sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O choro do bebé

O choro é inato a todos os bebés, e eles usam-no para comunicar, para exprimir as suas necessidades e os seus medos, até à altura em que começam a falar. A primeira coisa que o bebé faz logo que nasce é chorar. Com o primeiro choro ele vai inspirar ar para os pulmões.

O bebé é incapaz de dizer o que precisa ou o que sente, recorrendo, desta forma, a sinais corporais, como mexer os pés e as mãos energicamente, virando constantemente a cabeça, entre outros. No entanto, o choro é o melhor instrumento de comunicação que o bebé possui, permitindo-lhe chamar a atenção do meio que o envolve do modo mais rápido e eficaz.

Nas primeiras semanas os pais sentem maior dificuldade em descodificar o choro do seu bebé, mas com o tempo e à medida que vão interagindo com o filho, aprendem e reconhecer certas diferenças no choro e a agir de acordo com as necessidades do bebé.

Para que o choro do seu bebé não seja um constante motivo de preocupação, convém que saiba distinguir os diferentes tipos de choro e as respostas adequadas.

As causas do choro variam de razões simples a situações de perigo de vida. Por isso, o choro de um bebé nunca deve ser ignorado. A maior parte das vezes é difícil diagnosticar porque choram. Quando o seu filho estiver a chorar, deverá sempre deixar-se conduzir pelos seus sentimentos. A criança precisa de muito amor e de contacto físico e a este respeito nunca será demasiadamente “mimada”.

Aqui estão algumas das causas mais comuns:

 O Choro de Fome
Este é provavelmente o tipo de choro mais fácil de identificar, especialmente para a mãe do bebé. Quando chora de fome, o bebé tende a acalmar-se ao ver que a sua refeição está a ser preparada. Caso esteja a amamentar, se o encostar ao peito, ou se pegar no biberão e na babete, se o sentar na cadeirinha ele acalma-se.

O choro de fome é equivalente a gemidos, semelhantes a um apelo que não cessam com carinhos, somente quando estiver satisfeito.

 O Choro de Sede
Para além da fome, o bebé pode também chorar com sede, embora este tipo de choro seja menos frequente, já que o leite materno e os leites adaptados satisfazem, em simultâneo, as necessidades hídricas e calóricas. A partir do momento em que inicia a introdução de novos alimentos pode dar-lhe água fervida, à colher ou num biberão.

Os bebés podem precisar de água se estiverem num ambiente demasiado quente e seco, provocado por aquecimento artificial ou se, durante o Verão, estiver muito calor e o bebé começar a ficar desidratado. As viagens de automóvel podem também contribuir para a desidratação, portanto lembre-se de dar água ao seu bebé sempre que viajar com ele. Se o bebé estiver com diarreia não descure a hidratação.

 O Choro de Sono
O cansaço é muitas vezes o principal responsável pelas crises prolongadas de choro.
Por mais cansado que o bebé esteja, nada o impede de gritar, por vezes de forma intensa e ruidosa e outras vezes baixinho e de forma monótona, acabando por adormecer, embalado no seu próprio choro. Isto normalmente acontece quando o bebé já ultrapassou, a hora habitual de ir dormir ou se está mais excitado do que o habitual por ter estado em ambientes muito ruidosos e movimentados.

Quando o choro do seu bebé é devido a cansaço, deve tentar estabelecer horários para dormir, evitar demasiadas visitas e espaços muito ruidosos e movimentados.


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 O Choro por Dores
Quando existe a possibilidade do seu bebé estar doente, a primeira coisa a fazer é medir-lhe a temperatura, pois por muito ligeira que seja, a febre incomoda o bebé, fazendo-o chorar. Depois terá de tentar perceber se ele tem dores e onde. O choro de dor é um grito agudo seguido de um pequeno intervalo.

O motivo do choro pode ser, por exemplo, uma otite, dor de dentes, garganta irritada, dores corporais, reacção a algum tipo de alimento, infecções, obstipação ou cólicas.
No caso de otite, o seu bebé chorará ininterruptamente e pode levar as mãos ao ouvido que lhe dói.

Se o bebé chorar devido às dores provocadas pelo surgimento dos primeiros dentes, tente aliviar-lhe a dor massajando-lhe as gengivas com gel especialmente indicado para o efeito, dando-lhe brinquedos adequados para esta fase do crescimento que ele possa colocar na boca e massajar onde lhe dói.

No caso de apresentar a garganta irritada o seu bebé sentirá dificuldade na deglutição (engolir os alimentos e beber líquidos), acabando por chorar. As dores corporais resultantes de gripe ou alguma doença infecciosa podem também resultar em choro do bebé.

A Reacção alérgica a algum tipo de alimento para além do choro causa normalmente, vermelhidão, falta de ar, diarreia e/ou vómitos.

Todas as infecções causam alguma dor ou irritação que fará o bebé chorar. As infecções podem surgir em qualquer parte do corpo e geralmente causam febre, vermelhidão e inchaço.
A Obstipação provoca choro quando o bebé tem vontade de defecar, mas, pelo facto das fezes se apresentarem endurecidas surge desconforto/dor abdominal. Durante os três primeiros meses de vida é frequente os bebés terem dores abdominais por acumulação de gases. As cólicas provocam um choro intenso e forte e que podem surgir acompanhadas de sinais que revelam a existência de dores abdominais. Nestes casos, enquanto chora, o bebé flecte os braços e as pernas, ao mesmo tempo que a sua face fica vermelha, apresenta um aspecto tenso e o abdómen fica distendido e duro. Normalmente, os gritos são emitidos durante várias horas e, mais frequentemente, nas primeiras horas da noite, aliviando durante o dia. As cólicas podem dever-se a gazes, nos casos em que os bebés, ao mamarem, ingerirem muito ar. Pode ajudá-lo a expeli-los fazendo-lhe massagens na barriga no sentido dos ponteiros do relógio e mexendo as suas perninhas como se estivesse a pedalar numa bicicleta.

Para evitar a acumulação de gases, evite deixar o seu bebé muitas horas sem se alimentar, porque ao tentar comer mais depressa irá engolir mais ar; adapte-o bem à mama ou, no caso de usar biberão, tenha o cuidado de o inclinar o suficiente para que a tetina esteja completamente preenchida por leite; no final de cada mamada segure o bebé na vertical, de forma a que ele arrote; efectue com regularidade massagens na região abdominal.

O essencial é o seu estado de espírito. Procure manter-se calma, uma vez que o seu bebé pressente a ansiedade dos pais, o que transforma o problema num ciclo vicioso: o choro da criança gera um estado de irritação e ansiedade nos pais, e por sua vez, este é responsável pelo nervosismo e agitação da criança. Nestas circunstâncias nunca grite com a criança nem a movimente bruscamente. O amor e o carinho dos pais não tira a dor, mas fazem com que o bebé se acalme e são sempre a melhor forma de lidar com este tipo de situações.

 O Choro de Desconforto
Se por algum motivo, o bebé não se sentir confortável, é natural que chore para manifestar o seu desconforto. Se, por exemplo, tiver a fralda suja, o choro é a forma de chamar a atenção e mostrar que precisa de ser mudado. A fralda deve ser mudada de forma a prevenir lesões e a manter a pele íntegra. É fundamental que os pais estejam atentos a possíveis irritações na região anal e genital.

O calor e o frio podem também ser motivos de desconforto, e consequentemente provocar uma crise de choro. Proteja o seu bebé apenas com a roupa necessária ao tipo de ambiente em que ele se encontra. O mesmo acontece com um ambiente ruidoso, levando o bebé a reagir, chorando de forma repetida. Em geral, os bebés não gostam de estar em sítios demasiado barulhentos portanto o melhor será evitá-los.

 O choro por carência afectiva
Há bebés que precisam de mais colo para se sentir seguros. Se o seu filho tem a fralda seca, não tem fome nem sede, está num ambiente calmo, não tem febre e continua a chorar, pode ser que esteja, apenas a pedir colo.

Hoje em dia, é muito discutível a questão de saber se os pais devem acorrer ao filho todas as vezes que ele chora ou se, por vezes, o devem deixar chorar um pouco porque isso não lhe faz mal. A questão coloca-se relativamente à quantidade dos mimos e maus hábitos que uma criança pode adquirir com determinados comportamentos dos pais. Acima de tudo, a decisão é sua. Decidir se lhe vai pegar todas as vezes que o bebé chora é uma questão de bom senso que ninguém lhe poderá ensinar e que deve gerir conforme os resultados que for obtendo e a sua disponibilidade de tempo.

Uma solução será tocar no bebé sem lhe pegar ao colo ou falar com ele, para que perceba de que está rodeado de pessoas que lhe dão atenção e sentem a sua presença.

Esteja atenta a todos os factores que podem provocar desconforto no seu bebé, assim será mais fácil identificá-los e acalmar o seu filho.

_______________________ Cláudia Isabel Moreira Fernandes e Maria Luísa Ferreira da Costa (Enfermeiras do Centro de Saúde de Santa Maria da Feira, a exercer funções na Unidade de Saúde de Canedo, em estágio no Curso de Preparação para o Parto)

Bibliografia:
CORDEIRO, Orlando – O Guia Cuidar do Bebé. 11ª Edição. Carnaxide: Felicitas, 2005.
http://saudeinfantilfeira.blogspot.com
http://bebes.com.pt
http://brasil.babycenter.com
http://guiadobebe.uol.com.br
http://www.bebes.com.pt

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Prevenção de acidentes domésticos nas crianças (2ª parte)

Cuidados a ter nas divisões da casa
Com as crianças todos os cuidados são poucos... Por isso, convém efectuar algumas adaptações nas várias divisões da casa para que esta se torne uma casa segura.


Quarto do bebé
Deve assegurar-se que o berço cumpre as normas básicas de segurança:
- Solidez e estabilidade;
- Grade com altura mínima de 60 cm;
- Barras verticais com separação máxima de 6 cm;
- Coloque uma protecção almofadada por dentro da cama, ao longo do colchão, bem presa à grade;
- Candeeiros ou lâmpadas devem-se encontrar livres, ou seja, não devem ser tapados com panos ou toalhas;
- Nunca coloque a criança numa cama em que esteja colocado um saco térmico ou sobre a qual esteja estendido um cobertor eléctrico.


Casa de banho
- Elementos cortantes e tóxicos devem ser guardados em lugar inacessível às crianças;
- O armário onde guarda os medicamentos, anti-sépticos bocais e outros produtos semelhantes deve ser bem fechado;
- Se as torneiras possuírem um só comando este deve permanecer na posição de água fria;
- Antes de iniciar o banho deve avaliar a temperatura da água, utilizando o dorso da mão ou mesmo o cotovelo;
- Durante o banho, na banheira deve colocar um tapete antiderrapante e não utilizar uma cadeira de banho;
- Nunca deixe o seu filho sozinho na banheira, mesmo que a quantidade de água seja mínima; basta meio palmo de água para uma criança se afogar.


Sala de estar
- Os móveis da sala de estar devem ser sólidos e estáveis, se possuírem vértices afiados estes devem ser protegidos com cantos em plástico / borracha;
- As bebidas alcoólicas devem ser guardadas em lugar inacessível ás crianças;
- O televisor deve ser colocado de modo a que as crianças não o alcancem, especialmente a parte de trás do televisor;
- Lareiras, aquecedores e/ou radiadores devem ser protegidos com uma grade protectora.


Cozinha
- Os fósforos e álcool devem ser mantidos fora do alcance das crianças;
- As toalhas colocadas em cima da mesa não devem ser demasiadamente grandes e não devem ser colocados objectos nas pontas da mesa (recipientes quentes, pratos, talheres, etc.);
- Produtos de limpeza e sacos plásticos devem ser guardados em lugar inacessível ás crianças;
- Recipientes como baldes e bacias devem estar vazios e virados ao contrário;
- Devem ser usadas preferencialmente as bocas de trás do fogão e os cabos das panelas devem ser virados para os lados;
- Enquanto cozinha não deve permanecer com a criança ao colo;
- Quando utilizar o forno deve evitar a presença das crianças junto do mesmo;


Outros conselhos
· Opte sempre por produtos que exibam certificados e que ofereçam garantias de segurança;
· Retire as chaves da fechadura das portas;
· Após utilizá-los, volte a arrumar os objectos pontiagudos ou cortantes, de modo a que a criança não tenha acesso a eles;
· Depois de utilizar os aparelhos eléctricos, desligue-os sempre e retire as respectivas fichas da tomada;
· Os sacos plásticos não são brinquedos! A criança poderá sufocar se colocar a cabeça dentro de um desses sacos;
· Quando tiver uma criança ao colo não deve transportar recipientes com líquidos ou comida quente;
· Não deixe o bebé sozinho em cima da cama, de um sofá ou numa banheira;
· Não dê brinquedos pequenos ou com peças soltas que possam asfixiar a criança.

Logo que possível, verifique todos os aspectos da sua casa no sentido de torná-la mais segura para o bebé!
Ponha-se de joelhos e gatinhe pela casa fora. Deste modo terá exactamente a perspectiva certa daquilo que poderá constituir um perigo para o seu filho.
Mantenha a casa bonita para a criança e não para as visitas.


Teresa Margarida Silva Santos (enfermeira em estágio no Curso de Preparação para o Parto).

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Ser Prematuro- um site 5 estrelas

Quando o milagre de vida se dá, o nascimento de um filho, não há palavra que descrevam tantas emoções e felicidade!!!
Acontece por vezes o filhote antecipar a sua chegada e os pais são confrontados com uma realidade, que os ultrapassa totalmente, os receios, os medos e até a culpa, desencadeiam emoções e sentimentos negativos dificeis de gerir.

A chegada do filho prematuro altera o projecto de vida que haviam prespectivado, torna-se necessário adquar expectativas e conseguir um novo equilibrio.

Se o tema lhe interessa visite o site
Ser Prematuro UM SITE 5 ESTRELAS

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

20 de Novembro Aniversário dos Direitos das crianças

Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidade a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC),

documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças,

bem como as respectivas
disposições para que sejam aplicados

clique: unicef e leia

Vamos parar para reflectir um pouco...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Prevenção de acidentes domésticos na criança (1ª parte)

O pior inimigo dos acidentes é a presunção de que não ocorrerão connosco. Muitos pais conhecem os riscos mas acreditam que com eles os acidentes não vão acontecer.


O perigo espreita quando menos se espera e com as crianças todo o cuidado é pouco.


Os acidentes tendem a ocorrer mais frequentemente quando a criança é capaz de se virar, gatinhar e pegar em objectos. Elas são imprevisíveis, levam tudo à boca, abrem portas e gavetas, adoram brincar com água e olhar pela janela, não têm consciência dos perigos que possam estar presentes.

No caso específico dos acidentes domésticos, medidas preventivas na organização da casa, na disposição dos móveis e utensílios estão entre os cuidados que podem evitar que os "pequenos" se envolvam em problemas.
Os acidentes devem-se sobretudo à não adequação ou incompatibilidades entre as características do meio e as características da própria criança, isto é, a criança normalmente vive num mundo construído para adultos, com todos os perigos que isso representa para ela.

--------------
Siga algumas regras básicas e transforme a sua casa num lugar seguro:
• As tomadas devem estar protegidas com protecção própria para crianças;
• Coloque fechos de segurança nas janelas;


• As superfícies de vidro nas portas das divisões deverão ser substituídas por vidros de grande resistência, por contraplacado, ou ainda cobertas por uma tela plástica de segurança;


• Coloque um sistema de bloqueio nas portas de acesso a varandas e aos terraços;

• Coloque cancelas no primeiro e último degrau das escadas;

• Se tiver uma lareira em casa, proteja-a devidamente para evitar que quaisquer fagulhas sejam projectadas para fora;


• Verifique se os cortinados estão bem fixos (as crianças gostam de se apoiar e puxar os cortinados);


• Objectos decorativos pequenos devem estar fora do alcance das crianças;


• Arrume os medicamentos, as tintas, os vernizes, as colas e outros e outros produtos químicos em locais inacessíveis para a criança, sempre bem fechados;


• Evite que as crianças brinquem com brinquedos pequenos e com pontas afiadas;


• Nunca deixe o ferro de passar a roupa ligado com o fio desenrolado ao alcance das crianças;


• Não utilize andarilhos. São muito perigosos e não ajudam a andar mais cedo.


Tema da próxima postagem: Cuidados a ter com as várias divisões da casa

________________________________ Teresa Margarida Silva Santos (enfermeira em estágio no Curso de Preparação para o Parto)
Bibliografia: www.educare.pt
www.hevora.min-saude.pt

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

GESTÃO COMPORTAMENTAL:Estratégias para os pais II parte

Estamos sempre a comunicar,
mesmo quando não falamos...


A comunicação faz-se através de palavras (verbal) e
também através de gestos, expressões faciais,
tom de voz, silêncios, etc. (não verbal).

No entanto, nem sempre conseguimos comunicar aquilo que realmente queremos, ou da forma como queremos.

A seguir damos algumas dicas para tornar
a comunicação mais clara e efectiva.


1. Fale calmamente
Fale num tom de voz calmo e pausado, usando frases curtas e directas. Diga uma coisa de cada vez (não salte de assunto).

2. Use mensagens “eu” em vez de mensagens “tu”
As mensagens “eu” centram-se em nós e promovem uma comunicação clara dos nossos comportamentos e sentimentos. Ao usar frases “eu”, embora esteja a confrontar a criança, porque está a falar sobre o seu comportamento, não a magoa.
Nas mensagens “tu” o foco passa a ser a outra pessoa e soam a criticismo. A outra pessoa reage quase sempre com raiva, sente-se humilhada e tem uma atitude defensiva.
Exemplo:
Mensagem “tu”: “Tu nunca chegas a horas, és sempre o mesmo atrasado!”
Mensagem “eu”: “Eu fico preocupada/ aborrecida quando chegas atrasado.”

3. Seja específico
Diga exactamente aquilo que quer. Quando quer que a criança faça alguma coisa, diga de forma clara e específica o comportamento que pretende ver realizado. Concentre-se num tópico de cada vez.

4. Seja breve
Use uma linguagem simples e directa, seja breve, sem rodeios.

5. Verifique se a criança está a ouvir/ compreender
Pode perguntar: “o que é que achas?”, “concordas?”. Fazer perguntas envolve quem está a ouvir e permite verificar se compreendeu.

6. Mostre que está a ouvir
Pode mostrar que está a ouvir, que está interessado e atento, mantendo um bom contacto ocular e mostrando que compreende o que a criança lhe diz e sente (ex.: acenando com a cabeça, dizendo “hum-hum”).

7. Faça a criança sentir que você a compreende

Acompanhe o discurso ou as experiências da criança, mostrando interesse e que o que se passa com ela não lhe é indiferente, ou seja, mostre à criança que você está atento. Isso faz com que se sinta com valor e que alguém lhe dá atenção.
Exemplo:
“Percebo, deves ter-te sentido muito triste com isso.”

8. Coloque questões para esclarecer dúvidas
Para se mostrar interessado e perceber exactamente aquilo que a criança quer dizer, é útil fazer questões.

OBSTÁCULOS A UMA COMUNICAÇÃO CLARA E EFECTIVA

1. “Deitar abaixo”
Exemplo:

chamar nomes, insultar, rir-se de forma inapropriada, fazer comentários depreciativos, troçar das ideias ou dos esforços dos outros.

2. Usar frases coercivas
Exemplo: “tens que”, “deves”...

3. Misturar frases positivas e negativas
Exemplo:



“Muito bem, fico contente que tenhas feito hoje tua a cama, já não era sem tempo!”

4. “Ser historiador”
Exemplo:

Estar sempre a lembrar o que correu mal no passado.

5. Falar pelos outros
Exemplo:

“nós estamos muito zangados contigo”.

6. Ter sinais verbais e não verbais inconsistentes
Ou seja, dizer uma coisa mas demonstrar outra através do não verbal (corpo ou expressão facial, tom de voz..)
Exemplo: “está muito bem o teu desenho”, ao mesmo tempo que desvia o olhar e faz uma cara de reprovação
.

7. Culpabilizar
Exemplo: “És sempre o mesmo trapalhão!”.

8. Usar “palavras-rastilho”
Ou seja, que fazem aumentar a tensão e provocam conflito. Muitas vezes fazem explodir reacções emocionais e comportamentos desadequados, e dão origem, posteriormente, a reacções do género: “não sei como fiz aquilo.”
Exemplo:



Linguagem extremista - “sempre, nunca, constantemente, para sempre,...”;
Linguagem crítica - “é melhor que, tens de, devias...”
Rotulagem - “mau, burro, idiota, terrível, porco, peste”.


Tente usar uma linguagem mais flexível
Exemplo:


dizer “às vezes” em vez de “sempre”, “agora”, em vez de “nunca”.

Uma linguagem assim tem a vantagem de evitar a escalada do conflito e de não o fazer perder a calma.

É importante nunca esquecer que quando os adultos se descontrolam as crianças seguem o seu exemplo e aprendem que esse comportamento é aceitável.
Elas aprendem a fazer o mesmo.


Próximo postagem: "como lidar com o mau comportamento”
joão figeiredo - psicologo

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Gestão Comportamental: - Estratégias para os pais - 1ª parte

Algumas orientações para gerir os
Comportamentos das crianças

Educar uma criança não é tarefa fácil.
Na maior parte das vezes os pais têm dúvidas:

- Como devo educar?
- Existem formas melhores?
- Farei bem ou mal?
- Devo castigá-lo?

NA VERDADE, NÃO EXISTE UMA RECEITA...
Mas alguns cuidados são importantes para que não se caia em extremos... Nem 8 nem 80!
É importante:
- Tolerar sem esquecer quem são os pais,
- Facilitar sem deixar fazer tudo o que a criança quer,
- Vigiar sem impor.

É IMPORTANTE FAZER COM QUE A CRIANÇA CUMPRA AS REGRAS IMPOSTAS.

Muitas vezes, os pais hesitam em dizer não ou em repreender a criança porque temem que ela fique “traumatizada”, criando uma relação onde ela detém o poder, pois, rapidamente, passa a fazer uso da ideia de que realmente não pode ser contrariada nas suas vontades.
Não é saudável que deixem a criança fazer tudo o quer e não lhe imponham regras, alimentando um sentimento de que tudo lhe é permitido.
Ao procurar dar mais e mais à criança, podem estar a contribuir para a inversão de valores importantes para viver em sociedade, como a partilha e o respeito pelos outros.

DEVEMOS SABER QUE...

Impor regras e limites aos comportamentos não quer dizer que não se gosta da criança! Quer dizer exactamente o contrário: significa ensinar à criança como se deve viver saudavelmente com os outros.
Impor regras é ajudar a criança a crescer! Elas devem saber o que podem e não fazer em sociedade.

1. Porque é que o meu filho tem determinados comportamentos?

À medida que vai crescendo, a criança vai aprendendo a forma com as pessoas que estão à sua volta reagem ao seu comportamento.

Uma criança que se recusa sistematicamente a comer sozinha e cujos pais acabam por (após muita insistência e sem resultado) lhe dar de comer à boca, aprende que não precisa de comer sozinha, uma vez que os pais acabam sempre por ceder.

A reacção do adulto é, portanto, um elemento fundamental da relação, porque ensina a criança a controlar-se e como se deve comportar de forma adequada.

É importante perceber que a criança levou meses ou mesmo anos a desenvolver os seus comportamentos e, portanto, não é de um momento para o outro que os vai alterar. É preciso paciência!

2. O papel dos pais...

Os pais são competentes para resolver os problemas da família à medida que estes vão surgindo, sobretudo se usarem carinho, compreensão, tolerância e definirem regras e fronteiras claras.

3. Porque é que os comportamentos não adequados e a desobediência persistem?

- estão a ser reforçados inadequadamente
- não têm consequências e a criança obtém o que deseja com esse comportamento

4. Porque é que o comportamento acontece?

Um comportamento depende
- Daquilo que acontece antes (estímulo)
- Daquilo que acontece depois (consequência)

5. Que comportamentos a criança tem?

As crianças...
- repetem comportamentos que têm consequências agradáveis e
- não realizam comportamentos que têm consequências desagradáveis.

Por exemplo, a Marta agride a irmã para se sentar à frente no carro. Se os pais o permitirem (não derem nenhuma consequência desagradável) ela vai sentir-se reforçada e tenderá a repetir este comportamento. No entanto, se lhe for apresentada uma consequência (exemplo: ter que ir o caminho de ida e volta no banco de trás) este comportamento tenderá a desaparecer.

ALGUMAS ATITUDES QUE PROMOVEM OS PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO:

1. A desautorização entre os pais: é natural que os pais nem sempre estejam de acordo. No entanto, não devem nunca desautorizarem-se em frente da criança pois faz com que ela sinta que não há regras claras e autoridade, criando ela as suas próprias regras.

2. Usar sermões: são inúteis porque mais tarde a criança volta a fazer a mesma coisa. As crianças compreendem melhor se tiverem consequências directas aos seus comportamentos do que as palavras. É preciso agir e não dar sermões.

3. Fazer ameaças e não cumprir: as ameaças causam medo nas crianças e, mais tarde ou mais cedo, elas vão perceber que os pais estão a mentir.

4. Ser inconsistente: dizer uma coisa e fazer outra... As regras devem ser sempre as mesmas e levadas até ao fim! Por exemplo, é um erro dizer “tens que comer sozinho, não te vou dar a comida à boca mais uma vez” e, face à insistência da criança, acabar por ceder, dando-lhe a comida na boca.

5. Gritar: a única vantagem é aliviar a tensão dos pais. Mas as desvantagens são maiores: mostra descontrolo e ensina a fazer o mesmo. Mostra à criança que vence quem fala mais alto.

6. Ceder às birras: quando os pais decidem dizer não, deve ser não até ao fim, independentemente do comportamento da criança. Caso contrário a criança vai aprender que com a birra consegue o que quer. Por exemplo, se a criança insiste que quer um chocolate no café e os pais dizem que não, não devem mudar de opinião com a sua birra, choro ou teimosia, senão a criança vai aprender que sempre que fizer birra vai te o que quer. Não é não!

7. Criticar a criança e não o comportamento: “És sempre o mesmo, nunca vais mudar!”. A criança vai aprender que é mesmo assim e não há nada a fazer.

8. Bater: não funciona porque a criança só obedece naquele momento. Passado pouco tempo volta a fazer o mesmo.


ENTÃO O QUE DEVEMOS FAZER?

Estabelecer regras claras e únicas, bem como as consequências de não as cumprir.
A criança deve saber o que pode esperar do seu comportamento.

 Moldar os comportamentos com as suas recompensas

- Reforçar os comportamentos adequados:
Quando a criança faz o comportamento desejado, deve-se recompensá-la (por exemplo, uma ida ao parque, uma sobremesa ao seu gosto, uma história ao deitar, ou simplesmente, e mais importante, um elogio: “muito bem, hoje comeste a sopa sozinha, fico muito contente contigo!”

- Ignorar ou não reforçar comportamentos desadequados:
Por exemplo, quando a criança faz uma birra, ignorar até ela acabar. Se os pais reconfortarem a criança fazendo aquilo que ela quer, reforçam este comportamento, ou seja, vão fazer com que a criança repita a birra.

Continua...
João Figueiredo
Psicólogo

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Quem ama cuida...

A nossa preocupação é grande,porque continuamos a ver crianças sem chapéu a brincar debaixo de sol intenso...

Continuamos a ver na praia bebés de meses...sem as devidas protecções...
e as crianças em geral?...

Todos os cuidados são poucos com as crianças, quando exposta ao sol, a sua pele delicada está sujeita a riscos acrescidos...

Se estiver interessado aconselhamos as seguintes leituras:

vem-ai-o-calor-cuide-das-suas-crianças e/ou
Há mar e mar... "criancices"
Quem ama cuida!
Boas férias!

domingo, 20 de julho de 2008

"Quem ama educa" 1ª parte

Muito se fala da auto estima, como se desenvolve e da sua importância para se ter uma vida feliz.
Alguns autores defendem que a auto-estima começa a desenvolver-se muito precocemente, quando ainda se é bebé.

O toque, o carinho;
o cuidar, o ambiente seguro dão à criança o bem estar e o sentido de que é muito querida.

Nesse inicio de vida, a criança vai descobrindo como é o mundo a sua volta, os pais actuam como espelhos, que devolvem determinadas imagens ao filho.
O afecto é muito parecido com o espelho.


Por isso, sempre que se demonstra afectividade por alguém, essa pessoa torna-se meu espelho e eu torno-me o dela; e reflectindo um no sentimento de afecto do outro, desenvolvemos o forte vínculo do amor, essência humana, em matéria de sentimentos.

“Desde muito pequena, a criança desenvolve o auto conceito - conjunto de valores e crenças, conscientes ou acessíveis à consciência, assim como atitudes e opiniões que a criança tem de si mesmo, de si mesmo em inter-relação com o outro, com o mundo e com tudo que a mente pode alcançar - baseado na relação com os outros”.(Fonte criancices)

Se para os pais o amor incondicional que sentem pelos filhos é claro, já para os filhos nem sempre esse amor é assim tão claro.
A criança preocupa-se em agradar à mãe e ao pai e acredita que ao fazer isso garante o amor deles.
Assim o sorriso de apro
vação dos pais é amor, já a reprovação, com um olhar sério, ou ralhar pode significar, não amor.

Por isso é muito importante que a a criança saiba que, quando a mãe e o pai reprovam determinada atitude ou comportamento, o amor que sentem por ela não sofre qualquer alteração, que a vão amar sempre, mostrando o caminho, que para os pais parece ser o melhor e o vão respeitar.

Dar-lhe espaço para que tenha os seu próprios sentimentos, encontrando formas de ajudar a expressá-los de maneira socialmente aceitável.

Porque não é errado nem feio sentir raiva. O que pode ser reprovado é a expressão inadequada da raiva, como bater em alguém.

Aceitá-la como é, mesmo que não corresponda às expectativas dos pais. A criança precisa ter os seus próprios sonhos, pois não nasceu para realizar os sonhos dos pais...

Não julgar as crianças pelas suas atitudes.
As crianças erram muito, porque é assim que aprendem.
Mãe e pai podem e
devem julgar as atitudes, mas não os filhos. Se a atitude foi egoísta, o que deve ser mostrado é o egoísmo, mas não consagrá lo dizendo “ és muito egoísta’: Frases do tipo “és terrível” ou não tens jeito para nada” ensinam à criança que ela é egoísta, terrível e não tem jeito para nada

Para eles, essas ‘qualificações” passam a ser a sua identidade.

O respeitar a criança mostrar-lhe que ela é amada não pelo que faz ou tem, mas pelo simples fato de existir. Sentindo-se amada, tem maior segura para realizar os seus sonhos.
A criança precisa de experimentar, tentar, errar mas, sem ser julgada, deve sim ser orientada, estimulada...


Deixa-la ter seu próprio ritmo, (as crianças são diferentes umas das outras), deixa-las descobrir coisas, pois permite que a criança perceber que consegue realizar algumas conquistas e falhar outras, mas que isso não significa uma catástrofe afectiva.
Assim, a criança vai desenvolvendo a sua auto-estima que é grande responsável por seu crescimento interno, e fortalecendo-se para ser feliz, mesmo que tenha de enfrentar contrariedades.


O que alimenta a auto-estima é sentir-se amado incondicionalmente e também o prazer que a criança sente de ser capaz de fazer alguma coisa que dependa só dela.
Não o prazer ganho ou seja, o desenvolvimento da auto-estima quando brinca com o que ganhou, interage e cria novas brincadeiras; guarda o brinquedo dentro de si, sente a sua falta e principalmente cuida dele.

Porque o brinquedo ganho, adquire um significado especial para ele.
Mas as crianças que ganham uma infinidade de brinquedos que mal conseguem guardar não têm como desenvolver auto-estima suficiente para gerar felicidade.
O presente que vai alimentar a auto-estima, é o que transmite o sentimento de merecimento. Sem dúvida, que dá prazer aos pais dar presentes, que agradem aos filhos. Todos ficam contentes, os pais por dar e os filhos por receber. Mas o princípio educativo é que os filhos sejam pessoas felizes, e não simplesmente alegres. A alegria é passageira e a capacidade de ser feliz deve pertencer ao filho.

Porque o prazer do “sim” é muito mais verdadeiro e construtivo quando existe o “não’
Se uma criança é aprovada porque os pais contrataram para ela um professor particular, o mérito da aprovação é dos pais. O filho pode até sentir prazer por ter sido aprovado, mas no fundo sabe que o mérito não foi todo seu. Isso diminui sua auto-estima. Quando é aprovado porque estudou e se empenhou, a sua auto-estima cresce.
Ele adquire responsabilidade.


A auto-estima é a força interior da felicidade.
Uma dica importante aos pais: quando proibirem alguma coisa ao vosso filho, encontrem outras que ele possa fazer. A simples proibição é paralisante. A educação é mobilizar a criatividade para o bem comum.

A opinião que a criança tem de si mesma está intimamente relacionada com sua capacidade para a aprendizagem e com seu rendimento. O auto-conceito desenvolve-se, como já foi dito, desde muito cedo, na relação da criança com os outros.
É nesta interacção afectiva que vai desenvolver sentimentos positivos ou negativos e construí a sua auto imagem.


Bibliografia:
Enciclopédia da mãe e da criança: Cuidados com a criança. Lisboa: Editora Lusodidacta, 1995.
Icami Tiba "Quem ama educa"Editora: Gente Ano 2002

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Promoção da relação e da criatividade das crianças

1 - Brincar com a criança
A sua interacção com a criança é mais importante, do que dar brinquedos caros. Desenvolver uma boa relação e ter tempo de qualidade para o seu filho, faz mais para promover as competências e a criatividade dele, do que qualquer objecto que possa comprar.

2 - Ajudar a criança a observar
Ensinar a criança a realmente ver e escutar (cores, formas, sons), esta é a porta de entrada dos sentidos (plante e veja o crescer de um feijão ou saia de casa e explore a natureza com o seu filho) .

3 - Manter viva a curiosidade natural da criança
Aceitar e cultivar perguntas e respostas pouco comuns.

4 - Criar um ambiente rico e diversificado
Colocar sempre ao dispor da criança materiais diversos tais como: papel, tinta, pano, barro, etc. Um bom brinquedo, também, exerce um papel fundamental, no desenvolvimento infantil: se for adaptado à idade e desenvolvimento da criança e não promover agressividade. Deve-se desafiar e intrigar a criança e não frustrá-la ou enraivecê-la.

5 - Encorajar uma independência razoável
A auto-suficiência (o ser uma criança desenrascada) é uma característica dos indivíduos criativos.

6 - Evitar uma diferenciação prematura dos papéis sexuais (masculino/feminino) Os brinquedos só para meninos ou só para meninas diminuem a criatividade.

7 - Permitir, à criança, que ela tome decisões
A criança precisa ter experiência no processo de escolhas (imaginar as consequências desta ou daquela acção e escolher com base naquilo que tem maior importância).
8 - Permitir um diálogo franco
Ao conversar com a criança, permitindo que ela faça todas as perguntas e trocando ideias com ela, facilita-se o aparecimento ideias novas e originais, que devem ser reconhecidas e elogiadas.

9 - Ser tolerante a erros
Para desenvolver sua capacidade criativa, a criança deve poder errar e tentar de novo.

10 - Usar adequadamente as novas tecnologias
Escolha programas e jogos adequados à idade da criança e aproveite para assistir/jogar com ela. Apesar de dever controlar as horas em frente à televisão, computador ou consolas de jogos, pode aproveitá-los para estar e conversar com o seu filho.

11 - Respeitar a necessidade que a criança tem de privacidade e silêncio
As crianças adoram ter um lugar, onde possam se esconder e não fazer absolutamente nada. É preciso tempo para sonharem acordadas, para relaxarem e para estarem entregues aos seus próprios pensamentos.
12 - Ajudar a criança a aprofundar e aumentar seus interesses
Não adianta impor interesses à criança, deve-se respeitar os seus (ex. dinossauros), ajudando-a a aprofundá-los (levando-a, por ex., a um museu). O esforço pessoal representa o primeiro passo para o desenvolvimento da criatividade

13 - Respeitar os limites evolutivos da criança
Aceitar o facto de que a criatividade depende das possibilidades de cada um, assim como da idade em que a criança se encontra.

14 - Relacionar-se criativamente
É necessário entrar, imaginativamente, nas experiências de pensamento e sentimento da criança (porque não brincar às casinhas com ela).

15 - Saber avaliar-se e empenhar-se na formação de padrões
Para ser capaz de julgar o seu próprio trabalho, a criança deve aprender a ter crítica construtiva (ex. o desenho está bonito, mas eu sei fazer melhor);

16 - Proporcionar, à criança, uma boa educação artística
Pintura, dança, música, teatro etc., são um complemento fundamental à educação intelectual e social da criança. É a educação da capacidade de expressão e criação espontânea da criança, que contribui para a formação de indivíduos sensíveis e criativos.
17 - Induzir a aprendizagem por descoberta
Induzir a criança a que ela faça suas próprias descobertas, ao invés de lhe apontar o caminho correcto que deve seguir (em vez de “dar o peixe”, ensinar a pescar). Deixar que ela descubra, por si só, o óbvio para os adultos, mas que para ela é novidade. Para isso é necessário que ela descubra suas próprias soluções.

18 - Valorizar o trabalho da criança
A criatividade nasce, mais facilmente, num ambiente, onde a criança é genuína e claramente valorizada e amada.

(Adaptado Semira A. Vaisencher )

Como escolher os brinquedos certos para bebés ???
Os pais são o melhor e mais divertido meio de aprendizagem para o recém-nascido, pois o seu rosto tem expressões que se modificam e olhos que se mexem, os pais fazem sons de que o bebé gosta, têm 10 dedos fascinantes para pegar, segurar e puxar…

É claro que os brinquedos são importantes, mas muitos podem até ser objectos de uso diário (colheres, garrafas e bacias de plástico, tachos, espelhos…). Os primeiros brinquedos dos bebés devem ser aqueles que despertam os sentidos da visão (caixas de actividades com espelhos, luzes e botões de girar), da audição (chocalhos, móbiles) e do tacto (bonecos de peluche, bolas).

Procure cores vivas, sons melódicos e atraentes, texturas interessantes e variadas. Mas os brinquedos devem ser acima de tudo seguros, e porque os bebés tendem a colocar tudo na boca certifique-se que estejam limpos e que não tenham peças que possam ser engolidas.

Escolhendo os brinquedos certos para crianças de 1 a 3 anos
Com 1 ano de idade estão-se a desenvolver as habilidades motoras do seu bebé e a coordenação mão-olho é cada vez maior: ele está interessado em objectos que se movem e fazem sons, objectos de ligar e desligar… Nesta fase, as actividades que envolvem abrir e fechar, pôr e tirar e brincar às escondidas são das suas favoritas.
Os brinquedos para as crianças que estão a aprender a caminhar, entre os 12-24 meses, são preferencialmente os blocos ou argolas coloridos de empilhar, as formas de encaixe, os bonecos sobretudo com roupas que oferecem a possibilidade de abotoar, fechar, pressionar e amarrar, e os brinquedos eléctricos que se movem e fazem sons.
Para as crianças de 2 a 3 anos, os brinquedos que permitem imitar os adultos são os seus preferidos. Por exemplo, as cozinhas, electrodomésticos e ferramentas de brincar, os volantes com buzina e velocímetro, os livros e telefones sonoros, os comboios de empurrar e as tendas de brincar. Conforme vão crescendo mais os brinquedos que estimulam a concentração, enquanto desenvolvem as habilidades motoras e de manipulação são fundamentais, como por ex., os puzzles de plástico ou madeira, os cubos de imagens, os quadros de pintar ou colar, os dominós e cartas de imagens, etc.

Lendo para a criança...
A leitura ajuda a desenvolver quatro competências básicas associadas ao raciocínio: a atenção, a memória, a resolução de problemas e a linguagem. A melhor maneira de incentivar o seu filho a gostar de livros é ler em voz alta para ele, desde o nascimento.

Apesar de o bebé não entender as palavras que lê, adora o som da sua voz. Mais tarde pode apontar para as figuras que o bebé conhece e dizer o nome ou fazer o som (o cão, faz au au). Os primeiros livros devem ter histórias curtas, vivamente ilustradas e alguns devem ser próprios para que o bebé possa pegar neles (pequenos, de tecido, plásticos ou cartão grosso).

Por volta dos 2 anos as crianças já são capazes de apreciar, virar páginas e ter cuidado com os livros…

Após os 3 anos é uma boa altura para levá-las à Biblioteca local, que além de ser uma fonte gratuita de livros, desenvolve muitas vezes a hora do conto para crianças.

Tornar a leitura parte do ritual da hora de dormir é uma maneira de ajudar a criança a relaxar e a preparar-se para um bom sono… e não tenha medo de inventar histórias e ajudar a estimula a criatividade do seu filho.
(Adapt. M. Meyerhoff)

______________________________ Ana Sousa (psicóloga)

terça-feira, 13 de maio de 2008

Correcção do artigo "Higiene Oral"

Convidamos os leitores a reler o artigo da "higiene oral" que continha algumas imprecisões relativamente à quantidade de fluoretos em dentríficos.


Agradecemos à pessoa anónima que nos alertou para as imprecisões. Um dos objectivos deste blog é esse mesmo: fomentar o diálogo, a partilha de saberes e experiências, uma vez que ninguém poderá afirmar que sabe tudo, neste mundo em constante mudança e inovação, onde o que é hoje uma verdade, amanhã poderá deixar de a ser.