terça-feira, 6 de novembro de 2007

Ser Pai...

"Ser pai é antes de tudo um direito, deve-se exigi-lo, brigar por ele! Ser pai é saber exercer autoridade.

Autoridade vem do latim augere, que quer dizer: aumentar, desenvolver, fazer crescer. É estar presente, é ter tempo (criar o tempo) para o filho...É saber escutar... se não conhecer, não é possível ajudar. É aprender sempre. Se não aprender, não é possível ensinar...

Estar alerta, estar próximo, acessível...são os primeiros passos...É ser exemplo como caminho para a educação.Pedir ajuda quando não se sabe o caminho, colo quando está cansado, ter em Deus (Nosso Pai) a referência maior, para que se possa amar e ser amigo do filho, e crescer junto com ele...

É quando aceitamos as nossas limitações, as nossas dificuldades e os nossos medos, que nos tornamos mais fortes, porque nos tornamos capazes de lutar pelo que é necessário!...

Vossos filhos não são vossos filhos... São os filhos e as filhas do chamado da vida para si própria. Vêm por vosso intermédio, não de vós. E ainda que convosco estejam, não vos pertencem.

Podeis dar-lhes amor, mas nunca vossos pensamentos, porque eles têm seus próprios pensamentos.

Podeis abraçar os seus corpos, mas não as suas almas, porque as suas almas habitam a mansão do amanhã, a qual não podeis visitar, nem em vossos sonhos.

Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não tenteis fazê-los como vós, pois a vida não caminha para trás e nem se detém no ontem.

Sois os arcos”, por meio dos quais os vossos filhos, quais flechas vivas, são projectados.

O Arqueiro enxerga o alvo no caminho do infinito e empresta-vos a Sua força para que suas flechas possam voar rapidamente e à distância.

Que a vossa tensão, pela mão do Arqueiro, seja para a felicidade; pois assim como Ele ama a flecha que voa, Ama o arco que está estável." Kalil Gibran

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Amamentar é amar!

convido-vos PAI e MÃE a ver este vídeo...
Vamos reflectir nas frases: "Apoio de todos...amamentar é um direito...as dificuldades ficam em segundo lugar..."
Depois trocamos ideias na sessão da amamentação.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Alimentação no 1º ano de vida

A alimentação do bebé inicia-se com leite, idealmente o leite materno que, como é do conhecimento geral, é o alimento mais completo e adequado às necessidades do lactente.

A diversificação alimentar deve iniciar-se entre o 4-6º mês de vida. Constitui um processo lento e cuidadoso, no sentido de facilitar a adaptação do aparelho digestivo do bebé, que é ainda muito imaturo.

A introdução de novos alimentos possibilita ao bebé o contacto com novos sabores, consistências e odores, ajudando-o a desenvolver novas competências e a relacionar-se com o meio envolvente. Não obstante, prepara a criança para se sentar à mesa com a família por volta dos 12 meses, desde que a alimentação familiar seja equilibrada.

A introdução dos novos alimentos pode ser flexível; no entanto, siga as recomendações do médico de família ou do pediatra que acompanha o desenvolvimento do seu bebé.

A partir dos 4 meses é comum iniciar-se uma papa láctea, sem glúten, ao pequeno-almoço ou ao almoço. Poderá iniciar também uma sobremesa de fruta (maçã, pêra ou banana). Evite o uso desmedido de boiões de fruta, uma vez que contêm sacarose, concentrado de sumo de limão, farinha de arroz, entre outros constituintes que conferem um sabor mais apurado, podendo levar o bebé a recusar a fruta natural.

Aos 5 meses:
- 3-4 refeições de leite;
- Uma papa láctea sem glúten;
- Uma sopa de legumes (ao almoço);
- Duas sobremesas de fruta.

A novidade consiste na introdução da sopa de legumes. Poderá preparar a sopa com uma batata pequena, meia cenoura, meia cebola, uma folha de alface e um fio de azeite no final. Introduza um legume novo (abóbora, repolho, bróculos, couve flor, alho francês…) a cada 3-7 dias para dar tempo a que o bebé se adapte aos novos sabores e verificar se ele não faz qualquer tipo de reacção/alergia.

Aos 6 meses:
- leite materno ou adaptado;
- 1 papa láctea com glúten;
- 1 sopa de legumes com carne;
- 2 sobremesas de fruta.

Adicione à sopa de legumes 30g de carne (vitela, borrego, coelho, frango, peru). Na primeira semana, coza a carne e retire-a antes de passar a sopa. Posteriormente passe a carne na sopa.
Á fruta poderá adicionar algumas gotas de sumo de laranja.

Aos 7 meses:
- leite materno ou adaptado;
- 1 papa láctea com glúten;
- 1 sopa de legumes com carne (almoço);
- 1 sopa de legumes com peixe (jantar);
- 2 sobremesas de fruta.

Prefira peixes brancos, como a pescada e o linguado que têm menor quantidade de espinhas.

Aos 8 meses:
Pode iniciar um iogurte natural com 3-4 bolachas Maria ou torrada que pode substituir ou alternar com a papa.
Comece por introduzir a gema de ovo 2-3 vezes por semana.
A sopa de peixe pode ser substituída por farinha de pau.

Após os 12 meses:
Poderá introduzir outro tipo de fruta (pêssego, morangos, kiwi…), leguminosas (feijão, grão…), clara do ovo...

Gradualmente habitue o seu bebé a ingerir a dieta alimentar da família, embora com pouco sal e açúcar.

Estudos recomendam os leites adaptados (leites série 3) até a criança completar os 3 anos de vida, embora o leite de vaca ultrapasteurizado possa ser permitido. Evite o uso de leites de crescimento (são muito açucarados e podem provocar obesidade infantil, cáries dentárias).


Lembre-se que o bebé não está habituado a estes novos sabores e consistências. Tenha paciência durante todo este processo. Ele poderá recusar um alimento quando lhe é oferecido pela 1ª vez e ingeri-lo com satisfação à 2ª ou 3ª vez.

Contribua para o desenvolvimento saudável e harmonioso do seu bebé. Evite a comida enlatada ou em boiões. Não adicione sal ou açúcar aos alimentos.
Ao seguir estas recomendações estará a promover a médio e a longo prazo a saúde do seu filho
.

__________________________________ Vânia Coimbra

Bibliografia:
Direcção Geral da Saúde. Saúde infantil e juvenil – programa tipo de actuação. Orientações técnicas nº 12
www.hevora.min-saude.pt/docs/pediatria/alimentação

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

O brinquedo certo


Encontrar o brinquedo certo para o seu filho é quase um jogo de sorte e de azar. Embora não haja fórmulas científicas que definam qual o melhor brinquedo para dar a uma criança, a verdade é que terá mais hipóteses de acertar se conhecer as diferentes fases de desenvolvimento, bem como as suas capacidades e interesses.

Leia atentamente a idade recomendada de cada brinquedo e verifique se contém a marca CE.

Até aos 3 meses
Nas primeiras semanas a audição encontra-se mais desenvolvida que a visão. O bebé reage à música, mas a acuidade visual é ainda reduzida. Por isso o melhor é optar pelos brinquedos com tons fortes. Com 1 ou 2 meses, com as mãos abertas consegue agarrar e segurar um brinquedo. Aos 3 meses descobre as suas mãos e estas serão o seu brinquedo preferido.

Brinquedos aconselhados para esta idade: Móbil, Roca, Caixa de música, Brinquedo macio.

Dos 3 aos 6 meses
Nesta fase, a criança consegue seguir os objectos. Apercebe-se que se empurrar o brinquedo, este desloca-se. Se está na cadeira já roda a cabeça e o corpo, para olhar em redor e seguir sons.

Brinquedos aconselhados: Roca ou Bola de neve, boneco de borracha que faz barulho, parque de actividades, peluche, anel de dentição.

Dos 6 aos 9 meses
Nesta altura muitos bebés já conseguem manter-se sentados durante algum tempo.
Por volta dos 9 meses, a criança tenta pôr-se de pé, agarrando-se. Consegue apontar e agarrar alguns objectos. É uma boa altura para começar a estimular o seu filho, brincando ao esconde - esconde, escondendo o seu rosto ou os brinquedos para ele procurar.

Brinquedos aconselhados: parque de actividades, bola, brinquedos para empilhar, espelho, brinquedos com rodas.

Dos 9 aos 12 meses
A qualquer momento a criança começa a deslocar-se, gatinhando, arrastando-se ou andando.
Quer começar a comer sozinho e explora tudo o que o rodeia.

Brinquedos aconselhados: Bola, telefone de brincar, puzzles, brinquedos de encaixe, brinquedos para empurrar.

Dos 12 aos 18 meses
Muitas crianças dão os seus primeiros passos mais tarde. Nesta fase o crescimento é mais lento, mas o desenvolvimento mental e da linguagem disparam. A criança já atira os objectos para ver onde caem, pega num lápis e rabisca, suja-se a si próprio a aos objectos. Desenvolve apetência pela experimentação.

Brinquedos aconselhados: lápis e papel, blocos de construção, brinquedos para empurrar e puxar, bancada de ferramentas e cozinha, veículos, instrumentos musicais.

Dos 18 aos 24 meses
A criança anda, fala e pega em tudo o que estiver ao seu alcance. Está cada vez mais activa e quer experimentar tudo.
Nesta altura a criança começa a ter a noção do outro e a juntar palavras com o intuito de construir frases.
Brinquedos aconselhados: Objectos de “faz de conta”, instrumentos musicais, lápis e papel, puzzle, triciclo.

Dos 24 aos 30 meses
Nesta idade a criança já é relativamente independente, embora não consiga fazer tudo o que quer sem ajuda. A linguagem já está mais desenvolvida.
Faz pedidos e começa a compreender alguns conceitos. A memória também se torna mais desenvolvida.

Brinquedos aconselhados: Material de pintura e desenho, roupa, equipamento doméstico em miniatura, brinquedos de construção, puzzles, bola.

Dos 30 aos 36 meses
Por volta dos três anos a criança deixa de levar tudo à boca. Entretanto, as suas capacidades já lhe permitem enveredar por brincadeiras mais complexas.
Nesta fase a criança atingiu um grau de desenvolvimento intelectual e físico que lhe permite andar, correr e saltar com confiança e segurança.

Brinquedos aconselhados: todos os anteriores, mais materiais como o barro, a plasticina, os guaches e as tintas para pintar, o papel para fazer colagens.

__________________________________________ Paula Leite
BIBLIOGRAFIA
DECO, Proteste. Guia da Criança – Alimentação, higiene, segurança. Guias Práticos, Lisboa. Ed. Edideco, 2003

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Obesidade infantil - alerta para os pais (2ª parte)

O que fazer para evitar este problema?

A família desempenha um papel fundamental na prevenção e no combate à obesidade, pois dela advém todo o exemplo de hábitos e estilos de vida saudáveis. Desta forma deve-se:

- Estabelecer horários das refeições para o pequeno-almoço, lanche a meio da manhã, almoço, lanche a meio da tarde, jantar e ceia;

- Retirar ou diminuir significativamente o consumo de alimentos muito calóricos como: bolachas recheadas, bolos, sobremesas, gelados, refrigerantes e alimentos fritos;

- Aumentar a oferta de fruta, legumes, cozidos, sopas, saladas e privilegiar o consumo de água e sumos de fruta naturais, retirando de casa tudo o que é doce;

- Os lanches devem conter uma peça de fruta, um iogurte e uma sanduíche de fiambre e ou queijo;

- Trocar os jogos de computador por uma bicicleta, bola de futebol ou voleibol, e se possível realizar o percurso de casa-escola a pé e sempre acompanhado por um adulto;

- Incentivar a prática de exercício físico, controlando o número de horas gastas em frente à TV, computador e videojogos;
- Não comprar alimentos supérfluos ou pouco saudáveis, como bolicaus, batatas fritas, cereais açucarados, rebuçados, gomas, entre outros;

- Aderir a um estilo de vida saudável, pois fica difícil exigir de uma criança aquilo que ela não tem como exemplo. Alimentação saudável deve ser para toda a família, não só para a criança que já está obesa.

- Procurar a ajuda de um profissional de saúde se achar que o seu filho tem excesso de peso ou já está obeso.

Dicas para os pôr os miúdos a “mexer” em casa:
- Brincadeiras com bolas saltitonas de borracha, balões, raquetes de ping-pong;
- Kits de “bowling” à escala caseira;
- Entre os 2 e 4 anos, deixe-os saltar em cima da cama;
- Luta de almofadas (se não tiverem problemas respiratórios);
- Jogo do “elástico” ;
- Use e abuse da criatividade.

Estes são alguns exemplos de como as crianças podem gastar energia em casa ou ao ar livre.

Quando era miúda, ía para a escola a pé, com a minha mãe ao supermercado, ao talho, ao cabeleireiro, … quantas destas coisas hoje o fazemos como os nossos pais? Como somos mais evoluídos, vamos de carro… nem que seja 200 mts…

Assim como podemos ajudar os nossos filhos?

Já vai sendo tempo de também lhes dispensarmos mais atenção, mais tempo, quer nas tarefas do dia-a-dia, quer na própria alimentação, evitando-se os macdonalds, as pizzas, etc…

TEMOS DE TER MAIS TEMPO…para as crianças, senão artigos como este continuarão a fazer parte da nossa triste actualidade.
___________________________________________________ Paula Leite
BIBLIOGRAFIA
& Revista Crescer com Saúde – “Tratar a Obesidade Infantil é difícil”Texto de ESTEVES, Carla; nº 156; Ano XIII; Maio de 2007, Selecções Impala, pág.58-60.
&
http://www.min-saude.pt/portal
& Jornal Diário de Notícias, “Crianças Obesas dormem pouco e vêm muita TV”, Sábado, 20 de Maio 2006, Lisboa.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Obesidade Infantil – Alerta para os pais -1ª parte

Actualmente, a obesidade infantil é considerada um problema sério de saúde pública no mundo, especialmente nos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Segundo a OMS, a obesidade infantil afecta uma em cada dez crianças em todo o mundo e Portugal está na vanguarda desta estatística.

De acordo com o American College of Sports Medicine (ACSM), obesidade define-se como “ a quantidade percentual de gordura corporal acima da qual o risco de doença aumenta…”, cujo desenvolvimento sofre influência de vários factores (biológicos, psicológicos, socio-económicos e sócio-comportamentais).

É cada vez mais comum encontrar crianças e adolescentes obesos, com níveis elevados de colesterol, triglicéridos, hipertensão e diabetes que no futuro constituem factores de risco para o coração.


Quais as principais causas?

- Hábitos de vida sedentária, ou seja, falta de exercício e excessivo número de horas passadas em frente ao televisor e ao computador.
É importante lembrar que as crianças sedentárias têm mais probabilidade de se tornarem obesas. A actividade física traz benefícios para a saúde corporal e emocional de qualquer criança.

- Hábitos alimentares inadequados que incluem um consumo exagerado de alimentos ricos em gorduras e com alto valor calórico, como fast food, chocolates, bolos, goluseimas, bem como, um grande consumo de alimentos durante as refeições, de baixa qualidade. A falta de critérios para os horários das refeições constitui também um erro muito comum.


O que se verifica nos dias de hoje é que as crianças e adolescentes ingerem mais energia através da comida do que aquela que gastam. Neste aspecto os pais têm um papel fundamental. Muitas vezes, estes só percebem que a criança está acima do peso considerado normal quando ela já está obesa. Por detrás desta realidade está um misto de tudo: falta de tempo, falta de atenção e uma pitada de protecção excessiva.

- Grande número de células adiposas, adquiridos durante o período de gestação e primeiros anos de vida.
Engordar na infância é mais perigoso do que parece. São nos dois primeiros anos de vida e até aos dez anos que as células adiposas (depósitos de gordura) estão em multiplicação. Isto significa que se a criança é obesa com dois anos, ela tem 50% de probabilidade de se tornar um adulto obeso.

Que consequências?

Emocionais:
- Considerando o alimento como uma forma materializada de afecto, entende-se pelos hábitos alimentares, como a criança e o adolescente se relaciona afectivamente consigo mesma e com os outros. É importante considerar como ela lida com o seu corpo, os cuidados que tem consigo, a forma como expressa as suas emoções. É comum a criança obesa manifestar uma auto estima e auto imagem fragilizadas assim como um sentimento de desvalorização. O alimento acaba por ser um substituto de afecto, conforto e protecção.

Sociais:

- Numa sociedade onde a forma física é mais valorizada do que outras características humanas, os obesos podem facilmente sofrer discriminações, piorando a sua estrutura psíquica de baixa auto estima e confiança.

Pelo facto de não se enquadrar no padrão estético, a criança ou adolescente pode sentir-se inadequado nas suas funções e relacionamento. Essa situação gera mais ansiedade e frustração levando-a a compensar na alimentação, e cria assim um ciclo vicioso de auto desvalorização.

Próximo artigo " o que fazer para evitar/cuidar este problema"
____________________________________________ Paula Leite

terça-feira, 10 de julho de 2007

A importância da brincadeira

Durante o primeiro ano de vida, o bebé é “bombardeado” por múltiplas experiências sensoriais, desde o miar de um gato, o calor do sol, a água a envolver o seu corpo… As sensações acabam por ser interpretadas, organizadas e integradas no seu cérebro, facto que ajudará a criança a desenvolver as suas capacidades motoras, permitindo-lhe movimentar adequadamente o corpo e a desenvolver as capacidades de socialização, de atenção e de estabilidade emocional, entre outras.

De acordo com Wong (1999), o jogo e as brincadeiras na infância revestem-se de inúmeras funções. Vamos falar mais detalhadamente sobre cada uma delas.

Desenvolvimento sensorio-motor
A brincadeira activa é essencial para o desenvolvimento muscular e permite o extravasamento de energia excedente. Além disso, permite à criança explorar-se a si própria e ao mundo que a rodeia através da utilização simultânea dos seus sentidos e movimentos.
Quando brinca com objectos, a criança, toca, atira, chuta, empurra, abana, esconde e recupera… Ao mesmo tempo ouve os sons que os objectos produzem e observa o que lhes sucede, o que lhe possibilita familiarizar-se com o mundo que a rodeia e a ter algum domínio sobre ele.


Desenvolvimento intelectual
Através da exploração e manipulação, a criança aprende as cores, os formatos, os tamanhos, as texturas e o significado dos objectos; desenvolve a compreensão de conceitos abstractos e das relações espaciais.
Os livros, filmes, histórias aumentam o nível de conhecimentos e constituem uma fonte de prazer. Além disso, ajudam a criança a desenvolver a linguagem e a assimilar novas concepções e relacionamentos.



Socialização
A criança revela desde muito cedo o seu interesse e prazer na companhia dos outros. Os contactos iniciais efectuam-se com a mãe/pai; no entanto, através da brincadeira com outras crianças ela aprende a estabelecer relacionamentos sociais, a dar e a receber e, assimila padrões de conduta e comportamento.

Criatividade
A criança pode experimentar as suas ideias e fantasias nas brincadeiras. Não existe outra oportunidade de ser tão criativa como no jogo/brincadeira. Quando a criança sente a satisfação de criar algo novo e diferente, acaba por transferir esse interesse criativo para as situações do mundo real.

Autoconsciência
Com o início das explorações activas do seu corpo e da consciência de si mesma como separada da mãe, o processo de auto-identidade da criança torna-se facilitado através das brincadeiras. A criança aprende quem ela é e torna-se cada vez mais capaz de regular os seus comportamentos e de comparar as suas capacidades com as de outras pessoas. Aprende ainda o efeito que os seus comportamentos têm sobre os outros.

Valor terapêutico
O jogo/brincadeira é terapêutico em qualquer idade. Proporciona uma forma para libertar a tensão e o stress. Na brincadeira, a criança pode expressar as suas emoções e libertar impulsos inaceitáveis de modo socialmente aceitável. Através do jogo a criança é capaz de comunicar as suas necessidades, temores e desejos que, dificilmente conseguiria através da linguagem.
Durante a brincadeira torna-se necessário a presença de um adulto para ajudar a criança a controlar a agressão e para canalizar as suas tendências destrutivas.

Valores Morais
Embora a criança aprenda em casa e na escola os comportamentos considerados correctos e errados, a interacção com os amigos durante os jogos contribui para treinar os seus valores morais. Para integrar um grupo terá que aderir aos padrões desse grupo e a códigos de comportamento como a honestidade, amabilidade, autocontrole, entre outros.


Em suma, os jogos e as brincadeiras são fundamentais para o desenvolvimento harmonioso da criança. Não se esqueça que a criança adora brincar consigo. Por isso, recorde as suas brincadeiras de infância e estabeleça uma relação lúdica com o seu filho.

Serão momentos inesquecíveis para todos! Não se arrependerá!

____________________________________________ Vânia Coimbra

Bibliografia:
BOYER, Anne Knecht. Brincar com o bebé, Lisboa: Edi-Care Editora. 2004
WONG, Donna L. Enfermagem Pediátrica: elementos essenciais à intervenção efectiva, Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan. 1999.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Vem aí o calor: cuide das suas crianças


Com as crianças todos os cuidados são poucos. Quando exposta ao sol, a sua pele delicada está sujeita a riscos acrescidos. As queimaduras solares sofridas na infância aumentam consideravelmente o risco de vir a sofrer de cancro de pele na idade adulta.

Existem alguns cuidados gerais a ter com as crianças e que devem merecer uma especial atenção por parte dos pais. Se tem filhos, tente cumprir as recomendações que se seguem:

- Evitar a exposição solar entre as 11-16:30 horas (a incidência dos raios solares é mais intensa), quer seja na praia, na piscina, no campo ou na cidade;
- A exposição solar deve ser gradual;
- Proteger as crianças com roupa clara, de algodão;
- Comprar um protector solar adequado ao tipo de pele da criança, com factor de protecção elevado e aplicá-lo meia hora antes da exposição;
- Renovar a aplicação do protector solar de duas em duas horas;
- Renovar a aplicação do protector solar após o banho (quando se toma um banho no mar ou na piscina naturalmente friccionamos a toalha no corpo para retirar a areia ou secar a pele e acaba por remover o creme);
- Usar chapéu;
- Aumentar a ingestão de líquidos (preferencialmente água e sumos naturais) para evitar a desidratação;
- Não utilizar perfumes (contêm substâncias sensibilizantes que podem provocar reacções alérgicas);
- Evitar a permanência de crianças em viaturas estacionadas ao sol.
-Crianças com menos de um ano de idade não devem apanhar sol directamente, daí que se desaconselhe a ida à praia, ou então, se recomende a permanência de períodos muito curtos na praia ou na piscina.
Isso não significa que não possa desfrutar do período de Verão. Dê um passeio à beira-mar, fora das horas de maior calor, coloque o seu bebé num carrinho, protegido com sombrinha e vá até uma esplanada ou caminhe um pouco...

Escolha do protector solar

O protector solar deve ser escolhido de acordo com o tipo de pele de cada criança. As peles claras e ruivas exigem um índice de protecção solar mais elevado. No entanto, com as crianças todos os cuidados são poucos. Se a criança é de tenra idade é preferível optar por índices mais elevados (40-50). Se a criança tiver mais idade, escolha um protector solar com um factor de protecção no mínimo de 25.

Além disso, deve verificar se o protector solar protege contra as radiações ultra-violetas A e B (UVA e UVB). De forma genérica, as radiações UVA causam bronzeado e envelhecimento precoce da pele; as radiações UVB provocam queimaduras solares.

Leitura do índice de protecção solar

A pele, quando exposta ao sol, demora um determinado tempo a ficar vermelha. Quando usa um protector solar com um índice de protecção solar 15, significa que a pele vai ficar 15 vezes mais tempo que o normal para ficar vermelha. Por isso, tenha atenção: se a pele do seu filho ficar vermelha com a utilização do protector solar escolhido, significa que terá que optar por um protector solar com índice superior, ou então, diminuir os intervalos entre cada aplicação ou talvez reduzir a permanência ao sol.

Desfrute desta época do ano...Divirta-se com o seu filho... Dê-lhe carinho e atenção...
Mas não se esqueça que...

... proteger o seu filho do sol e do calor é um dos investimentos que pode fazer para o seu futuro saudável. Assim como o veste convenientemente e limita o tempo no exterior quando está frio, faça o mesmo quando está calor!

_________________________________Vânia Coimbra

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Crescer com saúde


Ter um filho implica muita disponibilidade e dedicação. É um “dar-se” constante...mas, também se recebe muito em troca!
As dificuldades, as dúvidas surgem a cada passo... é preciso ser vigilantes, estar atentos ao crescimento do nossos bebé, aos sinais que ele nos transmite.

Um dia apercebemo-nos que o bebé cresceu. Como está grande! Apesar disso, continua a precisar dos nossos cuidados, do nosso carinho, da nossa atenção.

O plano Nacional de Saúde 2004/2010 aponta metas prioritárias para “crescer com segurança”. Para atingir estas metas, torna-se urgente desenvolver um conjunto de actividades, em várias áreas, num esforço concertado entre profissionais de saúde, pais e educadores.

Sendo os pais os primeiros e principais educadores da criança, compete-lhes a tarefa de a educar para a saúde, com vista a adquirir hábitos e estilos de vida saudáveis e comportamentos seguros.

Com este espaço, pretendemos ajudar os pais a concretizar esta tarefa difícil, mas aliciante.

Parta à descoberta, dê sugestões, partilhe as suas experiências, coloque as suas duvidas... neste espaço dedicado aos pais e educadores.
Contamos consigo!