sábado, 21 de fevereiro de 2009


A CHEGADA DE UM NOVO BEBÉ

A chegada de um novo bebé à família vai exigir do seu filho uma adaptação enorme. De repente vê-se obrigado a partilhar o amor, o tempo e atenção dos pais, bem como o lugar especial que ocupa nos seus corações, e isso constitui uma mudança enorme à qual vai levar algum tempo a habituar-se. Porém, existem muitas maneiras de o ajudar a sentir que continua a ser tão especial e amado como era até aí.


Converse com ele sobre bebés

Fale com o seu filho sobre bebés e dê-lhe uma ideia de como vai ser ter um bebé em casa. Por exemplo, diga-lhe que os bebés comem, choram e dormem muito e que precisam de muito do tempo dos pais.


Envolva-o o mais possível nos preparativos para a chegada do bebé

Quando for ao médico, leve-o consigo, deixando-o ouvir o som do batimento do coração do bebé e dizer-lhe que o bebé está a crescer de forma saudável. Deixe-o sentir os pontapés do bebé e dar opinião acerca dos nomes a dar ao irmão. Deixe-o ajudar a preparar as roupas do bebé, dando-lhe a escolher alguma peça do seu agrado.


Evite fazer outras mudanças significativas

Evite mudar de casa, mudar a criança de quarto ou de cama, de infantário ou de escola, a menos que estas mudanças sejam feitas com antes três meses do bebé nascer. Três meses é o tempo suficiente se adaptar a uma mudança.


Prepare-o para o tempo que passará fora de casa

Explique-lhe onde vai estar e quantos dias vai estar fora de casa (previsivelmente). Diga-lhe com quem ele vai ficar e com quem ele deve contar durante a sua ausência. Fale-lhe da possibilidade de ter de sair durante a noite e de não ter a oportunidade de se despedir dele, mas que o verá pouco tempo depois.


Não lhe diga que o bebé vai ser um amigo de brincadeira

Este comentário faz com que a criança espere que desde o primeiro dia o bebé brinque e logo o vai levar à desilusão. A desilusão faz com que seja mais difícil para ele adaptar-se ao novo bebé.




Bibliografia:
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; SPARROW, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Receita - dose diária!

Com a aproximação do Carnaval, época propícia à BRINCADEIRA aqui fica uma receita muito importante para todos os papás e mamãs... Em doses q.b. ajuda a promover a saúde dos(as) filhotes(as).



terça-feira, 10 de fevereiro de 2009


TELEVISÃO: PRÓS E CONTRAS

A televisão é actualmente a principal companhia diária para muitas crianças. Ver televisão durante períodos de tempo longos compromete o desenvolvimento físico, psíquico e social da criança. As crianças pequenas precisam de correr para se desenvolverem fisicamente e manterem um corpo e mente saudável e de interagir com outras crianças para ganhar competências sociais importantes. Precisam também de interagir com os pais e outros membros da família e adultos para estabelecerem laços de afecto e familiares fortes. Precisam de brincar activamente, desfolhar e ver livros, ouvir histórias, palrar e falar e aprender outras competências importantes ao seu desenvolvimento. Ao verem muita televisão, as crianças não aprendem estas competências, daí ser muito importante limitar a sua visualização.



Por outro lado a televisão também tem vantagens. Existem programas educacionais dirigidos a idades chave com qualidade. As crianças que os visualizam imitam e interiorizam os comportamentos e valores com facilidade, como por exemplo a entre-ajuda e o altruísmo. Contudo deve sempre respeitar algumas regras.

Em 2003 a Academia Americana de Pediatria debruçou-se sobre esta problemática e fez algumas recomendações:

- Evitar o uso da televisão como “ ama electrónica”.
- Evitar que crianças menores de 2 anos vejam televisão.
- Limitar o tempo despendido a ver televisão para o máximo 1-2 horas por dia.
- Seleccionar criteriosamente os programas a ver.
- Ensinar aos seus filhos a capacidade de selecção e de discriminação
de modo a habilitá-los a ver o que lhes convém.
-
Co-visionar os programas com os seus filhos e discutir os conteúdos vistos.
- Os pais devem servir como modelos para os seus filhos escolhendo
criteriosamente os programas que vêem.
- Não colocar aparelhos televisivos nos quartos dos filhos.
- Proporcionar actividades alternativas, nomeadamente a leitura, as
actividades físicas, os hobbies instrutivos e permitir tempo para brincadeiras
imaginativas.



Para reflectir: Costumo ver televisão com o meu filho e conversar com ele sobre os programas? Selecciono os programas para ele ver? Limito o tempo de ver televisão?


BIBLIOGRAFIA:
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; SPARROW, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.
MENDES, Patrícia; FERNANDES, Armando - A Criança e a TV. Acta Pediátrica Portuguesa, 2003; 34: 101-4

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009



O CHORO DA CRIANÇA

Quando o nosso filho chora, nem sempre tomamos as atitudes mais correctas, especialmente quando já está há dez minutos a chorar, ou está a chorar de birra. De seguida apresentamos algumas atitudes que não devemos tomar quando o nosso filho chora.


O que devo evitar fazer quando o meu filho chora?

- Evite zangar-se ou ser agressiva(o). Não grite nem lhe bata. Este tipo de atitude vai fazer com que ele fique mais assustado e aumente o choro.
- Não recompense o choro. Dar-lhe um doce ou um benefício (ex.: ver televisão) para deixar de chorar aumenta as probabilidades de ele voltar a chorar só para ter novamente a compensação.
- Não ceda às exigências. Se ele chora para lhe fazerem determinada vontade não mude a sua opinião e posição. Ex.: Você recusa-se a comprar um brinquedo e ele chora; então compra o brinquedo para ele parar de chorar. Da próxima vez, ele vai usar a mesma estratégia para conseguir o que quer.
- Não o estrague com mimos. Também pode aumentar o choro e está a ensinar-lhe que chorar é uma forma de obter atenção especial.
- Não tente “endurecê-lo”. Gozá-lo, ridicularizá-lo ou chamar-lhe “bebé chorão”, pode fazer com que chore menos, mas também o ensina a não ser honesto com os seus sentimentos.
- Não se sinta culpado(a). É normal as crianças pequenas chorarem. Não significa que seja má mãe ou pai.


Próximo artigo: Televisão: prós e contras


Bibliografia:
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; Sparrow, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
CORDEIRO, Mário -O Livro da Criança. Lisboa, Esfera dos Livros, 2007.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


O CHORO DA CRIANÇA

Como vimos no artigo anterior, o choro é uma característica inata do ser humano e, no bebé, é a única forma de comunicação.
As crianças usam o choro para comunicar a existência de um problema (seja ele qual for). Choram mais quando têm fome ou estão cansadas. À medida que vão crescendo e aumentando as suas competências linguísticas choram menos.



As crianças pequenas podem chorar por muitas razões

- Têm medo.
- Sentem-se zangadas ou frustradas.
- Sentem-se sós. Pode acontecer quando não lhes é dedicada atenção e tempo, pois precisam de ambos em grandes quantidades.
- Estão doentes ou sentem dor. (Artigo anterior)
- Estão a tentar que lhe façam as vontades. Especialmente quando o choro já resultou antes.
- Estão aborrecidas. As crianças pequenas têm uma grande necessidade de explorar em liberdade o meio que as rodeia. Se passarem muito tempo no carro ou no parque de brincar, podem chorar de frustração.
- Choram mais quando estão cansadas ou com fome. (Artigo anterior)

Que fazer quando o meu filho chora?

- Mantenha a calma. Quanto mais calma(o) estiver mais probabilidades tem de ele parar de chorar. No entanto não exagere, pois encoraja-o a chorar ainda mais para chamar a sua atenção.
- Tente perceber os motivos pelos quais chora. Se compreender os motivos do choro vai ser mais fácil parar as lágrimas. Se a criança conseguir falar, pergunte-lhe porque chora, se não despiste todas as situações descritas anteriormente.
- Responda de forma apropriada ao choro dele. Depois de encontrados os motivos do choro aja de acordo com cada um deles.
- Mostre-lhe empatia e compreensão.
- Ensine-lhe palavras para identificar os seus sentimentos. Dizer “Estás magoado” ou “Estás triste” vai ajudá-lo a compreender o que está a sentir e ensina-o a utilizar as palavras em vez do choro, quando está aborrecido ou zangado.
- Tente distraí-lo. Tente arranjar qualquer coisa nova para ele se entreter sempre que ele comece a ficar aborrecido, vai ajudar a desviar a sua atenção.


Lembre-se: As crianças têm sempre uma razão para chorar. Não parta do princípio que está tudo bem e ignore o choro sem antes verificar as situações descritas atrás e no artigo anterior.

Próximo artigo: O que devo evitar fazer quando o meu filho chora?

Bibliografia:
BRAZELTON, T. Berry – O Grande Livro da Criança. Lisboa, Editorial Presença, 1998
BRAZELTON, T. Berry; Sparrow, Joshua D. – A Criança dos 3 aos 6 anos. Lisboa, Editorial Presença, 2004.
CORDEIRO, Mário -O Livro da Criança. Lisboa, Esfera dos Livros, 2007.
GAZAL, Chantal – A Criança Feliz. Lisboa, Editorial Presença, 2007.