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quarta-feira, 27 de maio de 2009


RESPONSABILIZAR

A educação e a disciplina estão muito ligadas à responsabilização das crianças. Responsabilizar é demonstrar interesse e respeito à criança.


Tendo em conta este aspecto, aqui ficam algumas sugestões de tarefas que as crianças podem realizar, dependendo das suas idades.


Dos 3 aos 6 anos
  • Apanhar os brinquedos depois de os usar;
  • Ajudar a arrumar as suas coisas;
  • Ajudar a fazer a sua cama;
  • Ajudar a arrumar o quarto;
  • Ajudar a arrumar a casa de banho depois de tomar banho;
  • Ajudar a pôr a mesa (pôr os guardanapos, o pão).



Dos 7 aos 11anos

  • Fazer a cama;
  • Arrumar o seu quarto;
  • Arrumar a casa de banho depois de tomar banho;
  • Colocar a roupa suja no cesto;
  • Dobrar a roupa que não necessita de ser engomada;
  • Guardar e arrumar a roupa limpa;
  • Limpar o pó;
  • Varrer;
  • Pôr e levantar a mesa;
  • Lavar os pratos do pequeno-almoço e do lache;
  • Fazer recados;
  • Preparar o pequeno-almoço e o lanche;
  • Fazer de "ajudante" na cozinha (bater ovos, panar alimentos, misturar ingredientes...)
  • Coser botões.

Dos 12 aos 17 anos
  • Mudar os lençóis da cama;
  • Encarregar-se do seu quarto (roupa, armário, estantes, etc...);
  • Aspirar;
  • Lavar os pratos;
  • Passar a esfregona;
  • Fazer recados regularmente;
  • Ir às compras;
  • Despejar o lixo;
  • Pôr e tirar a loiça da máquina;
  • Pôr a máquina da roupa/ máquina de secar a trabalhar;
  • Cozinhar pratos simples;
  • Engomar roupa simples;
  • Coser roupa simples;
  • Ser o "encarregado" de tarefas familiares (preparar o pequeno-almoço, arrumar arrecadação...).

segunda-feira, 25 de maio de 2009



EDUCAÇÃO E DISCIPLINA

Desde cedo as crianças testam os seus limites e, consequentemente os limites dos seus pais e educadores.


Quantas vezes já não assistimos às famosas "birras de supermercado" ou, mais intimamente a uma "disputa" à hora do jantar:
Mãe- "Come a sopa!";
Filho- "Não";
Mãe- "Come a sopa, é só mais uma colher";
Filho- "Não"; e assim sucessivamente até que alguém perde o controlo...



Estas "crises" fazem parte do desenvolvimento psicológico e social das crianças, contudo há que controlar e disciplinar. Não queremos que elas se tornem nos "pequenos ditadores" lá de casa, apenas que aprendam as regras da vida em sociedade em geral e que cresçam felizes.



Aqui ficam algumas dicas de como usar a disciplina:
  • Disciplinar é ensinar, não é castigar;
  • O objectivo é que a criança aprenda a autocontrolar-se;
  • As crianças precisam de uma abordagem que não as envergonhe;
  • Cada "não" precisa de um "sim";
  • Tente compreender o significado de determinado comportamento menos adequado;
  • Uma resposta firme e consistente a um mau comportamento revela interesse;
  • Partilhe responsabilidades com a criança por forma a encontrar soluções;
  • Uma abordagem carinhosa e compreensiva é poderosa.

Bibliografia:
- BRAZELTON, T.Berry; SPARROW, Joshua D. - A Criança dos 3 aos 6 anos. Editorial Presença, Lisboa 2008.

sábado, 21 de fevereiro de 2009


A CHEGADA DE UM NOVO BEBÉ

A chegada de um novo bebé à família vai exigir do seu filho uma adaptação enorme. De repente vê-se obrigado a partilhar o amor, o tempo e atenção dos pais, bem como o lugar especial que ocupa nos seus corações, e isso constitui uma mudança enorme à qual vai levar algum tempo a habituar-se. Porém, existem muitas maneiras de o ajudar a sentir que continua a ser tão especial e amado como era até aí.


Converse com ele sobre bebés

Fale com o seu filho sobre bebés e dê-lhe uma ideia de como vai ser ter um bebé em casa. Por exemplo, diga-lhe que os bebés comem, choram e dormem muito e que precisam de muito do tempo dos pais.


Envolva-o o mais possível nos preparativos para a chegada do bebé

Quando for ao médico, leve-o consigo, deixando-o ouvir o som do batimento do coração do bebé e dizer-lhe que o bebé está a crescer de forma saudável. Deixe-o sentir os pontapés do bebé e dar opinião acerca dos nomes a dar ao irmão. Deixe-o ajudar a preparar as roupas do bebé, dando-lhe a escolher alguma peça do seu agrado.


Evite fazer outras mudanças significativas

Evite mudar de casa, mudar a criança de quarto ou de cama, de infantário ou de escola, a menos que estas mudanças sejam feitas com antes três meses do bebé nascer. Três meses é o tempo suficiente se adaptar a uma mudança.


Prepare-o para o tempo que passará fora de casa

Explique-lhe onde vai estar e quantos dias vai estar fora de casa (previsivelmente). Diga-lhe com quem ele vai ficar e com quem ele deve contar durante a sua ausência. Fale-lhe da possibilidade de ter de sair durante a noite e de não ter a oportunidade de se despedir dele, mas que o verá pouco tempo depois.


Não lhe diga que o bebé vai ser um amigo de brincadeira

Este comentário faz com que a criança espere que desde o primeiro dia o bebé brinque e logo o vai levar à desilusão. A desilusão faz com que seja mais difícil para ele adaptar-se ao novo bebé.




Bibliografia:
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; SPARROW, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009


TELEVISÃO: PRÓS E CONTRAS

A televisão é actualmente a principal companhia diária para muitas crianças. Ver televisão durante períodos de tempo longos compromete o desenvolvimento físico, psíquico e social da criança. As crianças pequenas precisam de correr para se desenvolverem fisicamente e manterem um corpo e mente saudável e de interagir com outras crianças para ganhar competências sociais importantes. Precisam também de interagir com os pais e outros membros da família e adultos para estabelecerem laços de afecto e familiares fortes. Precisam de brincar activamente, desfolhar e ver livros, ouvir histórias, palrar e falar e aprender outras competências importantes ao seu desenvolvimento. Ao verem muita televisão, as crianças não aprendem estas competências, daí ser muito importante limitar a sua visualização.



Por outro lado a televisão também tem vantagens. Existem programas educacionais dirigidos a idades chave com qualidade. As crianças que os visualizam imitam e interiorizam os comportamentos e valores com facilidade, como por exemplo a entre-ajuda e o altruísmo. Contudo deve sempre respeitar algumas regras.

Em 2003 a Academia Americana de Pediatria debruçou-se sobre esta problemática e fez algumas recomendações:

- Evitar o uso da televisão como “ ama electrónica”.
- Evitar que crianças menores de 2 anos vejam televisão.
- Limitar o tempo despendido a ver televisão para o máximo 1-2 horas por dia.
- Seleccionar criteriosamente os programas a ver.
- Ensinar aos seus filhos a capacidade de selecção e de discriminação
de modo a habilitá-los a ver o que lhes convém.
-
Co-visionar os programas com os seus filhos e discutir os conteúdos vistos.
- Os pais devem servir como modelos para os seus filhos escolhendo
criteriosamente os programas que vêem.
- Não colocar aparelhos televisivos nos quartos dos filhos.
- Proporcionar actividades alternativas, nomeadamente a leitura, as
actividades físicas, os hobbies instrutivos e permitir tempo para brincadeiras
imaginativas.



Para reflectir: Costumo ver televisão com o meu filho e conversar com ele sobre os programas? Selecciono os programas para ele ver? Limito o tempo de ver televisão?


BIBLIOGRAFIA:
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; SPARROW, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.
MENDES, Patrícia; FERNANDES, Armando - A Criança e a TV. Acta Pediátrica Portuguesa, 2003; 34: 101-4

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Quem ama cuida...

A nossa preocupação é grande,porque continuamos a ver crianças sem chapéu a brincar debaixo de sol intenso...

Continuamos a ver na praia bebés de meses...sem as devidas protecções...
e as crianças em geral?...

Todos os cuidados são poucos com as crianças, quando exposta ao sol, a sua pele delicada está sujeita a riscos acrescidos...

Se estiver interessado aconselhamos as seguintes leituras:

vem-ai-o-calor-cuide-das-suas-crianças e/ou
Há mar e mar... "criancices"
Quem ama cuida!
Boas férias!

domingo, 20 de julho de 2008

"Quem ama educa" 1ª parte

Muito se fala da auto estima, como se desenvolve e da sua importância para se ter uma vida feliz.
Alguns autores defendem que a auto-estima começa a desenvolver-se muito precocemente, quando ainda se é bebé.

O toque, o carinho;
o cuidar, o ambiente seguro dão à criança o bem estar e o sentido de que é muito querida.

Nesse inicio de vida, a criança vai descobrindo como é o mundo a sua volta, os pais actuam como espelhos, que devolvem determinadas imagens ao filho.
O afecto é muito parecido com o espelho.


Por isso, sempre que se demonstra afectividade por alguém, essa pessoa torna-se meu espelho e eu torno-me o dela; e reflectindo um no sentimento de afecto do outro, desenvolvemos o forte vínculo do amor, essência humana, em matéria de sentimentos.

“Desde muito pequena, a criança desenvolve o auto conceito - conjunto de valores e crenças, conscientes ou acessíveis à consciência, assim como atitudes e opiniões que a criança tem de si mesmo, de si mesmo em inter-relação com o outro, com o mundo e com tudo que a mente pode alcançar - baseado na relação com os outros”.(Fonte criancices)

Se para os pais o amor incondicional que sentem pelos filhos é claro, já para os filhos nem sempre esse amor é assim tão claro.
A criança preocupa-se em agradar à mãe e ao pai e acredita que ao fazer isso garante o amor deles.
Assim o sorriso de apro
vação dos pais é amor, já a reprovação, com um olhar sério, ou ralhar pode significar, não amor.

Por isso é muito importante que a a criança saiba que, quando a mãe e o pai reprovam determinada atitude ou comportamento, o amor que sentem por ela não sofre qualquer alteração, que a vão amar sempre, mostrando o caminho, que para os pais parece ser o melhor e o vão respeitar.

Dar-lhe espaço para que tenha os seu próprios sentimentos, encontrando formas de ajudar a expressá-los de maneira socialmente aceitável.

Porque não é errado nem feio sentir raiva. O que pode ser reprovado é a expressão inadequada da raiva, como bater em alguém.

Aceitá-la como é, mesmo que não corresponda às expectativas dos pais. A criança precisa ter os seus próprios sonhos, pois não nasceu para realizar os sonhos dos pais...

Não julgar as crianças pelas suas atitudes.
As crianças erram muito, porque é assim que aprendem.
Mãe e pai podem e
devem julgar as atitudes, mas não os filhos. Se a atitude foi egoísta, o que deve ser mostrado é o egoísmo, mas não consagrá lo dizendo “ és muito egoísta’: Frases do tipo “és terrível” ou não tens jeito para nada” ensinam à criança que ela é egoísta, terrível e não tem jeito para nada

Para eles, essas ‘qualificações” passam a ser a sua identidade.

O respeitar a criança mostrar-lhe que ela é amada não pelo que faz ou tem, mas pelo simples fato de existir. Sentindo-se amada, tem maior segura para realizar os seus sonhos.
A criança precisa de experimentar, tentar, errar mas, sem ser julgada, deve sim ser orientada, estimulada...


Deixa-la ter seu próprio ritmo, (as crianças são diferentes umas das outras), deixa-las descobrir coisas, pois permite que a criança perceber que consegue realizar algumas conquistas e falhar outras, mas que isso não significa uma catástrofe afectiva.
Assim, a criança vai desenvolvendo a sua auto-estima que é grande responsável por seu crescimento interno, e fortalecendo-se para ser feliz, mesmo que tenha de enfrentar contrariedades.


O que alimenta a auto-estima é sentir-se amado incondicionalmente e também o prazer que a criança sente de ser capaz de fazer alguma coisa que dependa só dela.
Não o prazer ganho ou seja, o desenvolvimento da auto-estima quando brinca com o que ganhou, interage e cria novas brincadeiras; guarda o brinquedo dentro de si, sente a sua falta e principalmente cuida dele.

Porque o brinquedo ganho, adquire um significado especial para ele.
Mas as crianças que ganham uma infinidade de brinquedos que mal conseguem guardar não têm como desenvolver auto-estima suficiente para gerar felicidade.
O presente que vai alimentar a auto-estima, é o que transmite o sentimento de merecimento. Sem dúvida, que dá prazer aos pais dar presentes, que agradem aos filhos. Todos ficam contentes, os pais por dar e os filhos por receber. Mas o princípio educativo é que os filhos sejam pessoas felizes, e não simplesmente alegres. A alegria é passageira e a capacidade de ser feliz deve pertencer ao filho.

Porque o prazer do “sim” é muito mais verdadeiro e construtivo quando existe o “não’
Se uma criança é aprovada porque os pais contrataram para ela um professor particular, o mérito da aprovação é dos pais. O filho pode até sentir prazer por ter sido aprovado, mas no fundo sabe que o mérito não foi todo seu. Isso diminui sua auto-estima. Quando é aprovado porque estudou e se empenhou, a sua auto-estima cresce.
Ele adquire responsabilidade.


A auto-estima é a força interior da felicidade.
Uma dica importante aos pais: quando proibirem alguma coisa ao vosso filho, encontrem outras que ele possa fazer. A simples proibição é paralisante. A educação é mobilizar a criatividade para o bem comum.

A opinião que a criança tem de si mesma está intimamente relacionada com sua capacidade para a aprendizagem e com seu rendimento. O auto-conceito desenvolve-se, como já foi dito, desde muito cedo, na relação da criança com os outros.
É nesta interacção afectiva que vai desenvolver sentimentos positivos ou negativos e construí a sua auto imagem.


Bibliografia:
Enciclopédia da mãe e da criança: Cuidados com a criança. Lisboa: Editora Lusodidacta, 1995.
Icami Tiba "Quem ama educa"Editora: Gente Ano 2002

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Promoção da relação e da criatividade das crianças

1 - Brincar com a criança
A sua interacção com a criança é mais importante, do que dar brinquedos caros. Desenvolver uma boa relação e ter tempo de qualidade para o seu filho, faz mais para promover as competências e a criatividade dele, do que qualquer objecto que possa comprar.

2 - Ajudar a criança a observar
Ensinar a criança a realmente ver e escutar (cores, formas, sons), esta é a porta de entrada dos sentidos (plante e veja o crescer de um feijão ou saia de casa e explore a natureza com o seu filho) .

3 - Manter viva a curiosidade natural da criança
Aceitar e cultivar perguntas e respostas pouco comuns.

4 - Criar um ambiente rico e diversificado
Colocar sempre ao dispor da criança materiais diversos tais como: papel, tinta, pano, barro, etc. Um bom brinquedo, também, exerce um papel fundamental, no desenvolvimento infantil: se for adaptado à idade e desenvolvimento da criança e não promover agressividade. Deve-se desafiar e intrigar a criança e não frustrá-la ou enraivecê-la.

5 - Encorajar uma independência razoável
A auto-suficiência (o ser uma criança desenrascada) é uma característica dos indivíduos criativos.

6 - Evitar uma diferenciação prematura dos papéis sexuais (masculino/feminino) Os brinquedos só para meninos ou só para meninas diminuem a criatividade.

7 - Permitir, à criança, que ela tome decisões
A criança precisa ter experiência no processo de escolhas (imaginar as consequências desta ou daquela acção e escolher com base naquilo que tem maior importância).
8 - Permitir um diálogo franco
Ao conversar com a criança, permitindo que ela faça todas as perguntas e trocando ideias com ela, facilita-se o aparecimento ideias novas e originais, que devem ser reconhecidas e elogiadas.

9 - Ser tolerante a erros
Para desenvolver sua capacidade criativa, a criança deve poder errar e tentar de novo.

10 - Usar adequadamente as novas tecnologias
Escolha programas e jogos adequados à idade da criança e aproveite para assistir/jogar com ela. Apesar de dever controlar as horas em frente à televisão, computador ou consolas de jogos, pode aproveitá-los para estar e conversar com o seu filho.

11 - Respeitar a necessidade que a criança tem de privacidade e silêncio
As crianças adoram ter um lugar, onde possam se esconder e não fazer absolutamente nada. É preciso tempo para sonharem acordadas, para relaxarem e para estarem entregues aos seus próprios pensamentos.
12 - Ajudar a criança a aprofundar e aumentar seus interesses
Não adianta impor interesses à criança, deve-se respeitar os seus (ex. dinossauros), ajudando-a a aprofundá-los (levando-a, por ex., a um museu). O esforço pessoal representa o primeiro passo para o desenvolvimento da criatividade

13 - Respeitar os limites evolutivos da criança
Aceitar o facto de que a criatividade depende das possibilidades de cada um, assim como da idade em que a criança se encontra.

14 - Relacionar-se criativamente
É necessário entrar, imaginativamente, nas experiências de pensamento e sentimento da criança (porque não brincar às casinhas com ela).

15 - Saber avaliar-se e empenhar-se na formação de padrões
Para ser capaz de julgar o seu próprio trabalho, a criança deve aprender a ter crítica construtiva (ex. o desenho está bonito, mas eu sei fazer melhor);

16 - Proporcionar, à criança, uma boa educação artística
Pintura, dança, música, teatro etc., são um complemento fundamental à educação intelectual e social da criança. É a educação da capacidade de expressão e criação espontânea da criança, que contribui para a formação de indivíduos sensíveis e criativos.
17 - Induzir a aprendizagem por descoberta
Induzir a criança a que ela faça suas próprias descobertas, ao invés de lhe apontar o caminho correcto que deve seguir (em vez de “dar o peixe”, ensinar a pescar). Deixar que ela descubra, por si só, o óbvio para os adultos, mas que para ela é novidade. Para isso é necessário que ela descubra suas próprias soluções.

18 - Valorizar o trabalho da criança
A criatividade nasce, mais facilmente, num ambiente, onde a criança é genuína e claramente valorizada e amada.

(Adaptado Semira A. Vaisencher )

Como escolher os brinquedos certos para bebés ???
Os pais são o melhor e mais divertido meio de aprendizagem para o recém-nascido, pois o seu rosto tem expressões que se modificam e olhos que se mexem, os pais fazem sons de que o bebé gosta, têm 10 dedos fascinantes para pegar, segurar e puxar…

É claro que os brinquedos são importantes, mas muitos podem até ser objectos de uso diário (colheres, garrafas e bacias de plástico, tachos, espelhos…). Os primeiros brinquedos dos bebés devem ser aqueles que despertam os sentidos da visão (caixas de actividades com espelhos, luzes e botões de girar), da audição (chocalhos, móbiles) e do tacto (bonecos de peluche, bolas).

Procure cores vivas, sons melódicos e atraentes, texturas interessantes e variadas. Mas os brinquedos devem ser acima de tudo seguros, e porque os bebés tendem a colocar tudo na boca certifique-se que estejam limpos e que não tenham peças que possam ser engolidas.

Escolhendo os brinquedos certos para crianças de 1 a 3 anos
Com 1 ano de idade estão-se a desenvolver as habilidades motoras do seu bebé e a coordenação mão-olho é cada vez maior: ele está interessado em objectos que se movem e fazem sons, objectos de ligar e desligar… Nesta fase, as actividades que envolvem abrir e fechar, pôr e tirar e brincar às escondidas são das suas favoritas.
Os brinquedos para as crianças que estão a aprender a caminhar, entre os 12-24 meses, são preferencialmente os blocos ou argolas coloridos de empilhar, as formas de encaixe, os bonecos sobretudo com roupas que oferecem a possibilidade de abotoar, fechar, pressionar e amarrar, e os brinquedos eléctricos que se movem e fazem sons.
Para as crianças de 2 a 3 anos, os brinquedos que permitem imitar os adultos são os seus preferidos. Por exemplo, as cozinhas, electrodomésticos e ferramentas de brincar, os volantes com buzina e velocímetro, os livros e telefones sonoros, os comboios de empurrar e as tendas de brincar. Conforme vão crescendo mais os brinquedos que estimulam a concentração, enquanto desenvolvem as habilidades motoras e de manipulação são fundamentais, como por ex., os puzzles de plástico ou madeira, os cubos de imagens, os quadros de pintar ou colar, os dominós e cartas de imagens, etc.

Lendo para a criança...
A leitura ajuda a desenvolver quatro competências básicas associadas ao raciocínio: a atenção, a memória, a resolução de problemas e a linguagem. A melhor maneira de incentivar o seu filho a gostar de livros é ler em voz alta para ele, desde o nascimento.

Apesar de o bebé não entender as palavras que lê, adora o som da sua voz. Mais tarde pode apontar para as figuras que o bebé conhece e dizer o nome ou fazer o som (o cão, faz au au). Os primeiros livros devem ter histórias curtas, vivamente ilustradas e alguns devem ser próprios para que o bebé possa pegar neles (pequenos, de tecido, plásticos ou cartão grosso).

Por volta dos 2 anos as crianças já são capazes de apreciar, virar páginas e ter cuidado com os livros…

Após os 3 anos é uma boa altura para levá-las à Biblioteca local, que além de ser uma fonte gratuita de livros, desenvolve muitas vezes a hora do conto para crianças.

Tornar a leitura parte do ritual da hora de dormir é uma maneira de ajudar a criança a relaxar e a preparar-se para um bom sono… e não tenha medo de inventar histórias e ajudar a estimula a criatividade do seu filho.
(Adapt. M. Meyerhoff)

______________________________ Ana Sousa (psicóloga)