porque algumas crianças são mais difíceis de controlar do que outras e paciência para definir a melhor forma de lidar com o comportamento no momento em que este surge, sem ser impulsivo.

A criança levou meses ou mesmo anos a desenvolver os seus comportamentos e, portanto, não é de um momento para o outro que os vai alterar.
É preciso paciência...
A aplicação de estratégias adequadas deve ser sistemática, persistente e continuada,
reforçando sempre as pequenas vitória


Há uma regra muito importante:

Separar a criança do seu comportamento!

Se o objectivo da disciplina é aumentar o bom comportamento e acabar com o mau comportamento, é para o mau comportamento que se devem dirigir os comentários, não para a criança!

Queremos acabar com o mau comportamento! ELE é o INIMIGO a abater
Não diga:
“Assim não gosto mais de ti,
diga “Não gosto que faças isso...!”.


ESTRATÉGIAS DE CONTROLO DO COMPORTAMENTO INADEQUADO

1. Reforço positivo dos comportamentos adequados

Consiste na apresentação de uma consequência positiva após um comportamento adequado. Essa consequência fortalece o comportamento e aumenta o número de vezes que ele poderá aparecer. Significa elogiar situações em que o”mau comportamento” não aparece.
O reforço positivo pode ser dado sob a forma de:

- elogios (ex.: “Muito bem, estou muito contente contigo!”)
- afecto físico (ex.: beijos, carícias, etc.)
- recompensas (ex.: ler uma história, comer pizza, chocolates, jogos, livros, brincadeiras, gelados, brinquedos, sobremesa favorita, etc.)

- Deve ser fornecido imediatamente após o comportamento adequado acontecer;
- Não deve ser combinado com uma crítica (ex.: “a cama está feita, mas já a podias ter feito logo que te levantaste e não agora!...”);
- Deve ser importante para a criança e variar ao longo do tempo;
- Devem centrar-se no comportamento adequado, de forma a aumentar a probabilidade de ele voltar a acontecer. Por exemplo: “gosto muito quando arrumas o teu quarto!”.

Assim, o comportamento que agrada aos pais foi especificado, deixando claro para a criança que terá sempre a sua aprovação ao faze-lo;

- Os elogios devem ser feitos de forma sincera;

- Os reforços não devem ser só guardados para os comportamentos excelentes, qualquer pequeno esforço que signifique uma mudança ou aproximação ao comportamento desejado

2. Usar punição moderada

Consiste num método de alteração do comportamento em que é apresentado à criança um acontecimento desagradável ou retirado um estímulo positivo (por exemplo, o brinquedo ou o programa de televisão preferido) como consequência de um comportamento inadequado. A intenção é que este comportamento diminua de frequência, duração e intensidade.

Não esquecer…

- A criança não deve ser punida por tudo o que faça de errado (o que não significa que não seja repreendida), mas pelos comportamentos considerados mais desadequados;

- Tanto a punição como as recompensas devem ser seguidas ao comportamento; períodos de tempo alargados não resultam;

- Antes de iniciar o uso da punição moderada os pais devem usar o reforço positivo dos comportamentos que querem ver repetidos pela criança. Isto irá ensinar à criança aquilo que esperam que ela faça;

- Deve ser retirado um privilégio (por exemplo, comer sobremesa) ou uma actividade preferida da criança (por exemplo, ver o programa de televisão preferido) em função do comportamento inadequado;

- A punição deve ser uma consequência do comportamento inadequado, de forma a que a criança compreenda a relação causa-efeito: “atiraste brinquedos à tua irmã, então vais ficar até amanha sem brincares com eles”.

Para as crianças os actos significam muito mais do que as palavras.

- O uso da punição deve ser consistente ao longo do tempo, ou seja, quando a criança for punida por um comportamento deve ser sempre punida quando apresenta esse mesmo comportamento;

- A punição não deve ser usada por períodos indeterminados mas sim por um período estabelecido (por exemplo, não arrumaste o teu quarto, não vês hoje o teu programa de televisão favorito). No dia seguinte a criança deve ter oportunidade de apresentar um comportamento adequado e ter uma recompensa;

- A punição deve ser suficientemente desagradável para que a criança se sinta motivada para alterar o seu comportamento;

- Não deve ser aplicado sempre o mesmo tipo de punição, pois estas perdem o seu efeito com o passar do tempo.

- Um tipo de punição muito eficaz é a “pausa”.


Consiste em retirar a criança do local onde está a apresentar os comportamentos inadequados e colocá-la num local vazio de entretenimentos, de forma a interromper esses comportamentos e não ser indevidamente reforçada com a atenção das pessoas.

…Como usar a pausa?

A pausa pode ser usada quando a criança apresenta os seguintes comportamentos: agressividade, birras, provocações, comportamentos inadequados à mesa e desobediência.

Pausa: Alguns cuidados a ter em conta:

a)Seleccionar um ou dois comportamentos alvo para iniciar o uso da pausa (por exemplo, os mais graves), pois caso os pais comecem a utiliza-la para muitos comportamentos, a criança correrá o risco de passar muito tempo na pausa, o que não é adequado;

b)Escolher um local que não tenha distractores, mas que não seja assustador;

c)Num primeiro momento os pais devem pedir à criança para interromper o “mau comportamento” (pré-aviso): “Joana, pára de gritar com o bebé ou vais para a pausa”. Caso a criança não obedeça no próximo minuto, vai imediatamente para a pausa.

d)Sempre que os comportamentos seleccionados aconteçam, a criança deve ser mandada para a pausa;

e)Quando mandam a criança para a pausa, os pais devem olhar para a criança e usar um tom de voz e postura firmes: “Estou a avisar-te que se não obedeceres à mãe/ pai vais 5 minutos para a pausa”;

f)Usar imediatamente após o comportamento inadequado, sem sermões a acompanhar;

g)Não discutir com a criança enquanto estiver na pausa, ou seja, nada de discussões;

h)Os comportamentos que não são observados pelos pais não devem ser punidos com a pausa;

i)Caso tenha sido pedida uma tarefa à criança e ela não cumpra com este pedido depois de sair da pausa, deve ser usada a punição moderada (por exemplo, não brincar com os amigos naquele dia);

j)Nada que a criança faça, peça ou prometa poderá evitar que a pausa seja implementada.

k)A criança deve ficar na pausa um minuto por cada ano de idade. Exemplo: 8 anos, 8 minutos.

- Se a criança se recusar a ir para a pausa, deve ser retirado um privilégio (por exemplo, brincar com as bonecas) e este só é reobtido quando cumprir o tempo determinado em pausa.
- Se a criança sair da pausa sem permissão deve ser dado o aviso de que se não voltar terá que cumprir o triplo do tempo e que será aplicada uma punição.

Este aviso deve ser dado apenas uma vez e com um tom de voz firme. Caso ela não volte, é imediatamente punida, sem discussões.

- Se a criança desarrumar as coisas durante a pausa, insistir para que arrume tudo antes de sair da pausa.

- Depois de terminada a pausa, não repreenda, ralhe ou censure a criança. Ela já cumpriu o castigo
!

3. Ignorar o mau comportamento (não prestar atenção)

Alguns comportamentos devem ser ignorados, por exemplo, birras, gritos, mau humor, choro, “queixinhas”, pendurar-se na mãe quando fala com outra pessoa, etc.
Esta estratégia só deve ser usada com comportamentos de pouca gravidade.

Os pais devem envolver-se noutras actividades, fingir que não estão a ouvir, virar as costas ou sair de perto da criança. É importante que ao ignorar não mostrem raiva ou impaciência, isso seria dar atenção ao mau comportamento.

4. Fazer pedidos de forma eficaz

Não esquecer...
- Os pais devem decidir o que realmente querem que a criança faça;

- Os pedidos devem ser apresentados de forma directa e não sob a forma de questão ou como se estivessem a pedir um favor;

- Os pedidos devem ser feitos de uma forma clara, para que a criança compreenda e obedeça.
Por exemplo, “Maria, arruma agora estes brinquedos no caixote do teu quarto” é diferente de “Tira estes brinquedos daqui.”

- Devem ser dados comandos simples e não confundir a criança;

- Os pais devem olhar directamente para a criança (não deve ser dada uma ordem na cozinha, estando a criança no quarto);

- Os elementos que distraem a criança devem ser reduzidos antes de ser feito o pedido. Por exemplo, se a criança está a jogar um jogo de computador, o pai deve dizer-lhe para desligar e depois pedir para lavar as mãos e ir para a mesa.

- Quando necessário, a criança deve repetir o pedido para os pais se certificarem que ela compreendeu o que foi pedido. A repetição correcta deve ser elogiada;

- A criança deve ser reforçada pelo comportamento de obediência e deve ser usada a punição moderada caso não obedeça.

5. Dizer não quando é preciso

Quando acharem adequado, os pais devem usar essa palavra sem medo e mantê-la até ao fim. Não é não.
Quando os pais permitem tudo à criança, impedem-na de reconhecer os seus limites e favorecem uma posição poderosa em que não tem em conta o sentimento dos outros. Saber que existem limites ajuda a criança a saber o que esperam dela e com o que pode contar.
Se a situação justificar, os pais podem explicar rapidamente porquê estão a dizer “não”, mas não devem voltar a repetir, nem entrar em discussão ou fazer discursos moralistas. Caso ela insista em pedir o que seja, devem ignorar.

6. Escolhas e consequências

Dar uma escolha à criança, ensinando-a a ter um papel activo nas suas próprias decisões e ser responsável pelo seu próprio comportamento. Por isso, é importante para a criança saber que a sua escolha terá uma consequência. Esta consequência não deve ser referida como um castigo mas como resultado da escolha que a criança fez. Além disso, a criança deve saber antecipadamente que determinado comportamento terá

determinada consequência, ou seja, não estamos a preparar armadilhas para ninguém.
Exemplo: “Se não arrumares o teu quarto não vais brincar com os primos.”

7. Primeiro..., depois...

Primeiro as tarefas que quer que a criança faça, depois as actividades que a criança gosta/ quer fazer.
É útil para implementar tarefas menos motivadoras para a criança.
Exemplo: Rui, os teus amigos estão lá fora. Podes sair logo depois de arrumar o quarto.

8. Consequências lógicas e naturais

Aquilo que aconteceria sem a intervenção de um adulto.
Exemplos:
- A criança parte o lápis a um colega, tem como consequência dar-lhe um lápis novo ou dar-lhe o dinheiro para comprar outro;
- A criança suja a mesa, limpa-a;
- A criança parte um brinquedo, fica sem ele, não lhe dão outro.

9. Trabalho extra

É importante sobretudo para comportamentos mais sérios, como mentir, roubar ou destruir propriedade.
Exemplo: se a criança mentiu, tem como consequência varrer a entrada da sala durante 10 minutos.

Esteja preparado para o “mau comportamento” aumentar.
Frequentemente, as coisas pioram uns dias
antes de começarem a melhorar.

Dê o seu melhor, seja paciente e persistente.
E continue a não esquecer que...

 - É muito importante para um desenvolvimento saudável das crianças que os pais partilhem alguns momentos de “brincadeira” com elas, isto é, disponibilizar alguns minutos diários para estar com a criança a fazer algo que ela gosta e a comunicar sem fazer críticas ou impor exigências;
 - É muito importante valorizar as competências das crianças, isto é, elogiá-las e salientar que há coisas que fazem bem (ex: desenhar, cantar, jogar à bola…).



 - Para que uma criança se sinta motivada e interessada na escola, deve perceber que aos pais acham importantes as suas aprendizagens e dão atenção aos seus sucessos. Assim, a melhor forma de ajudar uma criança a interessar-se pelas aprendizagens escolares é acompanhando-a e dando apoio nas tarefas diárias como os T.P.C..

João Figueiredo (Psicologo Clinico)

Fotos net

quarta-feira, 10 de junho de 2009

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Dicas para identificar e aumentar a auto-estima das crianças:

- O que é auto-estima?
R - É a idéia, a opinião e o sentimento que cada pessoa tem por si mesma. É o valor que se dá a si mesmo.

2- O que é baixa auto-estima?
R - É a idéia que a pessoa tem de ser uma pessoa de pouco valor.

3- Quais as opiniões que a pessoa com baixa auto-estima tem sobre si mesma?
- Sou insegura, tenho medo de fazer as coisas.
- Sou inadequada, não faço nada direito.
- Estou sempre com dúvidas.
- Estou sempre incerto do que sou, nunca sei o que fazer.
- Nunca posso errar, devo fazer tudo com perfeição ou é melhor não fazer.
- Tenho uma vaga idéia de não ser capaz de realizar nada (depressão)
- Tenho necessidade de agradar e ser reconhecida pelas pessoas. Acho que não gostam de mim.

4- O que diminui a auto-estima?
- Autocríticas infundadas; Críticas infundadas;
- Culpa por responsabilidade excessiva; Isolamento;
- Rejeição; Carência falta de receber demonstrações de afetos;
- Frustração; Vergonha; Inveja; Timidez; Medo;
- Humilhação; Raiva.
- E, principalmente: perdas e dependência (financeira e emocional)

5- Quando começa a se formar a auto-estima?
R - Na infância.

6- Como se desenvolve a Auto Estima nas crianças:
R - A partir de como a criança percebe que é tratada pelas outras pessoas ela forma uma idéia de como ela é.
Quando se percebe bem tratada pode construir uma idéia de que é uma pessoa boa, estimada e age como se esperasse que mais coisa boa lhe acontecesse.
Em geral é o que ocorre com crianças que cantam, dançam, riem e brincam bastante.
Quando se percebe mal tratada pode construir uma idéia de que é uma pessoa má, não estimada e age como se esperasse que mais coisas más lhe acontecessem.
Em geral é o que ocorre com crianças que ficam tímidas, irritadas, isoladas e brincam poucos.

7- Isto significa que uma situação de bons ou maus tratos é que vai determinar se uma criança terá uma auto-estima positiva ou negativa?
R – Depende da idade e do amadurecimento mental da criança.
Quanto mais nova é a criança menor é a sua capacidade entre saber o que é real ou fantasia. Ou seja, quanto mais nova mais facilmente acreditará que tudo é real.
Muitas crianças pequenas, na nossa opinião, são maltratadas pelos adultos. O que não significa que elas se sintam maltratadas.
Nós, adultos, sabemos que as nossas cognições (idéias) sobre as situações determinam nossos sentimentos e por sabermos que nossa avaliação nem sempre está certa passamos a questionar, refletir antes de acreditar nas nossas idéias ou nas idéias das outras pessoas. As crianças mais novas ainda não sabem disto, tornando-se mais vulneráveis e influênciáveis pelas outras pessoas.

8- Quando a criança é pequena ela tem consciência de que está julgando e formando idéias sobre uma situação ?
Não.
Uma criança, em seus primeiros anos de vida:
- Não nasce sabendo que forma idéias;
- Não sabe que essas idéias geram emoções;
- Não sabe que essas idéias geram sensações e reações;
- Não sabe que essas idéias geram comportamentos;
- Não sabe que essas idéias podem não ser totalmente verdadeiras.
Nos primeiros anos de vida a criança não desenvolveu, o hábito de perceber suas próprias idéias.
E este deve ser o primeiro passo para que crie também o hábito de desafiar e questionar essas idéias.

9- E como ela vai chegar a esta consciência?
R – As crianças começam imitando as outras pessoas, ou seja, elas imitam os comportamentos que enxerga nas outras pessoas. Vamos lembrar que esses comportamentos são resultados da idéias que essas pessoas tiveram.
Com o tempo a criança perceberá que tem comportamentos e idéias diferentes das outras pessoas.
Ou seja, à medida que eu entendo o outro eu posso ter uma idéia de como eu sou.

10- Então os adultos têm uma grande responsabilidade sobre a formação da auto-estima nas crianças?
R – Sim. As crianças imitam os adultos porque acreditam neles. E não só nos adultos, mas também nas outras pessoas com quem convivem no dia-a-dia. Essas pessoas podem ser crianças ou adolescentes.

11- Mas principalmente, os adultos?
R – Sim, pois se os adultos estão sempre opinando a partir de uma perspectiva negativa para as crianças, e se estão sempre taxando-os de inúteis e incapazes, ou usando de zombarias e ironias, irá se formando neles uma imagem "pequena" de seu valor. E se com os amigos, na rua e na escola, repetem-se as mesmas relações, teremos uma pessoa com auto - estima baixa e baixo sentimento de auto - avaliação.
Os adultos, têm uma grande responsabilidade em colaborar para que as crianças formem boas idéias e se transforme numa pessoa com uma boa auto-estima.

12- Essa colaboração deve se dar a partir de quando?
R – Desde que passou a se dirigir a criança, seja antes ou depois que nasceu, os adultos, principalmente, já podem contribuir para que a criança desenvolva boas idéias e forme uma auto-estima positiva.

13- Como ?
R – Prestando atenção nos comportamentos da criança e no que ela fala.
As crianças falam de suas observações sobre ela mesma, às pessoas, as situações e o futuro.
Essas verbalizações poderão ser gentilmente modeladas, pelos adultos.

14- Como o adulto modela a criança?
R – Em primeiro lugar quando ele já aprendeu que:
- Ele forma idéias sobre as situações;
- Sabe que essas idéias geram emoções;
- Sabe que essas idéias geram sensações e reações;
- Sabe que essas idéias geram comportamentos;
- Sabe que essas idéias podem não ser totalmente verdadeiras.

Em segundo lugar:
- Ao observar o que a criança faz ou fala os adultos podem identificar qual foi o critério que ela utilizou para avaliar as situações que passou.
Examinando se esses critérios estão de acordo com a lógica do contexto de uma determinada situação.

15- Como é essa lógica do contexto de uma determinada situação?
R – Existe uma forma lógica de avaliar as situações que ocorrem no dia-a-dia:

- A lógica mostra que os fatos podem ocorrer em uma situação ou todas. (Uma criança pode ser diferente num traço , mas igual as outras crianças em outros traços).

- A lógica mostra que os fatos podem passar ou ficar para sempre como está.(Uma criança gripada está mal por alguns dias, outra com diabetes pode ter que cuidar-se sempre)
- A lógica mostra que os fatos podem ser da minha responsabilidade ou dos outros.(a criança pode cair por não prestar atenção, mas o chão pode estar escorregadio porque não foi limpo).

16 - Resumindo então pela lógica devemos considerar três aspectos?
R – Sim. Analisar o aspecto que mostra se o evento é:

1 - específico ou geral ( ex. não acertar uma questão entre dez, não é a mesma coisa errar todas numa prova; ir mal em uma matéria escolar não é a mesma coisa que repetir de ano; ter uma taquicardia não é a mesma coisa que desmaiar; posso ter um sintoma de uma doença, mas não ter a doença);

2 - passageiro ou permanente (ex. ficar sem ir à aula um dia não é a mesma coisa que nunca mais ir a escola; estar doente um dia não é a mesma coisa ficar doente sempre);

3 - responsabilidade pessoal ou impessoal (ex. ir mal numa prova não significa que só dependeu da criança e que ela seja burra; esquecer de lembrar de um compromisso não depende só da criança, não significa que seja desinteressada).

17- Em qual idade a criança pode começar a ser preparada para ter consciência desses modos de avaliação?
R - A medida que a criança atinge uma idade pré-escolar (05 aos 7 anos) os adultos poderão começar a mostrar as diferenças no modo da criança avaliar as situações, usando os exemplos delas no dia-a-dia.
Assim, contribuirá para que a criança desenvolva o hábito de analisar as situações do dia-a-dia de uma forma lógica; discriminando entre o que é uma fantasia e o que é um fato real.
Ou seja, ela estará formando idéias mais realistas sobre si mesma e as pessoas podendo ter uma idéia de futuro com mais esperança.
O que servirá contra conclusões supernegativas que geram a baixa auto-estima, a depressão, a ansiedade e outros problemas psicológicos.

18- Além dos aspectos de ensinar a criança a avaliar as situações o que mais pode contribuir para desenvolver a auto - estima delas?
R - É importante ensinar à criança que ela pode fazer algumas coisas bem, e que pode ter problemas com outras coisas.
- E que esperamos que faça o melhor que puder.
- Também é uma boa ajuda admitirmos nossos próprios erros ou fracassos.
- Ela precisa saber que também nós não somos perfeitos : "Sinto muito. Não devia ter gritado. Fiquei o dia todo chateado."
- Para ajudá-la a criar bons sentimentos é importante elogiá-la e incentivá-la quando procura fazer alguma coisa, fazendo-a perceber que tem direito de sentir que é "IMPORTANTE",
- que "pode aprender", que "consegue" e
- que sua família lhe quer bem e a respeita.
- O cuidado reside em adequar as tarefas que cabem a cada idade e permitir que ela tente, como colocar o suco no copo (ainda que derrame), a roupa (mesmo do avesso), a jogar objetos no lixo, guardar os brinquedos, as peças do jogo, ajudar na arrumação dos seus livros, fitas de vídeo, enfim,
- solicitar a ajuda da criança, partilhando com ela pequenos afazeres, vale até aplausos às suas conquistas.
- Portanto, estabeleça metas realistas e adequadas a idade da criança. Dê-lhe oportunidade de desenvolver-se sem super protegê-lo ou sem pressioná-lo, nem compará-lo com outras crianças.
- Assim, ele formará uma idéia, um conceito positivo de si mesmo.
- E para desenvolver esse sentimento, estimule-o quando ele sentir que não tem condições de realizar algo.
- Talvez tenha de dizer-lhe : "Claro que você pode. Vamos, vou te ajudar."

19- Quais os resultados da auto-estima elevada?
- mais à vontade em oferecer e receber elogios, expressões de afeto
- sentimentos de ansiedade e insegurança diminuem
- harmonia entre o que sente e o que diz
- necessidade de aprovação diminui
- maior flexibilidade aos fatos
- autoconfiança elevada
- amor-próprio aumenta
- satisfação pessoal
- maior desempenho profissional, sonhos mais altos.- relações saudáveis; paz interior.

Vale a pena colaborar para que crianças tenham pensamentos felizes!!

Arnaldo Vicente, Psicólogo, Terapeuta Cognitivo, Vice- Presidente da ABPC
Fonte: clique aqui

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Gincana 6 a 4 para os pais

Quando li este artigo reflecti bastante e achei importante partilha-lo convosco. Aproveite este dia da criança para também reflectir e questionar. O papel de pai e mãe não é fácil...
FELIZ DIA DA CRIANÇA!


GINCANA:
"Se a vida em família fosse um campeonato entre pais e filhos, um bom resultado seria este: 6 a 4 para os pais.
Nem pais eternos vencedores, nem filhos eternos perdedores.
Se no fim do campeonato filhos crescidos, feitas às contas, se constatar que os pais venceram por pouco, mas venceram. E os filhos perderam por pouco, mas perderam para seus pais.

Seria uma honra para os pais terem vencidos como quem respeita e para os filhos terem perdido para pessoas tão competentes.

Filhos ou pais derrotados são filhos ou pais infelizes Por isso escreva, anote e prenda na parede de sua casa para que nenhum dos lados esqueça o que é jogar o jogo da vida em família

Este placar;
Pais 10 x 0; Durões, cruéis e prepotentes donos absolutos dos filhos... maus pais.

Pais 9 x 1; Raramente dão liberdade. Marcação cerrada... amam, mas amam errado.

Pais 8 x 2; Começam a confiar, mas ainda com medo... amam, mas ainda não amam certo.

Pais 7 x 3; Admitem pedir desculpas e voltar atrás. Estão amando certo, mas ainda falta um pouco

Pais 6 x 4; Vitoriosos com classe. Sabem quando pedir e quando mandar, exigir, sabem disciplinar, amorosos

Pais 5 x 5; Liberais demais. Os filhos se acham no mesmo nível dos pais. E os pais acham que é assim mesmo.Todo empate é perigoso na vida em família. Filho nunca é igual a pai e mãe. Não existe este empate. Se existir é mal

Filhos 6 x 4; A família começa a ir mal.Os filhos estão sempre conseguindo sempre o que querem; errado.

Filhos 7 x 3; Os filhos estão mentindo, enganando os pais e estes se calam sabendo que é errado

Filhos 8 x 2; Os filhos já estão prepotentes. Apontam, erguem a voz, desrespeitam, impõe sua vontade e sabem que vão acabar vencendo por que os pais são fracos. Estão encurralados.

Filhos 9 x 1; Existe droga, violência e ingratidão naquela casa. Acabo o respeito. A mãe não tem mais força nenhuma sobre os filhos. O pai é um “Zé ninguém”. Os filhos mandam e desmandam. Baderna geral

Filhos 10 x 0; A família acabou. Os filhos derrotaram seus pais. Tem gente maldita naquela casa. Se em sua casa os filhos estão perdendo por mais de 6 a 4 ou empatando de 5 a 5, ou vencendo, comece a procurar ajuda!


Sem carinho e autoridade pais e filhos acabam perdendo o rumo e o "futuro" não pode mais suportar isso. O "Futuro que é agora amanhã" precisa de mais de escolas e mais de colo inteligente e amoroso porque a escola mais importante e o colo mais gostoso ainda está lá... Na sua casa!”

Fonte: Pe. Zezinho

domingo, 31 de maio de 2009

Mamã cuidado como calor!

A hidratação e todos os cuidados de protecção com as crianças merecem principalmente atenção nesses dias de calor, em que elas perdem muito líquido pela transpiração e pela urina.

Mas não espere que ela lhe peça água. “A atenção deve ser maior ainda naquelas que estão com uma virose intestinal, com vômito e diarréia, para que não desidratem”, diz Fabiana Hashimoto, pediatra do Hospital Santa Catarina (SP).

Quando desidratada, a criança fica com os olhos fundos, sem brilho, com a boca seca e a saliva espessa, além de perder elasticidade da pele e diminuir a quantidade de urina. Ela pode ainda alternar momentos de agitação e apatia. Se a desidratação for leve, os pais conseguem contornar a situação oferecendo líquidos em casa, mas, em casos mais graves, pode precisar de hospitalização.

Lembre-se de que a criança precisa de pelo menos 4 copos de água por dia para manter a hidratação e o bom funcionamento do intestino. Algumas medidas simples fazem a diferença. Veja:

- Ofereça água ao seu filho, mesmo que ele não peça. Sirva em pequenas quantidades e, de preferência, mais para o fresco do que em temperatura ambiente, que torna a absorção mais rápida;

- Os alimentos também ajudam a hidratar e devem ser sempre frescos e de fácil digestão. Incentive o consumo de frutas, legumes e verduras. E não se assuste: é normal o apetite da criança diminuir em dias quentes;

- O ambiente onde a criança está deve ser sempre arejado. Se for preciso, use um ventilador, desde que o vento não fique directo nela;

- Deixe seu filho com roupas frescas. Dê preferência aos tecidos de fibra natural, como o algodão, que absorvem o suor do corpo e mantém a temperatura do organismo;

- Cuidado com o sol. Em excesso, ele pode desidratar a criança, além de provocar graves queimaduras. Deixe seu filho sempre protegido, com protetor solar, boné, roupa confortável e leve. Evite ainda que fique exposto ao sol entre 10h e 16h;

- As crianças que se alimentam exclusivamente com o leite materno não precisam de complemento na hidratação, a não ser em casos específicos.



Fontes: Carla Gonzales Rossini, nutricionista, Fabiana Hashimoto, pediatra do Hospital Santa Catarina (SP) e RGNutri

quarta-feira, 27 de maio de 2009


RESPONSABILIZAR

A educação e a disciplina estão muito ligadas à responsabilização das crianças. Responsabilizar é demonstrar interesse e respeito à criança.


Tendo em conta este aspecto, aqui ficam algumas sugestões de tarefas que as crianças podem realizar, dependendo das suas idades.


Dos 3 aos 6 anos
  • Apanhar os brinquedos depois de os usar;
  • Ajudar a arrumar as suas coisas;
  • Ajudar a fazer a sua cama;
  • Ajudar a arrumar o quarto;
  • Ajudar a arrumar a casa de banho depois de tomar banho;
  • Ajudar a pôr a mesa (pôr os guardanapos, o pão).



Dos 7 aos 11anos

  • Fazer a cama;
  • Arrumar o seu quarto;
  • Arrumar a casa de banho depois de tomar banho;
  • Colocar a roupa suja no cesto;
  • Dobrar a roupa que não necessita de ser engomada;
  • Guardar e arrumar a roupa limpa;
  • Limpar o pó;
  • Varrer;
  • Pôr e levantar a mesa;
  • Lavar os pratos do pequeno-almoço e do lache;
  • Fazer recados;
  • Preparar o pequeno-almoço e o lanche;
  • Fazer de "ajudante" na cozinha (bater ovos, panar alimentos, misturar ingredientes...)
  • Coser botões.

Dos 12 aos 17 anos
  • Mudar os lençóis da cama;
  • Encarregar-se do seu quarto (roupa, armário, estantes, etc...);
  • Aspirar;
  • Lavar os pratos;
  • Passar a esfregona;
  • Fazer recados regularmente;
  • Ir às compras;
  • Despejar o lixo;
  • Pôr e tirar a loiça da máquina;
  • Pôr a máquina da roupa/ máquina de secar a trabalhar;
  • Cozinhar pratos simples;
  • Engomar roupa simples;
  • Coser roupa simples;
  • Ser o "encarregado" de tarefas familiares (preparar o pequeno-almoço, arrumar arrecadação...).

segunda-feira, 25 de maio de 2009



EDUCAÇÃO E DISCIPLINA

Desde cedo as crianças testam os seus limites e, consequentemente os limites dos seus pais e educadores.


Quantas vezes já não assistimos às famosas "birras de supermercado" ou, mais intimamente a uma "disputa" à hora do jantar:
Mãe- "Come a sopa!";
Filho- "Não";
Mãe- "Come a sopa, é só mais uma colher";
Filho- "Não"; e assim sucessivamente até que alguém perde o controlo...



Estas "crises" fazem parte do desenvolvimento psicológico e social das crianças, contudo há que controlar e disciplinar. Não queremos que elas se tornem nos "pequenos ditadores" lá de casa, apenas que aprendam as regras da vida em sociedade em geral e que cresçam felizes.



Aqui ficam algumas dicas de como usar a disciplina:
  • Disciplinar é ensinar, não é castigar;
  • O objectivo é que a criança aprenda a autocontrolar-se;
  • As crianças precisam de uma abordagem que não as envergonhe;
  • Cada "não" precisa de um "sim";
  • Tente compreender o significado de determinado comportamento menos adequado;
  • Uma resposta firme e consistente a um mau comportamento revela interesse;
  • Partilhe responsabilidades com a criança por forma a encontrar soluções;
  • Uma abordagem carinhosa e compreensiva é poderosa.

Bibliografia:
- BRAZELTON, T.Berry; SPARROW, Joshua D. - A Criança dos 3 aos 6 anos. Editorial Presença, Lisboa 2008.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Manhãs de domingo culturais divertidas e em família!

Continuando a falar da família, lembramos o projecto “Em família… nos museus e no património” que desenvolve actividades de fim-de-semana dirigidas às crianças e jovens, com a participação de toda a familia na actividade cultural.

Tem com objectivo principal: valorizar as actividades dos serviços educativos dos museus e monumentos dependentes do Ministério da Cultura, através do Instituto dos Museus e da Conservação, I.P. (IMC) e do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico; bem como a difusão e alargamento da cultura entre crianças, jovens e pais.

O Projecto decorre rotativamente pelos Museus, Palácios e Monumentos, ao longo do ano de 2009, com início a 22 de Março e termo a 13 de Dezembro. As actividades estão concebidas para crianças e jovens até aos 16 anos, acompanhados das respectivas famílias. Realizam-se todos os Domingos, entre as 10h00 e as 13h00, período particularmente indicado para as Famílias.

PS. É Necessário inscrição prévia
Mais informações imc na fonte

terça-feira, 12 de maio de 2009

A propósito do Dia Internacional da Família...

FAMÍLIA : A PRINCIPAL ESCOLA!
Vivemos numa era dominada pela ciência e pela técnica, em que ocorrem diariamente transformações a um ritmo frenético.
O homem é cada vez mais um ser consumista, caracterizado por um apego exacerbado a bens e produtos, nem que para isso tenha que competir desenfreadamente com os outros.

A vida é comparada a uma longa viagem; se perdermos o comboio ainda podemos apanhar o autocarro mas corremos o sério risco de chegarmos atrasados. Nesse percurso sinuoso, repleto de stress, ansiedade, frustração e desamor, por vezes envolto por um fino lençol de alegria e felicidade quase instantânea, o homem não tem lugar para reflectir acerca do verdadeiro valor da vida, não tem tempo para se dedicar aos seus amigos e familiares, não tem vontade para pensar se tem ou não a certeza que quer assumir um compromisso tão importante como é o casamento, não tem espaço para reflectir se vai ou não ter disponibilidade para dar amor e carinho aos seus filhos depois de os conceber…

Não constitui nenhum conhecimento novo o importante contributo dado pela família para o desenvolvimento físico, cognitivo e afectivo da criança.
A família é a primeira e a principal escola da criança. Se os “ professores “ se “baldam” faltando às aulas ou não motivam os “alunos” a aprenderem os conhecimentos leccionados, estes sofrerão consequências irreversíveis que se irão reflectir no seu desenvolvimento. Assim sendo, por melhor que seja a escola ou o infantário, os pais não devem delegar neles a sua função educativa.

Todavia, verificamos que a complexidade e exigência da sociedade actual cria novas necessidades para a maioria das famílias, o que conduz inevitavelmente a uma modificação da relação pais – filhos. E, de facto, é difícil alcançar um equilíbrio entre a função educativa dos filhos e o cumprimento das responsabilidades familiares.

Uma família não consegue sobreviver sem trabalhar, sem lutar pelo seu sustento. Neste âmbito, as circunstâncias sócio - económicas, o ritmo trepidante da vida, a televisão, o cansaço de um dia de trabalho, as diferenças de horários a que estão sujeitos os membros da família constituem sérios obstáculos ao encontro entre pais e filhos
.

Depois de dias e dias de ausência de diálogo, de aborrecimentos e frustrações, os filhos iniciam sozinhos a sua caminhada, preferindo partilhar as suas descobertas, sentimentos e problemas com os amigos porque o lar deixou de ser um porto de abrigo seguro e agradável.
Por sua vez, os pais, para tentarem compensar a indisponibilidade para com os filhos e colmatar a distância física e/ou psíquica, criam um espaço fabricado artificialmente, repleto de novas aquisições e invenções onde superabundam os brinquedos, televisões, vídeo cassetes, mini computadores... E, infelizmente nada disto está verdadeiramente relacionado com o bem-estar da criança e com o seu crescimento e desenvolvimento harmonioso que o tornará um adulto feliz e saudável.

É na infância que as relações afectivas assumem maior ênfase: as manifestações de amor como os carinhos e os afagos são extremamente importantes para o desenvolvimento equilibrado da criança.

Ainda no útero materno, o bebé já escuta a voz da mãe, do pai, dos irmãos, dos avós... Depois de nascer e à medida que vai crescendo, vai-se apercebendo do relacionamento dos seus familiares… Distribuem gratuitamente sorrisos ou choram? Conversam calmamente ou discutem? Estabelecem um contacto físico harmonioso ou agridem-se mutuamente?

Apercebe-se igualmente da ( in ) existência de hábitos de leitura, do ( des ) respeito pela natureza e pelos animais, da ( in ) coerência do procedimento dos pais, da (in ) tolerância para com os outros, da ( des ) promoção da saúde, da forma como gerem o dinheiro, do ( in ) cumprimento das responsabilidades que assumem, do ( des ) interesse em participar em projectos para o bem da sociedade.

É através dos comportamentos, atitudes e conhecimentos que a família transmite no lar e da complexa teia de relações estabelecida com os seus membros e com a sociedade em geral, que a criança aprende o significado das regras e das leis da sociedade.

Deste modo, é impensável que os pais negligenciem o seu papel de educadores, sendo aconselhável a criação de um clima de segurança e serenidade, onde haja lugar para a expressão de afectos, sentimentos e ideias, transmissão de valores fundamentais, promoção da saúde, aprendizagem de normas e padrões da sociedade, exercício dos deveres e direitos, entre outros.

Para tal, é necessário que a família se auto discipline no sentido de encontrar tempo para viver em comunhão. E, neste âmbito, vale mais a qualidade desses espaços de convivência e diálogo do que propriamente a quantidade.
Qualidade de tempo é tirar meia hora por dia para ESTAR com a criança, brincar com ela, contar-lhe uma história, sem se preocupar com o jantar para preparar, a roupa para passar e a casa para arrumar. É ESTAR DE CORPO E ALMA com a criança, ENTREGAR-SE a ela durante esse tempo de qualidade.
...
...
E por que no dia 15 de Maio se comemora o Dia Internacional da Família, vamos parar um pouco para pensar nisto!
...
____________________________________ Vânia Coimbra

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Querida mãe!

Querida mãe és a melhor mãe do mundo, não há nenhuma mãe como tu, gosto muito de ti mãezinha, do meu coração.

Querida mãe clique aqui e veja as crianças a cantar "Obrigada Jesus pela minha mãe"

terça-feira, 28 de abril de 2009

TERRORES NOCTURNOS VERSUS PESADELOS

TERRORES NOCTURNOS
Venske & Silveira (2005) definem os terrores nocturnos como um distúrbio caracterizado por despertar abrupto que pode ser iniciado por um grito de pânico, choro ou vocalizações incoerentes. A criança pode estar sentada na cama, com uma expressão aterrorizada apresentando sinais de ansiedade (taquicardia, respiração rápida, rubor cutâneo, sudorese, dilatação das pupilas, tónus muscular aumentado).

As primeiras vezes que os pais se confrontam com um episódio de terrores nocturnos são assustadoras, uma vez que observam o seu filho a acordar em sobressalto, uma ou duas horas após ter adormecido, com sinais de agitação, muitas vezes a gritar de olhos abertos, com o olhar fixo e movimentos descoordenados, sem responder aos seus apelos para se acalmar, o que deixa os pais extenuados e perturbados, sem saber como agir.
Quando o episódio termina, a criança volta a adormecer e não se recorda do que se passou.

Muitas vezes, os terrores nocturnos estão relacionados com algo assustador ou invulgar que ocorreu durante o dia, ou ainda, relacionados com mudanças importantes na vida da criança, tais como entrada no infantário, nascimento de um irmão, ausência de um dos pais, entre outros.

O que fazer perante um episódio de terror nocturno?

1.
Não tente acordar a criança, uma vez que esta não a irá ouvir e poderá, inclusivamente ficar mais agitada se se intrometer no terror (normalmente o episódio demora entre 1-10 minutos);

2. Deixe-a no berço/cama, assegurando-se que esta se encontra segura (por vezes fica de tal modo agitada que poderá cair da cama;

3. Não fale sobre o assunto no dia seguinte, uma vez que a criança não se recorda do episódio;

4. Reduza as situações de tensão durante o dia da criança;

5. Estabeleça uma boa rotina de sono, evitando a fadiga;

6. Com o passar dos anos os terrores acabam por diminuir e tal como apareceram desaparecem espontaneamente.


Os terrores nocturnos e os pesadelos são a mesma coisa?
Não. Enquanto os terrores nocturnos surgem mais no princípio da noite (em que os períodos de sono profundo são mais longos), os pesadelos são um fenómeno do sono superficial (sono REM), e por isso ocorrem mais na segunda metade da noite ou quando a manhã se aproxima (quando aumentam os períodos de sono REM).

Por outro lado, nos terrores nocturnos o despertar acontece no início do episódio, enquanto nos pesadelos a criança acorda a meio ou no final, quando a tensão causada pelo conteúdo assustador do sonho se torna demasiado intensa. Ao acordar de um pesadelo a criança rapidamente fica orientada e desperta, consegue descrever o conteúdo do sonho e deixa-se tranquilizar pelos pais (em contraste com os terrores nocturnos em que se mantém confusa e agitada, sem que nada a acalme, esquecendo o episódio logo que retoma o sono).

PESADELOS
Os pesadelos mais frequentes nas crianças de 2 ou 3 anos incluem a perda ou perigo. Os “monstros” muitas vezes são a causa do pesadelo no entanto a separação dos pais também é problemática. Nas crianças dos 4 aos 6 anos as tensões saudáveis como o lidar com os seus novos sentimentos de agressividade podem ser acompanhados de medos e pesadelos. Novos medos podem surgir durante o dia tais como abelhas, aranhas, elevadores, ruídos estridentes (trovão, sirenes, o ladrar dos cães, etc.) muitas vezes transportados para a noite como pesadelos (Brazelton & Sparrow, 2007).

Nas crianças com idade inferior a 5/6 anos os pesadelos são mais perturbadores pois a criança não entende que o sono não é real. A partir dos 5/6 anos a criança começa a perceber a diferença entre sonho e realidade, no entanto nesta idade, as crianças ainda precisam de acreditar no lado positivo dos seus “ bons” sonhos. Por isso, não se pode esperar que deixem de acreditar nos “sonhos maus” (Brazelton & Sparrow, 2007).

A criança assustada por um pesadelo acorda por completo e, se já sabe falar, consegue dizer algumas das coisas que se passaram no sonho. Outras vezes, não se recorda do pesadelo no entanto não se esquece daquilo que a fez sentir. A criança implora conforto, e é capaz de se agarrar aos pais, com medo de voltar adormecer sozinha. Pode levar algum tempo a acalmá-la. (Brazelton & Sparrow, 2007).

Lidar com os pesadelos (Brazelton & Sparrow, 2006):

A hora de dormir:
1. Sentar-se junto da criança, explicando o que a preocupa.
2. Aceitar os receios da criança e a necessidade de se agarrar aos pais.
3. Recordar a criança formas para se confortar, desviando o pensamento para coisas boas.
4. Deixar uma luz de presença no quarto.
5. Encorajar e aceitar o uso de objectos de conforto (ursinho, uma boneca ou cobertor preferido) como companhia e forma de afastar todos os medos.
6. Contar histórias que ajudam a compreender os medos e sentimentos vivenciados de forma indirecta.
7. Quando a criança recorre a cama dos pais, depois de um pesadelo, deve-se acalmá-la e posteriormente levá-la de volta a cama dela. Esta transição pressupõem aconchego e conforto durante alguns minutos no seu quarto.

Durante o dia:
1. Ajudar a criança a certificar-se de que não existem fantasmas nem monstros debaixo da cama nem dentro do armário.
2. Ajudar a criança a entender os sentimentos descontrolados durante o dia que ocorreram durante o pesadelo.
3. Explicar e dar informações simples, claras, credíveis em termos que ela possa entender acerca dos acontecimentos da vida familiar que possam estar a perturbá-la.
4. Evitar filmes, programas de televisão, jogos de computador que possam ser violentos e provocar medo ou incompreensão do assunto por parte da criança.

_______________________________________ Vânia Coimbra

Bibliografia
BRAZELTON, T.; SPARROW, D. – A Criança e o Sono: o método Brazelton. 4ª ed: Editorial, 2007. ISBN: 972-23-3187.
FERRÃO, Ana (www.medicoassistente.com/modules/smartsection/makepdf.php?itemid=98)