
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Receita - dose diária!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
TELEVISÃO: PRÓS E CONTRAS
A televisão é actualmente a principal companhia diária para muitas crianças. Ver televisão durante períodos de tempo longos
compromete o desenvolvimento físico, psíquico e social da criança. As crianças pequenas precisam de correr para se desenvolverem fisicamente e manterem um corpo e mente saudável e de interagir com outras crianças para ganhar competências sociais importantes. Precisam também de interagir com os pais e outros membros da família e adultos para estabelecerem laços de afecto e familiares fortes. Precisam de brincar activamente, desfolhar e ver livros, ouvir histórias, palrar e falar e aprender outras competências importantes ao seu desenvolvimento. Ao verem muita televisão, as crianças não aprendem estas competências, daí ser muito importante limitar a sua visualização.
Por outro lado a televisão também tem vantagens. Existem programas educacionais dirigidos a idades chave com qualidade. As crianças que os visualizam imitam e interiorizam os comportamentos e valores com facilidade, como por exemplo a entre-ajuda e o altruísmo. Contudo deve sempre respeitar algumas regras.
- Evitar o uso da televisão como “ ama electrónica”.
- Evitar que crianças menores de 2 anos vejam televisão.
- Limitar o tempo despendido a ver televisão para o máximo 1-2 horas por dia.
- Seleccionar criteriosamente os programas a ver.
- Ensinar aos seus filhos a capacidade de selecção e de discriminação de modo a habilitá-los a ver o que lhes convém.
- Co-visionar os programas com os seus filhos e discutir os conteúdos vistos.
- Os pais devem servir como modelos para os seus filhos escolhendo
criteriosamente os programas que vêem.
- Não colocar aparelhos televisivos nos quartos dos filhos.
- Proporcionar actividades alternativas, nomeadamente a leitura, as
actividades físicas, os hobbies instrutivos e permitir tempo para brincadeiras
imaginativas.
Para reflectir: Costumo ver televisão com o meu filho e conversar com ele sobre os programas? Selecciono os programas para ele ver? Limito o tempo de ver televisão?
BIBLIOGRAFIA:
BRAZELTON, T. Berry; SPARROW, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
O CHORO DA CRIANÇA

- Não o estrague com mimos. Também pode aumentar o choro e está a ensinar-lhe que chorar é uma forma de obter atenção especial.
- Não tente “endurecê-lo”. Gozá-lo, ridicularizá-lo ou chamar-lhe “bebé chorão”, pode fazer com que chore menos, mas também o ensina a não ser honesto com os seus sentimentos.
- Não se sinta culpado(a). É normal as crianças pequenas chorarem. Não significa que seja má mãe ou pai.
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; Sparrow, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
CORDEIRO, Mário -O Livro da Criança. Lisboa, Esfera dos Livros, 2007.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
O CHORO DA CRIANÇA
As crianças usam o choro para comunicar a existência de um problema (seja ele qual for). Choram mais quando têm fome ou estão cansadas. À medida que vão crescendo e aumentando as suas competências linguísticas choram menos.
As crianças pequenas podem chorar por muitas razões
- Têm medo.- Sentem-se zangadas ou frustradas.
- Sentem-se sós. Pode acontecer quando não lhes é dedicada atenção e tempo, pois precisam de ambos em grandes quantidades.
- Estão doentes ou sentem dor. (Artigo anterior)
- Estão a tentar que lhe façam as vontades. Especialmente quando o choro já resultou antes.
- Estão aborrecidas. As crianças pequenas têm uma grande necessidade de explorar em liberdade o meio que as rodeia. Se passarem muito tempo no carro ou no parque de brincar, podem chorar de frustração.
Que fazer quando o meu filho chora?
- Mantenha a calma. Quanto mais calma(o) estiver mais probabilidades tem de ele parar de chorar. No entanto não exagere, pois encoraja-o a chorar ainda mais para chamar a sua atenção.
- Tente perceber os motivos pelos quais chora. Se compreender os motivos do choro vai ser mais fácil parar as lágrimas. Se a criança conseguir falar, pergunte-lhe porque chora, se não despiste todas as situações descritas anteriormente.
- Responda de forma apropriada ao choro dele. Depois de encontrados os motivos do choro aja de acordo com cada um deles.
- Mostre-lhe empatia e compreensão.
- Ensine-lhe palavras para identificar os seus sentimentos. Dizer “Estás magoado” ou “Estás triste” vai ajudá-lo a compreender o que está a sentir e ensina-o a utilizar as palavras em vez do choro, quando está aborrecido ou zangado.
- Tente distraí-lo. Tente arranjar qualquer coisa nova para ele se entreter sempre que ele comece a ficar aborrecido, vai ajudar a desviar a sua atenção.

Próximo artigo: O que devo evitar fazer quando o meu filho chora?
Bibliografia:
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; Sparrow, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
CORDEIRO, Mário -O Livro da Criança. Lisboa, Esfera dos Livros, 2007.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
O choro do bebé
O choro é inato a todos os bebés, e eles usam-no para comunicar, para exprimir as suas necessidades e os seus medos, até à altura em que começam a falar. A primeira coisa que o bebé faz logo que nasce é chorar. Com o primeiro choro ele vai inspirar ar para os pulmões.O bebé é incapaz de dizer o que precisa ou o que sente, recorrendo, desta forma, a sinais corporais, como mexer os pés e as mãos energicamente, virando constantemente a cabeça, entre outros. No entanto, o choro é o melhor instrumento de comunicação que o bebé possui, permitindo-lhe chamar a atenção do meio que o envolve do modo mais rápido e eficaz.
Nas primeiras semanas os pais sentem maior dificuldade em descodificar o choro do seu bebé, mas com o tempo e à medida que vão interagindo com o filho, aprendem e reconhecer certas diferenças no choro e a agir de acordo com as necessi
dades do bebé.Para que o choro do seu bebé não seja um constante motivo de preocupação, convém que saiba distinguir os diferentes tipos de choro e as respostas adequadas.
As causas do choro variam de razões simples a situações de perigo de vida. Por isso, o choro de um bebé nunca deve ser ignorado. A maior parte das vezes é difícil diagnosticar porque choram. Quando o seu filho estiver a chorar, deverá sempre deixar-se conduzir pelos seus sentimentos. A criança precisa de muito amor e de contacto físico e a este respeito nunca será demasiadamente “mimada”.
Aqui estão algumas das causas mais comuns:
O Choro de Fome
Este é provavelmente o tipo de choro mais fácil de identificar, especialmente para a mãe do bebé. Quando chora de fome, o bebé tende a acalmar-se ao ver que a sua refeição está a ser preparada. Caso est
eja a amamentar, se o encostar ao peito, ou se pegar no biberão e na babete, se o sentar na cadeirinha ele acalma-se.O choro de fome é equivalente a gemidos, semelhantes a um apelo que não cessam com carinhos, somente quando estiver satisfeito.
O Choro de Sede
Para além da fome, o bebé pode também chorar com sede, embora este tipo de choro seja menos frequente, já que o leite materno e os leites adaptados satisfazem, em simultâneo, as necessidades hídricas e calóricas. A partir do momento em que inicia a introdução de novos alimentos pode dar-lhe água fervida, à colher ou num biberão.
Os bebés podem precisar de água se estiverem num ambiente demasiado quente e seco, provocado por aquecimento artificial ou se, durante o Verão, estiver muito calor e o bebé começar a ficar desidratado. As viagens de automóvel podem também contribuir para a desidratação, portanto lembre-se de dar água ao seu bebé sempre que viajar com ele. Se o bebé estiver com diarreia não descure a hidratação.
O Choro de Sono
O cansaço é muitas vezes o principal responsável pelas crises prolongadas de choro.
Por mais cansado que o bebé esteja, nada o impede de gritar, por vezes de forma intensa e ruidosa e outras vezes baixinho e de forma monótona, acabando por adormecer, embalado no seu próprio choro. Isto normalmente acontece quando o bebé já ultrapassou, a hora habitual de ir dormir ou se está mais excitado do que o habitual por ter estado em ambientes muito ruidosos e movimentados.Quando o choro do seu bebé é devido a cansaço, deve tentar estabelecer horários para dormir, evitar demasiadas visitas e espaços muito ruidosos e movimentados.
O Choro por Dores
Quando exi
ste a possibilidade do seu bebé estar doente, a primeira coisa a fazer é medir-lhe a temperatura, pois por muito ligeira que seja, a febre incomoda o bebé, fazendo-o chorar. Depois terá de tentar perceber se ele tem dores e onde. O choro de dor é um grito agudo seguido de um pequeno intervalo. O motivo do choro pode ser, por exemplo, uma otite, dor de dentes, garganta irritada, dores corporais, reacção a algum tipo de alimento, infecções, obstipação ou cólicas.
No caso de otite, o seu bebé chorará ininterruptamente e pode levar as mãos ao ouvido que lhe dói.
Se o bebé chorar devido às dores provocadas pelo surgimento dos primeiros dentes, tente aliviar-lhe a dor massajando-lhe as gengivas com gel especialmente indicado para o efeito, dando-lhe brinquedos adequados para esta fase do crescimento que ele possa colocar na boca e massajar onde lhe dói.
No caso de apresentar a garganta irritada o seu bebé sentirá dificuldade na deglutição (engolir os alimentos e beber líquidos), acabando por chorar. As dores corporais resultantes de gripe ou alguma doença infecciosa podem também resultar em choro do bebé.
A Reacção alérgica a algum tipo de alimento para além do choro causa normalmente, vermelhidão, falta de ar, diarreia e/ou vómitos.
Todas as infecções causam alguma dor ou irritação que fará o bebé chorar. As infecções podem surgir em qualquer parte do corpo e geralmente causam febre, vermelhidão e inchaço.
Para evitar a acumulação de gases, evite deixar o seu bebé muitas horas sem se alimentar, porque ao tentar comer mais depressa irá engolir mais ar; adapte-o bem à mama ou, no caso de usar biberão, tenha o cuidado de o inclinar o suficiente para que a tetina esteja completamente preenchida por leite; no final de cada mamada segure o bebé na vertical, de forma a que ele arrote; efectue com regularidade massagens na região abdominal.

O essencial é o seu estado de espírito. Procure manter-se calma, uma vez que o seu bebé pressente a ansiedade dos pais, o que transforma o problema num ciclo vicioso: o choro da criança gera um estado de irritação e ansiedade nos pais, e por sua vez, este é responsável pelo nervosismo e agitação da criança. Nestas circunstâncias nunca grite com a criança nem a movimente bruscamente. O amor e o carinho dos pais não tira a dor, mas fazem com que o bebé se acalme e são sempre a melhor forma de lidar com este tipo de situações.
O Choro de Desconforto
Se por algum motivo, o bebé não se sentir confortável, é natural que chore para manifestar o seu desconforto. Se, p
or exemplo, tiver a fralda suja, o choro é a forma de chamar a atenção e mostrar que precisa de ser mudado. A fralda deve ser mudada de forma a prevenir lesões e a manter a pele íntegra. É fundamental que os pais estejam atentos a possíveis irritações na região anal e genital.O calor e o frio podem também ser motivos de desconforto, e consequentemente provocar uma crise de choro. Proteja o seu bebé apenas com a roupa necessária ao tipo de ambiente em que ele se encontra. O mesmo acontece com um ambiente ruidoso, levando o bebé a reagir, chorando de forma repetida. Em geral, os bebés não gostam de estar em sítios demasiado barulhentos portanto o melhor será evitá-los.
O choro por carência afectiva
Há bebés que precisam de mais colo para se sentir seguros. Se o seu filho tem a fralda sec
a, não tem fome nem sede, está num ambiente calmo, não tem febre e continua a chorar, pode ser que esteja, apenas a pedir colo.Hoje em dia, é muito discutível a questão de saber se os pais devem acorrer ao filho todas as vezes que ele chora ou se, por vezes, o devem deixar chorar um pouco porque isso não lhe faz mal. A questão coloca-se relativamente à quantidade dos mimos e maus hábitos que uma criança pode adquirir com determinados comportamentos dos pais. Acima de tudo, a decisão é sua. Decidir se lhe vai pegar todas as vezes que o bebé chora é uma questão de bom senso que ninguém lhe poderá ensinar e que deve gerir conforme os resultados que for obtendo e a sua disponibilidade de tempo.

Uma solução será tocar no bebé sem lhe pegar ao colo ou falar com ele, para que perceba de que está rodeado de pessoas que lhe dão atenção e sentem a sua presença.
Esteja atenta a todos os factores que podem provocar desconforto no seu bebé, assim será mais fácil identificá-los e acalmar o seu filho.
_______________________ Cláudia Isabel Moreira Fernandes e Maria Luísa Ferreira da Costa (Enfermeiras do Centro de Saúde de Santa Maria da Feira, a exercer funções na Unidade de Saúde de Canedo, em estágio no Curso de Preparação para o Parto)
Bibliografia:
CORDEIRO, Orlando – O Guia Cuidar do Bebé. 11ª Edição. Carnaxide: Felicitas, 2005.
http://saudeinfantilfeira.blogspot.com
http://bebes.com.pt
http://brasil.babycenter.com
http://guiadobebe.uol.com.br
http://www.bebes.com.pt
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Prevenção de acidentes domésticos nas crianças (2ª parte)
Cuidados a ter nas divisões da casaCom as crianças todos os cuidados são poucos... Por isso, convém efectuar algumas adaptações nas várias divisões da casa para que esta se torne uma casa segura.
Quarto do bebé
Deve assegurar-se que o berço cumpre as normas básicas de segurança:
- Solidez e estabilidade;
- Grade com altura mínima de 60 cm;
- Barras verticais com separação máxima de 6 cm;
- Coloque uma protecção almofadada por dentro da cama, ao longo do colchão, bem presa à grade;
- Candeeiros ou lâmpadas devem-se encontrar livres, ou seja, não devem ser tapados com panos ou toalhas;
- Nunca coloque a criança numa cama em que esteja colocado um saco térmico ou sobre a qual esteja estendido um cobertor eléctrico.
Casa de banho
- Elementos cortantes e tóxicos devem ser guardados em lugar inacessível às crianças;
- O armário onde guarda os medicamentos, anti-sépticos bocais e outros produtos semelhantes deve ser bem fechado;
- Se as torneiras possuírem um só comando este deve permanecer na posição de água fria;
- Antes de iniciar o banho deve avaliar a temperatura da água, utilizando o dorso da mão ou mesmo o cotovelo;
- Durante o banho, na banheira deve colocar um tapete antiderrapante e não utilizar uma cadeira de banho;
- Nunca deixe o seu filho sozinho na banheira, mesmo que a quantidade de água seja mínima; basta meio palmo de água para uma criança se afogar.
Sala de estar
- Os móveis da sala de estar devem ser sólidos e estáveis, se possuírem vértices afiados estes devem s
er protegidos com cantos em plástico / borracha;- As bebidas alcoólicas devem ser guardadas em lugar inacessível ás crianças;
- O televisor deve ser colocado de modo a que as crianças não o alcancem, especialmente a parte de trás do televisor;
- Lareiras, aquecedores e/ou radiadores devem ser protegidos com uma grade protectora.
Cozinha
- Os fósforos e álcool devem ser mantidos fora do alcance das crianças;

- As toalhas colocadas em cima da mesa não devem ser demasiadamente grandes e não devem ser colocados objectos nas pontas da mesa (recipientes quentes, pratos, talheres, etc.);
- Produtos de limpeza e sacos plásticos devem ser guardados em lugar inacessível ás crianças;
- Recipientes como baldes e bacias devem estar vazios e virados ao contrário;
- Devem ser usadas preferencialmente as bocas de trás do fogão e os cabos das panelas devem ser virados para os lados;
- Enquanto cozinha não deve permanecer com a criança ao colo;
- Quando utilizar o forno deve evitar a presença das crianças junto do mesmo;
Outros conselhos
· Opte sempre por produtos que exibam certificados e que ofereçam garantias de segurança;
· Retire as chaves da fechadura das portas;
· Após u
tilizá-los, volte a arrumar os objectos pontiagudos ou cortantes, de modo a que a criança não tenha acesso a eles;· Depois de utilizar os aparelhos eléctricos, desligue-os sempre e retire as respectivas fichas da tomada;
· Os sacos plásticos não são brinquedos! A criança poderá sufocar se colocar a cabeça dentro de um desses sacos;
· Quando tiver uma criança ao colo não deve transportar recipientes com líquidos ou comida quente;
· Não deixe o bebé sozinho em cima da cama, de um sofá ou numa banheira;
· Não dê brinquedos pequenos ou com peças soltas que possam asfixiar a criança.

Logo que possível, verifique todos os aspectos da sua casa no sentido de torná-la mais segura para o bebé!
Ponha-se de joelhos e gatinhe pela casa fora. Deste modo terá exactamente a perspectiva certa daquilo que poderá constituir um perigo para o seu filho.
Mantenha a casa bonita para a criança e não para as visitas.
Teresa Margarida Silva Santos (enfermeira em estágio no Curso de Preparação para o Parto).
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Ser Prematuro- um site 5 estrelas
Quando o milagre de vida se dá, o nascimento de um filho, não há palavra que descrevam tantas emoções e felicidade!!!Acontece por vezes o filhote antecipar a sua chegada e os pais são confrontados com uma realidade, que os ultrapassa totalmente, os receios, os medos e até a culpa, desencadeiam emoções e sentimentos negativos dificeis de gerir.
A chegada do filho prematuro altera o projecto de vida que haviam prespectivado, torna-se necessário adquar expectativas e conseguir um novo equilibrio.
Se o tema lhe interessa visite o site Ser Prematuro UM SITE 5 ESTRELAS
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
20 de Novembro Aniversário dos Direitos das crianças
documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças,
bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados
clique: unicef e leia
Vamos parar para reflectir um pouco...
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Prevenção de acidentes domésticos na criança (1ª parte)
O pior inimigo dos acidentes é a presunção de que não ocorrerão connosco. Muitos pais conhecem os riscos mas acreditam que com eles os acidentes não vão acontecer. O perigo espreita quando menos se espera e com as crianças todo o cuidado é pouco.
ção da casa, na disposição dos móveis e utensílios estão entre os cuidados que podem evitar que os "pequenos" se envolvam em problemas.Os acidentes devem-se sobretudo à não adequação ou incompatibilidades entre as características do meio e as características da própria criança, isto é, a criança normalmente vive num mundo construído para adultos, com todos os perigos que isso representa para ela.

• Coloque um sistema de bloqueio nas portas de acesso a varandas e aos terraços;
• Verifique se os cortinados estão bem fixos (as crianças gostam de se apoiar e puxar os cortinados);
• Evite que as crianças brinquem com brinquedos pequenos e com pontas afiadas;
• Nunca deixe o ferro de passar a roupa ligado com o fio desenrolado ao alcance das crianças;
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
GESTÃO COMPORTAMENTAL:Estratégias para os pais II parte
Estamos sempre a comunicar,mesmo quando não falamos...
A comunicação faz-se através de palavras (verbal) e
também através de gestos, expressões faciais,
tom de voz, silêncios, etc. (não verbal).
No entanto, nem sempre conseguimos comunicar aquilo que
realmente queremos, ou da forma como queremos.A seguir damos algumas dicas para tornar
a comunicação mais clara e efectiva.
1. Fale calmamente
Fale num tom de voz calmo e pausado, usando frases curtas e directas. Diga uma coisa de cada vez (não salte de assunto).
2. Use mensagens “eu” em vez de mensagens “tu”
As mensagens “eu” centram-se em nós e promovem uma comunicação clara dos nossos comportamentos e sentimentos. Ao usar frases “eu”, embora esteja a confrontar a criança, porque está a falar sobre o seu comportamento, não a magoa.
Nas mensagens “tu” o foco passa a ser a outra pessoa e soam a criticismo. A outra pessoa reage quase sempre com raiva, sente-se humilhada e tem uma atitude defensiva.
Exemplo:
Mensagem “tu”: “Tu nunca chegas a horas, és sempre o mesmo atrasado!”
Mensage
m “eu”: “Eu fico preocupada/ aborrecida quando chegas atrasado.”3. Seja específico
Diga exactamente aquilo que quer. Quando quer que a criança faça alguma coisa, diga de forma clara e específica o comportamento que pretende ver realizado. Concentre-se num tópico de cada vez.
4. Seja breve
Use uma linguagem simples e directa, seja breve, sem rodeios.
5. Verifique se a criança está a ouvir/ compreender
Pode perguntar: “o que é que achas?”, “concordas?”. Fazer perguntas envolve quem está a ouvir e permite verificar se compreendeu.
6. Mostre que está a ouvir
Pode mostrar que está a ouvir, que está interessado e atento, mantendo um bom contacto ocular e mostrando que compreende o que a criança lhe diz e sente (ex.: acenando com a cabeça, dizendo “hum-hum”).

7. Faça a criança sentir que você a compreende
Acompanhe o discurso ou as experiências da criança, mostrando interesse e que o que se passa com ela não lhe é indiferente, ou seja, mostre à criança que você está atento. Isso faz com que se sinta com valor e que alguém lhe dá atenção.
Exemplo:
“Percebo, deves ter-te sentido muito triste com isso.”
8. Coloque questões para esclarecer dúvidas
Para se mostrar interessado e perceber exactamente aquilo que a criança quer dizer, é útil fazer questões.
OBSTÁCULOS A UMA COMUNICAÇÃO CLARA E EFECTIVA
1. “Deitar abaixo”
Exemplo:
2. Usar frases coercivas
Exemplo: “tens que”, “deves”...
3. Misturar frases positivas e negativas
Exem
plo: 4. “Ser historiador”
Exemplo:
5. Falar pelos outros
Exemplo:
6. Ter sinais verbais e não verbais inconsistentes
Ou seja, dizer uma coisa mas demonstrar outra através do não verbal (corpo ou expressão facial, tom de voz..)
Ex
emplo: “está muito bem o teu desenho”, ao mesmo tempo que desvia o olhar e faz uma cara de reprovação.7. Culpabilizar
Exemplo: “És sempre o mesmo trapalhão!”.
8. Usar “palavras-rastilho”
Ou seja, que fazem aumentar a tensão e provocam conflito. Muitas vezes fazem explodir reacções emocionais e comportamentos desadequados, e dão origem, posteriormente, a reacções do género: “não sei como fiz aquilo.”
Exemplo:

Linguagem crítica - “é melhor que, tens de, devias...”
Rotulagem - “mau, burro, idiota, terrível, porco, peste”.
Tente usar uma linguagem mais flexível
Exemplo:
Uma linguagem assim tem a vantagem de evitar a escalada do conflito e de não o fazer perder a calma.
É importante nunca esquecer que quando os adultos se descontrolam as crianças seguem o seu exemplo e aprendem que esse comportamento é aceitável.
Elas aprendem a fazer o mesmo.
joão figeiredo - psicologo
domingo, 28 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Gestão Comportamental: - Estratégias para os pais - 1ª parte
Comportamentos das crianças
Educar uma criança não é tarefa fácil.Na maior parte das vezes os pais têm dúvidas:
- Como devo educar?
- Existem formas melhores?
- Farei bem ou mal?
- Devo castigá-lo?
NA VERDADE, NÃO EXISTE UMA RECEITA...
Mas alguns cuidados são importantes para que não se caia em extremos... Nem 8 nem 80!
É importante:
- Tolerar sem esquecer quem são os pais,
- Facilitar sem deixar fazer tudo o que a criança quer,
- Vigiar sem impor.
É IMPORTANTE FAZER COM QUE A CRIANÇA CUMPRA AS REGRAS IMPOSTAS.
Muitas vezes, os pais hesitam em dizer não ou em repreender a criança porque temem que ela fique “traumatizada”, criando uma relação onde ela detém o poder, pois, rapidamente, passa a fazer uso da ideia de que realmente não pode ser contrariada nas suas vontades.
Não é saudável que deixem a criança fazer tudo o quer e não lhe imponham regras, alimentando um sentimento de que tudo lhe é permitido.
Ao procurar dar mais e mais à criança, podem estar a contribuir para a inversão de valores importantes para viver em sociedade, como a partilha e o respeito pelos outros.
DEVEMOS SABER QUE...Impor regras e limites aos comportamentos não quer dizer que não se gosta da criança! Quer dizer exactamente o contrário: significa ensinar à criança como se deve viver saudavelmente com os outros.
Impor regras é ajudar a criança a crescer! Elas devem saber o que podem e não fazer em sociedade.
1. Porque é que o meu filho tem determinados comportamentos?
À medida que vai crescendo, a criança vai aprendendo a forma com as pessoas que estão à sua volta reagem ao seu comportamento.
Uma criança que se recusa sistematicamente a comer sozinha e cujos pais acabam por (após muita insistência e sem resultado) lhe dar de comer à boca, aprende que não precisa de comer sozinha, uma vez que os pais acabam sempre por ceder.

A reacção do adulto é, portanto, um elemento fundamental da relação, porque ensina a criança a controlar-se e como se deve comportar de forma adequada.
É importante perceber que a criança levou meses ou mesmo anos a desenvolver os seus comportamentos e, portanto, não é de um momento para o outro que os vai alterar. É preciso paciência!
2. O papel dos pais...
Os pais são competentes para resolver os problemas da família à medida que estes vão surgindo, sobretudo se usarem carinho, compreensão, tolerância e definirem regras e fronteiras claras.
3. Porque é que os comportamentos não adequados e a desobediência persistem?
- estão a ser reforçados inadequadamente
- não têm consequências e a criança obtém o que deseja com esse comportamento
4. Porque é que o comportamento acontece?
Um comportamento depende
- Daquilo que acontece antes (estímulo)
- Daquilo que acontece depois (consequência)
5. Que comportamentos a criança tem?
As crianças...
- repetem comportamentos que têm consequências agradáveis e
- não realizam comportamentos que têm consequências desagradáveis.
Por exem
plo, a Marta agride a irmã para se sentar à frente no carro. Se os pais o permitirem (não derem nenhuma consequência desagradável) ela vai sentir-se reforçada e tenderá a repetir este comportamento. No entanto, se lhe for apresentada uma consequência (exemplo: ter que ir o caminho de ida e volta no banco de trás) este comportamento tenderá a desaparecer.ALGUMAS ATITUDES QUE PROMOVEM OS PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO:
1. A desautorização entre os pais: é natural que os pais nem sempre estejam de acordo. No entanto, não devem nunca desautorizarem-se em frente da criança pois faz com que ela sinta que não há regras claras e autoridade, criando ela as suas próprias regras.
2. Usar sermões: são inúteis porque mais tarde a criança volta a fazer a mesma coisa. As crianças compreendem melhor se tiverem consequências directas aos seus comportamentos do que as palavras. É preciso agir e não dar sermões.
3. Fazer ameaças e não cumprir: as ameaças causam medo nas crianças e, mais tarde ou mais cedo, elas vão perceber que os pais estão a mentir.
4. Ser inconsistente: dizer uma coisa e fazer outra... As regras devem ser sempre as mesmas e levadas até ao fim! Por exemplo, é um erro dizer “tens que comer sozinho, não te vou dar a comida à boca mais uma vez” e, face à insistência da criança, acabar por ceder, dando-lhe a comida na boca.
5. Gritar: a única vantagem é aliviar a tensão dos pais. Mas as desvantagens são maiores: mostra descontrolo e ensina a fazer o mesmo. Mostra à criança que vence quem fala mais alto.
6. Ceder às birras: quando os pais decidem dizer não, deve ser não até ao fim, independentemente do comportamento da criança. Caso contrário a criança vai aprend
er que com a birra consegue o que quer. Por exemplo, se a criança insiste que quer um chocolate no café e os pais dizem que não, não devem mudar de opinião com a sua birra, choro ou teimosia, senão a criança vai aprender que sempre que fizer birra vai te o que quer. Não é não!7. Criticar a criança e não o comportamento: “És sempre o mesmo, nunca vais mudar!”. A criança vai aprender que é mesmo assim e não há nada a fazer.
8. Bater: não funciona porque a criança só obedece naquele momento. Passado pouco tempo volta a fazer o mesmo.
ENTÃO O QUE DEVEMOS FAZER?
Estabelecer regras claras e únicas, bem como as consequências de não as cumprir.
A criança deve saber o que pode esperar do seu comportamento.
Moldar os comportamentos com as suas recompensas
- Reforçar os comportamentos adequados:
Quando a criança faz o comportamento desejado, deve-se recompensá-la (por exemplo, uma ida ao parque, uma sobremesa ao seu gosto, uma história ao deitar, ou simplesmente, e mais importante, um elogio: “muito bem, hoje comeste a sopa sozinha, fico muito contente contigo!”
- Ignorar ou não reforçar comportamentos desadequados:
Por exemplo, quando a criança faz uma birra, ignorar até ela acabar. Se os pais reconfortarem a criança fazendo aquilo que ela quer, reforçam este comportamento, ou seja, vão fazer com que a criança repita a birra.
Continua...
João Figueiredo
Psicólogo
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Quem ama cuida...
A nossa preocupação é grande,porque continuamos a ver crianças sem chapéu a brincar debaixo de sol intenso...Continuamos a ver na praia bebés de meses...sem as devidas protecções...
e as crianças em geral?...
Todos os cuidados são poucos com as crianças, quando exposta ao sol, a sua pele delicada está sujeita a riscos acrescidos...
Se estiver interessado aconselhamos as seguintes leituras:
vem-ai-o-calor-cuide-das-suas-crianças e/ou
Há mar e mar... "criancices"
Quem ama cuida!
Boas férias!
