sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Ser Prematuro- um site 5 estrelas

Quando o milagre de vida se dá, o nascimento de um filho, não há palavra que descrevam tantas emoções e felicidade!!!
Acontece por vezes o filhote antecipar a sua chegada e os pais são confrontados com uma realidade, que os ultrapassa totalmente, os receios, os medos e até a culpa, desencadeiam emoções e sentimentos negativos dificeis de gerir.

A chegada do filho prematuro altera o projecto de vida que haviam prespectivado, torna-se necessário adquar expectativas e conseguir um novo equilibrio.

Se o tema lhe interessa visite o site
Ser Prematuro UM SITE 5 ESTRELAS

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

20 de Novembro Aniversário dos Direitos das crianças

Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidade a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC),

documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças,

bem como as respectivas
disposições para que sejam aplicados

clique: unicef e leia

Vamos parar para reflectir um pouco...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Prevenção de acidentes domésticos na criança (1ª parte)

O pior inimigo dos acidentes é a presunção de que não ocorrerão connosco. Muitos pais conhecem os riscos mas acreditam que com eles os acidentes não vão acontecer.


O perigo espreita quando menos se espera e com as crianças todo o cuidado é pouco.


Os acidentes tendem a ocorrer mais frequentemente quando a criança é capaz de se virar, gatinhar e pegar em objectos. Elas são imprevisíveis, levam tudo à boca, abrem portas e gavetas, adoram brincar com água e olhar pela janela, não têm consciência dos perigos que possam estar presentes.

No caso específico dos acidentes domésticos, medidas preventivas na organização da casa, na disposição dos móveis e utensílios estão entre os cuidados que podem evitar que os "pequenos" se envolvam em problemas.
Os acidentes devem-se sobretudo à não adequação ou incompatibilidades entre as características do meio e as características da própria criança, isto é, a criança normalmente vive num mundo construído para adultos, com todos os perigos que isso representa para ela.

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Siga algumas regras básicas e transforme a sua casa num lugar seguro:
• As tomadas devem estar protegidas com protecção própria para crianças;
• Coloque fechos de segurança nas janelas;


• As superfícies de vidro nas portas das divisões deverão ser substituídas por vidros de grande resistência, por contraplacado, ou ainda cobertas por uma tela plástica de segurança;


• Coloque um sistema de bloqueio nas portas de acesso a varandas e aos terraços;

• Coloque cancelas no primeiro e último degrau das escadas;

• Se tiver uma lareira em casa, proteja-a devidamente para evitar que quaisquer fagulhas sejam projectadas para fora;


• Verifique se os cortinados estão bem fixos (as crianças gostam de se apoiar e puxar os cortinados);


• Objectos decorativos pequenos devem estar fora do alcance das crianças;


• Arrume os medicamentos, as tintas, os vernizes, as colas e outros e outros produtos químicos em locais inacessíveis para a criança, sempre bem fechados;


• Evite que as crianças brinquem com brinquedos pequenos e com pontas afiadas;


• Nunca deixe o ferro de passar a roupa ligado com o fio desenrolado ao alcance das crianças;


• Não utilize andarilhos. São muito perigosos e não ajudam a andar mais cedo.


Tema da próxima postagem: Cuidados a ter com as várias divisões da casa

________________________________ Teresa Margarida Silva Santos (enfermeira em estágio no Curso de Preparação para o Parto)
Bibliografia: www.educare.pt
www.hevora.min-saude.pt

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

GESTÃO COMPORTAMENTAL:Estratégias para os pais II parte

Estamos sempre a comunicar,
mesmo quando não falamos...


A comunicação faz-se através de palavras (verbal) e
também através de gestos, expressões faciais,
tom de voz, silêncios, etc. (não verbal).

No entanto, nem sempre conseguimos comunicar aquilo que realmente queremos, ou da forma como queremos.

A seguir damos algumas dicas para tornar
a comunicação mais clara e efectiva.


1. Fale calmamente
Fale num tom de voz calmo e pausado, usando frases curtas e directas. Diga uma coisa de cada vez (não salte de assunto).

2. Use mensagens “eu” em vez de mensagens “tu”
As mensagens “eu” centram-se em nós e promovem uma comunicação clara dos nossos comportamentos e sentimentos. Ao usar frases “eu”, embora esteja a confrontar a criança, porque está a falar sobre o seu comportamento, não a magoa.
Nas mensagens “tu” o foco passa a ser a outra pessoa e soam a criticismo. A outra pessoa reage quase sempre com raiva, sente-se humilhada e tem uma atitude defensiva.
Exemplo:
Mensagem “tu”: “Tu nunca chegas a horas, és sempre o mesmo atrasado!”
Mensagem “eu”: “Eu fico preocupada/ aborrecida quando chegas atrasado.”

3. Seja específico
Diga exactamente aquilo que quer. Quando quer que a criança faça alguma coisa, diga de forma clara e específica o comportamento que pretende ver realizado. Concentre-se num tópico de cada vez.

4. Seja breve
Use uma linguagem simples e directa, seja breve, sem rodeios.

5. Verifique se a criança está a ouvir/ compreender
Pode perguntar: “o que é que achas?”, “concordas?”. Fazer perguntas envolve quem está a ouvir e permite verificar se compreendeu.

6. Mostre que está a ouvir
Pode mostrar que está a ouvir, que está interessado e atento, mantendo um bom contacto ocular e mostrando que compreende o que a criança lhe diz e sente (ex.: acenando com a cabeça, dizendo “hum-hum”).

7. Faça a criança sentir que você a compreende

Acompanhe o discurso ou as experiências da criança, mostrando interesse e que o que se passa com ela não lhe é indiferente, ou seja, mostre à criança que você está atento. Isso faz com que se sinta com valor e que alguém lhe dá atenção.
Exemplo:
“Percebo, deves ter-te sentido muito triste com isso.”

8. Coloque questões para esclarecer dúvidas
Para se mostrar interessado e perceber exactamente aquilo que a criança quer dizer, é útil fazer questões.

OBSTÁCULOS A UMA COMUNICAÇÃO CLARA E EFECTIVA

1. “Deitar abaixo”
Exemplo:

chamar nomes, insultar, rir-se de forma inapropriada, fazer comentários depreciativos, troçar das ideias ou dos esforços dos outros.

2. Usar frases coercivas
Exemplo: “tens que”, “deves”...

3. Misturar frases positivas e negativas
Exemplo:



“Muito bem, fico contente que tenhas feito hoje tua a cama, já não era sem tempo!”

4. “Ser historiador”
Exemplo:

Estar sempre a lembrar o que correu mal no passado.

5. Falar pelos outros
Exemplo:

“nós estamos muito zangados contigo”.

6. Ter sinais verbais e não verbais inconsistentes
Ou seja, dizer uma coisa mas demonstrar outra através do não verbal (corpo ou expressão facial, tom de voz..)
Exemplo: “está muito bem o teu desenho”, ao mesmo tempo que desvia o olhar e faz uma cara de reprovação
.

7. Culpabilizar
Exemplo: “És sempre o mesmo trapalhão!”.

8. Usar “palavras-rastilho”
Ou seja, que fazem aumentar a tensão e provocam conflito. Muitas vezes fazem explodir reacções emocionais e comportamentos desadequados, e dão origem, posteriormente, a reacções do género: “não sei como fiz aquilo.”
Exemplo:



Linguagem extremista - “sempre, nunca, constantemente, para sempre,...”;
Linguagem crítica - “é melhor que, tens de, devias...”
Rotulagem - “mau, burro, idiota, terrível, porco, peste”.


Tente usar uma linguagem mais flexível
Exemplo:


dizer “às vezes” em vez de “sempre”, “agora”, em vez de “nunca”.

Uma linguagem assim tem a vantagem de evitar a escalada do conflito e de não o fazer perder a calma.

É importante nunca esquecer que quando os adultos se descontrolam as crianças seguem o seu exemplo e aprendem que esse comportamento é aceitável.
Elas aprendem a fazer o mesmo.


Próximo postagem: "como lidar com o mau comportamento”
joão figeiredo - psicologo

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Gestão Comportamental: - Estratégias para os pais - 1ª parte

Algumas orientações para gerir os
Comportamentos das crianças

Educar uma criança não é tarefa fácil.
Na maior parte das vezes os pais têm dúvidas:

- Como devo educar?
- Existem formas melhores?
- Farei bem ou mal?
- Devo castigá-lo?

NA VERDADE, NÃO EXISTE UMA RECEITA...
Mas alguns cuidados são importantes para que não se caia em extremos... Nem 8 nem 80!
É importante:
- Tolerar sem esquecer quem são os pais,
- Facilitar sem deixar fazer tudo o que a criança quer,
- Vigiar sem impor.

É IMPORTANTE FAZER COM QUE A CRIANÇA CUMPRA AS REGRAS IMPOSTAS.

Muitas vezes, os pais hesitam em dizer não ou em repreender a criança porque temem que ela fique “traumatizada”, criando uma relação onde ela detém o poder, pois, rapidamente, passa a fazer uso da ideia de que realmente não pode ser contrariada nas suas vontades.
Não é saudável que deixem a criança fazer tudo o quer e não lhe imponham regras, alimentando um sentimento de que tudo lhe é permitido.
Ao procurar dar mais e mais à criança, podem estar a contribuir para a inversão de valores importantes para viver em sociedade, como a partilha e o respeito pelos outros.

DEVEMOS SABER QUE...

Impor regras e limites aos comportamentos não quer dizer que não se gosta da criança! Quer dizer exactamente o contrário: significa ensinar à criança como se deve viver saudavelmente com os outros.
Impor regras é ajudar a criança a crescer! Elas devem saber o que podem e não fazer em sociedade.

1. Porque é que o meu filho tem determinados comportamentos?

À medida que vai crescendo, a criança vai aprendendo a forma com as pessoas que estão à sua volta reagem ao seu comportamento.

Uma criança que se recusa sistematicamente a comer sozinha e cujos pais acabam por (após muita insistência e sem resultado) lhe dar de comer à boca, aprende que não precisa de comer sozinha, uma vez que os pais acabam sempre por ceder.

A reacção do adulto é, portanto, um elemento fundamental da relação, porque ensina a criança a controlar-se e como se deve comportar de forma adequada.

É importante perceber que a criança levou meses ou mesmo anos a desenvolver os seus comportamentos e, portanto, não é de um momento para o outro que os vai alterar. É preciso paciência!

2. O papel dos pais...

Os pais são competentes para resolver os problemas da família à medida que estes vão surgindo, sobretudo se usarem carinho, compreensão, tolerância e definirem regras e fronteiras claras.

3. Porque é que os comportamentos não adequados e a desobediência persistem?

- estão a ser reforçados inadequadamente
- não têm consequências e a criança obtém o que deseja com esse comportamento

4. Porque é que o comportamento acontece?

Um comportamento depende
- Daquilo que acontece antes (estímulo)
- Daquilo que acontece depois (consequência)

5. Que comportamentos a criança tem?

As crianças...
- repetem comportamentos que têm consequências agradáveis e
- não realizam comportamentos que têm consequências desagradáveis.

Por exemplo, a Marta agride a irmã para se sentar à frente no carro. Se os pais o permitirem (não derem nenhuma consequência desagradável) ela vai sentir-se reforçada e tenderá a repetir este comportamento. No entanto, se lhe for apresentada uma consequência (exemplo: ter que ir o caminho de ida e volta no banco de trás) este comportamento tenderá a desaparecer.

ALGUMAS ATITUDES QUE PROMOVEM OS PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO:

1. A desautorização entre os pais: é natural que os pais nem sempre estejam de acordo. No entanto, não devem nunca desautorizarem-se em frente da criança pois faz com que ela sinta que não há regras claras e autoridade, criando ela as suas próprias regras.

2. Usar sermões: são inúteis porque mais tarde a criança volta a fazer a mesma coisa. As crianças compreendem melhor se tiverem consequências directas aos seus comportamentos do que as palavras. É preciso agir e não dar sermões.

3. Fazer ameaças e não cumprir: as ameaças causam medo nas crianças e, mais tarde ou mais cedo, elas vão perceber que os pais estão a mentir.

4. Ser inconsistente: dizer uma coisa e fazer outra... As regras devem ser sempre as mesmas e levadas até ao fim! Por exemplo, é um erro dizer “tens que comer sozinho, não te vou dar a comida à boca mais uma vez” e, face à insistência da criança, acabar por ceder, dando-lhe a comida na boca.

5. Gritar: a única vantagem é aliviar a tensão dos pais. Mas as desvantagens são maiores: mostra descontrolo e ensina a fazer o mesmo. Mostra à criança que vence quem fala mais alto.

6. Ceder às birras: quando os pais decidem dizer não, deve ser não até ao fim, independentemente do comportamento da criança. Caso contrário a criança vai aprender que com a birra consegue o que quer. Por exemplo, se a criança insiste que quer um chocolate no café e os pais dizem que não, não devem mudar de opinião com a sua birra, choro ou teimosia, senão a criança vai aprender que sempre que fizer birra vai te o que quer. Não é não!

7. Criticar a criança e não o comportamento: “És sempre o mesmo, nunca vais mudar!”. A criança vai aprender que é mesmo assim e não há nada a fazer.

8. Bater: não funciona porque a criança só obedece naquele momento. Passado pouco tempo volta a fazer o mesmo.


ENTÃO O QUE DEVEMOS FAZER?

Estabelecer regras claras e únicas, bem como as consequências de não as cumprir.
A criança deve saber o que pode esperar do seu comportamento.

 Moldar os comportamentos com as suas recompensas

- Reforçar os comportamentos adequados:
Quando a criança faz o comportamento desejado, deve-se recompensá-la (por exemplo, uma ida ao parque, uma sobremesa ao seu gosto, uma história ao deitar, ou simplesmente, e mais importante, um elogio: “muito bem, hoje comeste a sopa sozinha, fico muito contente contigo!”

- Ignorar ou não reforçar comportamentos desadequados:
Por exemplo, quando a criança faz uma birra, ignorar até ela acabar. Se os pais reconfortarem a criança fazendo aquilo que ela quer, reforçam este comportamento, ou seja, vão fazer com que a criança repita a birra.

Continua...
João Figueiredo
Psicólogo

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Quem ama cuida...

A nossa preocupação é grande,porque continuamos a ver crianças sem chapéu a brincar debaixo de sol intenso...

Continuamos a ver na praia bebés de meses...sem as devidas protecções...
e as crianças em geral?...

Todos os cuidados são poucos com as crianças, quando exposta ao sol, a sua pele delicada está sujeita a riscos acrescidos...

Se estiver interessado aconselhamos as seguintes leituras:

vem-ai-o-calor-cuide-das-suas-crianças e/ou
Há mar e mar... "criancices"
Quem ama cuida!
Boas férias!

domingo, 20 de julho de 2008

"Quem ama educa" 1ª parte

Muito se fala da auto estima, como se desenvolve e da sua importância para se ter uma vida feliz.
Alguns autores defendem que a auto-estima começa a desenvolver-se muito precocemente, quando ainda se é bebé.

O toque, o carinho;
o cuidar, o ambiente seguro dão à criança o bem estar e o sentido de que é muito querida.

Nesse inicio de vida, a criança vai descobrindo como é o mundo a sua volta, os pais actuam como espelhos, que devolvem determinadas imagens ao filho.
O afecto é muito parecido com o espelho.


Por isso, sempre que se demonstra afectividade por alguém, essa pessoa torna-se meu espelho e eu torno-me o dela; e reflectindo um no sentimento de afecto do outro, desenvolvemos o forte vínculo do amor, essência humana, em matéria de sentimentos.

“Desde muito pequena, a criança desenvolve o auto conceito - conjunto de valores e crenças, conscientes ou acessíveis à consciência, assim como atitudes e opiniões que a criança tem de si mesmo, de si mesmo em inter-relação com o outro, com o mundo e com tudo que a mente pode alcançar - baseado na relação com os outros”.(Fonte criancices)

Se para os pais o amor incondicional que sentem pelos filhos é claro, já para os filhos nem sempre esse amor é assim tão claro.
A criança preocupa-se em agradar à mãe e ao pai e acredita que ao fazer isso garante o amor deles.
Assim o sorriso de apro
vação dos pais é amor, já a reprovação, com um olhar sério, ou ralhar pode significar, não amor.

Por isso é muito importante que a a criança saiba que, quando a mãe e o pai reprovam determinada atitude ou comportamento, o amor que sentem por ela não sofre qualquer alteração, que a vão amar sempre, mostrando o caminho, que para os pais parece ser o melhor e o vão respeitar.

Dar-lhe espaço para que tenha os seu próprios sentimentos, encontrando formas de ajudar a expressá-los de maneira socialmente aceitável.

Porque não é errado nem feio sentir raiva. O que pode ser reprovado é a expressão inadequada da raiva, como bater em alguém.

Aceitá-la como é, mesmo que não corresponda às expectativas dos pais. A criança precisa ter os seus próprios sonhos, pois não nasceu para realizar os sonhos dos pais...

Não julgar as crianças pelas suas atitudes.
As crianças erram muito, porque é assim que aprendem.
Mãe e pai podem e
devem julgar as atitudes, mas não os filhos. Se a atitude foi egoísta, o que deve ser mostrado é o egoísmo, mas não consagrá lo dizendo “ és muito egoísta’: Frases do tipo “és terrível” ou não tens jeito para nada” ensinam à criança que ela é egoísta, terrível e não tem jeito para nada

Para eles, essas ‘qualificações” passam a ser a sua identidade.

O respeitar a criança mostrar-lhe que ela é amada não pelo que faz ou tem, mas pelo simples fato de existir. Sentindo-se amada, tem maior segura para realizar os seus sonhos.
A criança precisa de experimentar, tentar, errar mas, sem ser julgada, deve sim ser orientada, estimulada...


Deixa-la ter seu próprio ritmo, (as crianças são diferentes umas das outras), deixa-las descobrir coisas, pois permite que a criança perceber que consegue realizar algumas conquistas e falhar outras, mas que isso não significa uma catástrofe afectiva.
Assim, a criança vai desenvolvendo a sua auto-estima que é grande responsável por seu crescimento interno, e fortalecendo-se para ser feliz, mesmo que tenha de enfrentar contrariedades.


O que alimenta a auto-estima é sentir-se amado incondicionalmente e também o prazer que a criança sente de ser capaz de fazer alguma coisa que dependa só dela.
Não o prazer ganho ou seja, o desenvolvimento da auto-estima quando brinca com o que ganhou, interage e cria novas brincadeiras; guarda o brinquedo dentro de si, sente a sua falta e principalmente cuida dele.

Porque o brinquedo ganho, adquire um significado especial para ele.
Mas as crianças que ganham uma infinidade de brinquedos que mal conseguem guardar não têm como desenvolver auto-estima suficiente para gerar felicidade.
O presente que vai alimentar a auto-estima, é o que transmite o sentimento de merecimento. Sem dúvida, que dá prazer aos pais dar presentes, que agradem aos filhos. Todos ficam contentes, os pais por dar e os filhos por receber. Mas o princípio educativo é que os filhos sejam pessoas felizes, e não simplesmente alegres. A alegria é passageira e a capacidade de ser feliz deve pertencer ao filho.

Porque o prazer do “sim” é muito mais verdadeiro e construtivo quando existe o “não’
Se uma criança é aprovada porque os pais contrataram para ela um professor particular, o mérito da aprovação é dos pais. O filho pode até sentir prazer por ter sido aprovado, mas no fundo sabe que o mérito não foi todo seu. Isso diminui sua auto-estima. Quando é aprovado porque estudou e se empenhou, a sua auto-estima cresce.
Ele adquire responsabilidade.


A auto-estima é a força interior da felicidade.
Uma dica importante aos pais: quando proibirem alguma coisa ao vosso filho, encontrem outras que ele possa fazer. A simples proibição é paralisante. A educação é mobilizar a criatividade para o bem comum.

A opinião que a criança tem de si mesma está intimamente relacionada com sua capacidade para a aprendizagem e com seu rendimento. O auto-conceito desenvolve-se, como já foi dito, desde muito cedo, na relação da criança com os outros.
É nesta interacção afectiva que vai desenvolver sentimentos positivos ou negativos e construí a sua auto imagem.


Bibliografia:
Enciclopédia da mãe e da criança: Cuidados com a criança. Lisboa: Editora Lusodidacta, 1995.
Icami Tiba "Quem ama educa"Editora: Gente Ano 2002

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Promoção da relação e da criatividade das crianças

1 - Brincar com a criança
A sua interacção com a criança é mais importante, do que dar brinquedos caros. Desenvolver uma boa relação e ter tempo de qualidade para o seu filho, faz mais para promover as competências e a criatividade dele, do que qualquer objecto que possa comprar.

2 - Ajudar a criança a observar
Ensinar a criança a realmente ver e escutar (cores, formas, sons), esta é a porta de entrada dos sentidos (plante e veja o crescer de um feijão ou saia de casa e explore a natureza com o seu filho) .

3 - Manter viva a curiosidade natural da criança
Aceitar e cultivar perguntas e respostas pouco comuns.

4 - Criar um ambiente rico e diversificado
Colocar sempre ao dispor da criança materiais diversos tais como: papel, tinta, pano, barro, etc. Um bom brinquedo, também, exerce um papel fundamental, no desenvolvimento infantil: se for adaptado à idade e desenvolvimento da criança e não promover agressividade. Deve-se desafiar e intrigar a criança e não frustrá-la ou enraivecê-la.

5 - Encorajar uma independência razoável
A auto-suficiência (o ser uma criança desenrascada) é uma característica dos indivíduos criativos.

6 - Evitar uma diferenciação prematura dos papéis sexuais (masculino/feminino) Os brinquedos só para meninos ou só para meninas diminuem a criatividade.

7 - Permitir, à criança, que ela tome decisões
A criança precisa ter experiência no processo de escolhas (imaginar as consequências desta ou daquela acção e escolher com base naquilo que tem maior importância).
8 - Permitir um diálogo franco
Ao conversar com a criança, permitindo que ela faça todas as perguntas e trocando ideias com ela, facilita-se o aparecimento ideias novas e originais, que devem ser reconhecidas e elogiadas.

9 - Ser tolerante a erros
Para desenvolver sua capacidade criativa, a criança deve poder errar e tentar de novo.

10 - Usar adequadamente as novas tecnologias
Escolha programas e jogos adequados à idade da criança e aproveite para assistir/jogar com ela. Apesar de dever controlar as horas em frente à televisão, computador ou consolas de jogos, pode aproveitá-los para estar e conversar com o seu filho.

11 - Respeitar a necessidade que a criança tem de privacidade e silêncio
As crianças adoram ter um lugar, onde possam se esconder e não fazer absolutamente nada. É preciso tempo para sonharem acordadas, para relaxarem e para estarem entregues aos seus próprios pensamentos.
12 - Ajudar a criança a aprofundar e aumentar seus interesses
Não adianta impor interesses à criança, deve-se respeitar os seus (ex. dinossauros), ajudando-a a aprofundá-los (levando-a, por ex., a um museu). O esforço pessoal representa o primeiro passo para o desenvolvimento da criatividade

13 - Respeitar os limites evolutivos da criança
Aceitar o facto de que a criatividade depende das possibilidades de cada um, assim como da idade em que a criança se encontra.

14 - Relacionar-se criativamente
É necessário entrar, imaginativamente, nas experiências de pensamento e sentimento da criança (porque não brincar às casinhas com ela).

15 - Saber avaliar-se e empenhar-se na formação de padrões
Para ser capaz de julgar o seu próprio trabalho, a criança deve aprender a ter crítica construtiva (ex. o desenho está bonito, mas eu sei fazer melhor);

16 - Proporcionar, à criança, uma boa educação artística
Pintura, dança, música, teatro etc., são um complemento fundamental à educação intelectual e social da criança. É a educação da capacidade de expressão e criação espontânea da criança, que contribui para a formação de indivíduos sensíveis e criativos.
17 - Induzir a aprendizagem por descoberta
Induzir a criança a que ela faça suas próprias descobertas, ao invés de lhe apontar o caminho correcto que deve seguir (em vez de “dar o peixe”, ensinar a pescar). Deixar que ela descubra, por si só, o óbvio para os adultos, mas que para ela é novidade. Para isso é necessário que ela descubra suas próprias soluções.

18 - Valorizar o trabalho da criança
A criatividade nasce, mais facilmente, num ambiente, onde a criança é genuína e claramente valorizada e amada.

(Adaptado Semira A. Vaisencher )

Como escolher os brinquedos certos para bebés ???
Os pais são o melhor e mais divertido meio de aprendizagem para o recém-nascido, pois o seu rosto tem expressões que se modificam e olhos que se mexem, os pais fazem sons de que o bebé gosta, têm 10 dedos fascinantes para pegar, segurar e puxar…

É claro que os brinquedos são importantes, mas muitos podem até ser objectos de uso diário (colheres, garrafas e bacias de plástico, tachos, espelhos…). Os primeiros brinquedos dos bebés devem ser aqueles que despertam os sentidos da visão (caixas de actividades com espelhos, luzes e botões de girar), da audição (chocalhos, móbiles) e do tacto (bonecos de peluche, bolas).

Procure cores vivas, sons melódicos e atraentes, texturas interessantes e variadas. Mas os brinquedos devem ser acima de tudo seguros, e porque os bebés tendem a colocar tudo na boca certifique-se que estejam limpos e que não tenham peças que possam ser engolidas.

Escolhendo os brinquedos certos para crianças de 1 a 3 anos
Com 1 ano de idade estão-se a desenvolver as habilidades motoras do seu bebé e a coordenação mão-olho é cada vez maior: ele está interessado em objectos que se movem e fazem sons, objectos de ligar e desligar… Nesta fase, as actividades que envolvem abrir e fechar, pôr e tirar e brincar às escondidas são das suas favoritas.
Os brinquedos para as crianças que estão a aprender a caminhar, entre os 12-24 meses, são preferencialmente os blocos ou argolas coloridos de empilhar, as formas de encaixe, os bonecos sobretudo com roupas que oferecem a possibilidade de abotoar, fechar, pressionar e amarrar, e os brinquedos eléctricos que se movem e fazem sons.
Para as crianças de 2 a 3 anos, os brinquedos que permitem imitar os adultos são os seus preferidos. Por exemplo, as cozinhas, electrodomésticos e ferramentas de brincar, os volantes com buzina e velocímetro, os livros e telefones sonoros, os comboios de empurrar e as tendas de brincar. Conforme vão crescendo mais os brinquedos que estimulam a concentração, enquanto desenvolvem as habilidades motoras e de manipulação são fundamentais, como por ex., os puzzles de plástico ou madeira, os cubos de imagens, os quadros de pintar ou colar, os dominós e cartas de imagens, etc.

Lendo para a criança...
A leitura ajuda a desenvolver quatro competências básicas associadas ao raciocínio: a atenção, a memória, a resolução de problemas e a linguagem. A melhor maneira de incentivar o seu filho a gostar de livros é ler em voz alta para ele, desde o nascimento.

Apesar de o bebé não entender as palavras que lê, adora o som da sua voz. Mais tarde pode apontar para as figuras que o bebé conhece e dizer o nome ou fazer o som (o cão, faz au au). Os primeiros livros devem ter histórias curtas, vivamente ilustradas e alguns devem ser próprios para que o bebé possa pegar neles (pequenos, de tecido, plásticos ou cartão grosso).

Por volta dos 2 anos as crianças já são capazes de apreciar, virar páginas e ter cuidado com os livros…

Após os 3 anos é uma boa altura para levá-las à Biblioteca local, que além de ser uma fonte gratuita de livros, desenvolve muitas vezes a hora do conto para crianças.

Tornar a leitura parte do ritual da hora de dormir é uma maneira de ajudar a criança a relaxar e a preparar-se para um bom sono… e não tenha medo de inventar histórias e ajudar a estimula a criatividade do seu filho.
(Adapt. M. Meyerhoff)

______________________________ Ana Sousa (psicóloga)

terça-feira, 13 de maio de 2008

Correcção do artigo "Higiene Oral"

Convidamos os leitores a reler o artigo da "higiene oral" que continha algumas imprecisões relativamente à quantidade de fluoretos em dentríficos.


Agradecemos à pessoa anónima que nos alertou para as imprecisões. Um dos objectivos deste blog é esse mesmo: fomentar o diálogo, a partilha de saberes e experiências, uma vez que ninguém poderá afirmar que sabe tudo, neste mundo em constante mudança e inovação, onde o que é hoje uma verdade, amanhã poderá deixar de a ser.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

VACINAÇÃO – Uma obrigação de TODOS!

O programa nacional de vacinação (PNV) é um programa universal, GRATUITO e acessível a todas as pessoas presentes no nosso país. Apresenta um esquema de vacinação, recomendado pela Direcção Geral de Saúde que abrange e confere imunidade contra 11 DOENÇAS.

Completa-se a primeira vacinação por volta dos 15 meses de idade, sendo que até aos 10-13 anos são ainda aconselhadas doses vacinais de reforço, para garantir uma protecção mais eficaz.
É recomendado ainda que, durante toda a vida, de 10 em 10 anos seja feito um reforço da vacina Td (tétano e difteria), no adulto.

Em particular, as grávidas não protegidas contra o tétano devem vacinar-se não só para se protegerem a si próprias, como também, para protegerem os seus filhos à nascença.
A colaboração dos cidadãos, nomeadamente dos pais é fundamental para o cumprimento deste programa, cujos resultados se reflectem em ganhos para a saúde da pessoa vacinada e, em última instancia, de toda a comunidade. As vacinas permitem salvar vidas e prevenir doenças. Vacine-se! Vacine a sua criança!

Mais vacinas, melhor protecção’
Foi aprovado no passado mês de Março a inclusão no esquema de vacinação das vacinas contra infecções provocadas pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV) (nomeadamente contra o cancro do colo do útero). Estas vacinas serão aplicáveis a raparigas que, já a partir de Setembro do presente ano de 2008, atinjam os 13 anos no respectivo ano civil, assim como as que atinjam 17 anos nomeadamente em 2009, 2010 e 2011!

_________________ Alexandra Amorim e Vânia Alves
Alunas do curso de licenciatura de Enfermagem do ICSP-UCP, a realizar estágio no Centro de Saúde de Santa Maria da Feira.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Higiene Oral

A higiene oral começa logo após a erupção do primeiro dente do bebé. Descurada, pode mais tarde originar sintomas que levam a um agravamento da saúde dentária. Cáries, gengivites, tártaro, apodrecimento e queda dos dentes são exemplo disso. Como “mais vale prevenir que remediar” deve tomar conta da higiene oral dos seus filhos logo desde os primeiros dias de vida. “Prevenção” é a palavra-chave.

Como cuidar dos dentes do seu filho?
Os primeiros dentes nascem por volta dos seis meses de vida do bebé, e como tal deverão ser sujeitos aos procedimentos normais, como a escovagem. Esta deve ser executada pelo menos duas vezes por dia, sendo uma delas, obrigatoriamente, antes de deitar.

É importante estar ao lado do seu filho, no momento da escovagem, até aos 6-7 anos de idade, de forma a ensinar a técnica correcta.

Antes do nascimento do primeiro dente, alguns factores podem afectar a sua aparência e a sua saúde de forma permanente. Existem alguns medicamentos que, se forem administrados às grávidas, às mães que amamentam ou às crianças, no período em que se estão a formar os dentes, podem causar a descoloração ou alterações na formação dos dentes. Por esta razão, siga sempre as recomendações do médico. Não tome medicamentos, que não sejam indicados pelo médico.

Qual é a melhor forma de escovar os dentes de leite?
Deve efectuar ou vigiar a escovagem das suas crianças, seguindo os passos seguintes:

• A limpeza dos dentes deve iniciar-se logo após a erupção do primeiro dente do bebé. No início, quando há poucos dentes erupcionados, pode utilizar-se uma gaze, dedeira específica para o efeito ou escova de dentes.

A escova de dentes deve ser macia e ter um tamanho adequado à boca do bebé. Deve usar-se "dentrífico com teor de fluoretos entre 1000-1500 ppm de fluor (dentrífico de adulto), sendo a quantidade a utilizar do tamanho da unha do 5º dedo da mão da própria criança" (DGS, 2005:41).
• Tenha atenção para ensinar a sua/o filha/o a não engolir a pasta.

• Direccione os filamentos da escova de encontro às faces dentárias e execute suaves movimentos de rotação. Repita isto em todas as faces dentárias.

Depois de escovar os dentes deve escovar a língua; coloque a escova sobre a língua e escove suavemente de trás para a frente, não force explique tudo pode mesmo exemplificar primeiro, para que o hábito de escovar os dentes e a língua, seja do agrado da criança.

Cáries de biberão
As cáries são provocadas pela exposição frequente e demorada dos dentes a líquidos que contêm açúcar, como o leite, papas e sumos de fruta.
Os líquidos açucarados facilitam a adesão das bactérias às superfícies dentárias, depositam-se à volta dos dentes e permanecem aí durante longos períodos enquanto o bebé dorme, conduzindo à formação de cáries dentárias que têm o seu início nos dentes anteriores superiores e inferiores (incisivos e caninos). Não deve deixar que o seu bebé adormeça com o biberão de sumo ou de leite na boca.


Chupar no dedo
Este reflexo é normal, mas pode provocar alterações no desenvolvimento da boca, afectando a posição dos dentes, sendo que este hábito resulta normalmente numa inclinação dos dentes anteriores para a frente. Para além deste, existem outros problemas, como um maior número de cáries, dentes com maior desgaste e problemas articulares. A chupeta, se usada prolongadamente e após a erupção dos dentes definitivos pode provocar o mesmo tipo de situações.
Recomendamos o máximo de higiene, das mãozinhas e da chupeta.

Uma boca saudável na idade adulta depende dos cuidados que forem mantidos desde o berço.

__________Sandra dos Santos Viana Aluna de Enfermagem do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, em estágio, na área da Saúde Materno-Infantil, no Centro de Saúde de Santa Maria da Feira.
Bibliografia
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/saude+oral/higieneoral.htm
http://planeamento-gravidez.blogspot.com/2007/12/higiene-oral-nas-crianas.html
http://www.bebevirtual.com/Bebe%200-1-66.htm
http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/infancia/Saude+oral+na+infancia.htm

Direcção Geral de Saúde - Saúde Oral. DGS: Lisboa, 2005