segunda-feira, 14 de abril de 2008

Higiene Oral

A higiene oral começa logo após a erupção do primeiro dente do bebé. Descurada, pode mais tarde originar sintomas que levam a um agravamento da saúde dentária. Cáries, gengivites, tártaro, apodrecimento e queda dos dentes são exemplo disso. Como “mais vale prevenir que remediar” deve tomar conta da higiene oral dos seus filhos logo desde os primeiros dias de vida. “Prevenção” é a palavra-chave.

Como cuidar dos dentes do seu filho?
Os primeiros dentes nascem por volta dos seis meses de vida do bebé, e como tal deverão ser sujeitos aos procedimentos normais, como a escovagem. Esta deve ser executada pelo menos duas vezes por dia, sendo uma delas, obrigatoriamente, antes de deitar.

É importante estar ao lado do seu filho, no momento da escovagem, até aos 6-7 anos de idade, de forma a ensinar a técnica correcta.

Antes do nascimento do primeiro dente, alguns factores podem afectar a sua aparência e a sua saúde de forma permanente. Existem alguns medicamentos que, se forem administrados às grávidas, às mães que amamentam ou às crianças, no período em que se estão a formar os dentes, podem causar a descoloração ou alterações na formação dos dentes. Por esta razão, siga sempre as recomendações do médico. Não tome medicamentos, que não sejam indicados pelo médico.

Qual é a melhor forma de escovar os dentes de leite?
Deve efectuar ou vigiar a escovagem das suas crianças, seguindo os passos seguintes:

• A limpeza dos dentes deve iniciar-se logo após a erupção do primeiro dente do bebé. No início, quando há poucos dentes erupcionados, pode utilizar-se uma gaze, dedeira específica para o efeito ou escova de dentes.

A escova de dentes deve ser macia e ter um tamanho adequado à boca do bebé. Deve usar-se "dentrífico com teor de fluoretos entre 1000-1500 ppm de fluor (dentrífico de adulto), sendo a quantidade a utilizar do tamanho da unha do 5º dedo da mão da própria criança" (DGS, 2005:41).
• Tenha atenção para ensinar a sua/o filha/o a não engolir a pasta.

• Direccione os filamentos da escova de encontro às faces dentárias e execute suaves movimentos de rotação. Repita isto em todas as faces dentárias.

Depois de escovar os dentes deve escovar a língua; coloque a escova sobre a língua e escove suavemente de trás para a frente, não force explique tudo pode mesmo exemplificar primeiro, para que o hábito de escovar os dentes e a língua, seja do agrado da criança.

Cáries de biberão
As cáries são provocadas pela exposição frequente e demorada dos dentes a líquidos que contêm açúcar, como o leite, papas e sumos de fruta.
Os líquidos açucarados facilitam a adesão das bactérias às superfícies dentárias, depositam-se à volta dos dentes e permanecem aí durante longos períodos enquanto o bebé dorme, conduzindo à formação de cáries dentárias que têm o seu início nos dentes anteriores superiores e inferiores (incisivos e caninos). Não deve deixar que o seu bebé adormeça com o biberão de sumo ou de leite na boca.


Chupar no dedo
Este reflexo é normal, mas pode provocar alterações no desenvolvimento da boca, afectando a posição dos dentes, sendo que este hábito resulta normalmente numa inclinação dos dentes anteriores para a frente. Para além deste, existem outros problemas, como um maior número de cáries, dentes com maior desgaste e problemas articulares. A chupeta, se usada prolongadamente e após a erupção dos dentes definitivos pode provocar o mesmo tipo de situações.
Recomendamos o máximo de higiene, das mãozinhas e da chupeta.

Uma boca saudável na idade adulta depende dos cuidados que forem mantidos desde o berço.

__________Sandra dos Santos Viana Aluna de Enfermagem do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, em estágio, na área da Saúde Materno-Infantil, no Centro de Saúde de Santa Maria da Feira.
Bibliografia
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/saude+oral/higieneoral.htm
http://planeamento-gravidez.blogspot.com/2007/12/higiene-oral-nas-crianas.html
http://www.bebevirtual.com/Bebe%200-1-66.htm
http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/infancia/Saude+oral+na+infancia.htm

Direcção Geral de Saúde - Saúde Oral. DGS: Lisboa, 2005

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Sair de casa com o bebé: segurança rodoviária

Pouco tempo após o nascimento, o bebé faz a sua primeira viagem de automóvel e, em breve, somar-se-ão muitas mais viagens. Por isso, é fulcral e obrigatório por lei transportar o bebé com a máxima segurança. O transporte do bebé em segurança implica adaptar o seu veículo ao tamanho e idade dos pequenos passageiros bem como, a adequação dos seus hábitos como automobilista às exigências e necessidades dos mesmos.
O seu colo é o lugar mais perigoso para o seu bebé enquanto viaja de automóvel!

O que diz a lei…
Os menores de 12 anos com menos de 150 cm devem utilizar sempre sistemas de retenção (SRC) adaptados ao peso e idade e ser sempre transportados no banco de trás. É permitido o transporte de crianças, com menos de 3 anos, no banco da frente ao lado do condutor desde que, se utilize uma cadeira de assento invertido e o airbag do lado do passageiro se encontre desactivado.
Em caso de incumprimento da lei, a multa pode chegar aos 600 euros. Além disso, o condutor pode ser penalizado com inibição de conduzir, já que esta infracção é considerada uma contra-ordenação grave.

Alcofa ou cadeirinha?
A Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) defende que a alcofa não oferece garantia de segurança como a cadeirinha. Neste sentido, a alcofa só deve ser utilizada em bebés que, por motivos de saúde, não possam viajar sentados como sejam os recém-nascidos prematuros. Essa alcofa deverá ter cintos de segurança próprios para manter o bebé em segurança.

Como escolher a cadeirinha?
Frequentemente, os pais questionam-seQual a cadeirinha mais adequada? A que dá até aos 10 ou até aos 13 kg?”. Os equipamentos classificam-se de acordo com o peso das crianças. Segundo a APSI, é preferível optar pela cadeirinha até aos 13kg contrária ao sentido da marcha, isto é virada de costas para a estrada. Tal justifica-se, pelo facto de ser menos uma despesa no orçamento familiar já que, adquirindo uma cadeirinha até aos 13kg, é provável que esta sirva até a criança atingir os 15-18 meses, altura em que já é menos perigoso viajar no sentido da marcha. No caso, da cadeirinha se tornar muito pequena para a criança antes dos 15-18 meses, terá que adquirir uma cadeira 0-18kg e instalá-la contrariamente ao sentido da marcha, isto é, virada de costas.

Deve:
Certificar-se que a cadeirinha é um dispositivo de segurança homologado pelas normas da União Europeia (existem selos de qualidade e outros certificados que o atestam), podendo adquiri-las em vendedores especializados em lojas de puericultura ou nos concessionários automóveis;

• Experimentar a cadeirinha no seu automóvel, com ajuda do vendedor, de forma a identificar dúvidas existentes observando se se instala de modo firme e sem excessivas complicações.
Colocar a cadeirinha no banco da frente ou no da retaguarda?
Deve-se privilegiar, o banco da retaguarda, para o transporte da cadeirinha do bebé. No entanto, nem todos os automóveis possuem bancos ou cintos de segurança na retaguarda pelo que, os bebés podem ser transportados na cadeirinha no banco da frente, desde que o carro não disponha de airbag frontal ou que caso exista seja desactivado devendo o banco ser recuado ao máximo.

Quando o Airbag explode tem uma velocidade de 200 a 300 Km/h e pode provocar a morte a uma criança se a distância ao tablier for curta, mesmo que viaje na cadeira ou berço invertido.

É extremamente perigoso um bebé viajar num lugar equipado com airbag frontal! Alguns automóveis trazem um interruptor que permite desligar o sistema de airbag. No caso de o veículo não possuir este interruptor, o airbag poderá ser desligado numa oficina, sendo necessária a autorização da Direcção Geral de Viação.

Precauções com a cadeirinha
De acordo com a APSI, pelo menos até aos 18 meses, as crianças devem ser transportadas de costas para a estrada. A cadeira voltada para trás funciona como uma “carapaça”, que envolve a criança protegendo, uniformemente, as costas, o pescoço e a cabeça. Até aos 18 meses, o peso da cabeça dos bebés representa um quarto do seu peso corporal e as estruturas ósseas e articulações são ainda pouco firmes o que implica que, em caso de embate frontal, a grande fragilidade do pescoço pode originar situações graves.

Há cadeiras que se fixam ao automóvel unicamente através do cinto de segurança do próprio carro e outras que têm incorporado o chamado sistema Isofix que, segundo os especialistas, é o mais seguro (mas o carro também tem que estar apetrechado com o mesmo sistema!).

É importante verificar se os cintos de segurança se encontram bem apertados e confirmar se não há folgas. Deve adaptar os cintos internos (arnês) à altura dos ombros da criança, retirando as folgas (deve haver apenas uma folga de um dedo do adulto entre o arnês e o corpo da criança).

Segurança no carrinho de bebé…
Como escolher o carrinho de bebé?
O carrinho de bebé não deverá apresentar uma suspensão mole, deve ser regulável, ter o colchão firme e estar a uma altura do chão mínima de 60 cm.

O encosto vertical deverá ser rebatível para a posição horizontal, ter guardas laterais suficientemente altas para fornecer um bom apoio à cabeça e apresentar apoios de pés reguláveis.
É indispensável a presença de um cinto de segurança para prender o bebé. Deve ter em conta a possibilidade do carrinho estar equipado com protecção para o sol e para a chuva.

Precauções com o carrinho de bebé
Se escolher um carrinho de passeio que se feche e abra, certifique-se que o bebé não chega à mola de segurança;
Os carrinhos têm de ter travões de fácil acesso devendo accionar sempre os travões quando parar o carrinho;
Escolha um carrinho de bebé com uma base ampla (rodas largas) para evitar que esta incline mais do que o desejado;
Nunca pendure sacos ou outros itens pesados nas pegas do carrinho de bebé porque o peso excessivo pode provocar que este se volte;
Nunca deixe o bebé sem supervisão num carrinho de bebé.
Nunca se esqueça:
________________________Catarina Fonseca (enfermeira em estágio no Curso de Preparação para o Parto)
Bibliografia:
Enciclopédia da mãe e da criança: Cuidados com a criança. Lisboa: Editora Lusodidacta, 1995.
FELICITAS PORTUGAL. O guia cuidar do bebé. Carnaxide. 10.ª Edição. 2004.
WONG, Donna L. Enfermagem Pediátrica: elementos essenciais à intervenção efectiva. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1999.
http://www.bebegold.com.pt/na_dynamic_page3.asp?menu_id=147&menu_item_id=1
www.dgv.pt/.../5_conselhos.asp
http://www.fastaccess.pt/cgi/cgi-bin/segurancarodoviaria/Criancas_Detalhe4.asp
http://www.galpenergia.com/Galp+Energia/Portugues/Produtos+e+Servicos/na+estrada/recomendacoes/arquivo/A+crianca+e+o+automovel.htm
http://www.paisefilhos.iol.pt/artigo.php?div_id=3654&id=785635

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

O choro do bebé

Porque chora o meu bebé?

A primeira coisa que o bebé faz logo que nasce é chorar. Esta situação é deveras importante, na medida em que graças ao primeiro choro ocorre a transição da circulação fetoplacentária para a respiração independente.

O choro permite ao bebé inspirar o ar, expandir os pulmões e realizar as trocas gasosas que asseguram o eficaz funcionamento do seu organismo e a adaptação à vida extra-uterina.

Neste sentido, o choro é normal nos bebés ainda que seja, frequentemente, causa de ansiedade e desespero de muitos pais e famílias.
O bebé é incapaz de dizer o que precisa ou o que sente, recorrendo, desta forma, a sinais corporais, como mexer os pés e as mãos energeticamente, virando constantemente a cabeça, entre outros.
No entanto, o choro é o melhor instrumento de comunicação que o bebé possui, permitindo-lhe chamar a atenção do meio que o envolve do modo mais rápido e eficaz.

Nas primeiras semanas os pais sentem maior dificuldade em descodificar o choro do seu bebé, mas com o tempo e à medida que vão interagindo com o filho, aprendem a reconhecer certas diferenças no choro e a agir de acordo com as necessidades do bebé.

Eis algumas das causas mais comuns porque chora um bebé:

1 - Causas de Desconforto Físico

- O choro devido a fome
Provavelmente, o choro devido a fome será o tipo de choro mais facilmente identificável para a mãe do bebé.
Caso a hora da refeição esteja próxima, este poderá ser, realmente o motivo do choro.
Ao chorar de fome o bebé tende acalmar-se ao ver que a sua refeição está a ser preparada.
Por exemplo, no caso de estar a amamentar, se lhe pegar ao colo e o encostar ao peito, se pegar no biberão e no babete, se sentar o bebé na cadeirinha, o bebé ficará menos agitado diminuindo o choro.

Por vezes, apesar do bebé chorar devido a fome, quando é colocado ao peito ou ao biberão, recusa e recomeça a chorar. Se esta situação surgir é aconselhável que observe a proeminência do seu mamilo e o volume do seu seio, verificando se o volume de leite é suficiente para as necessidades do bebé.

No caso da alimentação por biberão, verifique se o orifício da tetina se encontra obstruído, se o leite apresenta uma temperatura adequada e se o bebé está numa posição confortável.

- O choro depois de comer
Pode acontecer que, depois de lhe ter dado a mamada ou o biberão normais, o bebé recomece a chorar, como se ainda não tivesse comido. De facto, à medida que o bebé cresce, é natural que aumente as suas necessidades e nutricionais daí que seja possível que o bebé chore por ainda não se encontrar saciado. Neste sentido, terá que aumentar a dose de alimento, para que o bebé permaneça satisfeito até à refeição seguinte.

- O choro devido a sede
O bebé também pode chorar devido a sede, embora este tipo de choro seja menos frequente no lactente, já que o leite materno e os leites adaptados satisfazem simultaneamente as necessidades hídricas e calóricas.

No entanto, em ambientes muito quentes e secos, como sejam locais com aquecimento artificial, no Verão, em viagens longas e no caso de se apresentar com diarreia, como forma de prevenir a desidratação ofereça ao bebé um pouco de água fervida arrefecida numa pequena colher ou num biberão.

- O choro devido à fralda suja ou molhada
O choro devido à fralda suja ou molhada é muito comum. A fralda deve ser mudada de forma a prevenir lesões e a manter a pele íntegra. É fundamental que os pais estejam atentos a possíveis irritações na região anal e genital.

- O choro devido a cólicas
Durante os três primeiros meses de vida é frequente os bebés terem dores abdominais por acumulação de gases. Numa cólica típica o bebé emite gritos estridentes, por vezes durante várias horas e, mais frequentemente, nas primeiras horas da noite, aliviando durante o dia. Geralmente apresenta um aspecto tenso e o abdómen fica distendido e duro. Uma massagem na barriga do bebé no sentido dos ponteiros do relógio pode ajudar ao alívio das dores.
Para evitar a acumulação de gases:
- Evite deixar o bebé muitas horas sem se alimentar, porque ao tentar comer mais depressa irá engolir mais ar;
- Adapte-o bem à mama ou, no caso de usar biberão, tenha o cuidado de o inclinar o suficiente para que a tetina esteja completamente preenchida por leite.
- No final de cada mamada segure o bebé com a cabeça e tronco em posição vertical, de forma a que ele arrote;
- Efectue com regularidade massagens na região abdominal.

- O choro devido ao calor e ao frio
O calor e o frio também podem ser motivos de desconforto físico e, consequentemente, provocar uma crise de choro. Os bebés, incapazes de regular eficazmente a temperatura corporal precisam de determinados cuidados de forma a ser satisfeita esta necessidade. Proteja o seu bebé apenas com a roupa necessária ao tipo de ambiente em que ele se encontra.

2 - Causas de Desconforto Emocional

- O choro devido ao cansaço
O cansaço pode ser responsável por prolongadas crises de choro. O bebé, ainda que fatigado, pode passar por um período de agitação (chorar e gritar de forma intensa e ruidosa e outras vezes baixinho e de forma monótona) até adormecer. O cansaço pode surgir caso a hora habitual do bebé ser deitado tenha sido alterada ou se está mais excitado por ter estado em ambientes estimulantes, excessivamente ruidosos e movimentados.

Nestas situações pode adoptar algumas estratégias para adormecer o bebé como sejam:
- Pegá-lo ao colo;
- Andar com o bebé ao colo de um lado para o outro, devagarinho;
- Cantar-lhe baixinho uma canção de embalar;
- Contar-lhe uma história, se o bebé já tiver idade para isso;

No entanto, não adormeça o bebé ao colo sistematicamente! Esta situação causa habituação despoletando que acorde e recomece a chorar assim que é colocado no berço. O ideal é que o bebé adormeça na sua cama.

- O choro devido à insegurança de estar sozinho
Alguns bebés choram quando se encontram sozinhos. Nesta situação vá habituando-o a permanecer sozinho por períodos cada vez maiores, embora seja importante que ele sinta o seu apoio e a sua presença quando necessita. Estimule-o a aprender a brincar sozinho, a concentrar-se nas actividades que está a desenvolver, de forma a que ele se torne gradualmente mais autónomo.
- O choro como reacção a estranhos
Quando o bebé se encontra no colo de alguém que não conhece poderá reagir, chorando. No entanto, não se preocupe pois é perfeitamente normal. As crianças aprendem, rapidamente a reconhecer as pessoas que lhes são próximas, em especial a mãe, reagindo a alguém que não faz parte do seu quotidiano.

Estas são algumas das razões pelas quais um bebé pode chorar. Esperamos que estas dicas ajudem a diagnosticar a causa do choro. Se o choro persistir, deve contactar um profissional de saúde.

Na nossa sociedade temos tendência a considerar a necessária prestação de cuidados ao bebé com desvelo, como sendo prejudicial ou sinónimo de “estragar com mimos”. No entanto, como foi abordado anteriormente, as causas do choro do bebé podem variar, e muitas delas devem-se a necessidades simples que têm de ser satisfeitas, para o seu bem-estar. Por isso, o choro de um bebé nunca deve ser menosprezado!

____________________________ Catarina Fonseca (enfermeira em estágio no Curso de Preparação para o Parto)
Bibliografia:
http://saude.bloguedobebe.com/45/Os-diferentes-choros-do-bebe/
http://www.bebes.com.pt/choro_bebe
BAYNHAM, Angela; ASGHER, Corinne; ESDEN, Anne. A mãe e o bebé. Porto. Editora Civilização, 2003.
COLLINS, Jane. Saúde do bebé e da criança. Porto. Editora Civilização, 2004.
MACKONOCHIE, Alison. Manual completo da gravidez e do beé – a gravidez semana a semana e a vida do bebé mês a mês. Lisboa. Editorial Estampa, 1997.
MARTI, José; GUERRA, Jorge, [et al].Programa de formação – Maternidade e Puericultura. Volume 2. Lisboa. Ed. Oceano Liarte.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Extracção e conservação de leite materno

A extracção frequente de leite constitui um estímulo importante para a sua produção. Nalgumas situações torna-se fundamental extrair leite materno, nomeadamente:

- ajudar o bebé a adaptar-se à mama quando esta se encontra cheia;
- para prevenir ou aliviar o ingurgitamento (congestão) mamário;
- para libertar os ductos que se encontram bloqueados;
- alimentar o bebé que apresenta descoordenação ou recusa mamar;
- manter a lactação quando a mãe está doente;
- manter a lactação quando o bebé está doente ou hospitalizado e não pode mamar;
- manter a lactação quando a mãe tomou medicamentos que impedem temporariamente a amamentação;
- iniciar e manter a lactação quando o bebé nasceu prematuro e ainda não consegue mamar;
- quando a mãe tem de se ausentar, viajar ou regressar ao trabalho;

Todas as mães deveriam aprender a retirar o leite, pois a grande maioria irá, mais cedo ou mais tarde, deparar-se com uma das situações mencionadas.

No caso de iniciar a extracção após o parto vai precisar de muita motivação e empenho, uma vez que surgem dificuldades próprias de uma técnica que requer tempo e paciência para a aprendizagem.
De início a quantidade de colostro produzida é pequena e muito dependente do seu estado emocional e da sua motivação. Se estiver muito ansiosa, angustiada ou com muitas dores pode verificar-se um atraso na produção do leite.
No entanto, não existe uma inibição da sua produção, mas sim um atraso, cuja forma de contrariar consiste em extrair frequentemente (8 a 12 vezes por dia). A quantidade de colostro que vai conseguir retirar é pequena mas com o tempo vai aumentar, tal como acontece quando o bebé mama normalmente.

Com que frequência deve tirar leite?
Nos primeiros dias, os bebés mamam entre 8 a 12 vezes por dia. Esta é a quantidade de extracções que deve efectuar para poder ter leite, sendo o número mínimo de 6 vezes.

E de noite?
De início não é absolutamente necessário retirar leite durante a noite, mas assim que começar a produzir uma maior quantidade poderá verificar a ocorrência de ingurgitamento mamário, ficando com os seios volumosos, cheios e dolorosos obrigando-a a uma ou mais sessões nocturnas.

Se o objectivo é aumentar a produção de leite, a extracção nocturna é muito importante e por isso deverá fazê-lo, pelo menos uma vez, a meio da noite.
Mais tarde, quando o aleitamento materno estiver bem estabelecido, se não se sentir desconfortável não é obrigatória a extracção durante a noite. Se se verificar uma diminuição de produção, será mais prudente estimular a produção durante a noite.



Métodos de extracção de leite
O leite materno pode ser extraído manualmente, com bomba manual ou com bomba eléctrica.


Passos a seguir para extrair o leite
Qualquer que seja o método utilizado deve seguir estes passos:
1. Lave bem as mãos;
2. Procure um local sossegado onde esteja confortável e descontraída;
3. Faça uma suave massagem no peito, de forma circular, com a ponta dos dedos, para ajudar o leite a fluir.
4. Estimule suavemente os mamilos rodando-os entre os dedos;
5. As peças da bomba (caso use uma) e o frasco ou biberão onde vai armazenar o leite, devem ser lavados e esterilizados.

Conservação do leite
- no frigorífico (0-4º): 48 horas;
- no congelador (dentro do frigorífico): 1 semana;
- no congelador (independente do frigorífico) ou na arca congeladora: 3 meses.
Se optar por congelar o leite deverá colocar uma etiqueta com o dia e a hora da extracção do leite.
Descongelação do leite
Para descongelar o leite, coloque-o previamente no frigorífico para ir descongelando lentamente. Quando o quiser oferecer ao bebé, coloque o o leite num recipiente em água quente ou debaixo da torneira. Não se recomenda o uso do microondas.
___________________________________ Vânia Coimbra
Bibliografia:
http://www.leitematerno.org/
htpp://www.aleitamentomaterno.com

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Ser Mãe...

"Existem vários tipos de mães, as que cuidam demais, outras que são autoritárias, as calmas, agitadas, aquelas que deixam seus filhos crescerem com mais liberdade... Podemos citar várias mães diferentes, com certeza há muitas mães que agregam diferentes perfis ao mesmo tempo.

Ser mãe, educar, preparar para vida, ajudar na construção do adulto... são tarefas difíceis que geram muitas perguntas...
Será que tenho as características necessárias para ser uma boa mãe para a minha filha
?
Como responderei as perguntas do meu filho?
Será que estou a fazer tudo certo?


Nem sempre as respostas aparecem no momento que deveriam, ou que gostaría
mos, deixando estas interrogações abertas e gerando novas dúvidas e muitas vezes uma grande aflição... mas tenha certeza, não importa qual tipo de mãe você é, qual tipo de filho ou quantos filhos você tem...

enquanto o filho cresce, acreditamos que o ensinamos; mas são os filhos, com as suas dúvidas, os seus sorrisos, as suas decepções, as suas tristezas, a sua felicidade, os seus desejos, que vão ensinando a mulher a ser mãe!...

Portanto não se preocupe em SAB
ER, preocupe-se em ESTAR!

Estar ao lado para ouvir as dúvidas.
Estar ao lado para ver os sorrisos.

Estar ao lado para perceber as decepções, para sentir as tristezas, para vivenciar a felicidade, para descobrir os desejos!

Estar ao lado não é sinónimo de quantidade de tempo junto, mas de QUALIDADE de tempo em que você está junto da sua criança. Mesmo que este tempo seja pequeno, quando estiver com seu filho, ESTEJA COM ELE, para que você possa permitir que o seu filho a ajude a ser sua mãe!"

..... Cristiane Alves de Oliveira

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Ser Pai...

"Ser pai é antes de tudo um direito, deve-se exigi-lo, brigar por ele! Ser pai é saber exercer autoridade.

Autoridade vem do latim augere, que quer dizer: aumentar, desenvolver, fazer crescer. É estar presente, é ter tempo (criar o tempo) para o filho...É saber escutar... se não conhecer, não é possível ajudar. É aprender sempre. Se não aprender, não é possível ensinar...

Estar alerta, estar próximo, acessível...são os primeiros passos...É ser exemplo como caminho para a educação.Pedir ajuda quando não se sabe o caminho, colo quando está cansado, ter em Deus (Nosso Pai) a referência maior, para que se possa amar e ser amigo do filho, e crescer junto com ele...

É quando aceitamos as nossas limitações, as nossas dificuldades e os nossos medos, que nos tornamos mais fortes, porque nos tornamos capazes de lutar pelo que é necessário!...

Vossos filhos não são vossos filhos... São os filhos e as filhas do chamado da vida para si própria. Vêm por vosso intermédio, não de vós. E ainda que convosco estejam, não vos pertencem.

Podeis dar-lhes amor, mas nunca vossos pensamentos, porque eles têm seus próprios pensamentos.

Podeis abraçar os seus corpos, mas não as suas almas, porque as suas almas habitam a mansão do amanhã, a qual não podeis visitar, nem em vossos sonhos.

Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não tenteis fazê-los como vós, pois a vida não caminha para trás e nem se detém no ontem.

Sois os arcos”, por meio dos quais os vossos filhos, quais flechas vivas, são projectados.

O Arqueiro enxerga o alvo no caminho do infinito e empresta-vos a Sua força para que suas flechas possam voar rapidamente e à distância.

Que a vossa tensão, pela mão do Arqueiro, seja para a felicidade; pois assim como Ele ama a flecha que voa, Ama o arco que está estável." Kalil Gibran

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Amamentar é amar!

convido-vos PAI e MÃE a ver este vídeo...
Vamos reflectir nas frases: "Apoio de todos...amamentar é um direito...as dificuldades ficam em segundo lugar..."
Depois trocamos ideias na sessão da amamentação.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Alimentação no 1º ano de vida

A alimentação do bebé inicia-se com leite, idealmente o leite materno que, como é do conhecimento geral, é o alimento mais completo e adequado às necessidades do lactente.

A diversificação alimentar deve iniciar-se entre o 4-6º mês de vida. Constitui um processo lento e cuidadoso, no sentido de facilitar a adaptação do aparelho digestivo do bebé, que é ainda muito imaturo.

A introdução de novos alimentos possibilita ao bebé o contacto com novos sabores, consistências e odores, ajudando-o a desenvolver novas competências e a relacionar-se com o meio envolvente. Não obstante, prepara a criança para se sentar à mesa com a família por volta dos 12 meses, desde que a alimentação familiar seja equilibrada.

A introdução dos novos alimentos pode ser flexível; no entanto, siga as recomendações do médico de família ou do pediatra que acompanha o desenvolvimento do seu bebé.

A partir dos 4 meses é comum iniciar-se uma papa láctea, sem glúten, ao pequeno-almoço ou ao almoço. Poderá iniciar também uma sobremesa de fruta (maçã, pêra ou banana). Evite o uso desmedido de boiões de fruta, uma vez que contêm sacarose, concentrado de sumo de limão, farinha de arroz, entre outros constituintes que conferem um sabor mais apurado, podendo levar o bebé a recusar a fruta natural.

Aos 5 meses:
- 3-4 refeições de leite;
- Uma papa láctea sem glúten;
- Uma sopa de legumes (ao almoço);
- Duas sobremesas de fruta.

A novidade consiste na introdução da sopa de legumes. Poderá preparar a sopa com uma batata pequena, meia cenoura, meia cebola, uma folha de alface e um fio de azeite no final. Introduza um legume novo (abóbora, repolho, bróculos, couve flor, alho francês…) a cada 3-7 dias para dar tempo a que o bebé se adapte aos novos sabores e verificar se ele não faz qualquer tipo de reacção/alergia.

Aos 6 meses:
- leite materno ou adaptado;
- 1 papa láctea com glúten;
- 1 sopa de legumes com carne;
- 2 sobremesas de fruta.

Adicione à sopa de legumes 30g de carne (vitela, borrego, coelho, frango, peru). Na primeira semana, coza a carne e retire-a antes de passar a sopa. Posteriormente passe a carne na sopa.
Á fruta poderá adicionar algumas gotas de sumo de laranja.

Aos 7 meses:
- leite materno ou adaptado;
- 1 papa láctea com glúten;
- 1 sopa de legumes com carne (almoço);
- 1 sopa de legumes com peixe (jantar);
- 2 sobremesas de fruta.

Prefira peixes brancos, como a pescada e o linguado que têm menor quantidade de espinhas.

Aos 8 meses:
Pode iniciar um iogurte natural com 3-4 bolachas Maria ou torrada que pode substituir ou alternar com a papa.
Comece por introduzir a gema de ovo 2-3 vezes por semana.
A sopa de peixe pode ser substituída por farinha de pau.

Após os 12 meses:
Poderá introduzir outro tipo de fruta (pêssego, morangos, kiwi…), leguminosas (feijão, grão…), clara do ovo...

Gradualmente habitue o seu bebé a ingerir a dieta alimentar da família, embora com pouco sal e açúcar.

Estudos recomendam os leites adaptados (leites série 3) até a criança completar os 3 anos de vida, embora o leite de vaca ultrapasteurizado possa ser permitido. Evite o uso de leites de crescimento (são muito açucarados e podem provocar obesidade infantil, cáries dentárias).


Lembre-se que o bebé não está habituado a estes novos sabores e consistências. Tenha paciência durante todo este processo. Ele poderá recusar um alimento quando lhe é oferecido pela 1ª vez e ingeri-lo com satisfação à 2ª ou 3ª vez.

Contribua para o desenvolvimento saudável e harmonioso do seu bebé. Evite a comida enlatada ou em boiões. Não adicione sal ou açúcar aos alimentos.
Ao seguir estas recomendações estará a promover a médio e a longo prazo a saúde do seu filho
.

__________________________________ Vânia Coimbra

Bibliografia:
Direcção Geral da Saúde. Saúde infantil e juvenil – programa tipo de actuação. Orientações técnicas nº 12
www.hevora.min-saude.pt/docs/pediatria/alimentação

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

O brinquedo certo


Encontrar o brinquedo certo para o seu filho é quase um jogo de sorte e de azar. Embora não haja fórmulas científicas que definam qual o melhor brinquedo para dar a uma criança, a verdade é que terá mais hipóteses de acertar se conhecer as diferentes fases de desenvolvimento, bem como as suas capacidades e interesses.

Leia atentamente a idade recomendada de cada brinquedo e verifique se contém a marca CE.

Até aos 3 meses
Nas primeiras semanas a audição encontra-se mais desenvolvida que a visão. O bebé reage à música, mas a acuidade visual é ainda reduzida. Por isso o melhor é optar pelos brinquedos com tons fortes. Com 1 ou 2 meses, com as mãos abertas consegue agarrar e segurar um brinquedo. Aos 3 meses descobre as suas mãos e estas serão o seu brinquedo preferido.

Brinquedos aconselhados para esta idade: Móbil, Roca, Caixa de música, Brinquedo macio.

Dos 3 aos 6 meses
Nesta fase, a criança consegue seguir os objectos. Apercebe-se que se empurrar o brinquedo, este desloca-se. Se está na cadeira já roda a cabeça e o corpo, para olhar em redor e seguir sons.

Brinquedos aconselhados: Roca ou Bola de neve, boneco de borracha que faz barulho, parque de actividades, peluche, anel de dentição.

Dos 6 aos 9 meses
Nesta altura muitos bebés já conseguem manter-se sentados durante algum tempo.
Por volta dos 9 meses, a criança tenta pôr-se de pé, agarrando-se. Consegue apontar e agarrar alguns objectos. É uma boa altura para começar a estimular o seu filho, brincando ao esconde - esconde, escondendo o seu rosto ou os brinquedos para ele procurar.

Brinquedos aconselhados: parque de actividades, bola, brinquedos para empilhar, espelho, brinquedos com rodas.

Dos 9 aos 12 meses
A qualquer momento a criança começa a deslocar-se, gatinhando, arrastando-se ou andando.
Quer começar a comer sozinho e explora tudo o que o rodeia.

Brinquedos aconselhados: Bola, telefone de brincar, puzzles, brinquedos de encaixe, brinquedos para empurrar.

Dos 12 aos 18 meses
Muitas crianças dão os seus primeiros passos mais tarde. Nesta fase o crescimento é mais lento, mas o desenvolvimento mental e da linguagem disparam. A criança já atira os objectos para ver onde caem, pega num lápis e rabisca, suja-se a si próprio a aos objectos. Desenvolve apetência pela experimentação.

Brinquedos aconselhados: lápis e papel, blocos de construção, brinquedos para empurrar e puxar, bancada de ferramentas e cozinha, veículos, instrumentos musicais.

Dos 18 aos 24 meses
A criança anda, fala e pega em tudo o que estiver ao seu alcance. Está cada vez mais activa e quer experimentar tudo.
Nesta altura a criança começa a ter a noção do outro e a juntar palavras com o intuito de construir frases.
Brinquedos aconselhados: Objectos de “faz de conta”, instrumentos musicais, lápis e papel, puzzle, triciclo.

Dos 24 aos 30 meses
Nesta idade a criança já é relativamente independente, embora não consiga fazer tudo o que quer sem ajuda. A linguagem já está mais desenvolvida.
Faz pedidos e começa a compreender alguns conceitos. A memória também se torna mais desenvolvida.

Brinquedos aconselhados: Material de pintura e desenho, roupa, equipamento doméstico em miniatura, brinquedos de construção, puzzles, bola.

Dos 30 aos 36 meses
Por volta dos três anos a criança deixa de levar tudo à boca. Entretanto, as suas capacidades já lhe permitem enveredar por brincadeiras mais complexas.
Nesta fase a criança atingiu um grau de desenvolvimento intelectual e físico que lhe permite andar, correr e saltar com confiança e segurança.

Brinquedos aconselhados: todos os anteriores, mais materiais como o barro, a plasticina, os guaches e as tintas para pintar, o papel para fazer colagens.

__________________________________________ Paula Leite
BIBLIOGRAFIA
DECO, Proteste. Guia da Criança – Alimentação, higiene, segurança. Guias Práticos, Lisboa. Ed. Edideco, 2003