domingo, 20 de julho de 2008

"Quem ama educa" 1ª parte

Muito se fala da auto estima, como se desenvolve e da sua importância para se ter uma vida feliz.
Alguns autores defendem que a auto-estima começa a desenvolver-se muito precocemente, quando ainda se é bebé.

O toque, o carinho;
o cuidar, o ambiente seguro dão à criança o bem estar e o sentido de que é muito querida.

Nesse inicio de vida, a criança vai descobrindo como é o mundo a sua volta, os pais actuam como espelhos, que devolvem determinadas imagens ao filho.
O afecto é muito parecido com o espelho.


Por isso, sempre que se demonstra afectividade por alguém, essa pessoa torna-se meu espelho e eu torno-me o dela; e reflectindo um no sentimento de afecto do outro, desenvolvemos o forte vínculo do amor, essência humana, em matéria de sentimentos.

“Desde muito pequena, a criança desenvolve o auto conceito - conjunto de valores e crenças, conscientes ou acessíveis à consciência, assim como atitudes e opiniões que a criança tem de si mesmo, de si mesmo em inter-relação com o outro, com o mundo e com tudo que a mente pode alcançar - baseado na relação com os outros”.(Fonte criancices)

Se para os pais o amor incondicional que sentem pelos filhos é claro, já para os filhos nem sempre esse amor é assim tão claro.
A criança preocupa-se em agradar à mãe e ao pai e acredita que ao fazer isso garante o amor deles.
Assim o sorriso de apro
vação dos pais é amor, já a reprovação, com um olhar sério, ou ralhar pode significar, não amor.

Por isso é muito importante que a a criança saiba que, quando a mãe e o pai reprovam determinada atitude ou comportamento, o amor que sentem por ela não sofre qualquer alteração, que a vão amar sempre, mostrando o caminho, que para os pais parece ser o melhor e o vão respeitar.

Dar-lhe espaço para que tenha os seu próprios sentimentos, encontrando formas de ajudar a expressá-los de maneira socialmente aceitável.

Porque não é errado nem feio sentir raiva. O que pode ser reprovado é a expressão inadequada da raiva, como bater em alguém.

Aceitá-la como é, mesmo que não corresponda às expectativas dos pais. A criança precisa ter os seus próprios sonhos, pois não nasceu para realizar os sonhos dos pais...

Não julgar as crianças pelas suas atitudes.
As crianças erram muito, porque é assim que aprendem.
Mãe e pai podem e
devem julgar as atitudes, mas não os filhos. Se a atitude foi egoísta, o que deve ser mostrado é o egoísmo, mas não consagrá lo dizendo “ és muito egoísta’: Frases do tipo “és terrível” ou não tens jeito para nada” ensinam à criança que ela é egoísta, terrível e não tem jeito para nada

Para eles, essas ‘qualificações” passam a ser a sua identidade.

O respeitar a criança mostrar-lhe que ela é amada não pelo que faz ou tem, mas pelo simples fato de existir. Sentindo-se amada, tem maior segura para realizar os seus sonhos.
A criança precisa de experimentar, tentar, errar mas, sem ser julgada, deve sim ser orientada, estimulada...


Deixa-la ter seu próprio ritmo, (as crianças são diferentes umas das outras), deixa-las descobrir coisas, pois permite que a criança perceber que consegue realizar algumas conquistas e falhar outras, mas que isso não significa uma catástrofe afectiva.
Assim, a criança vai desenvolvendo a sua auto-estima que é grande responsável por seu crescimento interno, e fortalecendo-se para ser feliz, mesmo que tenha de enfrentar contrariedades.


O que alimenta a auto-estima é sentir-se amado incondicionalmente e também o prazer que a criança sente de ser capaz de fazer alguma coisa que dependa só dela.
Não o prazer ganho ou seja, o desenvolvimento da auto-estima quando brinca com o que ganhou, interage e cria novas brincadeiras; guarda o brinquedo dentro de si, sente a sua falta e principalmente cuida dele.

Porque o brinquedo ganho, adquire um significado especial para ele.
Mas as crianças que ganham uma infinidade de brinquedos que mal conseguem guardar não têm como desenvolver auto-estima suficiente para gerar felicidade.
O presente que vai alimentar a auto-estima, é o que transmite o sentimento de merecimento. Sem dúvida, que dá prazer aos pais dar presentes, que agradem aos filhos. Todos ficam contentes, os pais por dar e os filhos por receber. Mas o princípio educativo é que os filhos sejam pessoas felizes, e não simplesmente alegres. A alegria é passageira e a capacidade de ser feliz deve pertencer ao filho.

Porque o prazer do “sim” é muito mais verdadeiro e construtivo quando existe o “não’
Se uma criança é aprovada porque os pais contrataram para ela um professor particular, o mérito da aprovação é dos pais. O filho pode até sentir prazer por ter sido aprovado, mas no fundo sabe que o mérito não foi todo seu. Isso diminui sua auto-estima. Quando é aprovado porque estudou e se empenhou, a sua auto-estima cresce.
Ele adquire responsabilidade.


A auto-estima é a força interior da felicidade.
Uma dica importante aos pais: quando proibirem alguma coisa ao vosso filho, encontrem outras que ele possa fazer. A simples proibição é paralisante. A educação é mobilizar a criatividade para o bem comum.

A opinião que a criança tem de si mesma está intimamente relacionada com sua capacidade para a aprendizagem e com seu rendimento. O auto-conceito desenvolve-se, como já foi dito, desde muito cedo, na relação da criança com os outros.
É nesta interacção afectiva que vai desenvolver sentimentos positivos ou negativos e construí a sua auto imagem.


Bibliografia:
Enciclopédia da mãe e da criança: Cuidados com a criança. Lisboa: Editora Lusodidacta, 1995.
Icami Tiba "Quem ama educa"Editora: Gente Ano 2002

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Promoção da relação e da criatividade das crianças

1 - Brincar com a criança
A sua interacção com a criança é mais importante, do que dar brinquedos caros. Desenvolver uma boa relação e ter tempo de qualidade para o seu filho, faz mais para promover as competências e a criatividade dele, do que qualquer objecto que possa comprar.

2 - Ajudar a criança a observar
Ensinar a criança a realmente ver e escutar (cores, formas, sons), esta é a porta de entrada dos sentidos (plante e veja o crescer de um feijão ou saia de casa e explore a natureza com o seu filho) .

3 - Manter viva a curiosidade natural da criança
Aceitar e cultivar perguntas e respostas pouco comuns.

4 - Criar um ambiente rico e diversificado
Colocar sempre ao dispor da criança materiais diversos tais como: papel, tinta, pano, barro, etc. Um bom brinquedo, também, exerce um papel fundamental, no desenvolvimento infantil: se for adaptado à idade e desenvolvimento da criança e não promover agressividade. Deve-se desafiar e intrigar a criança e não frustrá-la ou enraivecê-la.

5 - Encorajar uma independência razoável
A auto-suficiência (o ser uma criança desenrascada) é uma característica dos indivíduos criativos.

6 - Evitar uma diferenciação prematura dos papéis sexuais (masculino/feminino) Os brinquedos só para meninos ou só para meninas diminuem a criatividade.

7 - Permitir, à criança, que ela tome decisões
A criança precisa ter experiência no processo de escolhas (imaginar as consequências desta ou daquela acção e escolher com base naquilo que tem maior importância).
8 - Permitir um diálogo franco
Ao conversar com a criança, permitindo que ela faça todas as perguntas e trocando ideias com ela, facilita-se o aparecimento ideias novas e originais, que devem ser reconhecidas e elogiadas.

9 - Ser tolerante a erros
Para desenvolver sua capacidade criativa, a criança deve poder errar e tentar de novo.

10 - Usar adequadamente as novas tecnologias
Escolha programas e jogos adequados à idade da criança e aproveite para assistir/jogar com ela. Apesar de dever controlar as horas em frente à televisão, computador ou consolas de jogos, pode aproveitá-los para estar e conversar com o seu filho.

11 - Respeitar a necessidade que a criança tem de privacidade e silêncio
As crianças adoram ter um lugar, onde possam se esconder e não fazer absolutamente nada. É preciso tempo para sonharem acordadas, para relaxarem e para estarem entregues aos seus próprios pensamentos.
12 - Ajudar a criança a aprofundar e aumentar seus interesses
Não adianta impor interesses à criança, deve-se respeitar os seus (ex. dinossauros), ajudando-a a aprofundá-los (levando-a, por ex., a um museu). O esforço pessoal representa o primeiro passo para o desenvolvimento da criatividade

13 - Respeitar os limites evolutivos da criança
Aceitar o facto de que a criatividade depende das possibilidades de cada um, assim como da idade em que a criança se encontra.

14 - Relacionar-se criativamente
É necessário entrar, imaginativamente, nas experiências de pensamento e sentimento da criança (porque não brincar às casinhas com ela).

15 - Saber avaliar-se e empenhar-se na formação de padrões
Para ser capaz de julgar o seu próprio trabalho, a criança deve aprender a ter crítica construtiva (ex. o desenho está bonito, mas eu sei fazer melhor);

16 - Proporcionar, à criança, uma boa educação artística
Pintura, dança, música, teatro etc., são um complemento fundamental à educação intelectual e social da criança. É a educação da capacidade de expressão e criação espontânea da criança, que contribui para a formação de indivíduos sensíveis e criativos.
17 - Induzir a aprendizagem por descoberta
Induzir a criança a que ela faça suas próprias descobertas, ao invés de lhe apontar o caminho correcto que deve seguir (em vez de “dar o peixe”, ensinar a pescar). Deixar que ela descubra, por si só, o óbvio para os adultos, mas que para ela é novidade. Para isso é necessário que ela descubra suas próprias soluções.

18 - Valorizar o trabalho da criança
A criatividade nasce, mais facilmente, num ambiente, onde a criança é genuína e claramente valorizada e amada.

(Adaptado Semira A. Vaisencher )

Como escolher os brinquedos certos para bebés ???
Os pais são o melhor e mais divertido meio de aprendizagem para o recém-nascido, pois o seu rosto tem expressões que se modificam e olhos que se mexem, os pais fazem sons de que o bebé gosta, têm 10 dedos fascinantes para pegar, segurar e puxar…

É claro que os brinquedos são importantes, mas muitos podem até ser objectos de uso diário (colheres, garrafas e bacias de plástico, tachos, espelhos…). Os primeiros brinquedos dos bebés devem ser aqueles que despertam os sentidos da visão (caixas de actividades com espelhos, luzes e botões de girar), da audição (chocalhos, móbiles) e do tacto (bonecos de peluche, bolas).

Procure cores vivas, sons melódicos e atraentes, texturas interessantes e variadas. Mas os brinquedos devem ser acima de tudo seguros, e porque os bebés tendem a colocar tudo na boca certifique-se que estejam limpos e que não tenham peças que possam ser engolidas.

Escolhendo os brinquedos certos para crianças de 1 a 3 anos
Com 1 ano de idade estão-se a desenvolver as habilidades motoras do seu bebé e a coordenação mão-olho é cada vez maior: ele está interessado em objectos que se movem e fazem sons, objectos de ligar e desligar… Nesta fase, as actividades que envolvem abrir e fechar, pôr e tirar e brincar às escondidas são das suas favoritas.
Os brinquedos para as crianças que estão a aprender a caminhar, entre os 12-24 meses, são preferencialmente os blocos ou argolas coloridos de empilhar, as formas de encaixe, os bonecos sobretudo com roupas que oferecem a possibilidade de abotoar, fechar, pressionar e amarrar, e os brinquedos eléctricos que se movem e fazem sons.
Para as crianças de 2 a 3 anos, os brinquedos que permitem imitar os adultos são os seus preferidos. Por exemplo, as cozinhas, electrodomésticos e ferramentas de brincar, os volantes com buzina e velocímetro, os livros e telefones sonoros, os comboios de empurrar e as tendas de brincar. Conforme vão crescendo mais os brinquedos que estimulam a concentração, enquanto desenvolvem as habilidades motoras e de manipulação são fundamentais, como por ex., os puzzles de plástico ou madeira, os cubos de imagens, os quadros de pintar ou colar, os dominós e cartas de imagens, etc.

Lendo para a criança...
A leitura ajuda a desenvolver quatro competências básicas associadas ao raciocínio: a atenção, a memória, a resolução de problemas e a linguagem. A melhor maneira de incentivar o seu filho a gostar de livros é ler em voz alta para ele, desde o nascimento.

Apesar de o bebé não entender as palavras que lê, adora o som da sua voz. Mais tarde pode apontar para as figuras que o bebé conhece e dizer o nome ou fazer o som (o cão, faz au au). Os primeiros livros devem ter histórias curtas, vivamente ilustradas e alguns devem ser próprios para que o bebé possa pegar neles (pequenos, de tecido, plásticos ou cartão grosso).

Por volta dos 2 anos as crianças já são capazes de apreciar, virar páginas e ter cuidado com os livros…

Após os 3 anos é uma boa altura para levá-las à Biblioteca local, que além de ser uma fonte gratuita de livros, desenvolve muitas vezes a hora do conto para crianças.

Tornar a leitura parte do ritual da hora de dormir é uma maneira de ajudar a criança a relaxar e a preparar-se para um bom sono… e não tenha medo de inventar histórias e ajudar a estimula a criatividade do seu filho.
(Adapt. M. Meyerhoff)

______________________________ Ana Sousa (psicóloga)

terça-feira, 13 de maio de 2008

Correcção do artigo "Higiene Oral"

Convidamos os leitores a reler o artigo da "higiene oral" que continha algumas imprecisões relativamente à quantidade de fluoretos em dentríficos.


Agradecemos à pessoa anónima que nos alertou para as imprecisões. Um dos objectivos deste blog é esse mesmo: fomentar o diálogo, a partilha de saberes e experiências, uma vez que ninguém poderá afirmar que sabe tudo, neste mundo em constante mudança e inovação, onde o que é hoje uma verdade, amanhã poderá deixar de a ser.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

VACINAÇÃO – Uma obrigação de TODOS!

O programa nacional de vacinação (PNV) é um programa universal, GRATUITO e acessível a todas as pessoas presentes no nosso país. Apresenta um esquema de vacinação, recomendado pela Direcção Geral de Saúde que abrange e confere imunidade contra 11 DOENÇAS.

Completa-se a primeira vacinação por volta dos 15 meses de idade, sendo que até aos 10-13 anos são ainda aconselhadas doses vacinais de reforço, para garantir uma protecção mais eficaz.
É recomendado ainda que, durante toda a vida, de 10 em 10 anos seja feito um reforço da vacina Td (tétano e difteria), no adulto.

Em particular, as grávidas não protegidas contra o tétano devem vacinar-se não só para se protegerem a si próprias, como também, para protegerem os seus filhos à nascença.
A colaboração dos cidadãos, nomeadamente dos pais é fundamental para o cumprimento deste programa, cujos resultados se reflectem em ganhos para a saúde da pessoa vacinada e, em última instancia, de toda a comunidade. As vacinas permitem salvar vidas e prevenir doenças. Vacine-se! Vacine a sua criança!

Mais vacinas, melhor protecção’
Foi aprovado no passado mês de Março a inclusão no esquema de vacinação das vacinas contra infecções provocadas pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV) (nomeadamente contra o cancro do colo do útero). Estas vacinas serão aplicáveis a raparigas que, já a partir de Setembro do presente ano de 2008, atinjam os 13 anos no respectivo ano civil, assim como as que atinjam 17 anos nomeadamente em 2009, 2010 e 2011!

_________________ Alexandra Amorim e Vânia Alves
Alunas do curso de licenciatura de Enfermagem do ICSP-UCP, a realizar estágio no Centro de Saúde de Santa Maria da Feira.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Higiene Oral

A higiene oral começa logo após a erupção do primeiro dente do bebé. Descurada, pode mais tarde originar sintomas que levam a um agravamento da saúde dentária. Cáries, gengivites, tártaro, apodrecimento e queda dos dentes são exemplo disso. Como “mais vale prevenir que remediar” deve tomar conta da higiene oral dos seus filhos logo desde os primeiros dias de vida. “Prevenção” é a palavra-chave.

Como cuidar dos dentes do seu filho?
Os primeiros dentes nascem por volta dos seis meses de vida do bebé, e como tal deverão ser sujeitos aos procedimentos normais, como a escovagem. Esta deve ser executada pelo menos duas vezes por dia, sendo uma delas, obrigatoriamente, antes de deitar.

É importante estar ao lado do seu filho, no momento da escovagem, até aos 6-7 anos de idade, de forma a ensinar a técnica correcta.

Antes do nascimento do primeiro dente, alguns factores podem afectar a sua aparência e a sua saúde de forma permanente. Existem alguns medicamentos que, se forem administrados às grávidas, às mães que amamentam ou às crianças, no período em que se estão a formar os dentes, podem causar a descoloração ou alterações na formação dos dentes. Por esta razão, siga sempre as recomendações do médico. Não tome medicamentos, que não sejam indicados pelo médico.

Qual é a melhor forma de escovar os dentes de leite?
Deve efectuar ou vigiar a escovagem das suas crianças, seguindo os passos seguintes:

• A limpeza dos dentes deve iniciar-se logo após a erupção do primeiro dente do bebé. No início, quando há poucos dentes erupcionados, pode utilizar-se uma gaze, dedeira específica para o efeito ou escova de dentes.

A escova de dentes deve ser macia e ter um tamanho adequado à boca do bebé. Deve usar-se "dentrífico com teor de fluoretos entre 1000-1500 ppm de fluor (dentrífico de adulto), sendo a quantidade a utilizar do tamanho da unha do 5º dedo da mão da própria criança" (DGS, 2005:41).
• Tenha atenção para ensinar a sua/o filha/o a não engolir a pasta.

• Direccione os filamentos da escova de encontro às faces dentárias e execute suaves movimentos de rotação. Repita isto em todas as faces dentárias.

Depois de escovar os dentes deve escovar a língua; coloque a escova sobre a língua e escove suavemente de trás para a frente, não force explique tudo pode mesmo exemplificar primeiro, para que o hábito de escovar os dentes e a língua, seja do agrado da criança.

Cáries de biberão
As cáries são provocadas pela exposição frequente e demorada dos dentes a líquidos que contêm açúcar, como o leite, papas e sumos de fruta.
Os líquidos açucarados facilitam a adesão das bactérias às superfícies dentárias, depositam-se à volta dos dentes e permanecem aí durante longos períodos enquanto o bebé dorme, conduzindo à formação de cáries dentárias que têm o seu início nos dentes anteriores superiores e inferiores (incisivos e caninos). Não deve deixar que o seu bebé adormeça com o biberão de sumo ou de leite na boca.


Chupar no dedo
Este reflexo é normal, mas pode provocar alterações no desenvolvimento da boca, afectando a posição dos dentes, sendo que este hábito resulta normalmente numa inclinação dos dentes anteriores para a frente. Para além deste, existem outros problemas, como um maior número de cáries, dentes com maior desgaste e problemas articulares. A chupeta, se usada prolongadamente e após a erupção dos dentes definitivos pode provocar o mesmo tipo de situações.
Recomendamos o máximo de higiene, das mãozinhas e da chupeta.

Uma boca saudável na idade adulta depende dos cuidados que forem mantidos desde o berço.

__________Sandra dos Santos Viana Aluna de Enfermagem do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, em estágio, na área da Saúde Materno-Infantil, no Centro de Saúde de Santa Maria da Feira.
Bibliografia
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/saude+oral/higieneoral.htm
http://planeamento-gravidez.blogspot.com/2007/12/higiene-oral-nas-crianas.html
http://www.bebevirtual.com/Bebe%200-1-66.htm
http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/infancia/Saude+oral+na+infancia.htm

Direcção Geral de Saúde - Saúde Oral. DGS: Lisboa, 2005

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Sair de casa com o bebé: segurança rodoviária

Pouco tempo após o nascimento, o bebé faz a sua primeira viagem de automóvel e, em breve, somar-se-ão muitas mais viagens. Por isso, é fulcral e obrigatório por lei transportar o bebé com a máxima segurança. O transporte do bebé em segurança implica adaptar o seu veículo ao tamanho e idade dos pequenos passageiros bem como, a adequação dos seus hábitos como automobilista às exigências e necessidades dos mesmos.
O seu colo é o lugar mais perigoso para o seu bebé enquanto viaja de automóvel!

O que diz a lei…
Os menores de 12 anos com menos de 150 cm devem utilizar sempre sistemas de retenção (SRC) adaptados ao peso e idade e ser sempre transportados no banco de trás. É permitido o transporte de crianças, com menos de 3 anos, no banco da frente ao lado do condutor desde que, se utilize uma cadeira de assento invertido e o airbag do lado do passageiro se encontre desactivado.
Em caso de incumprimento da lei, a multa pode chegar aos 600 euros. Além disso, o condutor pode ser penalizado com inibição de conduzir, já que esta infracção é considerada uma contra-ordenação grave.

Alcofa ou cadeirinha?
A Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) defende que a alcofa não oferece garantia de segurança como a cadeirinha. Neste sentido, a alcofa só deve ser utilizada em bebés que, por motivos de saúde, não possam viajar sentados como sejam os recém-nascidos prematuros. Essa alcofa deverá ter cintos de segurança próprios para manter o bebé em segurança.

Como escolher a cadeirinha?
Frequentemente, os pais questionam-seQual a cadeirinha mais adequada? A que dá até aos 10 ou até aos 13 kg?”. Os equipamentos classificam-se de acordo com o peso das crianças. Segundo a APSI, é preferível optar pela cadeirinha até aos 13kg contrária ao sentido da marcha, isto é virada de costas para a estrada. Tal justifica-se, pelo facto de ser menos uma despesa no orçamento familiar já que, adquirindo uma cadeirinha até aos 13kg, é provável que esta sirva até a criança atingir os 15-18 meses, altura em que já é menos perigoso viajar no sentido da marcha. No caso, da cadeirinha se tornar muito pequena para a criança antes dos 15-18 meses, terá que adquirir uma cadeira 0-18kg e instalá-la contrariamente ao sentido da marcha, isto é, virada de costas.

Deve:
Certificar-se que a cadeirinha é um dispositivo de segurança homologado pelas normas da União Europeia (existem selos de qualidade e outros certificados que o atestam), podendo adquiri-las em vendedores especializados em lojas de puericultura ou nos concessionários automóveis;

• Experimentar a cadeirinha no seu automóvel, com ajuda do vendedor, de forma a identificar dúvidas existentes observando se se instala de modo firme e sem excessivas complicações.
Colocar a cadeirinha no banco da frente ou no da retaguarda?
Deve-se privilegiar, o banco da retaguarda, para o transporte da cadeirinha do bebé. No entanto, nem todos os automóveis possuem bancos ou cintos de segurança na retaguarda pelo que, os bebés podem ser transportados na cadeirinha no banco da frente, desde que o carro não disponha de airbag frontal ou que caso exista seja desactivado devendo o banco ser recuado ao máximo.

Quando o Airbag explode tem uma velocidade de 200 a 300 Km/h e pode provocar a morte a uma criança se a distância ao tablier for curta, mesmo que viaje na cadeira ou berço invertido.

É extremamente perigoso um bebé viajar num lugar equipado com airbag frontal! Alguns automóveis trazem um interruptor que permite desligar o sistema de airbag. No caso de o veículo não possuir este interruptor, o airbag poderá ser desligado numa oficina, sendo necessária a autorização da Direcção Geral de Viação.

Precauções com a cadeirinha
De acordo com a APSI, pelo menos até aos 18 meses, as crianças devem ser transportadas de costas para a estrada. A cadeira voltada para trás funciona como uma “carapaça”, que envolve a criança protegendo, uniformemente, as costas, o pescoço e a cabeça. Até aos 18 meses, o peso da cabeça dos bebés representa um quarto do seu peso corporal e as estruturas ósseas e articulações são ainda pouco firmes o que implica que, em caso de embate frontal, a grande fragilidade do pescoço pode originar situações graves.

Há cadeiras que se fixam ao automóvel unicamente através do cinto de segurança do próprio carro e outras que têm incorporado o chamado sistema Isofix que, segundo os especialistas, é o mais seguro (mas o carro também tem que estar apetrechado com o mesmo sistema!).

É importante verificar se os cintos de segurança se encontram bem apertados e confirmar se não há folgas. Deve adaptar os cintos internos (arnês) à altura dos ombros da criança, retirando as folgas (deve haver apenas uma folga de um dedo do adulto entre o arnês e o corpo da criança).

Segurança no carrinho de bebé…
Como escolher o carrinho de bebé?
O carrinho de bebé não deverá apresentar uma suspensão mole, deve ser regulável, ter o colchão firme e estar a uma altura do chão mínima de 60 cm.

O encosto vertical deverá ser rebatível para a posição horizontal, ter guardas laterais suficientemente altas para fornecer um bom apoio à cabeça e apresentar apoios de pés reguláveis.
É indispensável a presença de um cinto de segurança para prender o bebé. Deve ter em conta a possibilidade do carrinho estar equipado com protecção para o sol e para a chuva.

Precauções com o carrinho de bebé
Se escolher um carrinho de passeio que se feche e abra, certifique-se que o bebé não chega à mola de segurança;
Os carrinhos têm de ter travões de fácil acesso devendo accionar sempre os travões quando parar o carrinho;
Escolha um carrinho de bebé com uma base ampla (rodas largas) para evitar que esta incline mais do que o desejado;
Nunca pendure sacos ou outros itens pesados nas pegas do carrinho de bebé porque o peso excessivo pode provocar que este se volte;
Nunca deixe o bebé sem supervisão num carrinho de bebé.
Nunca se esqueça:
________________________Catarina Fonseca (enfermeira em estágio no Curso de Preparação para o Parto)
Bibliografia:
Enciclopédia da mãe e da criança: Cuidados com a criança. Lisboa: Editora Lusodidacta, 1995.
FELICITAS PORTUGAL. O guia cuidar do bebé. Carnaxide. 10.ª Edição. 2004.
WONG, Donna L. Enfermagem Pediátrica: elementos essenciais à intervenção efectiva. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1999.
http://www.bebegold.com.pt/na_dynamic_page3.asp?menu_id=147&menu_item_id=1
www.dgv.pt/.../5_conselhos.asp
http://www.fastaccess.pt/cgi/cgi-bin/segurancarodoviaria/Criancas_Detalhe4.asp
http://www.galpenergia.com/Galp+Energia/Portugues/Produtos+e+Servicos/na+estrada/recomendacoes/arquivo/A+crianca+e+o+automovel.htm
http://www.paisefilhos.iol.pt/artigo.php?div_id=3654&id=785635

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

O choro do bebé

Porque chora o meu bebé?

A primeira coisa que o bebé faz logo que nasce é chorar. Esta situação é deveras importante, na medida em que graças ao primeiro choro ocorre a transição da circulação fetoplacentária para a respiração independente.

O choro permite ao bebé inspirar o ar, expandir os pulmões e realizar as trocas gasosas que asseguram o eficaz funcionamento do seu organismo e a adaptação à vida extra-uterina.

Neste sentido, o choro é normal nos bebés ainda que seja, frequentemente, causa de ansiedade e desespero de muitos pais e famílias.
O bebé é incapaz de dizer o que precisa ou o que sente, recorrendo, desta forma, a sinais corporais, como mexer os pés e as mãos energeticamente, virando constantemente a cabeça, entre outros.
No entanto, o choro é o melhor instrumento de comunicação que o bebé possui, permitindo-lhe chamar a atenção do meio que o envolve do modo mais rápido e eficaz.

Nas primeiras semanas os pais sentem maior dificuldade em descodificar o choro do seu bebé, mas com o tempo e à medida que vão interagindo com o filho, aprendem a reconhecer certas diferenças no choro e a agir de acordo com as necessidades do bebé.

Eis algumas das causas mais comuns porque chora um bebé:

1 - Causas de Desconforto Físico

- O choro devido a fome
Provavelmente, o choro devido a fome será o tipo de choro mais facilmente identificável para a mãe do bebé.
Caso a hora da refeição esteja próxima, este poderá ser, realmente o motivo do choro.
Ao chorar de fome o bebé tende acalmar-se ao ver que a sua refeição está a ser preparada.
Por exemplo, no caso de estar a amamentar, se lhe pegar ao colo e o encostar ao peito, se pegar no biberão e no babete, se sentar o bebé na cadeirinha, o bebé ficará menos agitado diminuindo o choro.

Por vezes, apesar do bebé chorar devido a fome, quando é colocado ao peito ou ao biberão, recusa e recomeça a chorar. Se esta situação surgir é aconselhável que observe a proeminência do seu mamilo e o volume do seu seio, verificando se o volume de leite é suficiente para as necessidades do bebé.

No caso da alimentação por biberão, verifique se o orifício da tetina se encontra obstruído, se o leite apresenta uma temperatura adequada e se o bebé está numa posição confortável.

- O choro depois de comer
Pode acontecer que, depois de lhe ter dado a mamada ou o biberão normais, o bebé recomece a chorar, como se ainda não tivesse comido. De facto, à medida que o bebé cresce, é natural que aumente as suas necessidades e nutricionais daí que seja possível que o bebé chore por ainda não se encontrar saciado. Neste sentido, terá que aumentar a dose de alimento, para que o bebé permaneça satisfeito até à refeição seguinte.

- O choro devido a sede
O bebé também pode chorar devido a sede, embora este tipo de choro seja menos frequente no lactente, já que o leite materno e os leites adaptados satisfazem simultaneamente as necessidades hídricas e calóricas.

No entanto, em ambientes muito quentes e secos, como sejam locais com aquecimento artificial, no Verão, em viagens longas e no caso de se apresentar com diarreia, como forma de prevenir a desidratação ofereça ao bebé um pouco de água fervida arrefecida numa pequena colher ou num biberão.

- O choro devido à fralda suja ou molhada
O choro devido à fralda suja ou molhada é muito comum. A fralda deve ser mudada de forma a prevenir lesões e a manter a pele íntegra. É fundamental que os pais estejam atentos a possíveis irritações na região anal e genital.

- O choro devido a cólicas
Durante os três primeiros meses de vida é frequente os bebés terem dores abdominais por acumulação de gases. Numa cólica típica o bebé emite gritos estridentes, por vezes durante várias horas e, mais frequentemente, nas primeiras horas da noite, aliviando durante o dia. Geralmente apresenta um aspecto tenso e o abdómen fica distendido e duro. Uma massagem na barriga do bebé no sentido dos ponteiros do relógio pode ajudar ao alívio das dores.
Para evitar a acumulação de gases:
- Evite deixar o bebé muitas horas sem se alimentar, porque ao tentar comer mais depressa irá engolir mais ar;
- Adapte-o bem à mama ou, no caso de usar biberão, tenha o cuidado de o inclinar o suficiente para que a tetina esteja completamente preenchida por leite.
- No final de cada mamada segure o bebé com a cabeça e tronco em posição vertical, de forma a que ele arrote;
- Efectue com regularidade massagens na região abdominal.

- O choro devido ao calor e ao frio
O calor e o frio também podem ser motivos de desconforto físico e, consequentemente, provocar uma crise de choro. Os bebés, incapazes de regular eficazmente a temperatura corporal precisam de determinados cuidados de forma a ser satisfeita esta necessidade. Proteja o seu bebé apenas com a roupa necessária ao tipo de ambiente em que ele se encontra.

2 - Causas de Desconforto Emocional

- O choro devido ao cansaço
O cansaço pode ser responsável por prolongadas crises de choro. O bebé, ainda que fatigado, pode passar por um período de agitação (chorar e gritar de forma intensa e ruidosa e outras vezes baixinho e de forma monótona) até adormecer. O cansaço pode surgir caso a hora habitual do bebé ser deitado tenha sido alterada ou se está mais excitado por ter estado em ambientes estimulantes, excessivamente ruidosos e movimentados.

Nestas situações pode adoptar algumas estratégias para adormecer o bebé como sejam:
- Pegá-lo ao colo;
- Andar com o bebé ao colo de um lado para o outro, devagarinho;
- Cantar-lhe baixinho uma canção de embalar;
- Contar-lhe uma história, se o bebé já tiver idade para isso;

No entanto, não adormeça o bebé ao colo sistematicamente! Esta situação causa habituação despoletando que acorde e recomece a chorar assim que é colocado no berço. O ideal é que o bebé adormeça na sua cama.

- O choro devido à insegurança de estar sozinho
Alguns bebés choram quando se encontram sozinhos. Nesta situação vá habituando-o a permanecer sozinho por períodos cada vez maiores, embora seja importante que ele sinta o seu apoio e a sua presença quando necessita. Estimule-o a aprender a brincar sozinho, a concentrar-se nas actividades que está a desenvolver, de forma a que ele se torne gradualmente mais autónomo.
- O choro como reacção a estranhos
Quando o bebé se encontra no colo de alguém que não conhece poderá reagir, chorando. No entanto, não se preocupe pois é perfeitamente normal. As crianças aprendem, rapidamente a reconhecer as pessoas que lhes são próximas, em especial a mãe, reagindo a alguém que não faz parte do seu quotidiano.

Estas são algumas das razões pelas quais um bebé pode chorar. Esperamos que estas dicas ajudem a diagnosticar a causa do choro. Se o choro persistir, deve contactar um profissional de saúde.

Na nossa sociedade temos tendência a considerar a necessária prestação de cuidados ao bebé com desvelo, como sendo prejudicial ou sinónimo de “estragar com mimos”. No entanto, como foi abordado anteriormente, as causas do choro do bebé podem variar, e muitas delas devem-se a necessidades simples que têm de ser satisfeitas, para o seu bem-estar. Por isso, o choro de um bebé nunca deve ser menosprezado!

____________________________ Catarina Fonseca (enfermeira em estágio no Curso de Preparação para o Parto)
Bibliografia:
http://saude.bloguedobebe.com/45/Os-diferentes-choros-do-bebe/
http://www.bebes.com.pt/choro_bebe
BAYNHAM, Angela; ASGHER, Corinne; ESDEN, Anne. A mãe e o bebé. Porto. Editora Civilização, 2003.
COLLINS, Jane. Saúde do bebé e da criança. Porto. Editora Civilização, 2004.
MACKONOCHIE, Alison. Manual completo da gravidez e do beé – a gravidez semana a semana e a vida do bebé mês a mês. Lisboa. Editorial Estampa, 1997.
MARTI, José; GUERRA, Jorge, [et al].Programa de formação – Maternidade e Puericultura. Volume 2. Lisboa. Ed. Oceano Liarte.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Extracção e conservação de leite materno

A extracção frequente de leite constitui um estímulo importante para a sua produção. Nalgumas situações torna-se fundamental extrair leite materno, nomeadamente:

- ajudar o bebé a adaptar-se à mama quando esta se encontra cheia;
- para prevenir ou aliviar o ingurgitamento (congestão) mamário;
- para libertar os ductos que se encontram bloqueados;
- alimentar o bebé que apresenta descoordenação ou recusa mamar;
- manter a lactação quando a mãe está doente;
- manter a lactação quando o bebé está doente ou hospitalizado e não pode mamar;
- manter a lactação quando a mãe tomou medicamentos que impedem temporariamente a amamentação;
- iniciar e manter a lactação quando o bebé nasceu prematuro e ainda não consegue mamar;
- quando a mãe tem de se ausentar, viajar ou regressar ao trabalho;

Todas as mães deveriam aprender a retirar o leite, pois a grande maioria irá, mais cedo ou mais tarde, deparar-se com uma das situações mencionadas.

No caso de iniciar a extracção após o parto vai precisar de muita motivação e empenho, uma vez que surgem dificuldades próprias de uma técnica que requer tempo e paciência para a aprendizagem.
De início a quantidade de colostro produzida é pequena e muito dependente do seu estado emocional e da sua motivação. Se estiver muito ansiosa, angustiada ou com muitas dores pode verificar-se um atraso na produção do leite.
No entanto, não existe uma inibição da sua produção, mas sim um atraso, cuja forma de contrariar consiste em extrair frequentemente (8 a 12 vezes por dia). A quantidade de colostro que vai conseguir retirar é pequena mas com o tempo vai aumentar, tal como acontece quando o bebé mama normalmente.

Com que frequência deve tirar leite?
Nos primeiros dias, os bebés mamam entre 8 a 12 vezes por dia. Esta é a quantidade de extracções que deve efectuar para poder ter leite, sendo o número mínimo de 6 vezes.

E de noite?
De início não é absolutamente necessário retirar leite durante a noite, mas assim que começar a produzir uma maior quantidade poderá verificar a ocorrência de ingurgitamento mamário, ficando com os seios volumosos, cheios e dolorosos obrigando-a a uma ou mais sessões nocturnas.

Se o objectivo é aumentar a produção de leite, a extracção nocturna é muito importante e por isso deverá fazê-lo, pelo menos uma vez, a meio da noite.
Mais tarde, quando o aleitamento materno estiver bem estabelecido, se não se sentir desconfortável não é obrigatória a extracção durante a noite. Se se verificar uma diminuição de produção, será mais prudente estimular a produção durante a noite.



Métodos de extracção de leite
O leite materno pode ser extraído manualmente, com bomba manual ou com bomba eléctrica.


Passos a seguir para extrair o leite
Qualquer que seja o método utilizado deve seguir estes passos:
1. Lave bem as mãos;
2. Procure um local sossegado onde esteja confortável e descontraída;
3. Faça uma suave massagem no peito, de forma circular, com a ponta dos dedos, para ajudar o leite a fluir.
4. Estimule suavemente os mamilos rodando-os entre os dedos;
5. As peças da bomba (caso use uma) e o frasco ou biberão onde vai armazenar o leite, devem ser lavados e esterilizados.

Conservação do leite
- no frigorífico (0-4º): 48 horas;
- no congelador (dentro do frigorífico): 1 semana;
- no congelador (independente do frigorífico) ou na arca congeladora: 3 meses.
Se optar por congelar o leite deverá colocar uma etiqueta com o dia e a hora da extracção do leite.
Descongelação do leite
Para descongelar o leite, coloque-o previamente no frigorífico para ir descongelando lentamente. Quando o quiser oferecer ao bebé, coloque o o leite num recipiente em água quente ou debaixo da torneira. Não se recomenda o uso do microondas.
___________________________________ Vânia Coimbra
Bibliografia:
http://www.leitematerno.org/
htpp://www.aleitamentomaterno.com