segunda-feira, 30 de março de 2009

Diagnóstico Precoce (Teste do Pezinho)


O diagnóstico precoce, vulgarmente denominado de teste do pezinho, trata-se de um teste efectuado para o rastreio de doenças graves que clinicamente não podem ser diagnosticadas nas primeiras semanas de vida e que podem tardiamente provocar atrasos mentais irreversíveis e muito profundos.

1 - Qual o objectivo de realizar este teste?
O teste tem por objectivo diagnosticar precocemente doenças de modo a que seja iniciado um tratamento, o mais precocemente possível, permitindo o desenvolvimento normal da criança.

2 - Que doenças diagnostica?
 Fenilcetonúria;
 Hipotiroidismo;
 Hiperfenilalaninemias;
 Tirosinemia tipo I E II;
 Leucinose;
 Hipermetioninemia;
 Citrulinemia;
 Acidúria arginino-succínia;
 Hiperarqininemia;
 Homocistinúria clássica;
 Acidúria arginino succínia;

 Hiperarquininemia;
 Citrulinemia;
 Acidúria propiónica;
 Acidúria metilmalónica;
 Acidúria isovalérica;
 Deficiência da desidrogenase dos ácidos gordos;
 Deficiência primária em cartinina.

3 - O que é a Fenilcetonúria?
A Fenilcetonúria é uma doença hereditária do metabolismo do aminoácido fenilalanina.
Devido à deficiência na enzima fenilalanina hidroxilase (PAH), enzima responsável pela metabolização da fenilalanina, este aminoácido acumula-se em quantidades tóxicas para o organismo.
O tratamento destas doenças consiste numa dieta hipoproteica restrita em fenilalanina.

4 - O que é o Hipotiroidismo?
Resulta de uma produção inadequada da hormona tiroideia decorrente de diversas causas.
Sendo esta hormona fundamental ao bom desenvolvimento físico e mental tem de ser fornecida sob a forma de medicação diária quando a sua produção no organismo é inadequada.

5 - Quando deve efectuar o teste ao seu bebé?
O teste deve ser efectuado entre o 3º e o 6º dia de vida do Recém-nascido.

6 - Onde pode ser efectuado o teste?
O teste pode ser efectuado na Unidade de Saúde ou USF, na qual está inscrito o pai ou a mãe, ou no seu domicílio, durante uma visita domiciliária, tendo no entanto que a solicitar atempadamente às Enfermeiras que dinamizam o Curso de Preparação para o Parto.
7 - Procedimento

1. Punção: será efectuada uma picada no calcanhar do seu bebé.
2. Expressão para saída de gotas de sangue
3. Recolha da gota de sangue para preenchimento da ficha a enviar para o laboratório de rastreio

8 - Resultados
• Se o resultado for negativo os pais não serão contactados;
• Se o resultado for positivo os pais serão contactados nos primeiros quinze dias após a sua realização;
• Caso deseje consultar o resultado poderá aceder ao site www.diagnosticoprecoce.org e inserir o número de código de barras que lhe é dado aquando da realização do procedimento para aceder ao resultado exclusivo do teste do seu filho.
...
___________________ Cristina Luísa Vieira Barbosa
___________________ Daniela Catarina da Rocha Brandão
(Enfermeiras em estágio no Curso de Preparação para o Parto)

Bibliografia
Folheto informativo Comissão Nacional para o Diagnóstico Precoce
http://www.diagnosticoprecoce.org/

quarta-feira, 25 de março de 2009

Mamã quero brincar ao sol!

Querida mamã o sol chegou com a Primavera e tu sabes com gosto de brincar ao sol.

Mas, quero pedir-te por favor, não concordes comigo,
mesmo que eu faça birra,
impõem a tua vontade,

NÃO POSSO BRINCAR AO SOL, SEM CHAPÉU E CREME, lembra-te, não pode haver descuidos.
É muito importante para a minha saúde:

Obrigada mamã

cliique aqui
e leia o artigo "Vem aí o calor: cuide das suas crianças"



foto net

sábado, 21 de março de 2009

Chegou a Primavera!

Queres despedir-te do Inverno?
Então clica aqui segue as orientações, divirte-te!
(desculpa,ontem esqueci a hiperligacão)




Fonte da Sala do Arco Irís Jardim do Cruzeiro
http://www.eldogma.com.ar/flyers/diaprimavera/default.asp


quinta-feira, 19 de março de 2009

Dia do Pai!

Pai!
Hoje é o teu dia pai!
Todos te saúdam e felicitam, porque és pai!
És o meu querido pai, que tanto amo!
E tu, dizes que sou a luz dos teus olhos!
Como eu gosto de ouvir isso,
mas às vezes tenho tanto medo…
Por favor, nunca me abandones nas trevas.

Sabes como gosto dos teus mimos e carinhos
Mas não quero só isso
Peço-te suplico-te, educa-me com amor!

Não quero apenas brinquedos e guloseimas,
O que eu quero, o que te peço pai,
São bons exemplos e boas palavras.

Sabes, não sou só uma criança linda!
Sou gente, sou teu filho e preciso de ti!
Preciso que me orientes, que me eduques
Ainda que sofra.
Ajuda-me hoje, para que amanhã eu não te faça sofrer a ti!

Dá-me a mão, com Jesus como guia,
não erramos o caminho!

segunda-feira, 16 de março de 2009

O Menino!

Com a aproximação do dia do pai (19 de Março) as professoras trabalham com as crianças a lembrança para o pai.

Numa turminha de 20 crianças, um menino de 5 anos, recusa-se a fazer o postal para o seu pai.
A professora tenta conversar com ele, para descobrir o motivo, mas o menino fecha-se e passa o resta da aula sem dizer uma palavra.

Quando a mãe o vem buscar a professora conta-lhe. A mãe não valoriza, dizendo que ele estava com preguiça, no outro dia certamente iria participar.
Mas o menino manteve a mesma atitude toda a semana!

Toda a turna ficava contente na hora de trabalhar no presente do pai, menos o menino!...

Durante o recreio a professora aproximou-se do menino e perguntou:
-Porque você está triste com seu pai?
Os olhinhos dele encheram-se de lágrimas e disse:
- O meu pai chama-me nomes, diz que eu sou burro, ele não gosta de mim!

domingo, 15 de março de 2009

A violência nas crianças e jovens - parte I

"O registo da violência sobre as crianças e os adolescentes acompanha a trajectória humana desde tempos imemoráveis, através de inumeráveis formas pelas quais se foi expressando, adaptando-se às especificidades culturais, socioconómicas e históricas do momento vivenciado.

Fazendo uma breve retrospectiva histórica descobrimos que nas sociedades antigas aceitava-se a prática do
infanticídio sendo facultado, nesses tempos, aos pais a oportunidade de aceitar ou renegar o seu filho recém-nascido, condenando-o à morte e que segundo o Talmud ( livro sagrado escrito pelos antigos hebreus) o pai tinha direito sobre a vida e morte de seus filhos, até a criação de um conselho de anciãos para julgar cada caso individualmente. Para uma criança hebréia, por exemplo, a disciplina era primordial. Uma lei do século XIII a.C. instruía os pais sobre como castigar filhos desobedientes e rebeldes e, quando estes tinham dificuldade na realização desta tarefa, um conselho de idosos era solicitado para lidar com o filho problema, podendo esse conselho apoiar o pai a punir e apedrejar o filho até à morte. "(...)

Leia o artigocompleto no blog Criancices e registe este endereço nos seus favoritos, é um blog que se preocupa com as crianças, adolescentes e famílias.
Se desejar aprofundar o tema, encontra ainda no blog criancices, mais 3 postagens sobre a violencia infantil.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Desenvolvimento Infantil

Para ficar a saber mais e reflectir sobre o assunto...


domingo, 8 de março de 2009

A TODAS AS MULHERES...


“Tu és a guardiã das gerações,
És a que dá origem à vida”,
disse o sol à mulher.



“Tu serás a portadora deste
universo”



(Mito da criação do sol dos
sioux)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Conheça: - Raríssimas.

No dia 28 de Fevereiro celebrou-se o "Dia Europeu de Doenças Raras".
Aconselhamos vivamente a sua visita ao síte "Rarìssimas" - Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras. Que começa por se apresentar desta forma: "Somos um grupo de pais e mães a quem Deus deu um prémio de vida enorme - um filho portador de uma Doença Rara".
Não deixe de visitar.

O Hino Oficial da Raríssimas.


sábado, 21 de fevereiro de 2009


A CHEGADA DE UM NOVO BEBÉ

A chegada de um novo bebé à família vai exigir do seu filho uma adaptação enorme. De repente vê-se obrigado a partilhar o amor, o tempo e atenção dos pais, bem como o lugar especial que ocupa nos seus corações, e isso constitui uma mudança enorme à qual vai levar algum tempo a habituar-se. Porém, existem muitas maneiras de o ajudar a sentir que continua a ser tão especial e amado como era até aí.


Converse com ele sobre bebés

Fale com o seu filho sobre bebés e dê-lhe uma ideia de como vai ser ter um bebé em casa. Por exemplo, diga-lhe que os bebés comem, choram e dormem muito e que precisam de muito do tempo dos pais.


Envolva-o o mais possível nos preparativos para a chegada do bebé

Quando for ao médico, leve-o consigo, deixando-o ouvir o som do batimento do coração do bebé e dizer-lhe que o bebé está a crescer de forma saudável. Deixe-o sentir os pontapés do bebé e dar opinião acerca dos nomes a dar ao irmão. Deixe-o ajudar a preparar as roupas do bebé, dando-lhe a escolher alguma peça do seu agrado.


Evite fazer outras mudanças significativas

Evite mudar de casa, mudar a criança de quarto ou de cama, de infantário ou de escola, a menos que estas mudanças sejam feitas com antes três meses do bebé nascer. Três meses é o tempo suficiente se adaptar a uma mudança.


Prepare-o para o tempo que passará fora de casa

Explique-lhe onde vai estar e quantos dias vai estar fora de casa (previsivelmente). Diga-lhe com quem ele vai ficar e com quem ele deve contar durante a sua ausência. Fale-lhe da possibilidade de ter de sair durante a noite e de não ter a oportunidade de se despedir dele, mas que o verá pouco tempo depois.


Não lhe diga que o bebé vai ser um amigo de brincadeira

Este comentário faz com que a criança espere que desde o primeiro dia o bebé brinque e logo o vai levar à desilusão. A desilusão faz com que seja mais difícil para ele adaptar-se ao novo bebé.




Bibliografia:
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; SPARROW, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Receita - dose diária!

Com a aproximação do Carnaval, época propícia à BRINCADEIRA aqui fica uma receita muito importante para todos os papás e mamãs... Em doses q.b. ajuda a promover a saúde dos(as) filhotes(as).



terça-feira, 10 de fevereiro de 2009


TELEVISÃO: PRÓS E CONTRAS

A televisão é actualmente a principal companhia diária para muitas crianças. Ver televisão durante períodos de tempo longos compromete o desenvolvimento físico, psíquico e social da criança. As crianças pequenas precisam de correr para se desenvolverem fisicamente e manterem um corpo e mente saudável e de interagir com outras crianças para ganhar competências sociais importantes. Precisam também de interagir com os pais e outros membros da família e adultos para estabelecerem laços de afecto e familiares fortes. Precisam de brincar activamente, desfolhar e ver livros, ouvir histórias, palrar e falar e aprender outras competências importantes ao seu desenvolvimento. Ao verem muita televisão, as crianças não aprendem estas competências, daí ser muito importante limitar a sua visualização.



Por outro lado a televisão também tem vantagens. Existem programas educacionais dirigidos a idades chave com qualidade. As crianças que os visualizam imitam e interiorizam os comportamentos e valores com facilidade, como por exemplo a entre-ajuda e o altruísmo. Contudo deve sempre respeitar algumas regras.

Em 2003 a Academia Americana de Pediatria debruçou-se sobre esta problemática e fez algumas recomendações:

- Evitar o uso da televisão como “ ama electrónica”.
- Evitar que crianças menores de 2 anos vejam televisão.
- Limitar o tempo despendido a ver televisão para o máximo 1-2 horas por dia.
- Seleccionar criteriosamente os programas a ver.
- Ensinar aos seus filhos a capacidade de selecção e de discriminação
de modo a habilitá-los a ver o que lhes convém.
-
Co-visionar os programas com os seus filhos e discutir os conteúdos vistos.
- Os pais devem servir como modelos para os seus filhos escolhendo
criteriosamente os programas que vêem.
- Não colocar aparelhos televisivos nos quartos dos filhos.
- Proporcionar actividades alternativas, nomeadamente a leitura, as
actividades físicas, os hobbies instrutivos e permitir tempo para brincadeiras
imaginativas.



Para reflectir: Costumo ver televisão com o meu filho e conversar com ele sobre os programas? Selecciono os programas para ele ver? Limito o tempo de ver televisão?


BIBLIOGRAFIA:
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; SPARROW, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.
MENDES, Patrícia; FERNANDES, Armando - A Criança e a TV. Acta Pediátrica Portuguesa, 2003; 34: 101-4

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009



O CHORO DA CRIANÇA

Quando o nosso filho chora, nem sempre tomamos as atitudes mais correctas, especialmente quando já está há dez minutos a chorar, ou está a chorar de birra. De seguida apresentamos algumas atitudes que não devemos tomar quando o nosso filho chora.


O que devo evitar fazer quando o meu filho chora?

- Evite zangar-se ou ser agressiva(o). Não grite nem lhe bata. Este tipo de atitude vai fazer com que ele fique mais assustado e aumente o choro.
- Não recompense o choro. Dar-lhe um doce ou um benefício (ex.: ver televisão) para deixar de chorar aumenta as probabilidades de ele voltar a chorar só para ter novamente a compensação.
- Não ceda às exigências. Se ele chora para lhe fazerem determinada vontade não mude a sua opinião e posição. Ex.: Você recusa-se a comprar um brinquedo e ele chora; então compra o brinquedo para ele parar de chorar. Da próxima vez, ele vai usar a mesma estratégia para conseguir o que quer.
- Não o estrague com mimos. Também pode aumentar o choro e está a ensinar-lhe que chorar é uma forma de obter atenção especial.
- Não tente “endurecê-lo”. Gozá-lo, ridicularizá-lo ou chamar-lhe “bebé chorão”, pode fazer com que chore menos, mas também o ensina a não ser honesto com os seus sentimentos.
- Não se sinta culpado(a). É normal as crianças pequenas chorarem. Não significa que seja má mãe ou pai.


Próximo artigo: Televisão: prós e contras


Bibliografia:
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; Sparrow, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
CORDEIRO, Mário -O Livro da Criança. Lisboa, Esfera dos Livros, 2007.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


O CHORO DA CRIANÇA

Como vimos no artigo anterior, o choro é uma característica inata do ser humano e, no bebé, é a única forma de comunicação.
As crianças usam o choro para comunicar a existência de um problema (seja ele qual for). Choram mais quando têm fome ou estão cansadas. À medida que vão crescendo e aumentando as suas competências linguísticas choram menos.



As crianças pequenas podem chorar por muitas razões

- Têm medo.
- Sentem-se zangadas ou frustradas.
- Sentem-se sós. Pode acontecer quando não lhes é dedicada atenção e tempo, pois precisam de ambos em grandes quantidades.
- Estão doentes ou sentem dor. (Artigo anterior)
- Estão a tentar que lhe façam as vontades. Especialmente quando o choro já resultou antes.
- Estão aborrecidas. As crianças pequenas têm uma grande necessidade de explorar em liberdade o meio que as rodeia. Se passarem muito tempo no carro ou no parque de brincar, podem chorar de frustração.
- Choram mais quando estão cansadas ou com fome. (Artigo anterior)

Que fazer quando o meu filho chora?

- Mantenha a calma. Quanto mais calma(o) estiver mais probabilidades tem de ele parar de chorar. No entanto não exagere, pois encoraja-o a chorar ainda mais para chamar a sua atenção.
- Tente perceber os motivos pelos quais chora. Se compreender os motivos do choro vai ser mais fácil parar as lágrimas. Se a criança conseguir falar, pergunte-lhe porque chora, se não despiste todas as situações descritas anteriormente.
- Responda de forma apropriada ao choro dele. Depois de encontrados os motivos do choro aja de acordo com cada um deles.
- Mostre-lhe empatia e compreensão.
- Ensine-lhe palavras para identificar os seus sentimentos. Dizer “Estás magoado” ou “Estás triste” vai ajudá-lo a compreender o que está a sentir e ensina-o a utilizar as palavras em vez do choro, quando está aborrecido ou zangado.
- Tente distraí-lo. Tente arranjar qualquer coisa nova para ele se entreter sempre que ele comece a ficar aborrecido, vai ajudar a desviar a sua atenção.


Lembre-se: As crianças têm sempre uma razão para chorar. Não parta do princípio que está tudo bem e ignore o choro sem antes verificar as situações descritas atrás e no artigo anterior.

Próximo artigo: O que devo evitar fazer quando o meu filho chora?

Bibliografia:
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; Sparrow, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
CORDEIRO, Mário -O Livro da Criança. Lisboa, Esfera dos Livros, 2007.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.