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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Cyber-bullying

"Existe cada vez mais casos de utilização de novas tecnologias para assédio a menores. Como se pode saber se um menor está a ser vítima destes actos?
Como impedi-lo de acontecer?

O cyber-bullying está a difundir-se rapidamente e actua através de uma grande variedade de canais: e-mails, fóruns, blogs, instant messaging, SMS, jogos online, telemóveis, etc.

O anonimato garantido pela Internet é frequentemente utilizado como escudo para actuar impunemente. Até há pouco tempo, o assédio na escola acabava normalmente com o toque de entrada, mas actualmente, com os telemóveis e a Internet, os limites não são tão claros…

O cyber-bullying pode consistir em algo tão simples como enviar mensagens de e-mail indesejadas a alguém que já mostrou não ter interesse em recebê-las. Mas pode ser algo muito mais ameaçador, como o envio directo de malware, humilhação pública na Web, o envio massivo de spam, a distribuição de montagens de imagens maliciosas, comentários difamatórios em websites, roubo de identidade…

As vítimas deste tipo de assédio sofrem frequentemente de depressão e insegurança.
Como se pode saber se um menor está a ser vítima destes actos?

Muitas das vítimas de bullying não o reportam voluntariamente. A humilhação a que são submetidos mantém-nos em silêncio, dificultando a detecção destes casos de modo a enfrentá-los.

Tipicamente, este tipo de assédio envolve crianças dos 11 aos 15 anos de idade, normalmente tímidos e retraídos, afastados por serem considerados “diferentes”. Todos os que não pertencem a um grupo estável de amigos são tendencialmente mais propensos a sofrer este tipo de actos.

A melhor forma de impedir o cyber-bullying é encorajar a comunicação entre as crianças e os seus pais ou tutores e professores, fornecendo-lhes a confiança necessária para conversar abertamente sobre os seus problemas.

Uma ajuda adicional passa por instruir os menores sobre como utilizar as novas tecnologias de modo a minimizar este tipo de ameaças (não revelar dados pessoais na Internet, não conversar com estranhos, etc.)."

In: Crianças na web

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Internet: 10 conselhos para uma relação saudável

Hoje em dia a maior parte das crianças começam muito cedo a utilizar a internet. A internet acaba por se tornar um amigo, uma forma de ocupar o tempo livre, de poder viajar pelo mundo, de poder sonhar...

No entanto, todos nós sabemos dos perigos que a internet pode representar para uma criança. Assim sendo, os pais deverão estar atentos e acompanhar desde sempre os seus filhos na descoberta da internet, de modo a que eles a possam utilizar de uma forma saudável.

1. Descobrir e explorar a Internet em conjunto
Tanto para a criança como para os pais é uma vantagem a descoberta em conjunto da Internet. Pesquisem sites animados e divertidos. Tentem, em conjunto, desenvolver uma atitude positiva e consciente face à exploração da Internet, que facilite a partilha, no futuro, de experiências positivas e negativas.

2. Concertar uma abordagem e definir regras para a utilização da Internet em casa
Em conjunto com as crianças, tentem chegar a um acordo sobre as regras a aplicar na navegação on-line.
Aqui ficam algumas dicas para começar:
- Como tratar a informação pessoal (nome, morada, telefone, e-mail).
- Como se comportar face aos outros utilizadores on-line (chat, e-mail, messenger).
- Quais os sites e actividades que podem ser acedidos e explorados.

3. Encorajar a cautela quando são solicitados dados pessoais
É importante que os adultos tenham consciência que muitas páginas da world wide web para as crianças requerem o fornecimento de dados pessoais para o acesso a conteúdos. Estar consciente de quando e de que forma é apropriados revelar informação pessoal é vital. Uma norma simples que poderá ser instituída: não fornecer o nome, morada, número de telefone ou imagem sem prévio consentimento dos pais.

4. Falar sobre os riscos que se correm ao conhecer pessoalmente os “e-amigos”.
Os adultos devem compreender que a Internet pode ser um espaço positivo para as crianças fazerem contactos e novos amigos. No entanto, para evitar experiências desagradáveis é importante que as crianças não se encontrem com estranhos que conheceram on-line sem o devido acompanhamento de um adulto, amigos ou outras pessoas de confiança. Em qualquer caso a criança deve sempre ter a aprovação dos pais.

5. Promover uma atitude crítica face aos conteúdos
A maior parte das crianças utiliza a Internet para ampliar os seus conhecimentos sobre os conteúdos programáticos abordados na escola e ainda para pesquisar informações relacionadas com os seus interesses pessoais. Os utilizadores da Internet devem ter a consciência que nem toda a informação disponibilizada está correcta. Eduque as crianças para saberem como verificar a informação, comparando-a com fontes alternativas sobre o mesmo tema.

6. Não seja demasiado repressivo no que toca à exploração da Internet pelas crianças.
As crianças podem deparar-se, por acaso, com conteúdos destinados a adultos. Mas se uma criança intencionalmente procurar sites com conteúdos desse âmbito lembre-se que é natural a pesquisa de temas proibidos. Aproveite ambas as ocasiões para abertamente discutir esses conteúdos com os mais pequenos e estabelecer regras para esses casos. Seja realista e justo na sua avaliação de como as crianças utilizam a Internet.

7. Reporte às autoridades material que encontre e que considere ilegal ou inapropriado.
É vital que todos tenhamos responsabilidade pela world wide web e, com essa consciência, reportar matérias que consideremos ilegais. Ao fazer isto podemos prevenir actividades ilícitas on-line, como a pornografia infantil ou o aliciamento para fins de abuso sexual via chat, mail ou messager.

8. Encorajar a netetiqueta.
A netetiqueta é o código informal de conduta para a Internet. Tal como no dia-a-dia, existem regras éticas informais sobre o comportamento e comunicação entre as pessoas na Internet. Estas regras incluem a boa educação, o uso de linguagem correcta, não gritar (escrever com maiúsculas) ou perseguir os outros. Também as crianças (assim como os adultos) não devem ler as mensagens de correio electrónico de outros ou copiar material protegido.

9. Saber como a criança utiliza a Internet.
Saber guiar a criança no que respeita à utilização da Internet, salientando a importância de compreender como a utilizam e saber o que fazem on-line. Deixe que os mais pequenos lhe mostrem que sites gostam de visitar e o que neles exploram. Adquirir conhecimentos técnicos poderá também facilitar a tomada de decisões sobre o correcto funcionamento da Internet.

10. Relembrar que os aspectos positivos da Internet se sobrepõem aos negativos.
A Internet é um excelente recurso educacional e recreativo para as crianças. Encoraje as crianças a serem conscienciosas e a explorarem todo o potencial da Internet.
Fonte: