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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

É HORA DO LANCHE!

ACom o início das aulas, sabemos que para si, a alimentação do seu filho é um aspecto importante e nem sempre fácil de acompanhar quando não está com ele. Nestas alturas, as escolhas alimentares do seu filho são influenciadas, pelo grupo de amigos, pela oferta disponível e pelos conhecimentos alimentares que adquire.

A alimentação, particularmente na infância e adolescência, tem uma influência determinante no desenvolvimento emocional, intelectual e social.

Para evitar que as escolhas do seu filho sejam erradas deverá:
•Incutir hábitos alimentares saudáveis em casa e servir de exemplo;
•Ensinar conceitos de alimentação saudável de forma descontraída e, se possível, durante a refeição;
•Decidir em conjunto com o seu filho o que ele almoçará no refeitório da escola;
•Preparar com ele o lanche para levar para a escola;
•Aproveitar as reuniões de pais para despertar o interesse da escola para as questões da alimentação saudável.

A importância dos lanches

Os lanches são determinantes para o equilíbrio do dia alimentar:
•Ajudam a fornecer a energia e os nutrientes de que o organismo necessita para se manter activo entre as refeições principais;
•Ajudam à concentração e ao melhor rendimento escolar;
•Permitem controlar os apetites vorazes responsáveis pelo aumento da ingestão de produtos muito açucarados ou com muita gordura.

Nos bares escolares e/ou nas máquinas de venda cada criança faz a sua escolha, baseada na oferta. É aqui que ela deve ser ensinada a escolher e não proibida de consumir. Interessa disponibilizar uma variedade de alimentos, suficiente para ir ao encontro das suas expectativas, como exemplo:
•Leite e iogurtes meio-gordos, simples ou aromatizados (sempre que possível sem adição de açúcar), queijo fresco, curado fundido ou requeijão;
•Sumos naturais de fruta e/ou vegetais sem adição de açúcar e/ou comerciais "100%" sumo e água (não gaseificada e sem aromas);
•Variedade de pão, pouco refinado e com pouco sal (ex: pão integral, de mistura, centeio…), simples ou com adição de queijo/fiambre, manteiga, compotas com pouco açúcar;
•Cereais em flocos e/ou barras, ricos em fibras alimentares e com pouco sal e açúcar;
•Apenas bolos sem cremes, com pouca gordura de preferência confeccionados em casa;
Evitar: alimentos fritos e folhados como as batatas fritas ou os salgados; produtos de charcutaria; gelados compostos maioritariamente por natas, aromas e corantes; rebuçados, chocolates, caramelos e outras guloseimas; bolachas com recheio; produtos de pastelaria e confeitaria e refrigerantes.

Um bom lanche deve sempre incluir:
oPão ou barra de cereais ou cereais de pequeno-almoço
oIogurte ou leite;
oUma peça de fruta ou sumo natural

As nossas sugestões:

Nota: Sempre que possível, as sandes deverão ser enriquecidas com vegetais ou fruta. A garrafa de água deverá sempre fazer parte da lancheira.


_______________
Bibliografia:  http://www.nestle.pt;  MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, Educação Alimentar em Meio Escolar, Referencial para uma alimentação saudável, Outubro 2006, Lisboa;
 http://www.plataformacontraaobesidade.dgs

Paula Leite – Enf. Especialista Enfermagem Comunitária Equipa de Saúde Escolar
Unidade Saúde Pública ACES Feira/Arouca

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A IMPORTÂNCIA DO PEQUENO ALMOÇO

Um pequeno-almoço saudável e equilibrado é essencial a qualquer criança para que esta comece bem o dia.
O pequeno-almoço deve fornecer nutrientes em quantidades adequadas, de modo a oferecer à criança a energia necessária para o desempenho das suas funções, optimizando as capacidades cognitivas e facilitando os processos de aprendizagem.


Estudos referem:
Um pequeno-almoço com alimentos provenientes dos 7 grupos da roda dos alimentos fornece às crianças aproximadamente um quarto das suas necessidades diárias em nutrientes;
Indivíduos que “saltam” a refeição do pequeno-almoço têm menos hipóteses de atingir a quantidade diária, necessária, de nutrientes;
Quando as crianças tomam o pequeno-almoço, estão facilitadas funções como a concentração, aprendizagem, pensamento e comportamento.


Quatro estratégias para tornar o pequeno-almoço um hábito na sua casa:

1. Seja um modelo. Se quer que a sua criança coma o pequeno-almoço, toma-o também!!!
2. Mantenha os alimentos do pequeno-almoço sempre à mão. Tenha pelo menos duas porções de cada item que vai servir ao pequeno-almoço (ex: no caso do pão, servir dois tipos de pão diferentes), para tornar o pequeno-almoço mais variado e assim evitar a monotonia.
3. Torne-o fácil. Adopte formas de servir o pequeno-almoço que sejam simples e viáveis, de preferência, de modo a que as crianças consigam servir-se sozinhas. Mantenha os alimentos sempre visíveis.

4. Tente o pequeno-almoço na escola. Encoraje as crianças que não conseguem tomar o pequeno-almoço em casa a tomarem-no na escola. O importante aqui é a intervenção dos pais na elaboração do pequeno-almoço para se certificarem que as crianças tomem um pequeno-almoço saudável.

Fonte
Direcção-Geral da Saúde. Microsite da plataforma contra a obesidade. A importância do pequeno almoço. Acedido a 21/10/2009. Disponível em:
http://goprod.dgs.pt/PresentationLayer/textos01.aspx?cttextoid=225&menuid=198&exmenuid=233

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Preparação do biberão

A preparação do biberão requer alguns cuidados importantes que convém ter em consideração. Esta postagem aponta alguns deles.

1 - Cuidados de higiene
Seja muito rigoroso(a) quanto ao cumprimento de algumas regras de higiene. A verdade é que os bebés ainda não estão habituados aos germes!
- Antes de preparar o biberão lave cuidadosamente as suas mãos;
- O biberão e a respectiva tetina e a colher doseadora devem estar esterilizados. Se não tiver estes cuidados a contaminação por microorganismos pode provocar doenças ao seu bebé;

- Quando terminar a refeição do bebé lave com água corrente todos os utensílios utilizados e esterilize-os.

Métodos para esterilização

1 - Fervura: os biberões, as tetinas, a colher doseadora e restantes utensílios são emergidos em água, numa panela útilizada só para o efeito, entre 10 a 20 minutos. Tenha em atenção que não se deve observar bolhas de ar dentro dos biberões, uma vez que isso pode comprometer o processo.

2 - Esterilização a vapor: em aparelho apropriado. Os utensílios a esterilizar são envoltos em vapor de água a uma temperatura de 95 a 97ºC;

3 - Esterilização a vapor no micro-ondas: num aparelho próprio para levar ao micro-ondas, os biberões e as tetinas são igualmente esterilizadas com vapor em poucos minutos.

Como preparar?
- Ferva a água durante 3 a 5 minutos (não mais do que isso, porque caso contrário a água vai-se evaporando e fica concentrada em sais que originam cólicas ao bebé). Nota: Já existem águas próprias para lactentes (ver o rótulo), as quais não necessitam de ser fervidas;
- Deixe arrefecer um pouco a água;
- Verta a quantidade correcta no biberão;
- Junte o pó à água na quantidade correcta. A quantidade total depende do peso do bebé.


Para cada 30ml de água adicione 1 colher rasa de leite em pó
Colher medida/Água
1 - 30 ml
2 - 60 ml
3- 90 ml
4 - 120 ml
5 - 150 ml
6 - 180 ml
7 - 210 ml


- Respeite sempre as quantidades de leite em pó a utilizar;
- Nunca encher a colher medidora acima da medida;
- Não pressionar o leite em pó na colher para caber mais;
- Passe as costas de uma faca limpa ou uma espátula sobre a colher medidora para tirar um eventual excesso de leite em pó.
- Se colocar maior quantidade de leite em pó do que a indicada, o leite ficará demasiado concentrado e isso prejudicará o bebé, ocasionando mais problemas gastro-intestinais. Por outro lado, se ficar menos concentrado, o seu bebé não estará a receber todos os nutrientes que devia.
- Deite algumas gotas para a superfície interior do seu pulso para verificar a temperatura do leite; o leite deverá estar morno e não quente.

Atenção:
- Ao dar o biberão, a tetina deve estar sempre repleta de leite para que o bebé não engula ar, o que irá provocar cólicas;
- O leite deverá pingar da tetina e não escorrer, para que a criança não se engasgue.
- A mãe ou o pai deverão sentar-se numa posição confortável, e manter o bebé em posição semi-sentada, com a cabeça apoiada no seu antebraço.


Olhe para a criança enquanto se alimenta.
O contacto visual reforça a ligação entre a mãe (ou pai) e a criança!


Horário e frequência das mamadas
O leite artificial requer mais tempo de digestão, por esse motivo deverá manter intervalos mínimos de 3-4 horas entre cada mamada. A quantidade de leite do biberão é variável e deve ser a que deixe a criança satisfeita e a faça ganhar peso correctamente.
A alimentação é um dos factores mais importantes para o normal crescimento e desenvolvimento da criança.

_____Teresa Margarida da Silva Santos (Enfermeira em estágio no Curso de Preparação para o Parto)

Bibliografia:
O Guia Cuidar do Bebé – Felicitas Publicidade, Portugal, 2005.
http://pt.wikipedia.org/
http://www.todopapas.com/contenidos/alimentacion/Amamentacao-com-biberao-1020.html
http://www.prenatal.pt/bebes/amamentacao/o-aleitamento-artificial/como-se-prepara-o-biberao.htm

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Alimentação no 1º ano de vida

A alimentação do bebé inicia-se com leite, idealmente o leite materno que, como é do conhecimento geral, é o alimento mais completo e adequado às necessidades do lactente.

A diversificação alimentar deve iniciar-se entre o 4-6º mês de vida. Constitui um processo lento e cuidadoso, no sentido de facilitar a adaptação do aparelho digestivo do bebé, que é ainda muito imaturo.

A introdução de novos alimentos possibilita ao bebé o contacto com novos sabores, consistências e odores, ajudando-o a desenvolver novas competências e a relacionar-se com o meio envolvente. Não obstante, prepara a criança para se sentar à mesa com a família por volta dos 12 meses, desde que a alimentação familiar seja equilibrada.

A introdução dos novos alimentos pode ser flexível; no entanto, siga as recomendações do médico de família ou do pediatra que acompanha o desenvolvimento do seu bebé.

A partir dos 4 meses é comum iniciar-se uma papa láctea, sem glúten, ao pequeno-almoço ou ao almoço. Poderá iniciar também uma sobremesa de fruta (maçã, pêra ou banana). Evite o uso desmedido de boiões de fruta, uma vez que contêm sacarose, concentrado de sumo de limão, farinha de arroz, entre outros constituintes que conferem um sabor mais apurado, podendo levar o bebé a recusar a fruta natural.

Aos 5 meses:
- 3-4 refeições de leite;
- Uma papa láctea sem glúten;
- Uma sopa de legumes (ao almoço);
- Duas sobremesas de fruta.

A novidade consiste na introdução da sopa de legumes. Poderá preparar a sopa com uma batata pequena, meia cenoura, meia cebola, uma folha de alface e um fio de azeite no final. Introduza um legume novo (abóbora, repolho, bróculos, couve flor, alho francês…) a cada 3-7 dias para dar tempo a que o bebé se adapte aos novos sabores e verificar se ele não faz qualquer tipo de reacção/alergia.

Aos 6 meses:
- leite materno ou adaptado;
- 1 papa láctea com glúten;
- 1 sopa de legumes com carne;
- 2 sobremesas de fruta.

Adicione à sopa de legumes 30g de carne (vitela, borrego, coelho, frango, peru). Na primeira semana, coza a carne e retire-a antes de passar a sopa. Posteriormente passe a carne na sopa.
Á fruta poderá adicionar algumas gotas de sumo de laranja.

Aos 7 meses:
- leite materno ou adaptado;
- 1 papa láctea com glúten;
- 1 sopa de legumes com carne (almoço);
- 1 sopa de legumes com peixe (jantar);
- 2 sobremesas de fruta.

Prefira peixes brancos, como a pescada e o linguado que têm menor quantidade de espinhas.

Aos 8 meses:
Pode iniciar um iogurte natural com 3-4 bolachas Maria ou torrada que pode substituir ou alternar com a papa.
Comece por introduzir a gema de ovo 2-3 vezes por semana.
A sopa de peixe pode ser substituída por farinha de pau.

Após os 12 meses:
Poderá introduzir outro tipo de fruta (pêssego, morangos, kiwi…), leguminosas (feijão, grão…), clara do ovo...

Gradualmente habitue o seu bebé a ingerir a dieta alimentar da família, embora com pouco sal e açúcar.

Estudos recomendam os leites adaptados (leites série 3) até a criança completar os 3 anos de vida, embora o leite de vaca ultrapasteurizado possa ser permitido. Evite o uso de leites de crescimento (são muito açucarados e podem provocar obesidade infantil, cáries dentárias).


Lembre-se que o bebé não está habituado a estes novos sabores e consistências. Tenha paciência durante todo este processo. Ele poderá recusar um alimento quando lhe é oferecido pela 1ª vez e ingeri-lo com satisfação à 2ª ou 3ª vez.

Contribua para o desenvolvimento saudável e harmonioso do seu bebé. Evite a comida enlatada ou em boiões. Não adicione sal ou açúcar aos alimentos.
Ao seguir estas recomendações estará a promover a médio e a longo prazo a saúde do seu filho
.

__________________________________ Vânia Coimbra

Bibliografia:
Direcção Geral da Saúde. Saúde infantil e juvenil – programa tipo de actuação. Orientações técnicas nº 12
www.hevora.min-saude.pt/docs/pediatria/alimentação