quinta-feira, 19 de março de 2009

Dia do Pai!

Pai!
Hoje é o teu dia pai!
Todos te saúdam e felicitam, porque és pai!
És o meu querido pai, que tanto amo!
E tu, dizes que sou a luz dos teus olhos!
Como eu gosto de ouvir isso,
mas às vezes tenho tanto medo…
Por favor, nunca me abandones nas trevas.

Sabes como gosto dos teus mimos e carinhos
Mas não quero só isso
Peço-te suplico-te, educa-me com amor!

Não quero apenas brinquedos e guloseimas,
O que eu quero, o que te peço pai,
São bons exemplos e boas palavras.

Sabes, não sou só uma criança linda!
Sou gente, sou teu filho e preciso de ti!
Preciso que me orientes, que me eduques
Ainda que sofra.
Ajuda-me hoje, para que amanhã eu não te faça sofrer a ti!

Dá-me a mão, com Jesus como guia,
não erramos o caminho!

segunda-feira, 16 de março de 2009

O Menino!

Com a aproximação do dia do pai (19 de Março) as professoras trabalham com as crianças a lembrança para o pai.

Numa turminha de 20 crianças, um menino de 5 anos, recusa-se a fazer o postal para o seu pai.
A professora tenta conversar com ele, para descobrir o motivo, mas o menino fecha-se e passa o resta da aula sem dizer uma palavra.

Quando a mãe o vem buscar a professora conta-lhe. A mãe não valoriza, dizendo que ele estava com preguiça, no outro dia certamente iria participar.
Mas o menino manteve a mesma atitude toda a semana!

Toda a turna ficava contente na hora de trabalhar no presente do pai, menos o menino!...

Durante o recreio a professora aproximou-se do menino e perguntou:
-Porque você está triste com seu pai?
Os olhinhos dele encheram-se de lágrimas e disse:
- O meu pai chama-me nomes, diz que eu sou burro, ele não gosta de mim!

domingo, 15 de março de 2009

A violência nas crianças e jovens - parte I

"O registo da violência sobre as crianças e os adolescentes acompanha a trajectória humana desde tempos imemoráveis, através de inumeráveis formas pelas quais se foi expressando, adaptando-se às especificidades culturais, socioconómicas e históricas do momento vivenciado.

Fazendo uma breve retrospectiva histórica descobrimos que nas sociedades antigas aceitava-se a prática do
infanticídio sendo facultado, nesses tempos, aos pais a oportunidade de aceitar ou renegar o seu filho recém-nascido, condenando-o à morte e que segundo o Talmud ( livro sagrado escrito pelos antigos hebreus) o pai tinha direito sobre a vida e morte de seus filhos, até a criação de um conselho de anciãos para julgar cada caso individualmente. Para uma criança hebréia, por exemplo, a disciplina era primordial. Uma lei do século XIII a.C. instruía os pais sobre como castigar filhos desobedientes e rebeldes e, quando estes tinham dificuldade na realização desta tarefa, um conselho de idosos era solicitado para lidar com o filho problema, podendo esse conselho apoiar o pai a punir e apedrejar o filho até à morte. "(...)

Leia o artigocompleto no blog Criancices e registe este endereço nos seus favoritos, é um blog que se preocupa com as crianças, adolescentes e famílias.
Se desejar aprofundar o tema, encontra ainda no blog criancices, mais 3 postagens sobre a violencia infantil.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Desenvolvimento Infantil

Para ficar a saber mais e reflectir sobre o assunto...


domingo, 8 de março de 2009

A TODAS AS MULHERES...


“Tu és a guardiã das gerações,
És a que dá origem à vida”,
disse o sol à mulher.



“Tu serás a portadora deste
universo”



(Mito da criação do sol dos
sioux)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Conheça: - Raríssimas.

No dia 28 de Fevereiro celebrou-se o "Dia Europeu de Doenças Raras".
Aconselhamos vivamente a sua visita ao síte "Rarìssimas" - Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras. Que começa por se apresentar desta forma: "Somos um grupo de pais e mães a quem Deus deu um prémio de vida enorme - um filho portador de uma Doença Rara".
Não deixe de visitar.

O Hino Oficial da Raríssimas.


sábado, 21 de fevereiro de 2009


A CHEGADA DE UM NOVO BEBÉ

A chegada de um novo bebé à família vai exigir do seu filho uma adaptação enorme. De repente vê-se obrigado a partilhar o amor, o tempo e atenção dos pais, bem como o lugar especial que ocupa nos seus corações, e isso constitui uma mudança enorme à qual vai levar algum tempo a habituar-se. Porém, existem muitas maneiras de o ajudar a sentir que continua a ser tão especial e amado como era até aí.


Converse com ele sobre bebés

Fale com o seu filho sobre bebés e dê-lhe uma ideia de como vai ser ter um bebé em casa. Por exemplo, diga-lhe que os bebés comem, choram e dormem muito e que precisam de muito do tempo dos pais.


Envolva-o o mais possível nos preparativos para a chegada do bebé

Quando for ao médico, leve-o consigo, deixando-o ouvir o som do batimento do coração do bebé e dizer-lhe que o bebé está a crescer de forma saudável. Deixe-o sentir os pontapés do bebé e dar opinião acerca dos nomes a dar ao irmão. Deixe-o ajudar a preparar as roupas do bebé, dando-lhe a escolher alguma peça do seu agrado.


Evite fazer outras mudanças significativas

Evite mudar de casa, mudar a criança de quarto ou de cama, de infantário ou de escola, a menos que estas mudanças sejam feitas com antes três meses do bebé nascer. Três meses é o tempo suficiente se adaptar a uma mudança.


Prepare-o para o tempo que passará fora de casa

Explique-lhe onde vai estar e quantos dias vai estar fora de casa (previsivelmente). Diga-lhe com quem ele vai ficar e com quem ele deve contar durante a sua ausência. Fale-lhe da possibilidade de ter de sair durante a noite e de não ter a oportunidade de se despedir dele, mas que o verá pouco tempo depois.


Não lhe diga que o bebé vai ser um amigo de brincadeira

Este comentário faz com que a criança espere que desde o primeiro dia o bebé brinque e logo o vai levar à desilusão. A desilusão faz com que seja mais difícil para ele adaptar-se ao novo bebé.




Bibliografia:
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; SPARROW, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Receita - dose diária!

Com a aproximação do Carnaval, época propícia à BRINCADEIRA aqui fica uma receita muito importante para todos os papás e mamãs... Em doses q.b. ajuda a promover a saúde dos(as) filhotes(as).



terça-feira, 10 de fevereiro de 2009


TELEVISÃO: PRÓS E CONTRAS

A televisão é actualmente a principal companhia diária para muitas crianças. Ver televisão durante períodos de tempo longos compromete o desenvolvimento físico, psíquico e social da criança. As crianças pequenas precisam de correr para se desenvolverem fisicamente e manterem um corpo e mente saudável e de interagir com outras crianças para ganhar competências sociais importantes. Precisam também de interagir com os pais e outros membros da família e adultos para estabelecerem laços de afecto e familiares fortes. Precisam de brincar activamente, desfolhar e ver livros, ouvir histórias, palrar e falar e aprender outras competências importantes ao seu desenvolvimento. Ao verem muita televisão, as crianças não aprendem estas competências, daí ser muito importante limitar a sua visualização.



Por outro lado a televisão também tem vantagens. Existem programas educacionais dirigidos a idades chave com qualidade. As crianças que os visualizam imitam e interiorizam os comportamentos e valores com facilidade, como por exemplo a entre-ajuda e o altruísmo. Contudo deve sempre respeitar algumas regras.

Em 2003 a Academia Americana de Pediatria debruçou-se sobre esta problemática e fez algumas recomendações:

- Evitar o uso da televisão como “ ama electrónica”.
- Evitar que crianças menores de 2 anos vejam televisão.
- Limitar o tempo despendido a ver televisão para o máximo 1-2 horas por dia.
- Seleccionar criteriosamente os programas a ver.
- Ensinar aos seus filhos a capacidade de selecção e de discriminação
de modo a habilitá-los a ver o que lhes convém.
-
Co-visionar os programas com os seus filhos e discutir os conteúdos vistos.
- Os pais devem servir como modelos para os seus filhos escolhendo
criteriosamente os programas que vêem.
- Não colocar aparelhos televisivos nos quartos dos filhos.
- Proporcionar actividades alternativas, nomeadamente a leitura, as
actividades físicas, os hobbies instrutivos e permitir tempo para brincadeiras
imaginativas.



Para reflectir: Costumo ver televisão com o meu filho e conversar com ele sobre os programas? Selecciono os programas para ele ver? Limito o tempo de ver televisão?


BIBLIOGRAFIA:
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; SPARROW, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.
MENDES, Patrícia; FERNANDES, Armando - A Criança e a TV. Acta Pediátrica Portuguesa, 2003; 34: 101-4

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009



O CHORO DA CRIANÇA

Quando o nosso filho chora, nem sempre tomamos as atitudes mais correctas, especialmente quando já está há dez minutos a chorar, ou está a chorar de birra. De seguida apresentamos algumas atitudes que não devemos tomar quando o nosso filho chora.


O que devo evitar fazer quando o meu filho chora?

- Evite zangar-se ou ser agressiva(o). Não grite nem lhe bata. Este tipo de atitude vai fazer com que ele fique mais assustado e aumente o choro.
- Não recompense o choro. Dar-lhe um doce ou um benefício (ex.: ver televisão) para deixar de chorar aumenta as probabilidades de ele voltar a chorar só para ter novamente a compensação.
- Não ceda às exigências. Se ele chora para lhe fazerem determinada vontade não mude a sua opinião e posição. Ex.: Você recusa-se a comprar um brinquedo e ele chora; então compra o brinquedo para ele parar de chorar. Da próxima vez, ele vai usar a mesma estratégia para conseguir o que quer.
- Não o estrague com mimos. Também pode aumentar o choro e está a ensinar-lhe que chorar é uma forma de obter atenção especial.
- Não tente “endurecê-lo”. Gozá-lo, ridicularizá-lo ou chamar-lhe “bebé chorão”, pode fazer com que chore menos, mas também o ensina a não ser honesto com os seus sentimentos.
- Não se sinta culpado(a). É normal as crianças pequenas chorarem. Não significa que seja má mãe ou pai.


Próximo artigo: Televisão: prós e contras


Bibliografia:
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; Sparrow, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
CORDEIRO, Mário -O Livro da Criança. Lisboa, Esfera dos Livros, 2007.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


O CHORO DA CRIANÇA

Como vimos no artigo anterior, o choro é uma característica inata do ser humano e, no bebé, é a única forma de comunicação.
As crianças usam o choro para comunicar a existência de um problema (seja ele qual for). Choram mais quando têm fome ou estão cansadas. À medida que vão crescendo e aumentando as suas competências linguísticas choram menos.



As crianças pequenas podem chorar por muitas razões

- Têm medo.
- Sentem-se zangadas ou frustradas.
- Sentem-se sós. Pode acontecer quando não lhes é dedicada atenção e tempo, pois precisam de ambos em grandes quantidades.
- Estão doentes ou sentem dor. (Artigo anterior)
- Estão a tentar que lhe façam as vontades. Especialmente quando o choro já resultou antes.
- Estão aborrecidas. As crianças pequenas têm uma grande necessidade de explorar em liberdade o meio que as rodeia. Se passarem muito tempo no carro ou no parque de brincar, podem chorar de frustração.
- Choram mais quando estão cansadas ou com fome. (Artigo anterior)

Que fazer quando o meu filho chora?

- Mantenha a calma. Quanto mais calma(o) estiver mais probabilidades tem de ele parar de chorar. No entanto não exagere, pois encoraja-o a chorar ainda mais para chamar a sua atenção.
- Tente perceber os motivos pelos quais chora. Se compreender os motivos do choro vai ser mais fácil parar as lágrimas. Se a criança conseguir falar, pergunte-lhe porque chora, se não despiste todas as situações descritas anteriormente.
- Responda de forma apropriada ao choro dele. Depois de encontrados os motivos do choro aja de acordo com cada um deles.
- Mostre-lhe empatia e compreensão.
- Ensine-lhe palavras para identificar os seus sentimentos. Dizer “Estás magoado” ou “Estás triste” vai ajudá-lo a compreender o que está a sentir e ensina-o a utilizar as palavras em vez do choro, quando está aborrecido ou zangado.
- Tente distraí-lo. Tente arranjar qualquer coisa nova para ele se entreter sempre que ele comece a ficar aborrecido, vai ajudar a desviar a sua atenção.


Lembre-se: As crianças têm sempre uma razão para chorar. Não parta do princípio que está tudo bem e ignore o choro sem antes verificar as situações descritas atrás e no artigo anterior.

Próximo artigo: O que devo evitar fazer quando o meu filho chora?

Bibliografia:
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; Sparrow, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
CORDEIRO, Mário -O Livro da Criança. Lisboa, Esfera dos Livros, 2007.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O choro do bebé

O choro é inato a todos os bebés, e eles usam-no para comunicar, para exprimir as suas necessidades e os seus medos, até à altura em que começam a falar. A primeira coisa que o bebé faz logo que nasce é chorar. Com o primeiro choro ele vai inspirar ar para os pulmões.

O bebé é incapaz de dizer o que precisa ou o que sente, recorrendo, desta forma, a sinais corporais, como mexer os pés e as mãos energicamente, virando constantemente a cabeça, entre outros. No entanto, o choro é o melhor instrumento de comunicação que o bebé possui, permitindo-lhe chamar a atenção do meio que o envolve do modo mais rápido e eficaz.

Nas primeiras semanas os pais sentem maior dificuldade em descodificar o choro do seu bebé, mas com o tempo e à medida que vão interagindo com o filho, aprendem e reconhecer certas diferenças no choro e a agir de acordo com as necessidades do bebé.

Para que o choro do seu bebé não seja um constante motivo de preocupação, convém que saiba distinguir os diferentes tipos de choro e as respostas adequadas.

As causas do choro variam de razões simples a situações de perigo de vida. Por isso, o choro de um bebé nunca deve ser ignorado. A maior parte das vezes é difícil diagnosticar porque choram. Quando o seu filho estiver a chorar, deverá sempre deixar-se conduzir pelos seus sentimentos. A criança precisa de muito amor e de contacto físico e a este respeito nunca será demasiadamente “mimada”.

Aqui estão algumas das causas mais comuns:

 O Choro de Fome
Este é provavelmente o tipo de choro mais fácil de identificar, especialmente para a mãe do bebé. Quando chora de fome, o bebé tende a acalmar-se ao ver que a sua refeição está a ser preparada. Caso esteja a amamentar, se o encostar ao peito, ou se pegar no biberão e na babete, se o sentar na cadeirinha ele acalma-se.

O choro de fome é equivalente a gemidos, semelhantes a um apelo que não cessam com carinhos, somente quando estiver satisfeito.

 O Choro de Sede
Para além da fome, o bebé pode também chorar com sede, embora este tipo de choro seja menos frequente, já que o leite materno e os leites adaptados satisfazem, em simultâneo, as necessidades hídricas e calóricas. A partir do momento em que inicia a introdução de novos alimentos pode dar-lhe água fervida, à colher ou num biberão.

Os bebés podem precisar de água se estiverem num ambiente demasiado quente e seco, provocado por aquecimento artificial ou se, durante o Verão, estiver muito calor e o bebé começar a ficar desidratado. As viagens de automóvel podem também contribuir para a desidratação, portanto lembre-se de dar água ao seu bebé sempre que viajar com ele. Se o bebé estiver com diarreia não descure a hidratação.

 O Choro de Sono
O cansaço é muitas vezes o principal responsável pelas crises prolongadas de choro.
Por mais cansado que o bebé esteja, nada o impede de gritar, por vezes de forma intensa e ruidosa e outras vezes baixinho e de forma monótona, acabando por adormecer, embalado no seu próprio choro. Isto normalmente acontece quando o bebé já ultrapassou, a hora habitual de ir dormir ou se está mais excitado do que o habitual por ter estado em ambientes muito ruidosos e movimentados.

Quando o choro do seu bebé é devido a cansaço, deve tentar estabelecer horários para dormir, evitar demasiadas visitas e espaços muito ruidosos e movimentados.


-
 O Choro por Dores
Quando existe a possibilidade do seu bebé estar doente, a primeira coisa a fazer é medir-lhe a temperatura, pois por muito ligeira que seja, a febre incomoda o bebé, fazendo-o chorar. Depois terá de tentar perceber se ele tem dores e onde. O choro de dor é um grito agudo seguido de um pequeno intervalo.

O motivo do choro pode ser, por exemplo, uma otite, dor de dentes, garganta irritada, dores corporais, reacção a algum tipo de alimento, infecções, obstipação ou cólicas.
No caso de otite, o seu bebé chorará ininterruptamente e pode levar as mãos ao ouvido que lhe dói.

Se o bebé chorar devido às dores provocadas pelo surgimento dos primeiros dentes, tente aliviar-lhe a dor massajando-lhe as gengivas com gel especialmente indicado para o efeito, dando-lhe brinquedos adequados para esta fase do crescimento que ele possa colocar na boca e massajar onde lhe dói.

No caso de apresentar a garganta irritada o seu bebé sentirá dificuldade na deglutição (engolir os alimentos e beber líquidos), acabando por chorar. As dores corporais resultantes de gripe ou alguma doença infecciosa podem também resultar em choro do bebé.

A Reacção alérgica a algum tipo de alimento para além do choro causa normalmente, vermelhidão, falta de ar, diarreia e/ou vómitos.

Todas as infecções causam alguma dor ou irritação que fará o bebé chorar. As infecções podem surgir em qualquer parte do corpo e geralmente causam febre, vermelhidão e inchaço.
A Obstipação provoca choro quando o bebé tem vontade de defecar, mas, pelo facto das fezes se apresentarem endurecidas surge desconforto/dor abdominal. Durante os três primeiros meses de vida é frequente os bebés terem dores abdominais por acumulação de gases. As cólicas provocam um choro intenso e forte e que podem surgir acompanhadas de sinais que revelam a existência de dores abdominais. Nestes casos, enquanto chora, o bebé flecte os braços e as pernas, ao mesmo tempo que a sua face fica vermelha, apresenta um aspecto tenso e o abdómen fica distendido e duro. Normalmente, os gritos são emitidos durante várias horas e, mais frequentemente, nas primeiras horas da noite, aliviando durante o dia. As cólicas podem dever-se a gazes, nos casos em que os bebés, ao mamarem, ingerirem muito ar. Pode ajudá-lo a expeli-los fazendo-lhe massagens na barriga no sentido dos ponteiros do relógio e mexendo as suas perninhas como se estivesse a pedalar numa bicicleta.

Para evitar a acumulação de gases, evite deixar o seu bebé muitas horas sem se alimentar, porque ao tentar comer mais depressa irá engolir mais ar; adapte-o bem à mama ou, no caso de usar biberão, tenha o cuidado de o inclinar o suficiente para que a tetina esteja completamente preenchida por leite; no final de cada mamada segure o bebé na vertical, de forma a que ele arrote; efectue com regularidade massagens na região abdominal.

O essencial é o seu estado de espírito. Procure manter-se calma, uma vez que o seu bebé pressente a ansiedade dos pais, o que transforma o problema num ciclo vicioso: o choro da criança gera um estado de irritação e ansiedade nos pais, e por sua vez, este é responsável pelo nervosismo e agitação da criança. Nestas circunstâncias nunca grite com a criança nem a movimente bruscamente. O amor e o carinho dos pais não tira a dor, mas fazem com que o bebé se acalme e são sempre a melhor forma de lidar com este tipo de situações.

 O Choro de Desconforto
Se por algum motivo, o bebé não se sentir confortável, é natural que chore para manifestar o seu desconforto. Se, por exemplo, tiver a fralda suja, o choro é a forma de chamar a atenção e mostrar que precisa de ser mudado. A fralda deve ser mudada de forma a prevenir lesões e a manter a pele íntegra. É fundamental que os pais estejam atentos a possíveis irritações na região anal e genital.

O calor e o frio podem também ser motivos de desconforto, e consequentemente provocar uma crise de choro. Proteja o seu bebé apenas com a roupa necessária ao tipo de ambiente em que ele se encontra. O mesmo acontece com um ambiente ruidoso, levando o bebé a reagir, chorando de forma repetida. Em geral, os bebés não gostam de estar em sítios demasiado barulhentos portanto o melhor será evitá-los.

 O choro por carência afectiva
Há bebés que precisam de mais colo para se sentir seguros. Se o seu filho tem a fralda seca, não tem fome nem sede, está num ambiente calmo, não tem febre e continua a chorar, pode ser que esteja, apenas a pedir colo.

Hoje em dia, é muito discutível a questão de saber se os pais devem acorrer ao filho todas as vezes que ele chora ou se, por vezes, o devem deixar chorar um pouco porque isso não lhe faz mal. A questão coloca-se relativamente à quantidade dos mimos e maus hábitos que uma criança pode adquirir com determinados comportamentos dos pais. Acima de tudo, a decisão é sua. Decidir se lhe vai pegar todas as vezes que o bebé chora é uma questão de bom senso que ninguém lhe poderá ensinar e que deve gerir conforme os resultados que for obtendo e a sua disponibilidade de tempo.

Uma solução será tocar no bebé sem lhe pegar ao colo ou falar com ele, para que perceba de que está rodeado de pessoas que lhe dão atenção e sentem a sua presença.

Esteja atenta a todos os factores que podem provocar desconforto no seu bebé, assim será mais fácil identificá-los e acalmar o seu filho.

_______________________ Cláudia Isabel Moreira Fernandes e Maria Luísa Ferreira da Costa (Enfermeiras do Centro de Saúde de Santa Maria da Feira, a exercer funções na Unidade de Saúde de Canedo, em estágio no Curso de Preparação para o Parto)

Bibliografia:
CORDEIRO, Orlando – O Guia Cuidar do Bebé. 11ª Edição. Carnaxide: Felicitas, 2005.
http://saudeinfantilfeira.blogspot.com
http://bebes.com.pt
http://brasil.babycenter.com
http://guiadobebe.uol.com.br
http://www.bebes.com.pt

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Prevenção de acidentes domésticos nas crianças (2ª parte)

Cuidados a ter nas divisões da casa
Com as crianças todos os cuidados são poucos... Por isso, convém efectuar algumas adaptações nas várias divisões da casa para que esta se torne uma casa segura.


Quarto do bebé
Deve assegurar-se que o berço cumpre as normas básicas de segurança:
- Solidez e estabilidade;
- Grade com altura mínima de 60 cm;
- Barras verticais com separação máxima de 6 cm;
- Coloque uma protecção almofadada por dentro da cama, ao longo do colchão, bem presa à grade;
- Candeeiros ou lâmpadas devem-se encontrar livres, ou seja, não devem ser tapados com panos ou toalhas;
- Nunca coloque a criança numa cama em que esteja colocado um saco térmico ou sobre a qual esteja estendido um cobertor eléctrico.


Casa de banho
- Elementos cortantes e tóxicos devem ser guardados em lugar inacessível às crianças;
- O armário onde guarda os medicamentos, anti-sépticos bocais e outros produtos semelhantes deve ser bem fechado;
- Se as torneiras possuírem um só comando este deve permanecer na posição de água fria;
- Antes de iniciar o banho deve avaliar a temperatura da água, utilizando o dorso da mão ou mesmo o cotovelo;
- Durante o banho, na banheira deve colocar um tapete antiderrapante e não utilizar uma cadeira de banho;
- Nunca deixe o seu filho sozinho na banheira, mesmo que a quantidade de água seja mínima; basta meio palmo de água para uma criança se afogar.


Sala de estar
- Os móveis da sala de estar devem ser sólidos e estáveis, se possuírem vértices afiados estes devem ser protegidos com cantos em plástico / borracha;
- As bebidas alcoólicas devem ser guardadas em lugar inacessível ás crianças;
- O televisor deve ser colocado de modo a que as crianças não o alcancem, especialmente a parte de trás do televisor;
- Lareiras, aquecedores e/ou radiadores devem ser protegidos com uma grade protectora.


Cozinha
- Os fósforos e álcool devem ser mantidos fora do alcance das crianças;
- As toalhas colocadas em cima da mesa não devem ser demasiadamente grandes e não devem ser colocados objectos nas pontas da mesa (recipientes quentes, pratos, talheres, etc.);
- Produtos de limpeza e sacos plásticos devem ser guardados em lugar inacessível ás crianças;
- Recipientes como baldes e bacias devem estar vazios e virados ao contrário;
- Devem ser usadas preferencialmente as bocas de trás do fogão e os cabos das panelas devem ser virados para os lados;
- Enquanto cozinha não deve permanecer com a criança ao colo;
- Quando utilizar o forno deve evitar a presença das crianças junto do mesmo;


Outros conselhos
· Opte sempre por produtos que exibam certificados e que ofereçam garantias de segurança;
· Retire as chaves da fechadura das portas;
· Após utilizá-los, volte a arrumar os objectos pontiagudos ou cortantes, de modo a que a criança não tenha acesso a eles;
· Depois de utilizar os aparelhos eléctricos, desligue-os sempre e retire as respectivas fichas da tomada;
· Os sacos plásticos não são brinquedos! A criança poderá sufocar se colocar a cabeça dentro de um desses sacos;
· Quando tiver uma criança ao colo não deve transportar recipientes com líquidos ou comida quente;
· Não deixe o bebé sozinho em cima da cama, de um sofá ou numa banheira;
· Não dê brinquedos pequenos ou com peças soltas que possam asfixiar a criança.

Logo que possível, verifique todos os aspectos da sua casa no sentido de torná-la mais segura para o bebé!
Ponha-se de joelhos e gatinhe pela casa fora. Deste modo terá exactamente a perspectiva certa daquilo que poderá constituir um perigo para o seu filho.
Mantenha a casa bonita para a criança e não para as visitas.


Teresa Margarida Silva Santos (enfermeira em estágio no Curso de Preparação para o Parto).