segunda-feira, 13 de agosto de 2007

O brinquedo certo


Encontrar o brinquedo certo para o seu filho é quase um jogo de sorte e de azar. Embora não haja fórmulas científicas que definam qual o melhor brinquedo para dar a uma criança, a verdade é que terá mais hipóteses de acertar se conhecer as diferentes fases de desenvolvimento, bem como as suas capacidades e interesses.

Leia atentamente a idade recomendada de cada brinquedo e verifique se contém a marca CE.

Até aos 3 meses
Nas primeiras semanas a audição encontra-se mais desenvolvida que a visão. O bebé reage à música, mas a acuidade visual é ainda reduzida. Por isso o melhor é optar pelos brinquedos com tons fortes. Com 1 ou 2 meses, com as mãos abertas consegue agarrar e segurar um brinquedo. Aos 3 meses descobre as suas mãos e estas serão o seu brinquedo preferido.

Brinquedos aconselhados para esta idade: Móbil, Roca, Caixa de música, Brinquedo macio.

Dos 3 aos 6 meses
Nesta fase, a criança consegue seguir os objectos. Apercebe-se que se empurrar o brinquedo, este desloca-se. Se está na cadeira já roda a cabeça e o corpo, para olhar em redor e seguir sons.

Brinquedos aconselhados: Roca ou Bola de neve, boneco de borracha que faz barulho, parque de actividades, peluche, anel de dentição.

Dos 6 aos 9 meses
Nesta altura muitos bebés já conseguem manter-se sentados durante algum tempo.
Por volta dos 9 meses, a criança tenta pôr-se de pé, agarrando-se. Consegue apontar e agarrar alguns objectos. É uma boa altura para começar a estimular o seu filho, brincando ao esconde - esconde, escondendo o seu rosto ou os brinquedos para ele procurar.

Brinquedos aconselhados: parque de actividades, bola, brinquedos para empilhar, espelho, brinquedos com rodas.

Dos 9 aos 12 meses
A qualquer momento a criança começa a deslocar-se, gatinhando, arrastando-se ou andando.
Quer começar a comer sozinho e explora tudo o que o rodeia.

Brinquedos aconselhados: Bola, telefone de brincar, puzzles, brinquedos de encaixe, brinquedos para empurrar.

Dos 12 aos 18 meses
Muitas crianças dão os seus primeiros passos mais tarde. Nesta fase o crescimento é mais lento, mas o desenvolvimento mental e da linguagem disparam. A criança já atira os objectos para ver onde caem, pega num lápis e rabisca, suja-se a si próprio a aos objectos. Desenvolve apetência pela experimentação.

Brinquedos aconselhados: lápis e papel, blocos de construção, brinquedos para empurrar e puxar, bancada de ferramentas e cozinha, veículos, instrumentos musicais.

Dos 18 aos 24 meses
A criança anda, fala e pega em tudo o que estiver ao seu alcance. Está cada vez mais activa e quer experimentar tudo.
Nesta altura a criança começa a ter a noção do outro e a juntar palavras com o intuito de construir frases.
Brinquedos aconselhados: Objectos de “faz de conta”, instrumentos musicais, lápis e papel, puzzle, triciclo.

Dos 24 aos 30 meses
Nesta idade a criança já é relativamente independente, embora não consiga fazer tudo o que quer sem ajuda. A linguagem já está mais desenvolvida.
Faz pedidos e começa a compreender alguns conceitos. A memória também se torna mais desenvolvida.

Brinquedos aconselhados: Material de pintura e desenho, roupa, equipamento doméstico em miniatura, brinquedos de construção, puzzles, bola.

Dos 30 aos 36 meses
Por volta dos três anos a criança deixa de levar tudo à boca. Entretanto, as suas capacidades já lhe permitem enveredar por brincadeiras mais complexas.
Nesta fase a criança atingiu um grau de desenvolvimento intelectual e físico que lhe permite andar, correr e saltar com confiança e segurança.

Brinquedos aconselhados: todos os anteriores, mais materiais como o barro, a plasticina, os guaches e as tintas para pintar, o papel para fazer colagens.

__________________________________________ Paula Leite
BIBLIOGRAFIA
DECO, Proteste. Guia da Criança – Alimentação, higiene, segurança. Guias Práticos, Lisboa. Ed. Edideco, 2003

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Obesidade infantil - alerta para os pais (2ª parte)

O que fazer para evitar este problema?

A família desempenha um papel fundamental na prevenção e no combate à obesidade, pois dela advém todo o exemplo de hábitos e estilos de vida saudáveis. Desta forma deve-se:

- Estabelecer horários das refeições para o pequeno-almoço, lanche a meio da manhã, almoço, lanche a meio da tarde, jantar e ceia;

- Retirar ou diminuir significativamente o consumo de alimentos muito calóricos como: bolachas recheadas, bolos, sobremesas, gelados, refrigerantes e alimentos fritos;

- Aumentar a oferta de fruta, legumes, cozidos, sopas, saladas e privilegiar o consumo de água e sumos de fruta naturais, retirando de casa tudo o que é doce;

- Os lanches devem conter uma peça de fruta, um iogurte e uma sanduíche de fiambre e ou queijo;

- Trocar os jogos de computador por uma bicicleta, bola de futebol ou voleibol, e se possível realizar o percurso de casa-escola a pé e sempre acompanhado por um adulto;

- Incentivar a prática de exercício físico, controlando o número de horas gastas em frente à TV, computador e videojogos;
- Não comprar alimentos supérfluos ou pouco saudáveis, como bolicaus, batatas fritas, cereais açucarados, rebuçados, gomas, entre outros;

- Aderir a um estilo de vida saudável, pois fica difícil exigir de uma criança aquilo que ela não tem como exemplo. Alimentação saudável deve ser para toda a família, não só para a criança que já está obesa.

- Procurar a ajuda de um profissional de saúde se achar que o seu filho tem excesso de peso ou já está obeso.

Dicas para os pôr os miúdos a “mexer” em casa:
- Brincadeiras com bolas saltitonas de borracha, balões, raquetes de ping-pong;
- Kits de “bowling” à escala caseira;
- Entre os 2 e 4 anos, deixe-os saltar em cima da cama;
- Luta de almofadas (se não tiverem problemas respiratórios);
- Jogo do “elástico” ;
- Use e abuse da criatividade.

Estes são alguns exemplos de como as crianças podem gastar energia em casa ou ao ar livre.

Quando era miúda, ía para a escola a pé, com a minha mãe ao supermercado, ao talho, ao cabeleireiro, … quantas destas coisas hoje o fazemos como os nossos pais? Como somos mais evoluídos, vamos de carro… nem que seja 200 mts…

Assim como podemos ajudar os nossos filhos?

Já vai sendo tempo de também lhes dispensarmos mais atenção, mais tempo, quer nas tarefas do dia-a-dia, quer na própria alimentação, evitando-se os macdonalds, as pizzas, etc…

TEMOS DE TER MAIS TEMPO…para as crianças, senão artigos como este continuarão a fazer parte da nossa triste actualidade.
___________________________________________________ Paula Leite
BIBLIOGRAFIA
& Revista Crescer com Saúde – “Tratar a Obesidade Infantil é difícil”Texto de ESTEVES, Carla; nº 156; Ano XIII; Maio de 2007, Selecções Impala, pág.58-60.
&
http://www.min-saude.pt/portal
& Jornal Diário de Notícias, “Crianças Obesas dormem pouco e vêm muita TV”, Sábado, 20 de Maio 2006, Lisboa.